De DesTratados neoliberais, UE, ... a 5 de Novembro de 2015 às 16:17
-- o jumento.5/11/2015 :
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Cavaco e os tratados

Este Cavaco é mesmo um tratado, tão preocupado não vá o PCP desrespeitar os tratados e nada diz sobre o facto de o governo se recusar a enviar para Bruxelas os dados orçamentais.
(e de ele próprio ser culpado em atrasar as eleições e por isso atrasar a preparação e aprovação do Orçamento para 2016 e que já deveria ter sido remetido a Bruxelas...!!)

Ou estará à espera de ver o que dá a manobra da direita de fazer aprovar (pelo desGoverno em funções... e sem orçamento) os cortes e a sobretaxa para 2016 ?
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PPC (Processo Pafioso em Curso)

Desde o famoso discurso do general Vasco Gonçalves em Almada que o país não ouvia um discurso em que
os preconceitos ideológicos se sobrepunham ás regras da democracia,
a defesa da NATO, da União Europeia, do Tratado de Estabilidade e até da União Bancária (e até o secreto TTIP) são valores que se sobrepõem aos da democracia e à Constituição.

Quem não faz prova das suas crenças naqueles quatro tratados perder os seus direitos políticos e para eles a cidadania política é limitada.
O discurso tem vindo a perder força à medida que se percebe que há muita esquerda para além dos ódios de Cavaco Silva e aquilo a que estamos assistindo é ao equivalente do PREC, é um PPC, por coincidência as siglas do guru que conseguiu unificar a direita, desde Manuela Ferreira Leite às Ilhas Selvagens, e que quer dizer Processo Pafioso em Curso.

Ontem diziam que iam adoptar medidas do programa do PS, até tinham mandado a comunicação social publicar que cediam no calendário da reposição dos vencimentos e da eliminação da sobretaxa.
Agora dão o dito por não dito e mesmo sem poderes para o fazer e ainda antes de se conhecer o seu programa de governo,
tentam forçar a maioria parlamentar a obedecer à austeridade extrema, mesmo depois de acabarem estas duas semanas de paranóia governamental
O mesmo Passos que dizer ser o que faltava governar com o programa do PS
quer agora que uma maioria parlamentar governe condicionado pelo extremismo ideológico da minoria.

O que tem a dizer o tal senhor de que dizem ser muito institucionalista, que é o vidente encarregado de ler os verdadeiros interesses nacionais nas cascas das conquilhas (vulgo cadelinhas) servidas no palácio
e que quando o PS dispunha de maioria absoluta devolvia diplomas ao parlamento para que fossem aprovados por consensos alargados?
É óbvio que para Cavaco entre um governo de esquerda e a instabilidade é preferível a segunda, vai ficar em silêncio.
Só os ingénuos acreditam que Cavaco é alheio a esta manobra do governo fantoche.

Como se explica que o governo se recuse a cumprir junto de Bruxelas com as suas obrigação em matéria de comunicação de dados orçamentais e agora,
ainda antes de se saber se vai ser ele a elaborar o OE
decide avançar com as mais importantes decisões orçamentais para 2016?
A resposta é simples,
a direita enveredou pelo golpismo e usa a possibilidade de formar um governo de faz de conta para lançar a instabilidade.
O último argumento da direita é Apocalipse e isso significa provocar a bancarrota.

O Observado reparou que havia uma agência de notação que ainda não classifica a dívida portuguesa de lixo e é essa notação que tem permitido ao BCE intervir para que o país tenha acesso aos mercados.
Os radicais daquele jornal lançado pelo Compromisso Portugal para ajudar a direita
anda a lançar dúvidas sobre a reacção dos mercados desde que perceberam que a direita não tinha condições para governar,
festejam cada subida das taxas de juro e agora apostam tudo na crise.

Com a agência de notação a avisar que poderia descer a notação o governo teve a brilhante ideia de propor medidas de austeridade,
a esperança é que um chumbo no parlamento desencadeie a desconfiança nos mercados e mesmo uma descida na notação da dívida portuguesa.
A direita aposta tudo na instabilidade e na bancarrota, Passos Coelho ainda sonha com o poder absoluto para poder governar sem limites e desrespeitando a Constituição.
Não é a primeira vez que por esse mundo fora a direita se transforma em golpista e faz uso da desestabilização económica para ter o poder.

Passos Coelho e Cavaco Silva decidiram brincar com o fogo e fazem tudo para colocar o país à beira do precipício.


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