4 comentários:
De delisse a 26 de Fevereiro de 2015 às 15:22
Bom dia,

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De Causa é o NeoLiberal desgoverno Pt,UE,.. a 3 de Fevereiro de 2015 às 10:09

• João Galamba:

------ Não é o Syriza, estúpido!:

«(…) Não é possível, e muito menos é sério, falar do radicalismo do Syriza sem falar do radicalismo (e absurdo) do que foi imposto aos gregos desde 2010.
Recapitulemos o que se passou desde 2010, quando foi acordado o primeiro programa de resgate à Grécia:
desprezando todos os ensinamentos da história, foi pedido à Grécia que, no meio de uma violenta crise económica e financeira, encolhesse selvaticamente a sua economia para honrar os seus compromissos com os credores.
Tudo isto enquanto se emprestava mais dinheiro à Grécia para cumprir tão desvairado programa.
Como é evidente, os resultados são os que se conhecem:
a economia grega encolheu mais de 25%, o desemprego está acima dos 25% há quase cinco anos (acima dos 60% para os jovens), há um partido Nazi com assento no Parlamento.
E a dívida, apesar de várias restruturações, disparou, aproximando-se dos 180% do PIB.

O Syriza é, portanto, uma consequência, nunca a causa, dos problemas que a Grécia enfrenta. (…)»

----- Também somos a Grécia:

«(…) O ano de 2013 foi o ano em que o Tribunal de Constitucional travou parte da austeridade desejada por este governo. Aconteceu o mesmo em 2014 e em 2015.
Já sabemos que isso ajudou a economia a estabilizar e a sair da recessão. Mas tudo indica que não tenha sido suficiente para pôr termo à crise social criada pelas políticas deste governo.

Os cortes no Rendimento Social de Inserção, os cortes no Complemento Solidário para Idosos, e os cortes no Abono de família são uma constante ao longo de todo o mandato e têm um impacto muito significativo na pobreza em Portugal.
Todos os anos o Partido Socialista propôs medidas para atenuar a crise social.
Neste último orçamento, por exemplo, propusemos aumentar o abono de família e o subsídio social de desemprego.
Estas propostas custavam menos de metade da redução da taxa de IRC.
O governo, como já o havia feito no passado, chumbou todas as propostas.

A ideia de que o retrocesso social tinha poderes salvíficos e regeneradores foi aplicada na Grécia, foi aplicada em Portugal, foi aplicada em Espanha, foi aplicada na Irlanda, foi aplicada em Itália, e tem sido aplicada um pouco por toda a Europa.
Em maior ou menor grau, é por isso que somos todos a Grécia.
É natural que o Primeiro-Ministro se não reconheça este facto.
Fazê-lo seria equivalente a reconhecer a sua própria responsabilidade pela existência e pela manutenção da crise social (económica e política)
que afeta uma parte significativa da Europa e da qual a Grécia é apenas um caso extremo.»

⇒via Miguel Abrantes , Camara corporativa, 2/2/2015


De Contra a ditadura financeira neoliberal a 3 de Fevereiro de 2015 às 10:42

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http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2015/02/e-nos-aguentamos-tudo.html

FMI aprovou 12 vezes. à 13ª descobriu que está tudo mal. !!
... ... ... ...
Nicolau Santos, no Expresso 2/2/2015.

Anos disto e a saga continua e continuará.
Ulrich é que tinha razão: nós aguentamos mesmo tudo.
(somos mesmo burros !!, carneirada, BESTAS ! )
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A ALEMANHA hoje e há 73 anos (1942 Nazi), o mesmo objectivo:
DOMINAR a EUROPA


A Alemanha pretende fazer hoje com a política monetária e de crédito o mesmo que há 73 anos fazia com as divisões da Wermacht: dominar a Europa. Então, também ela tinha bons aliados na Península Ibérica e muitos derrotistas por essa Europa fora, a começar pelos franceses.
Então, como hoje, houve quem achasse que não valeria a pena lutar contra a Alemanha.
A luta só tornaria mais dolorosas as consequências da derrota.

Esse era o sentimento dominante na maior parte da Europa.
Só que havia a outra parte, a que se não vergou, a que sofreu as duras consequências de ter tido a coragem de combater.
Entre esses estiveram os gregos, que, primeiramente, resistiram e contiveram Mussolini e, depois, lutaram heroicamente contra os alemães, apesar das perdas que sofreram e dos sacrifícios por que passaram.
Hoje, como há 73 anos, os gregos voltam a resistir ao domínio alemão e recusam a humilhação nacional.
Tal como hoje, também então os alemães contaram com a cumplicidade e a colaboração dos que internamente traíram a pátria,
mas que nunca foram suficientes para quebrar a resistência de quem não aceitava a submissão ao domínio estrangeiro.

Hoje, como há 73 anos, a Alemanha não aceita acordos nem compromissos.
Exige a capitulação sem reservas.
É essa natureza arrogante e autoritária da Alemanha que se mantém intangível como o demonstra a recusa de um encontro bilateral com Tsipras.

Merkel e Schäuble têm hoje no BCE e na Comissão Europeia os instrumentos que desempenham um papel semelhante ao das divisões militares com que há 73 anos essa mesma Alemanha supunha ter dominado a Europa,
um domínio que ia desde os Pirenéus até às portas de Leninegrado e de Moscovo e quase às margens do Volga.
Hoje, o panorama de dominação é muito idêntico:
de fora apenas a Grã-Bretanha e a Rússia tal como há 73 anos.

