Politizar cidadãos contra populismo, tb nas presidenciais

Presidenciais e «Voto Contra»     (via J.Lopes, 2/1/2016, Entre as brumas...)

 Certa esquerda (muita) inventou agora um nome diferente para o «Voto Útil»: chama-lhe «Voto Contra». E parece feliz por ter descoberto algo que não existe e por não querer votar no/a candidato/a com que mais se identifica.
    Dou um exemplo para que fique mais claro:   nas redes sociais, encontra-se um batalhão de gente de esquerda, que gostaria de votar Marisa Matias ou Edgar Silva e que diz que votará Sampaio da Nóvoa «contra» Marcelo Rebelo de Sousa. É não perceber nada do que é a matemática de uma primeira volta de eleições presidenciais e a diferença da realidade numa eventual segunda.     ***** 
       Junto um texto publicado por Miguel Cardina, hoje, no Facebook:
 
«Os debates sobre as presidenciais, agora iniciados, mostraram-nos a persistência de um fenómeno político nestas eleições: o populismo. Ele revela-se de múltiplas maneiras: na tónica indistinta na corrupção (Paulo Morais), na reivindicação da capacidade de interpretar diretamente o “sentir do povo” (Tino de Rans), na meritocracia como hipótese de organização social, tendo como paradigma o paleio do empreendedorismo, feito de start-ups bem-sucedidas e frases supostamente inspiradoras (Jorge Sequeira), nos apelos à “independência” como virtude (de Marcelo a Sampaio da Nóvoa).
      Importa perceber que o populismo não é (apenas) um recurso demagógico. O facto de ele ser mobilizável – ao ponto de organizar o discurso, implícito ou explícito, dos candidatos – resulta da sua capacidade de atração. Hoje, o populismo é sexy. Ou seja, é sexy falar genericamente da “classe política” como coisa à parte, é sexy pegar no conceito de “corrupção” e tomá-lo como uma espécie de pecado primevo, é sexy entender os partidos como sendo todos iguais e acusá-los de constituírem uma corporação de interesses.
      O certo é que o populismo tem sido, também, politicamente ineficaz. É verdade que José Manuel Coelho teve quase 5% nas últimas presidenciais e Marinho Pinto surpreendeu nas europeias. Mas mesmo este último - talvez a versão mais promissora do populismo luso - acabou por se afundar eleitoralmente nas últimas legislativas.     Para além da inexistência de um líder carismático (que surge sempre, havendo as circunstâncias), em Portugal a “hipótese populista” tem falhado porque não tem conseguido afirmar dois aspectos essenciais: por um lado, não conseguiu criar espaços alternativos à intermediação política (parlamento, partidos, sindicatos), que pudessem ser receptáculo e amplificação do seu discurso; em segundo lugar - sobretudo pela importante presença social das esquerdas, mas também pela inexistência dos tais espaços políticos que o conformem – o populismo, nas suas diferentes emanações, tem sido incapaz de articular um discurso moral sobre a crise que seja externo, e até antagónico, a um discurso político sobre a crise.
      E a verdade é que - mesmo sem grande sucesso eleitoral e sem grande capacidade de construir lastro político – o populismo tem alimentado candidaturas. Porquê? Porque é o discurso que conjuga, como nenhum outro, denúncia e despolitização. É o discurso confortável que permite criar um “exterior” da política, que seria o lugar habitado pela autenticidade e pela defesa do bem comum, e o “interior” da política, habitado por uma classe indistinta de oportunistas mancomunados. Tornar a política mais politizada é um caminho, não só para conter o populismo, mas também para dar consistência às formas de denúncia às desigualdades e às injustiças.»
-----
Portugal tem um sistema político "semi-presidencialista"/ parlamentar
     (poderes e competências do PR versus poderes e competências do Governo e da AR)
     ."Causas presidenciais"    (-por Vital Moreira, 2016/01/07, Económico e CausaNossa): 
 O presidente da República (Portuguesa, PR) não governa nem determina as políticas governativas, que são coutada constitucional dos governos (o poder executivo, apoiado por uma maioria parlamentar).

1. Em 1987, os deputados da “Intervenção Democrática” (eleitos nas listas do PCP) propunham rever a Constituição no sentido de fazer cessar o mandato do governo em funções a cada eleição do Presidente da República, salvo se mantida a sua nomeação pelo presidente recém-eleito.
   Com essa alteração, os governos passariam a ficar dependentes das eleições presidenciais (e não apenas das eleições parlamentares), que passavam a ter impacto direto na subsistência governativa.
   Tratava-se de uma proposta manifestamente oportunista, pois estava-se na era governativa cavaquista e o Presidente da República era Mário Soares. A proposta não vingou, obviamente.
    Mas foi a primeira e a única vez que se tentou reverter a “despresidencialização” do sistema de governo operada pela decisiva revisão constitucional de 1982, pela qual os governos deixaram de ser politicamente responsáveis perante o Presidente da República, perdendo este o poder os demitir discricionariamente.

