15 comentários:
De Vaticano - Jesuítas e O:.Malta. a 23 de Novembro de 2015 às 10:43
...
----Jesuítas
Viveram o seu período "dourado" no passado: fundados em 1534 por um grupo de
estudantes da Universidade de Paris liderados pelo basco Inácio de Loyola, foram reconhecidos por bula papal em 1540.
Podem ser considerados como a tropa de elite do Papa, ao qual são particularmente fiéis; e, em quanto tais, foram decisivos na difusão da palavra do Vaticano durante a época do Colonialismo, conseguindo em breve tornar-se na congregação mais potente da Cristandade.

Todavia, o excessivo poder do Jesuítas foi também motivo da supressão deles:
em 1759 Portugal deu ordem para prender todos os Jesuítas e confiscar os bens deles, seguido em breve por outros Países colonialistas e não.
Até que em 1773 o Papa Clemente XIV aceitou apagar a congregação com a bula Dominus ac Redemptor. Mas os Jesuítas, embora muito enfraquecidos, voltaram a existir poucos anos mais tarde, com a bula da restauração encíclica Sollicitudo omnium ecclesiarumaos, de 1814: mudava só o nome, agora tornado Companhia de Jesus.

--Adolfo Nicolás Pachón
Hoje a Companhia de Jesus, que é a natural "inimiga" da Opus Dei,
é liderada Prepósito-Geral, o espanhol Adolfo Nicolás Pachón, o qual responde directamente ao Papa (sendo que o mesmo Papa Francisco I é também um jesuíta);
é o instituto religioso masculino mais numeroso na Igreja Católica, com 18.516 membros sendo que 13.112 são sacerdotes, 1.675 são irmãos, 2.920 são jesuítas em formação e 809 são noviços.
A sua distribuição faz-se por 127 países dos cinco continentes, sendo os Estados Unidos e a Índia os Países com maior número de jesuítas.

A Companhia caracteriza-se pela sua forte ligação à educação, com numerosos estabelecimentos de ensino, incluindo ensino superior.
No Brasil, por exemplo, as universidades Católica do Rio de Janeiro, Católica de Pernambuco, do Vale do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul, Centro Universitario FEI, em São Paulo e a Escola de Direito Dom Helder, em Belo Horizonte, pertencem a Ordem.

----Ordem Soberana e Militar de Malta
A Ordem de Malta (oficialmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta) é sem dúvida curiosa. T
rata-se duma organização internacional católica com origem antiquíssima (foi fundada no século XI na Palestina durante as Cruzadas)
é uma organização humanitária soberana internacional, reconhecida como entidade de direito internacional.

A ordem dirige hospitais e centros de reabilitação, tem 12.500 membros, 80.000 voluntários permanentes e 20.000 profissionais da saúde associados que actua em cinco continentes do mundo.

A Ordem não tem a sede no País de mesmo nome (a ilha de Malta), mas sim no minúsculo território de apenas 600m² que consiste num prédio em Roma. Apesar disso, tem relacionamentos diplomáticos com a maior parte dos Estados do Mundo e é reconhecida como organização internacional, tal como a ONU ou a Cruz Vermelha.
A soberania da ordem permite que esta imprima os seus próprios selos e emita os seus próprios passaportes:
é um Estado com oficialmente três habitantes permanentes, cuja chefia é identificada em Raymond Leo Burke, Bispo dos EUA nomeado por Papa Francisco I.

O Poder exercido por estas três organizações (Opus Dei, Jesuítas e Ordem de Malta) é grande e obscuro:
afastado dos holofotes, encontra na Opus Dei e na Ordem de Malta a matriz mais conservadora da Igreja,
enquanto os Jesuítas estão mais vinculados às escolhas do Papa.

Tanto para ter uma ideia: as famílias Rothschild, Rockefeller e Morgan têm fortes relacionamentos tanto com a Ordem de Malta quanto com os Jesuítas. Além disso, há fortes suspeitas de que a Maçonaria (pelo menos uma parte das principais lojas) esteja também envolvida no establishment da Igreja.
Papa Pio XII instituiu uma comissão para investigar a presença da Maçonaria na Igreja via Ordem de Malta, mas a iniciativa foi travada pelo seu sucessor, Papa João XXIII (que tinha simpatias maçónicas).

Infelizmente, o Poder do Vaticano é também aquele que melhor sabe defender-se das intrusões dos curiosos. E uma das vertentes melhor defendidas é sem dúvida aquela ligada à Finança.

Seguir as pistas que do Vaticano saem para chegar até Wall Street e as principais Bolsas do planeta é dificílimo. ...


