Prioridades para conselhos de Estado e Europeu, parlamentos e governos

 

O Conselho de Estado do estado a que chegamos    (-por A.Gomes, CausaNossa)

     "Veremos se no Conselho de Estado se discute e recomenda a absoluta urgência de se fazer uma reforma fiscal de fundo e transversal (e não apenas sectorial, como foi a que vergonhosamente incidiu apenas sobre o IRC beneficiando as maiores empresas), para distribuir com transparência, equidade, progressividade e previsibilidade a tributação e de forma a por cobro ao actual sistema que incentiva a evasão e fraude fiscais e que compensa e protege os maiores criminosos fiscais, como os banqueiros do BES beneficiados por obscenas amnistias fiscais.

     Veremos também se no Conselho de Estado se vai discutir e delinear uma estratégia para o país sair do estado desesperado em que Troika e coligação o deixaram. Veremos se o Conselho de Estado assenta numa orientação para renegociarmos no quadro europeu as dívidas soberanas impagáveis - a nossa e a de outros países - e para lograrmos uma substancial redução dos juros que o país paga, incompreensíveis e iníquos face aos pagos pelos nossos parceiros Espanha e Irlanda, que também tiveram de recorrer a resgates. Agora que até já o FMI - insuspeito de esquerdalho - vem admitir que teria sido melhor para Portugal ter avançado com a reestruturação da dívida soberana, continuar entrincheirados, como continuam Governo e Presidente da República, no reduto teutónico avesso à renegociação, não é bandeira patriótica ou ideológica: é, simplesmente, estupidez criminosa".

      (-"Conselho Superior" da ANTENA 1 -  na íntegra  em:  http://aba-da-causa.blogspot.fr/2014/07/o-conselho-de-estado-do-estado-que.html 

               Onde estão as prioridades do Conselho Europeu ?

"Senhor Presidente,

    Como explica que ao Conselho Europeu, na agenda estratégica que aprovou, não identifique como prioridade combater o "dumping" fiscal e os paraísos fiscais, que são instrumentais para capturar governantes e administrações e constituem o sistema circulatório da crise, da fraude e da evasão fiscais, da corrupção, do branqueamento de capitais e da criminalidade organizada para sugar recursos aos Estados e à União, desviando-os do crescimento económico e da criação de emprego?
      Nessa perspectiva, porque não olha o Presidente Durão Barroso para o nosso pais - Portugal - onde a troika austericida não quis saber dos riscos de corrupção e deixou correr privatizações, PPPs, swaps e outros contratos ruinosos e suspeitos de corrupção - como o que o seu governo celebrou para comprar submarinos? E onde a troika deixou proteger com obscenas amnistias fiscais ricos e poderosos banqueiros que fugiram ao pagamento de impostos...
     Quando Portugal paga pela dívida, que aumentou brutalmente nestes 3 anos, juros muito mais elevados do que pagam Espanha e Irlanda. E quando até o insuspeito de esquerdalho FMI já veio admitir que melhor teria sido Portugal renegociar a dívida em 2011 - o que espera o Presidente da Comissão Europeia para propor um plano de mutualização da gestão das dívidas em excesso em 15 dos 18 membros da Eurozona, ou, pelo menos, de renegociação de parte delas?"
      NOTA: está foi a minha (A.G.) intervenção, esta manhã, na primeira sessão plenária da nova legislatura do Parlamento Europeu, no debate com Van Rompuy e Durão Barroso sobre as conclusões do último Conselho Europeu.


Publicado por Xa2 às 07:52 de 02.07.14 | link do post | comentar |

3 comentários:
De BES/bangsters, Ana Gomes e comentadores a 9 de Julho de 2014 às 09:09
Comentário do Sr. Pedro Tavares

Solicito aos responsáveis dos canais televisivos que contratam os comentadores José Gomes Ferreira, Medina Carreira, Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, e outros, que lhes exijam que comentem no seu habitual espaço televisivo esta entrevista de Ana Gomes, e que tirem consequências.
E que não venham dizer que não comentam, porque não têm suficiente informação, pois essa, como é hábito, está em segredo de justiça, e vai parar a várias comissões de inquérito que vão ser inconclusivas.
Ninguém próximo do "Arco do Poder" está interessado em que se conheça a verdadeira causa da crise que toda a Europa está a atravessar, e em particular, Portugal, a qual, como já é claro, teve origem na ilimitada ganância de alguns banqueiros.
Comentem a notícia e a entrevista que é pública, e quais, na sua opinião, deveriam ser as consequências, para o caso de os factos alegados serem verdade.
Trata-se de matéria demasiado importante para que não seja objecto de ampla análise e discussão pública.
Os montantes envolvidos e alegadamente desviados, são suficientes para tornar desnecessários parte dos sacrifícios que o Governo está a exigir aos cidadãos contribuintes.
Se o Povo é piegas e mesmo assim aguenta, os banqueiros também hão-de aguentar...............................
Pedro Tavares


De Privados vs Públicos a 3 de Julho de 2014 às 18:13
Da longa série "toda a gente sabe que a gestão privada é melhor 'cá pública"

Gestão privada

O Hospital Amadora-Sintra paga em duplicado a quase 260 médicos. A situação tornou-se ilegal a partir de 2011, mas os responsáveis pela gestão do hospital têm tardado a conseguir resolver o assunto. Desde a proibição, a administração tem vindo a rescindir gradualmente os contratos com as empresas em nome individual, cujos titulares são médicos do quadro clínico, às quais pagava serviços como horas extraordinárias. De acordo com o "DN", já existiram 419 médicos dos quadros nesta situação.

Gestão pública

Mais de mil trabalhadores do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) juntaram-se num abaixo-assinado a exigir ao conselho de administração que reponha o regime das 35 horas semanais, recentemente aumentado pelo Governo para as 40 horas sem qualquer acréscimo salarial, alteração que contou com a conivência do Tribunal Constitucional.

(-o país do burro)


De Itália bate o pé; tugas sabujam... a 3 de Julho de 2014 às 17:51
Vergastem-me que eu gosto!

Enquanto Cavaco Silva pedia clemência ao presidente alemão, dando-lhe garantias de que os portugueses aprenderam a lição, Passos Coelho continuava a apoiar com entusiasmo as políticas de austeridade, pedindo sucessivas vezes aos algozes calvinistas:
" Vergastem-me que eu gosto!"
Já o pm italiano, Matteo Renzi, foi peremptório e bateu o pé a Merkel:
"Estamos fartos de austeridade. Ou temos valores comuns, ou fiquem com a vossa moeda"
Depois de uma discussão brava, Merkel desdobrou-se em elogios a Renzi.

Quando é que o Thomaz das Alcagoitas e o Coelho da Porcalhota compreendem que ser subserviente é, além de humilhante, uma traição aos portugueses?
Itália assume, hoje, a presidência da CE. Que tal Coelho e Cavaco trocarem umas impressões com Renzi sobre a Europa? Calma aí... não precisam de ir a Itália, falem pelo telefone. A partir de hoje, o roaming baixa 50%, é aproveitar...

(-por Carlos Barbosa de Oliveira , 1/7/2014)


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