7 comentários:
De 'Alinhamentos' (!!) na TV pública a 9 de Setembro de 2015 às 16:54
Alinhamento de uma entrevista na RTP
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...15) (a tentar interromper a Catarina Martins) Mas eu gostava ainda sobre a questão grega, depois das imagens que nós assistimos neste verão – de filas nos multibancos, com a falta de dinheiro – se o Bloco pode sair prejudicado por associação, quando os portugueses forem votar e pensar que as propostas que o Syriza promoveu na Grécia são muito idênticas com as que o Bloco defende em Portugal?
É aquilo que nós queremos? Não acha que essa ideia vai passar pela cabeça...?

16) (a interromper a Catarina Martins quando dizia que para não ser uma colónia alemã tem de se ter sempre um plano B preparado...) A Alemanha não esteve sozinha nas decisões em relação à Grécia, havia 18 países de acordo...

17) (a interromper) Se a Catarina Martins fosse grega, votaria Syriza ou naquele partido de dissidentes do Syriza que estão muito... ahh... cépticos em relação ao percurso do partido?

18) Vamos falar dos refugiados que é uma questão fundamental neste momento e muito preocupante, naquela que é considerada a maior crise de emigrantes desde a II Guerra Mundial. Pergunto-lhe, tenho duas questões sobre esta matéria. Parece-lhe correcta, parece-lhe bem, a decisão de atribuir uma quota de 1500 refugiados a Portugal, se acha que é esse valor com que Portugal deve corresponder e pode corresponder?

19) A intervenção do ministro Poiares Maduro – com uma perspectiva diferente daquela que está a dizer, considerando que Portugal deveria receber um número alargado de refugiados e que isso não era um custo, que não deveria ser entendido como um custo, mas como uma oportunidade receber aquelas pessoas. Concorda com a forma como a chanceler Merkel – que tem liderado este processo – nomeadamente aquela proposta de receber 800 mil refugiados na Alemanha?

20) Esse elogio (?) no Bloco de Esquerda...

21) (a interromper Catarina Martins quando falava do ISIS...) a Catarina Martins defende uma intervenção militar da NATO para pôr cobro à acção do ISIS?

22) (a interromper a Catarina Martins quando disse que tinha sido a intervenção da NATO a aumentar a acção do ISIS) Mas não houve intervenção da NATO no terreno...

23) (a interromper a Catarina Martins quando dizia que tinha havia outras). Mas perante o caso concreto do Estado Islâmico, qual acha que deve ser a resposta internacional, não só da NATO, mas internacional?

24) Uma outra matéria sobre a qual gostava de ouvia a sua opinião tem a ver com a ver com a venda do Novo Banco. Como é que o Bloco se posiciona perante a determinação do Banco de Portugal em resolver rapidamente este problema?

25) (a interromper a Catarina Martins quando dizia que o Governo tinha mentido sobre o custo para os contribuintes) o Governo tem esclarecido que é custo indirecto por ser a CGD uma das participantes no Fundo de Resolução...

26) (a interromper Catarina Martins quando dizia que era preocupante ser a Fosun a comprar o Novo Banco) Por serem chineses?

27) Estamos a falar das eleições legislativas, mas logo a seguir vêm as presidenciais. Pergunto-lhe se o Bloco de Esquerda pode apoiar um candidato como Sampaio da Nóvoa?

28) E defende que haja, digamos, uma entrada em cena de candidatos vindos de diferentes partidos como houve nas últimas eleições? Francisco Louçã chegou a ser candidato ou entende que seria útil, para a esquerda, haver um candidato único?

29) Também é esse o perfil do candidato que deseja e que será apoiado pelo Bloco?

30) Quanto é que vai custar a campanha do Bloco de Esquerda?

31) É mais ou menos do que foi na anterior campanha? Quanto menos do que foi há de 4 anos?

32) E como é que é financiada?

33) Não vão fazer nenhum crédito bancário para a campanha?

34) A Catarina Martins era actriz, era essa a sua profissão antes de entrar na política. Acha que há bons actores na vida política portuguesa?



Esperemos que haja reajustamentos nas futuras entrevistas.

(-Postado por João Ramos de Almeida, 3.9.15, Ladrões de B.)


De Mídia, media, merd... e não-cidadania. a 9 de Setembro de 2015 às 17:09
Extractos de comentários de
https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4018985866499281301&postID=5491668779030609239
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--Não sei qual é o espanto pelo alinhamento da entrevista de Vítor Gonçalves. Os nossos "media" (seria uma redundância apodá-los de "mainstream") jogam sempre com triplas apostas no que ao totobola eleitoral diz respeito. No jogo dos dois "grandes" - PSD e PS - e no do eterno candidato ao segundo lugar - o CDS - não entram intrusos tomba-gigantes. É o "pluralismo" dos grandes aglomerados informativos em acção.