De Quem ?: Finança, Cercle e Un.Pan-Euro. a 23 de Novembro de 2015 às 11:04
...
Seguir as pistas que do Vaticano saem para chegar até Wall Street e as principais Bolsas do planeta é dificílimo. ..está em curso uma batalha interna no Vaticano, pelo controlo das finanças:
dum lado o Papa (que, lembramos, é um jesuíta),
do outro a rede que afunda os seus interesses no mercado.

----Quem ?: a rede paneuropeista e o Le Cercle

-- Oficialmente, Le Cercle é um think tank especializado em segurança internacional.
Fundado logo após a Seg.Guerra M., o grupo costuma reunir-se a cada dois anos em Washington, sendo que até 2008 o líder era Norman Lamont (ex-Chancellor of the Exchequer. e colaborador do banco Rothschild & Sons), enquanto o actual é Michael Ancram (13º Marquês de, Barão Kerr de Monteviot), membro da Câmara dos Lordes.

Mas os dados mais interessante são aqueles saídos do diário de Jonathan Aitken, líder do grupo entre 1990 e 1996. Ele descreve Le Cercle como uma sociedade de Direita, fundada pela CIA e ligada à NATO.

--Entre os objectivos da organização:
•Transações financeiras encobertas para fins políticos;
•Campanhas internacionais com o objectivo de desacreditar personalidades ou eventos hostis
•Criação de serviços de espionagem privados especializados
•Implementação de escritórios sob cobertura adequada, cada um gerido por um coordenador em contacto com a sede central. Sedes conhecidas: Londres (Reino Unido), Washington (EUA), Paris (França), Munich (Alemanha) e Madrid (Espanha).

Entre os membros, presentes e passados:
•Sir Percy Cradock, antigo embaixador do Reino Unido na China e conselheiro de Margaret Thatcher.
•Geoffrey Tantum, antigo oficial dos serviços secretos britânicos.
•David Burnside, antigo chefe das relações públicas da British Airways e fervente Unionista (questão do Ulster)
•Brian Crozier, escritor, com fortes ligações com MI6 e CIA.
•Bill Casey, antigo chefe da CIA.
•Henry Kissinger,...
•Edwin Feulner, ex-presidente do think tank da Direita EUA Heritage Foundation
•Richard Nixon, que começou a frequentar Le Cercle após ter abandonado a Casa Branca.

Le Cercle, tem elementos de contacto com Zbigniew Brzezinski, David Rockefeller, família Rothschild, Opus Dei, Freedom Association, Grupo Bilderberg e a antiga rede Gladio. No passado, Le Cercle recebeu financiamentos da petrolífera Shell (38 mil Euros) e da Fundação Ford (26 mil Euros).

--União Pan-Europeia
À primeira vista pode parecer algo folclórico, com os seus valores conservadores e fortemente anti-semitas. Na verdade, a União é mais do que isso.

Comecemos pelos membros mais notáveis do passado: Winston Churchill (oficialmente nunca membro da organização mas apoiante externo), Albert Einstein, Thomas Mann, Sigmund Freud, Benedetto Croce, Georges Pompidou.

--Os objectivos:
1.União dos Estados europeus, com uma garantia de delegação mútua da soberania. Os governos devem, em outras palavras, certificar-se de que a transferência de soberania ocorrerá em igual medida em todos os Países.
2.Para gerir os conflitos entre os Estados membros, vai ser exigida a existência dum tribunal federal europeu.
3.Constituição dum exército europeu, uma aliança militar que reúne elementos de vários Países para garantir a paz continental.
4.Uma união aduaneira progressiva.
5.A unificação das colónias.
6.O projecto duma moeda única.
7.O respeito da diversidade das culturas nacionais europeias.
8.O respeito e a protecção das minorias nacionais.
9.A cooperação eficaz no âmbito da ONU.

Excluindo os pontos 5, 7 e 8, o resto pode ser sintetizado em duas palavras: Zona Euro.
E voltando atrás no tempo, até 1989, é possível encontrar o importante papel desenvolvido pela União Pan-Europeia nas revoluções que determinaram a queda dos regimes nos Países do Pacto de Varsóvia + Albânia e Jugoslávia.

Figuras:
•Richard Nicolaus Coudenhove-Kalergi, político austríaco (e fundador da União em 1923), que pertencia à Maçonaria e lançou (com a colaboração de R.Schuman, min. francês dos Neg.Estrang., e J.Monnet, 1ºpresid.) o projecto da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (que deu a CEE - Mercado Comum Europeu - e a União Europeia).
• Otto von Habsburg, Príncipe do Império Austro-húngaro entre 1916 e 1918; lí.der do movim. até 2004, fervoroso católico, anti-nazista e anticomunista.
. Actual líder é Alain Terrenoire, do ex-partido UNR franc.


Comentar post