    É certo que o Presidente mantém o poder de dissolução parlamentar (da AR, Assembleia da República), o que implica a cessação do governo em funções.
    Mas, para além dos períodos de “defeso” quanto ao uso desse poder (nos seis meses seguintes a cada eleição parlamentar e nos seis meses finais dos mandatos presidenciais), não está em causa um poder arbitrário, pois tem de ser justificado,    nem o Presidente pode arriscar um “tiro pela culatra” se as novas eleições parlamentares reconduzirem a maioria preexistente.

2. Apesar da irrelevância das eleições presidenciais para o sistema de governo e para a condução das políticas públicas – que cabem exclusivamente aos governos -,   a verdade é que a cada eleição presidencial continua a apresentação de listas de opções e de propostas políticas substantivas pelos diversos candidatos.
      -? Faz sentido a apresentação de tais propostas ?    Faz pouco, se algum.
     - Primeiro, é evidente que elas vão muito para além do mandato constitucional do Presidente da República, que é o de velar pelo regular funcionamento das instituições no quadro constitucional,   fazendo valer nomeadamente a separação de poderes entre o Parlamento e o Governo e os direitos da oposição.
     - Em segundo lugar, o Presidente da República não tem nenhum meio de executar as políticas públicas que propõe.
     O presidente da República não governa nem determina as políticas governativas, que são coutada constitucional dos governos.
     O próprio poder de veto legislativo, além de ser um poder puramente negativo, é em geral superável pela maioria governamental no Parlamento.
     É certo que o Presidente da República não está inibido de expressar opiniões políticas, incluindo sobre políticas públicas, nem está impedido de aconselhar o primeiro-ministro quanto à condução governamental (especialmente quanto à política de defesa e à política externa).
     Por isso, pode ter alguma utilidade que os candidatos exprimam previamente a sua pauta de valores e preferências políticas.    Mas seria errado atribuir valor decisivo a esse fator na escolha presidencial.
     É pelo uso que se comprometem fazer dos seus poderes constitucionais (poder de veto legislativo, poder de dissolução parlamentar, etc.)
e pelas suas características pessoais (passado/ experiência política, moderação, imparcialidade, estabilidade)   que se devem julgar (escolher/votar) os candidatos presidenciais.
-----
          Político, legal, injusto, imoral, ...    (-por Xa2, 22/1/2016)
(Resposta a:  «Quando a Constituição Portuguesa é imoral...» 'post a propósito das chamadas subvenções dos políticos portugueses e dos direitos adquiridos' ...)

            Não,   Não é a Constituição da R.P. que é imoral e/ou culpada.
     - Há alguns diplomas legais (e acórdãos/ interpretações da Constituição, e normas administrativas) que poderão ser considerados 'imorais', injustos, ... com falhas.
    - Há alguns (muitos?) "políticos" (mas todos os cidadãos devem assumir-se como Políticos) que poderão ter comportamentos/ actos 'imorais', injustos, anticonstitucionais e até ilegais     (estes, se os autores forem 'apanhados', se existirem provas e se ... dão direito a Pena, Multa e/ou Cadeia).
     - Há muitos cidadãos que não exercem plenamente a sua cidadania (por impossibilidade física-falta de saúde, por iliteracia, por alienação consciente ou inconsciente, por 'burrice-estupidez', por corrupção, ... por interesse indigno e/ou má formação) 
      e, por isso,
Não votam, Não se informam, Não participam em acções de cidadania nem de partidos ou movimentos políticos, Não se candidatam, Não se aliam/coligam por causas comuns, Não falam/ denunciam injustiças ou comportamentos errados ou maldosos, ...
      isto é,
esses cidadãos (ou quase todos nós pelo menos algumas vezes na vida), com essas Falhas de Cidadania, Falhas de Políticos (por direito adquirido/ conquistado com sacrifício de muitos),      é que são/ somos Responsáveis,     pelo que temos ou não temos, pelo que "os políticos" fazem ou não fazem (e como fazem ou deixam fazer...), pelas Injustiças, pela Imoralidade, ...
      Portanto:
Não é a Constituição ou a República, não são "Eles" (os outros, os 'políticos'), somos "Nós", somos NÓS (portugueses 'aptos' e maiores de 18 anos) que somos os CULPADOS.

