10 comentários:
De Privatização/ prostituição forçada a 23 de Junho de 2014 às 10:34
A Grécia vende (-se) TUDO ...
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Avec la remise en cause de la privatisation de l’eau, le gouvernement va devoir pousser les feux sous les autres dossiers en cours, dont la mise en gérance privée du port du Pirée, de l’aéroport d’Athènes et d’un pan du monopole de l’électricité. Les investisseurs chinois sont déja dans les starting-blocks sur tous ces appels d’offres, notamment le groupe Cosco, à qui deux terminaux du Pirée ont été donnés en concession depuis le début de la crise. Jeudi à Athènes, le Premier ministre grec, Antonis Samaras, déroulait d’ailleurs le tapis rouge à son homologue Li Keqiang. Celui-ci serait porteur de plus de 6 milliards d’euros de promesses d’investissements, une aubaine dans un pays ravagé par 27% de chômage.

Mais face à l’accélération des privatisations prévue cette année, les syndicats restent vent debout, le Parlement très réticent et les municipalités furieuses de ne pas être consultées. Malgré l’opposition de la mairie de Thessalonique et un avis consultatif négatif des députés, la cession de 67% du capital du deuxième port du pays poursuit son chemin. Car la troïka en a fait l’une des conditions au versement de la dernière tranche d’aide. «Notre principale difficulté, confesse Constantinos Maniatopoulos, c’est l’absence de soutien dans l’opinion publique, les partis politiques, le management des sociétés publiques ou les syndicats.» Le triomphe du parti de gauche radicale Syriza aux élections européennes complique encore la donne.

Dans ce contexte, Bruxelles a bien du mal à faire entendre son message : «Au lieu de se crisper sur la peur de la spoliation, voyons le potentiel de dynamisation économique qu’apportent ces capitaux privés», plaide Panos Carvounis, chef du bureau grec de la Commission.

«Déshérence». «Lancer la privatisation de l’eau au moment où beaucoup de pays de l’UE font marche arrière et reviennent à des régies municipales, était malvenu, juge l’expert indépendant allemand Jens Bastian, ex-membre de l’équipe européenne chargée d’assister Athènes. En revanche, les Grecs paient le courant très cher et auraient intérêt à la fin du monopole de l’électricité. L’Etat a un énorme patrimoine qu’il laisse en déshérence. Les citoyens seraient gagnants qu’il soit mieux exploité.» Encore faudrait-il un débat national, auquel le gouvernement grec se dérobe, laissant ainsi grandir dans le pays le sentiment qu’on brade les bijoux de famille.

(1) www.hradf.com/en
http://www.hradf.com/en --- é o fundo grego que vende os bens privatizados ...


De .Portugueses vendem-se... a 23 de Junho de 2014 às 11:05
Vendamo-nos todos uma vez!

(-23/6/2014, por Raquel Varela , 5dias)

Ontem, no mercado de uma vila no Algarve, um mercado de roupa de ciganos. — Menina, good price, good price, há big e há small!
— Sou portuguesa — sorri.
— Uff, que alívio! Nã me entendo com esta língua! — Diz com sotaque alentejano.

Lisboa é dos turistas. Onde viviam os habitantes locais estão agora hostels.
Onde havia tascas, falidas com os 23% de IVA, há agora um qualquer Starbucks perto de si. Igual em Lisboa, em Tóquio ou no Rio de Janeiro, o Starbucks e o hostel, cuja decoração exclusiva é da Ikea, seja em Lisboa, Berlim ou Paris.

Enquanto os portugueses comem na marmita, para matar saudades do povo da saudade, todos os dias aportam cruzeiros, que param escassas horas porque as empresas fogem das taxas dos portos e, sobretudo, porque venderam o pacote completo, e come-se e bebe-se tudo dentro do cruzeiro, sai-se para ouvir fado e comprar um galo de Barcelos, made in China.

Dos idosos, 30%, deixaram de ir ao centro de saúde — na região de Lisboa — porque não têm dinheiro para o transporte,
mas os velhos noruegueses vêm para cá jogar golfe, que aliás paga 6% de imposto, ou não tivesse a Noruega no pico de Agosto as mesmas horas de sol que Portugal em Março.

As exportações crescem com os briefings de recursos humanos traduzidos por essa Europa fora a explicar que os
portugueses são “qualificados, trabalham bem, recebem pouco e falam bem línguas”,
por herança fonológica que nos coloca em melhor lugar que os espanhóis, azar, caros leitores, tiveram os nossos hermanos demasiadas vogais abertas na língua mãe, para receber os call-centers alemães e franceses, que aqui abriram portas.

Também exportamos gente e recebemos divisas, porque queremos mostrar ao mundo que educámos bem os nossos filhos para irem tratar da saúde dos ingleses.
Os ingleses apreciam o peixe galo, que compram ao dobro do preço e que, por isso, quase não se vende aqui, vai directamente da lota para a Inglaterra ou, então, para a Suiça.
Fica uma parte do peixe nos nossos mercados chiques, também para os turistas ingleses e suíços porque uma refeição custa, pelo menos, 15 euros,

num país onde 80% dos trabalhadores por conta de outrem ganha menos de 900 euros por mês.
“Good morning, sir, neste país há big e small”. E é mesmo verdade, por exemplo, nas minas de Aljustrel
um mineiro desce à mina 40 horas por semana e ganha 500 euros, com prémios, 600 — prémio ou sorte grande mesmo — ,
enquanto Ricardo Salgado, agora traído pelo contabilista, ganha 570 salários mínimos.

Como diz uma personagem de “Estive em Lisboa e lembrei de você”, de Luís Rufatto, no meio das ruas de Lisboa, bêbado, discursando em alta voz:
“vendamo-nos todos uma vez!”.

Publicado originalmente em Revista Rubra


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