7 comentários:
De Mídia, media, merd... e não-cidadania. a 9 de Setembro de 2015 às 17:09
Extractos de comentários de
https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4018985866499281301&postID=5491668779030609239
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--Não sei qual é o espanto pelo alinhamento da entrevista de Vítor Gonçalves. Os nossos "media" (seria uma redundância apodá-los de "mainstream") jogam sempre com triplas apostas no que ao totobola eleitoral diz respeito. No jogo dos dois "grandes" - PSD e PS - e no do eterno candidato ao segundo lugar - o CDS - não entram intrusos tomba-gigantes. É o "pluralismo" dos grandes aglomerados informativos em acção.

...--alguém vê em Victor Gonçalves mais do que um comissário partidário, um desses mandaretes que para aí andam?
...-- mandarete. Como em geral os jornalistas não o são. Os défices são outros.
Aliás, muito haveria muito a dizer sobre as lógicas de pensamento jornalístico, vistas de quem está fora e dentro do processo de produção informativa.
Os défices em geral:
1) tempo para apreender, ler, estudar;
2) tempo para pensar, ter um pensamento próprio;
3) espaço: espaço para escrever, espaço para desenvolver pensamentos, para aprofundar (na televisão é mais espaço/tempo).
4) aplicando 1), 2) e 3) tende-se a repetir lugares comuns e falsos sensos comuns e "o que parece". Tudo misturado com a intenção de ser "equilibrado"...

O resultado pode ser fatal para democracia!

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--VG é um mandarete, mesmo que o faça por vontade própria. Por isso está dentro e sempre tão bem colocado. As coisas não são o que são por acaso.

O que nos fode muito é continuarmos com este tipo de justificação corporativa, e continuarmos a ignorar que boa parte dos nossos camaradas não são apenas inocentes úteis, mas gente tão criticável e cúmplice como muitos políticos e empresários.

VG não tem tempo, é burro, não pensa, não lê, não estuda? Então pq está lá ele e não tu, que não és burro e tens tempo para isso tudo? Ou quando estavas no Público fazias fretes destes?

...-- O "equilíbrio", caro João Ramos de Almeida, só neste país pode aparecer como característica desejável no jornalismo, pois o grande jornalismo é sempre desequilibrado: ele inclina-se, sempre,mas mesmo sempre, para um só lado - o da descoberta da verdade.
Concordo plenamente consigo quando afirma que não há estudo, não há pesquisa, não há profundidade, não há pensamento na esmagadora maioria do jornalismo nacional. Contudo isso não é algo que aconteça por acaso: aos grandes conglomerados informativos não interessa quem saiba do que fala e que problematize inteligentemente as questões; o que verdadeiramente lhes interessa é a manutenção do "status quo" com o qual lucram eles e os amigos.E para desempenhar tal tarefa mercenária, meu caro João Ramos de Almeida, qualquer ignorante pé-de-microfone serve, com o agradável acréscimo para os seus patrões de trabalhar por um prato de lentilhas.
"Jornalismo" que se portou como portou no Caso Casa Pia, e que se porta como agora se porta no "Caso Sócrates" é a caricatura lamentável do verdadeiro e digno jornalismo.
Se Vítor Gonçalves é ou não um mandarete, isso é irrelevante; o que verdadeiramente interessa é que ele (e outros não poucos) é um dos peões de brega que, por excesso ou por defeito, ajuda a manter em cena o triste filme da suposta liberdade mediática nacional. É o reinado, como dizia o outro, daquilo a que sói chamar-se "O Sistema".


De Sondagens e questões enviesadas!! a 9 de Setembro de 2015 às 17:54
Perguntas em sondagem que são uma
violência sobre muitos inquiridos

Eu não me atrevo a escrever que esta campanha eleitoral decorre, no âmbito das generalidade dos media, com a mais desavergonhada e ilegítima pressão «bipolarizadora» ( entre PS e direita) de sempre,
pela simples razão de que, tendo tido responsabilidades em 35 campanhas eleitorais do PCP, me é impossível reconstituir com forte nitidez as características de cada uma neste ponto.

Se mais não houvesse, e há às carradas, bastaria considerar a última sondagem Expresso - Eurosondagem .
De facto, para além das habituais perguntas sobre intenções de voto e apreciação da actuação dos líderes partidários,
esta sondagem inclui ainda duas perguntas que são um caso escandaloso de violência sobre muitos inquiridos, ao serviço da já referida «bipolarização.
Se não, vejamos essas perguntas (desculpem não ter de momento a imagem real):

«Quem tem tido melhor prestação eleitoral ?

A Coligação PSD-CDS - 42,5%
O PS - 41,6%
Não sabe/não responde - 15,9%


Que propostas eleitorais lhe merecem mais confiança ?

As da Coligação PSD-CDS - 43,1%
As do PS - 37,7%
Não sabe /Não responde - 19,2%

Como devia ser evidente, o inenarrável absurdo está em que , apenas com estas opções de resposta,todos os inquiridos que sejam ou simpatizantes ou potenciais eleitores da CDU e de outras forças não têm a mínima possibilidade de expressarem a sua real opinião, sendo quando muito empurrados para um mentiroso «não sabe/não responde».

Não que isso garantisse todo o pluralismo de resposta, mas deve ficar gravado na pedra que, nas opções de respostas oferecidas pelo Expresso-Eurosondagem, pelo menos faltou mais uma que rezasse assim:

"Nem uma nem outro" ou
"Nem umas nem outras"

Em resumo, é de facto uma pena que nas farmácias próximas de alguns órgãos de comunicação social não se vendam pastilhas de cultura democrática.


(-Publicada por vítor dias, http://otempodascerejas2.blogspot.pt/ 6/9/2015)

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E sondagens cuja amostra é feita a partir de eleitores com telefone fixo ... deixa muito a desejar ... quanto à sua qualidade, representatividade e resultados/ conclusões.


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