3 comentários:
De Lucros vs desemprego ou + imposto? a 26 de Outubro de 2016 às 14:36
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As máquinas que paguem as nossas reformas?


O reitor da Universidade de Coimbra considera que as máquinas devem passar a contribuir para a Segurança Social. Disse ele que «Existe uma motivação económica enorme para a substituição de uma pessoa por uma máquina. Devia, pelo menos, haver neutralidade fiscal. Pelo menos nos casos em que objetivamente a máquina substitui a pessoa», «Não sei porque é que a máquina que substituiu as pessoas na portagem da autoestrada não paga taxa social única».

A sugestão não foi bem acolhida pelo ministro da Segurança Social e com toda a razão. Cada um é livre de dar asas à imaginação, mas olho para o meu telemóvel e imagino-me a pagar TSU porque deixou de haver telefonistas a quem se pediam chamadas. Ou para a máquina de lavar roupa que dispensou as lavandeiras de Caneças. Claro que estou a exagerar, percebo que não era exactamente nisso que o magnífico reitor estaria a pensar, mas chutar para canto não ajuda a resolver as consequências dos progressos tecnológicos e da globalização.

Por exemplo, tenha-se a ousadia de onerar, em termos de contribuição para a Segurança Social, empresas muito lucrativas mas que criam um número reduzido de postos de trabalho, sem que isso tenha a ver com o facto de usarem mais ou menos máquinas. Mas deixe-se estas em paz e a cumprirem a sua missão.

--( by Joana Lopes , 22/10/2016, Entre as brumas ...)


De .Emprego e Desenvolvimento Local.-OCDE. a 29 de Novembro de 2016 às 11:42
---- «OCDE – Criação de Emprego e Desenvolvimento Económico Local 2016»
Remeto a coberto tlc. n° 389, sumário executivo e perfil Portugal da publicação OCDE que foi hoje divulgada sobre Criação de Emprego e Desenvolvimento Económico Local 2016. (Tlg 757 OCDE):

Embora os desafios do aumento da produtividade e da melhoria da qualidade de vida das populações, com que estão confrontados os governos da maioria dos países da OCDE, exijam uma abordagem whole-of-government, que abranja os níveis nacional, regional e local,
é a nível local que os impactos das políticas e programas, os respectivos trade-offs e complementaridades se tornam mais evidentes.

Neste contexto, tendo em conta as desigualdades crescentes na distribuição geográfica do emprego e da qualificação profissional em muitos países da OCDE,
a edição deste ano Criação de Emprego e Desenvolvimento Económico Local olha para a realidade local de cada país e para as respetivas oportunidades de melhoria da implementação local de políticas de ensino e formação profissional, apoio às PMEs e ao empreendedorismo, com vista à criação de emprego e reforço da economia local.

No perfil de Portugal, que analisa a saúde do mercado de trabalho a nível regional nas cinco regiões a que correspondem as cinco comissões de coordenação de desenvolvimento regional, e nas duas regiões autónomas dos Açores e Madeira,
destaca-se o crescimento da taxa de emprego a partir de 2013, muito embora ainda não se tenham recuperado os níveis de 2008,
e a ausência de regiões que tenham estado de forma consistente acima da média, quer no que diz respeito taxa de crescimento do emprego quer e da oferta e procura de qualificações, ao longo dos períodos de referência (2001-13 e 2004-14).
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