De Grécia: Rebentar ou sair do EURO. a 25 de Maio de 2015 às 16:35
Por que o Syriza não está a seguir o guião de um acordo com o FMI

(21/5/2015, http://www.esquerda.net/artigo/por-que-o-syriza-nao-esta-seguir-o-guiao-de-um-acordo-com-o-fmi/37077 )

Os planos de saída do euro preparados pela extrema esquerda do partido são agora estudados seriamente por aqueles que antes os descartavam; começaram a aparecer artigos a admitir o default da dívida no jornal diário do partido, Avgi. Por Paul Mason.
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Em privado, aqueles que no Syriza confiavam de que era possível chegar a um compromisso com os credores, estão agora alarmados. Os planos de saída do euro preparados pela extrema esquerda do partido são agora estudados seriamente por aqueles que antes os descartavam; começaram a aparecer artigos a admitir o default da dívida no jornal diário do partido, Avgi.

No guião imaginado pela eurozona, o final esperado é: o Syriza divide-se; o ministro das Finanças Varoufakis cumpre o compromisso de não assinar a rendição e demite-se. Forma-se um governo de centro-esquerda, com Alexis Tsipras aliado ao centrista partido Potami e com apoio tácito de uma ala liberal do partido da Nova Democracia. Há um alívio da dívida, mas nos termos ditados pelos credores, e o Syriza sobrevive para completar a mutação num partido social-democrata de centro-esquerda.
Não seguindo o guião

Porém, há os que não estão a seguir o guião.

Entre eles está Zoe Konstantopoulou, uma advogada de 39 anos, formada na Sorbonne e especialista em direitos humanos, que preside atualmente ao parlamento grego.

A deputada do Syriza usou o seu posto para mover três processos legais que poderiam, mesmo agora, dar ao governo da esquerda radical uma vantagem sobre os credores: um comité sobre a “verdade da dívida”, um comité para supervisionar os requerimentos de reparações de guerra à Alemanha, e um conjunto de casos de corrupção em alto nível relacionados com contratos do setor público com empresas alemãs.
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Procedimentos legais?

Se o Parlamento grego – não o governo – iniciassem os processos legais, não só exigindo o cancelamento de partes da dívida e as reparações, como também exigindo ao governo a anulação de partes da dívida, isso iria retirar estas questões das mãos dos ministros do Syriza.

“Exigir a abolição da parte insustentável da dívida e pedir reparações não é uma prerrogativa”, disse -me a sra. Konstantopoulou: “é um dever legal”.
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E apesar das recentes sondagens terem indicado que ainda se mantém uma maioria a favor de permanecer no euro, 70% disseram que isso não poderia significar desistir das chamadas “linhas vermelhas” no que se refere às pensões, aos direitos laborais e à readmissão dos funcionários públicos despedidos.

Os que estão a favor de “manter-se [no euro] a qualquer custo” caíram para 52%.

A extrema esquerda do Syriza já está a pressionar por uma saída “negociada” do euro, através de um plano lançado publicamente por Costas Lapavitsas, professor da Universidade de Londres e deputado do Syriza.

Mas nas semanas seguintes ao acordo de Riga, o principal corpo da militância partidária e muitos dos seus jornalistas mais influentes começaram seriamente a debater as vantagens de um default e da estratégia de saída.

As autoridades europeias que tentam selar um acordo de última-hora já não se preocupam apenas com a teimosia da Alemanha e dos seus aliados no BCE.

Também têm de antecipar a ameaça de uma revolta mais ampla dentro do Syriza e as ações do comité da verdade da dívida, podendo ambas frustrar os preparativos de qualquer acordo.

-Retirado do blog de Paul Mason no Channel 4 News.- Tradução de L.Leiria para o Esquerda.net
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siryza/euro

a não saída da grécia, A CURTO PRAZO, do euro levará inevitavelmente à maior catástrofe política e fragmentação do siryza, à morte das esperanças e rastilho para os restantes países europeus e a vitória fulminante do "neofascismo financeiro especulativo" da europa e do mundo
para respirar de alívio e se firmar por uns bons 10 a 20 anos e, finalmente, preparar-se para a guerra com a rússia. esperemos que a lucidez impere.
o tempo não corre de feição a estratégias de esperar que aumente o número dos que votarão sim num referendo. essa vaga de "desespero" do povo grego voltar-se-à, a MÉDIO PRAZO, numa revolta contra o próprio siryza, ...


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