...--alguém vê em Victor Gonçalves mais do que um comissário partidário, um desses mandaretes que para aí andam?
...-- mandarete. Como em geral os jornalistas não o são. Os défices são outros.
Aliás, muito haveria muito a dizer sobre as lógicas de pensamento jornalístico, vistas de quem está fora e dentro do processo de produção informativa.
Os défices em geral:
1) tempo para apreender, ler, estudar;
2) tempo para pensar, ter um pensamento próprio;
3) espaço: espaço para escrever, espaço para desenvolver pensamentos, para aprofundar (na televisão é mais espaço/tempo).
4) aplicando 1), 2) e 3) tende-se a repetir lugares comuns e falsos sensos comuns e "o que parece". Tudo misturado com a intenção de ser "equilibrado"...

O resultado pode ser fatal para democracia!

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--VG é um mandarete, mesmo que o faça por vontade própria. Por isso está dentro e sempre tão bem colocado. As coisas não são o que são por acaso.

O que nos fode muito é continuarmos com este tipo de justificação corporativa, e continuarmos a ignorar que boa parte dos nossos camaradas não são apenas inocentes úteis, mas gente tão criticável e cúmplice como muitos políticos e empresários.

VG não tem tempo, é burro, não pensa, não lê, não estuda? Então pq está lá ele e não tu, que não és burro e tens tempo para isso tudo? Ou quando estavas no Público fazias fretes destes?

...-- O "equilíbrio", caro João Ramos de Almeida, só neste país pode aparecer como característica desejável no jornalismo, pois o grande jornalismo é sempre desequilibrado: ele inclina-se, sempre,mas mesmo sempre, para um só lado - o da descoberta da verdade.
Concordo plenamente consigo quando afirma que não há estudo, não há pesquisa, não há profundidade, não há pensamento na esmagadora maioria do jornalismo nacional. Contudo isso não é algo que aconteça por acaso: aos grandes conglomerados informativos não interessa quem saiba do que fala e que problematize inteligentemente as questões; o que verdadeiramente lhes interessa é a manutenção do "status quo" com o qual lucram eles e os amigos.E para desempenhar tal tarefa mercenária, meu caro João Ramos de Almeida, qualquer ignorante pé-de-microfone serve, com o agradável acréscimo para os seus patrões de trabalhar por um prato de lentilhas.
"Jornalismo" que se portou como portou no Caso Casa Pia, e que se porta como agora se porta no "Caso Sócrates" é a caricatura lamentável do verdadeiro e digno jornalismo.
Se Vítor Gonçalves é ou não um mandarete, isso é irrelevante; o que verdadeiramente interessa é que ele (e outros não poucos) é um dos peões de brega que, por excesso ou por defeito, ajuda a manter em cena o triste filme da suposta liberdade mediática nacional. É o reinado, como dizia o outro, daquilo a que sói chamar-se "O Sistema".


De Sondagens e questões enviesadas!! a 9 de Setembro de 2015 às 17:54
Perguntas em sondagem que são uma
violência sobre muitos inquiridos

Eu não me atrevo a escrever que esta campanha eleitoral decorre, no âmbito das generalidade dos media, com a mais desavergonhada e ilegítima pressão «bipolarizadora» ( entre PS e direita) de sempre,
pela simples razão de que, tendo tido responsabilidades em 35 campanhas eleitorais do PCP, me é impossível reconstituir com forte nitidez as características de cada uma neste ponto.

Se mais não houvesse, e há às carradas, bastaria considerar a última sondagem Expresso - Eurosondagem .
De facto, para além das habituais perguntas sobre intenções de voto e apreciação da actuação dos líderes partidários,
esta sondagem inclui ainda duas perguntas que são um caso escandaloso de violência sobre muitos inquiridos, ao serviço da já referida «bipolarização.
Se não, vejamos essas perguntas (desculpem não ter de momento a imagem real):

«Quem tem tido melhor prestação eleitoral ?

A Coligação PSD-CDS - 42,5%
O PS - 41,6%
Não sabe/não responde - 15,9%


Que propostas eleitorais lhe merecem mais confiança ?

As da Coligação PSD-CDS - 43,1%
As do PS - 37,7%
Não sabe /Não responde - 19,2%

Como devia ser evidente, o inenarrável absurdo está em que , apenas com estas opções de resposta,todos os inquiridos que sejam ou simpatizantes ou potenciais eleitores da CDU e de outras forças não têm a mínima possibilidade de expressarem a sua real opinião, sendo quando muito empurrados para um mentiroso «não sabe/não responde».

Não que isso garantisse todo o pluralismo de resposta, mas deve ficar gravado na pedra que, nas opções de respostas oferecidas pelo Expresso-Eurosondagem, pelo menos faltou mais uma que rezasse assim:

"Nem uma nem outro" ou
"Nem umas nem outras"

Em resumo, é de facto uma pena que nas farmácias próximas de alguns órgãos de comunicação social não se vendam pastilhas de cultura democrática.


(-Publicada por vítor dias, http://otempodascerejas2.blogspot.pt/ 6/9/2015)

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E sondagens cuja amostra é feita a partir de eleitores com telefone fixo ... deixa muito a desejar ... quanto à sua qualidade, representatividade e resultados/ conclusões.


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