    Nota: - Quanto às críticas ou desencantos da 'política'/ governação deste território e sociedade, Estado, União Europeia, Mundo, ... quanto às críticas sobre as desigualdades de acesso, à corrupção, à injustiça e indignidades ... compartilho e espero que (nós e os vindouros) façamos melhor pelo Bem comum, pela Terra e pela Humanidade.


Publicado por Xa2 às 07:55 de 18.01.16 | link do post | comentar |

10 comentários:
De Os Jovens e a Política, Abstenção e ... a 5 de Fevereiro de 2016 às 16:24
--- Os jovens estão a desistir da política, e a política parece prescindir deles

(-P.Pena, 31/1/2016,Público)

Já não é a 1ª vez que acontece.
...: A quem é que falta chegar? Que parte do eleitorado ainda pode ser mobilizada? Os jovens? "Não. Os jovens não votam." (excepto os 'jotas')

De facto, todos os estudos demonstram que isso é verdade. A.Salvador, responsável pela empresa de estudos de mercado Intercampus, fez uma pergunta à sua amostra de 1043 eleitores portugueses, na última semana de campanha eleitoral para as presidenciais. "No próximo dia 24 de Janeiro de 2016 vai realizar-se a eleição para o Presidente da República. Com base nesta lista, gostaria que me dissesse qual destas frases corresponde à sua situação." As opções eram cinco. De "é minha intenção ir votar de certeza" até "não estou a pensar ir votar". Quando se olha para as respostas, os jovens (entre os 18 e os 34 anos, 269 pessoas, no total) são os que menos declaram ter a certeza de ir votar (61,3%, contra percentagens sempre acima dos 70 nos outros intervalos etários). E são também aqueles que mais afirmam a intenção de se absterem: 13,4%, nesta amostra, numa proporção de quase dois para um, face aos maiores de 35 anos.

O que é novo, ou se mostra agora de uma maneira mais evidente, é que essa abstenção pode ter como consequência o risco de irrelevância política dos jovens. Pedro Sales, que integrou a direcção de campanha de Sampaio da Nóvoa, sublinha: "Com o progressivo alheamento dos jovens, corre-se o risco de os partidos passarem a olhar para eles como instrumento de retórica, sobretudo para atingir o voto dos pais e dos avós."
Disso são exemplos os únicos temas dirigidos à juventude que conseguiram ser centrais ao discurso políticos nas duas últimas eleições: a precariedade laboral, as políticas de natalidade e a emigração de jovens qualificados. Esses foram assuntos importantes, que afectam os eleitores sub-40, e que os maiores partidos, e os principais candidatos à Presidência, insistiram em manter no topo da agenda. Mas, como sublinha Sales, mais com o objectivo de "criar empatia" em quem realmente vota, os pais e avós.

Quando se procuram as razões para esse alheamento, elas surgem quase óbvias: "Falta de confiança na política", "falta de interesse pela política", "o voto é inconsequente, não muda nada". Estas três respostas representam quase 70% das razões apresentadas pelos abstencionistas portugueses, num dos poucos estudos pós-eleitorais feitos recentemente. Este inquérito do Eurostast, que foi realizado após as eleições europeias de Maio de 2014 demonstra que são os jovens que, em Portugal, mais se abstêm. Apenas 19% dos que têm entre 18 e 24 anos admitiu ter votado. A média europeia - porque este problema não é exclusivamente nacional -, no mesmo estrato etário, foi de 28%.

Nuno Garoupa, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, faz algumas contas simples e aponta um exemplo: "Votam normalmente cinco milhões de portugueses. Basta somar 2,5 milhões de pensionistas e 800 mil funcionários públicos e fica claríssimo onde está o centrão, a convergência dos grandes partidos. Não havia nas últimas eleições um único partido que dissesse que ia cortar nas pensões dos mais velhos para salvar as pensões dos mais novos. Porquê? Porque essa gente não vota. Nem a PAF nem o PS explicavam o que queriam para a segurança social por isso."

Diogo Belford Henriques participou na última campanha da coligação PSD/CDS, e discorda desta premissa. Lembra, até, o investimento que foi feito nas redes sociais, um meio de chegar, sobretudo, aos mais jovens. O problema é outro, para Diogo Belford: os temas especificamente "jovens" estão resolvidos, na política portuguesa. O serviço militar obrigatório acabou. Os temas "pós-materiais" avançaram (aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo). Desse ponto de vista, as propinas foram, provavelmente, o último dos temas que os jovens portugueses conseguiram trazer para a agenda política.