Há 73 anos os que tiveram a coragem de se opor aos alemães e de os combater ganharam.
Hoje, para vencer os alemães é preciso LUTAR.
Uma luta guiada pela ideia de vitória. Os que estiverem à espera que seja a Alemanha e os seus aliados a mudar a Europa, acordarão com uma Europa germanizada constituída por “patrícios” e “Untermenchen” (sub-pessoas, servos/escravos).
Quando verdadeiramente despertarem do logro em que caíram já nem forças terão para lutar.
Estarão exaustos económica, política e moralmente.

Essa a razão por que a luta da Grécia exige a nossa SOLIDARIEDADE.
A luta da Grécia é a NOSSA luta.
Não participar nessa luta por calculismo político ou oportunismo de ocasião equivale a cavar a sepultura da nossa insignificância futura.

Nesta luta não haverá meio-termo.
Ou se está por ou se está contra. E o que importa é que as águas fiquem divididas com clareza.
O pior que poderia acontecer seria tomar por aliado quem realmente o não é.
Quem vai tomando posição em função das circunstâncias, aguardando ambiguamente que o tempo passe e a situação se esclareça para não ter de arcar com as desvantagens da luta.

Finalmente, é bom que se perceba que as propostas que a Grécia apresenta à Europa
são praticamente idênticas àquelas de que a Alemanha beneficiou depois da derrota para pagar as suas dívidas.
Com uma diferença de vulto:
a Grécia é país pacífico. Nunca invadiu a Alemanha!


De Resgate para bangsters e credores +lucra a 3 de Fevereiro de 2015 às 11:06
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Dinheiro da troika não foi “para pagar salários e pensões”,... serviu para os credores.

( http://www.publico.pt/economia/noticia/dinheiro-da-troika-nao-foi-para-pagar-salarios-e-pensoes-1548494 )

O professor de Economia José Maria Castro Caldas afirmou hoje, em Coimbra, que o dinheiro emprestado pela troika a Portugal não foi para pagar salários e pensões, mas para pagar a credores.

“É falso que sem aquela ajuda não havia dinheiro para pagar pensões e salários aos funcionários públicos até final do ano” de 2011, sublinhou o docente e investigador do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.

Portugal não tinha dinheiro para “amortizar a dívida pública que vencia nessa altura e a ajuda da troika veio para pagar aos credores, excepto 13 mil milhões de euros” destinados a “recapitalizar a banca” portuguesa, sustentou o economista, que falava ontem à noite, em Coimbra, num debate promovido pela Iniciativa Auditoria Cidadã (IAC) à Dívida Pública Portuguesa.

“Existem ideias feitas sobre a dívida” de Portugal que “não correspondem à realidade”, frisou Castro Caldas, considerando que “a maioria das pessoas acredita que os 78 mil milhões de euros da troika eram para pensões e salários”.

Três dívidas...

Discordando de alguns participantes no debate, que defenderam que a dívida pública portuguesa não deve ser paga, Castro Caldas disse que “há uma parte da dívida” que deve ser paga, designadamente, ao Fundo de Segurança Social, aos pequenos aforradores que investiram em Certificados de Aforro e à banca portuguesa.

Uma parte da dívida não deve ser paga, como a que resulta de “contratos ilegítimos”, e “a outra parte deve ser renegociada”, advogou.

Olinda Lousã, sindicalista e membro da IAC, considera, igualmente, que Portugal deve apenas “renegociar a parte legítima da dívida”, mas antes, advertiu, é necessário saber qual é essa parte e apurar a dívida ilegítima. “O futuro não se resolve com esta austeridade cega”, salientou.

O músico Manuel Rocha também entende que a dívida pública deve ser renegociada, e de forma a permitir que o país “possa ter desenvolvimento económico”, investindo nas pequenas e médias empresas e na exportação e “tributando os bolsos onde há dinheiro”.

------Dos mitos orçamentais em Portugal: a look back to 2011 (4/1/2015,
http://financaspublicas.blogspot.pt/2015/01/dos-mitos-orcamentais-em-portugal-look.html )

Em 2011 foi popularizada a ideia de que uma das razões porque Portugal tinha mesmo de pedir assistência financeira «porque já não havia "dinheiro para pagar salários e pensões"».

E essa afirmação corresponde à verdade? Bom, só se decidirmos que de repente Portugal tinha de pagar reembolsos de dívida primeiro porque os mercados não quereriam renovar as linhas de crédito.

Mas isso corresponde a uma normal gestão orçamental? Claro que não.

Vamos simplificar: precisamos pagar salários, pensões e dívida. Se concebermos as coisas nesta perspectiva, e deixarmos a dívida para o fim, havia dinheiro para salários e pensões?

A resposta é, havia. E há mais quem pense isso (cf. aqui e aqui)

E havia porque as receitas gerais do Estado davam para cobrir os salários e as da segurança social davam para cobrir as pensões (fonte: Emanuel dos Santos, “Sem Crescimento não há Consolidação Orçamental – Finanças Públicas, Crise e Programa de Ajustamento”, Lisboa, Edições Sílabo):

Então faltava dinheiro para quê? Bom, para amortizar em vez de renovar dívida porque os mercados estavam a cobrar demasiado dinheiro para esse efeito. O que normalmente não se faz.

Portanto, a afirmação que não havia dinheiro para salários e pensões só é sustentável se presumirimos e escolhermos presumir que se pagaria antes tudo o resto (dívida e juros), que os mercados se fechavam e que no fim é que se ia ver se sobrava algum dinheiro para salários e pensões.

Simples, mas complicado. Como sempre.

(-por Marco Capitão Ferreira, 4/1/2015,
http://financaspublicas.blogspot.pt/2015/01/dos-mitos-orcamentais-em-portugal-look.html


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