De Falsa Democracia e 'jornalismo' enviesad a 9 de Setembro de 2015 às 16:46
Alinhamento de uma entrevista na RTP

(Tentativa de manipulação, distorção, desvio/fuga ao tema «Eleições Legislativas Portuguesas 2015», ... enfim: 'jornalismo' ao serviço de quem manda !!) - http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2015/09/alinhamento-de-uma-entrevista-na-rtp.html#more

Eu sei que nem sempre uma entrevista se alinha de acordo com a importância dos temas que se quer debater ou ouvir ou "sacar" de um entrevistado.

Mas estando o país numa encruzilhada apertada, em que não se sabe como vai Portugal crescer no futuro,
em que não se sabe como se vai absorver centenas de milhares de desempregados,
como se vai atrair de novo os emigrados recentes,
como se vai equilibrar o envelhecimento da população,
como vamos nos integrar no mundo do ponto de vista produtivo,
como dar a volta à economia sem cair de novo em desequilíbrios externos,
dizia eu, havendo toda esta situação de complicadas questões para as quais deve haver uma ideia clara - ou no mínimo um debate aprofundado -
e as perguntas que o jornalista Vítor Gonçalves achou por bem fazer são as que se vêem em baixo. (!!)

1) Um eleitor de esquerda que queira mudar de governo pode correr o risco de votar no Bloco?

2) Catarina, mas não acha que vai passar pela cabeça dos eleitores de esquerda esta ideia: "De que vale votar no Bloco ou no PCP se essa minha decisão pode pôr em risco a vitória do PS nestas eleições e a continuidade de um Governo PSD/CDS"?

3) Ontem, no debate com Jerónimo de Sousa, a Catarina Martins explicou por que é que é muito difícil haver uma coligação no Governo do Bloco com o PS. Se essa hipótese é remota, que possibilidade existe de acordos com o PS em determinadas matérias, caso seja necessário para viabilizar a governação?

4) Nessas áreas, o PS poderá contar com o Bloco no Parlamento?

5) Na análise que foi feita no debate de ontem com o Jerónimo, a maior parte dos comentadores considerou que havia uma grande proximidade entre as duas forças políticas, quase que não se distinguiam. Houve mesmo quem achasse que mais pareciam duas personagens do Tintin - Dupont e Dupond. Pergunto: acha que esta proximidade entre os dois partidos pode levar a uma ligação a médio prazo, à esquerda, de modo a fazer uma frente mais forte?

6) (a interromper) Mas a minha pergunta ia um pouco mais longe, do que votar no mesmo sentido no Parlamento. Era: havendo essa identificação, qual a razão da existência dos dois partidos em separado?

7) Até que ponto acha que a entrada em cena de partidos que resultaram de dissidência no Bloco - como o Agir ou o Partido Livre - pode ter danos graves na votação do seu partido?

8) Não está preocupada com o desvio de alguma votação dos partidos tradicionais para estas duas novas forças políticas?

9) Nos anos da sua existência em Portugal, o Bloco liderou o debate político de temas como a defesa dos direitos das minorias, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o aborto. Hoje é capaz de identificar duas ou três ideias específicas que façam a diferença no discurso de ideias com os outros partidos?

10) (a interromper) Achas que é isso que faz a diferença do Bloco?

11) Catarina Martins, gostava que me dissesse que ilações é que devem ser retiradas da experiência da Grécia dos últimos 8 meses, basicamente sobre aquele que foi o percurso do Syriza, aquilo que foram as suas promessas que o levaram à vitória em Janeiro de 2015 e o que foi a sua prática concreta, nomeadamente o discurso relativamente à austeridade, que a austeridade ia acabar e na prática foi muito diferente. Que ilações é que se deve tirar nessa experiência?

12) (a interromper a frase de Catarina Martins em que dizia que “aprendemos uma lição muito dura sobre a Europa”) Só sobre a Europa?

13) (a interromper quando Catarina Martins falava de que a Europa achava que a austeridade era o único caminho) Mas a Catarina Martins acha que 18 países da zona euro que estão de acordo sobre uma determinada matéria, estão todos errados, que o caminho certo está do outro lado?

14) (a interromper quando Catarina Martins dizia que não se respeitou a vontade de um povo) Mas não acha que não se devia respeitar a vontade dos povos dos outros países que pensam de outra forma?

15) (a tentar interromper a Catarina Martins) ...


De 'Alinhamentos' (!!) na TV pública a 9 de Setembro de 2015 às 16:54
Alinhamento de uma entrevista na RTP
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...15) (a tentar interromper a Catarina Martins) Mas eu gostava ainda sobre a questão grega, depois das imagens que nós assistimos neste verão – de filas nos multibancos, com a falta de dinheiro – se o Bloco pode sair prejudicado por associação, quando os portugueses forem votar e pensar que as propostas que o Syriza promoveu na Grécia são muito idênticas com as que o Bloco defende em Portugal?
É aquilo que nós queremos? Não acha que essa ideia vai passar pela cabeça...?

16) (a interromper a Catarina Martins quando dizia que para não ser uma colónia alemã tem de se ter sempre um plano B preparado...) A Alemanha não esteve sozinha nas decisões em relação à Grécia, havia 18 países de acordo...

17) (a interromper) Se a Catarina Martins fosse grega, votaria Syriza ou naquele partido de dissidentes do Syriza que estão muito... ahh... cépticos em relação ao percurso do partido?

18) Vamos falar dos refugiados que é uma questão fundamental neste momento e muito preocupante, naquela que é considerada a maior crise de emigrantes desde a II Guerra Mundial. Pergunto-lhe, tenho duas questões sobre esta matéria. Parece-lhe correcta, parece-lhe bem, a decisão de atribuir uma quota de 1500 refugiados a Portugal, se acha que é esse valor com que Portugal deve corresponder e pode corresponder?

19) A intervenção do ministro Poiares Maduro – com uma perspectiva diferente daquela que está a dizer, considerando que Portugal deveria receber um número alargado de refugiados e que isso não era um custo, que não deveria ser entendido como um custo, mas como uma oportunidade receber aquelas pessoas. Concorda com a forma como a chanceler Merkel – que tem liderado este processo – nomeadamente aquela proposta de receber 800 mil refugiados na Alemanha?

20) Esse elogio (?) no Bloco de Esquerda...

21) (a interromper Catarina Martins quando falava do ISIS...) a Catarina Martins defende uma intervenção militar da NATO para pôr cobro à acção do ISIS?

22) (a interromper a Catarina Martins quando disse que tinha sido a intervenção da NATO a aumentar a acção do ISIS) Mas não houve intervenção da NATO no terreno...

23) (a interromper a Catarina Martins quando dizia que tinha havia outras). Mas perante o caso concreto do Estado Islâmico, qual acha que deve ser a resposta internacional, não só da NATO, mas internacional?

24) Uma outra matéria sobre a qual gostava de ouvia a sua opinião tem a ver com a ver com a venda do Novo Banco. Como é que o Bloco se posiciona perante a determinação do Banco de Portugal em resolver rapidamente este problema?

25) (a interromper a Catarina Martins quando dizia que o Governo tinha mentido sobre o custo para os contribuintes) o Governo tem esclarecido que é custo indirecto por ser a CGD uma das participantes no Fundo de Resolução...

26) (a interromper Catarina Martins quando dizia que era preocupante ser a Fosun a comprar o Novo Banco) Por serem chineses?

27) Estamos a falar das eleições legislativas, mas logo a seguir vêm as presidenciais. Pergunto-lhe se o Bloco de Esquerda pode apoiar um candidato como Sampaio da Nóvoa?

28) E defende que haja, digamos, uma entrada em cena de candidatos vindos de diferentes partidos como houve nas últimas eleições? Francisco Louçã chegou a ser candidato ou entende que seria útil, para a esquerda, haver um candidato único?

29) Também é esse o perfil do candidato que deseja e que será apoiado pelo Bloco?

30) Quanto é que vai custar a campanha do Bloco de Esquerda?

31) É mais ou menos do que foi na anterior campanha? Quanto menos do que foi há de 4 anos?

32) E como é que é financiada?

33) Não vão fazer nenhum crédito bancário para a campanha?

34) A Catarina Martins era actriz, era essa a sua profissão antes de entrar na política. Acha que há bons actores na vida política portuguesa?



Esperemos que haja reajustamentos nas futuras entrevistas.

(-Postado por João Ramos de Almeida, 3.9.15, Ladrões de B.)


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