Mas existem outros temas, que o discurso político exclui, e são relevantes para as novas gerações de eleitores. Na Europa do Norte, surgiram movimentos pela liberdade de partilha na internet - representados pelos "partidos piratas". Em Portugal, pouco se ouve falar dessa reivindicação.

...


De Jovens: Não desistam da Política ! a 5 de Fevereiro de 2016 às 16:31

----- Os jovens estão a desistir da política, e a política parece prescindir deles

(-Paulo Pena, 31/01/2016, Público )

Há um reverso na abstenção jovem:
os partidos e candidatos consideram inútil apresentar medidas que os convençam a votar.
Porque os jovens, garantidamente, votam menos que o resto dos portugueses
...
...
... reivindicação.

Miguel Morgado, deputado do PSD, e professor de ciência política, considera que "não é nada evidente que o voto corresponda aos interesses de camadas sociais."
Com a excepção, óbvia, dos pensionistas, Morgado garante que "não temos muita evidência de haver uma faixa etária a votar de acordo com o que seriam os seus interesses".
E mesmo aí, com nuances, porque os pensionistas são avós, e se preocupam com o impacto futuro das medidas.
Por isso, muito mais do que "um eleitorado atomizado", que vota em quem promete defender a sua agenda, Morgado acredita que os jovens se conquistam por "adesão ideológica".

O que, mais uma vez, os escassos dados provam, é que são os partidos mais afastados do "centro" os que mais captam voto jovem.
Num estudo coordenado por Pedro Magalhães, no âmbito do projecto Comportamento Eleitoral dos Portugueses, realizado após as legislativas de 2009, o voto jovem beneficiava, sobretudo, o Bloco de Esquerda e o CDS.
Ambos os partidos conseguiam, entre os jovens, percentagens superiores à media nacional (16 e 12%, respectivamente).
Se só os jovens votassem, nessa eleição, o BE ficava a apenas 4% do PSD e 13% acima da CDU.

O Presidente da República encomendou, recentemente, dois estudos sobre a participação política dos jovens.
Do primeiro (2007) para o segundo (2015) houve mudanças significativas.
O mais recente, coordenado por Marina Costa Lobo, mostra que são menos os jovens que consideram que a democracia funciona bem (17,3%, cerca de metade do que acontecia no estudo anterior).
Descida ainda mais acentuada é da valorização do voto.
Quando 90% considerava muito importante o voto, em 2007, no último inquérito são apenas 70%.

Lembrando que o problema da abstenção é europeu, e se tem tornado "gravíssimo", António Salvador aponta os responsáveis:
"Se os jovens não votam, a culpa é dos políticos.
E o problema vai-se agudizando. Os políticos não falam para os jovens porque acham que não votam. "
Nuno Garoupa usa o mesmo adjectivo:
"O que acontece neste momento é que há uma grande abstenção jovem, gravíssima, de longa duração, de pessoas de 30 anos que nunca votaram e dificilmente votarão."

É essa preocupação que está na origem de uma campanha "dirigida particularmente aos estudantes do ensino superior e aos jovens", que as associações de estudantes universitários e o Conselho Nacional de Juventude lançaram:
"Pretendemos que ajas, reajas e que sejas tu também um agente de promoção do envolvimento de todos em mais um momento decisivo para o futuro de Portugal."

Num final de tarde, na Rua Galeria de Paris, o centro da noite portuense, a rua ainda está vazia, mas um dos bares mais conhecidos, o 56, com as suas paredes com vitrines cheias de brinquedos antigos, está cheio.
Os Vampiros, de Zeca Afonso, passam no sistema de som. A primeira fila de cadeiras, umas 30 pessoas, ocupada por cinquentões e sexagenários.
A acção de campanha que Sampaio da Nóvoa tinha consagrado aos jovens foi tomada pelos pais, e alguns avós.

Foi assim, em quase todos os momentos desta campanha das presidenciais:
Maria de Belém em lares e Misericórdias, Marcelo Rebelo de Sousa a distribuir afectos pela população idosa.

O ciclo vicioso pode bem ser esse:
uns desinteressam-se os outros desistem.
Mas não é inevitável que os jovens se tornem numa faixa demográfica eleitoral irrelevante.

NÚMEROS
13,4%
Eleitores entre os 18 e os 34 anos que afirmou abster-se nas eleições presidenciais. É a percentagem mais alta de todas as faixas etárias. Fonte: Intercampus

19%
Portugueses entre os 18 e os 24 anos que admitiram ter votado nas últimas eleições europeias. Fonte: Eurostat

17,3%
Dos jovens consideram que a democracia portuguesa funciona bem.
Fonte: Inquérito à participação política dos jovens, Presidência da República, coord. Marina Costa Lobo


Comentar post

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO