De O q. 'propõe' a direita ?!. a 2 de Novembro de 2015 às 13:05
O que propõem eles?

Ultimamente, tenho me apanhado a pensar - até para reduzir a ansiedade - que não se pode responder com tanto ódio ao ódio que se sente em quem critica um governo de esquerda, ou um governo do PS apoiado pela esquerda, ou um parlamento com a maioria de esquerda. E o antídoto que encontro é perguntar-me: "Mas afinal o que propõem eles que se faça?"

Que política gostaria a direita que a esquerda no poder seguisse? Eu gostava de saber. É que não vejo nada de concreto em todas as críticas que surgem. Apenas vejo irritação por a "extrema-esquerda" poder chegar ao poder. Repito: poder chegar ao poder.

É voltar às políticas seguidas desde 2010 e aprofundadas desde 2011? Manter apertado o "enorme aumento de impostos" sobre o trabalho e pensões, as sobretaxas, a tributação verde, enquanto o Governo continua a esconder benefícios fiscais como detectou uma recente auditoria do Tribunal de Contas, que, aliás, repete o que, em 2014, outra já tinha detectado em cerca de mil milhões de euros? É manter todos os cortes nas prestações sociais? Cortar no CSI no RSI, no abono de família? É pugnar por uma "reforma de Estado" que nem a coligação de direita conseguiu fazer, nem mesmo o soundbyte Paulo Portas? É assistir ao agravamento das desigualdades sociais em que o decil mais pobre teve uma quebra de rendimento de 24% enquanto o decil mais rico teve de 8%?! É continuar a viver em estagnação económica continuada e assistir à quotidiana fuga dos mais capacitados para o países do centro europeu?

Mas se não é, o que é?


Ouça-se o grito de revolta de Francisco Assis, com aquela ideia tão mal construída que é a própria negação num só título. "A falsa tese da marginalização política da extrema-esquerda" é a expressão da clara marginalização de tudo o que não seja PS, pois a esquerda à esquerda do PS tem de ser apenas "extrema-esquerda" e, como tal, radical, e como tal, mantida fora do poder. Mas leia-se o artigo e o que se percebe da política a seguir? Nada. Apenas - espante-se! - um regresso ao PREC e ao pós-25 de Novembro... Agora, vai organizar um encontro com militantes que "discordam do rumo que está a ser seguido" para mostrar que "há uma corrente interna crítica e alternativa".

Apenas irritação, medo que assume todas as formas possíveis. Primeiro, era porque se ganhava na secretaria o que se perdera nas eleições. Depois, porque se tornava óbvio que havia uma maioria PARLAMENTAR (ou seja, eleita pelo povo), então virou-se as baterias para o acordo. "Então não há acordo?" "Mas que acordo é esse que ninguém conhece?". E esta vertente ainda corre até dia 9. Finalmente, quando conhecerem o acordo, vai ser: "Então o acordo é isto?" "Com isto, não vão longe!". Até lá, vamos ter uma manifestação de direita, lado a lado com outra da CGTP no dia da apresentação do programa do Governo...

Todo o reboliço é útil para justificar que o país precisa da paz entre PS e o PSD. E tudo está a ser feito nesse sentido. O PR espera que haja deputados socialistas que votem com a direita. Mas se não for assim, vai ser o governo do PS torpedeado pelos próprios socialistas aliados da direita, com um acordo - esse secreto - para renovar o PSD, descartar o CDS e formar uma coligação que devolva a paz ao país.

Mas volto à mesma: Paz para quê? Para levar a cabo que política que não seja "negativa"? Alguém pergunta, alguém sabe?

(por João Ramos de Almeida, 1/11/2015, Ladrões de B.)


De Cidadãos e Estados sob ATAQUE !! a 5 de Novembro de 2015 às 10:27
http://octopedia.blogspot.pt/2015/11/portugal-deriva.html#comment-form
---------
Tendo conquistado a democracia em 1975, após um período revolto com grandes esperanças de novos horizontes, rapidamente Portugal se tornou vítima dos antigos grupos económicos que dominavam o Estado Novo.

Os políticos eleitos depressa se tornaram reféns das oligarquias que dominavam um Portugal triste e melancólico da sua história imperial.

Desde então Portugal foi sempre dominado por governos sem visão de futuro, sem soluções, sem visão a longo prazo, apenas representado por políticos que se aproveitarem do sistema vigente para perpetuarem mais do mesmo com um cheiro a democracia.

Alienados pelos media, ao serviço do poder, foram votando julgando que o seu vote iria servir para mudar o sistema quando eles próprios estavam a votar no próprio sistema.

Portugal tornou-se numa democracia cansada incapaz de gerar novos horizontes. Limita-se a eleger mais do mesmo.

Atualmente com um presidente incipiente, um governo autoritário e insensível prepara-se para uma nova fase de um suposto governo de esquerda, ...

Longe vão ideais ...
o que existe são os ditados da União Europeia e das multinacionais que tomarem as rédeas do poder.
A União Europeia dita as suas leis inquestionáveis e as multinacionais, com lucros superiores aos dos próprios Estados, ditam as suas conveniências (à Comissão Europeia, ao Eurogrupo, ... aos governos).

O governo maioritário eleito vai ser derrobado na Assembleia da Répública, irá ser empossado uma coligação de "esquerda", mas não vamos esquecer que o Partido Socialista não é uma partido de esquerda (foi social democrata, passou à 3ªvia neoliberal, e agora está indeciso ...), é um partido dos governos que nos têm governado.

A sede de poder irá conduzir a mais do mesmo, os mesmos que nos têm governado nestes quarenta anos de democracia.
Os Estados europeus são democracias de fachada... são os vassalos das regras da União Europeia, das grande empresas transnacionais e das grandes oligarquias mundiais.

e aqui é que está o problema... como resolvê-lo ?


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres