De Curdos vs fanáticos assassinos. a 17 de Outubro de 2014 às 16:29

A batalha de Kobane

(-por Miguel Madeira, 7/10/2014, http://viasfacto.blogspot.pt/ )

Pelas noticias, neste momento luta-se rua a rua em Kobane (ou Ayn al-Arab).

Se, como todo indica, o Estado Islâmico derrotar as milicias curdas, teremos simultaneamente uma vitória do obscurantismo religioso e também um reforço objetivo do papel do imperialismo ocidental na zona (já que passarão a ser a única força capaz de fazer frente ao Estado Islâmico).

Pelo contrário, se (infelizmente contra as probabilidades) as "Unidades de Proteção Popular" conseguirem repelir o ataque, teremos uma vitória militar (que não deixará de ter reflexos políticos) de um movimento de esquerda, empenhado na igualdade entre os sexos, na democracia participativa e vagamente autogestionário. Seja qual for o resultado, terá com certeza reflexos importantes na evolução política do Médio Oriente nos próximos anos.

É verdade que podem ser levantadas muitas reservas aos combatentes curdos - desde a sua relação muito ambigua com a ditadura de Assad, até ao paradoxo de um grupo comunista ortodoxo se ter convertido ao "socialismo libertário" porque... o lider (aprisionado) assim o decidiu; mas tal não afeta o essencial - se em todos os conflitos formos procurar por um lado quimicamente puro para tomar partido, ficaremos sempre "em cima do muro".
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Esperança e Desespero toma Curdos enquanto Kobane resiste

(por Zé Nuno Matos, 12/10/2014, Vias de facto)
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Antes de qualquer coisa, o que precisa ser deixado absolutamente claro é que os curdos não estão protestando em exigência de uma intervenção militar da Turquia, como foi apresentado em diversos centros de mídia convencionais.

Ao contrário, os manifestantes — tanto curdos quanto simpatizantes — exigem o fim do apoio velado da Turquia ao ISIS,
e que a fronteira em Kobanê seja aberta para deixar os refugiados saírem e a ajuda humanitária e as armas entrarem.
Todas as pessoas com quem falei em Diyarbakir, Urfa, Suruç e nos vilarejos na fronteira concordam em uma coisa:
o ISIS não poderia ter crescido o tanto que cresceu e conquistado o tanto que conquistou de Rojava
se não fosse o apoio material, financeiro e logístico recebido pelos extremistas/ islamitas do Estado Turco.
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