12 comentários:
De Reestruturação: Manifesto moderado a 12 de Março de 2014 às 12:37
Um manifesto mais moderado do que parecia

Li no Expresso online o manifesto das 70 personalidades. Pareceu-me muito mais moderado do que as primeiras notícias sugeriam,
situado no quadro das opções possíveis para o Euro sem rupturas institucionais,
nem sequer abertamente desafiador do Tratado Orçamental,
em linha com reflexões em curso no "bloco central" realista e na tecnocracia europeia.

Fiquei a perguntar-me porque o hostilizará Pedro Passos Coelho e dele se distanciará a direcção do PS.
Há sempre aquela dúvida aborrecida:
terão os que se distanciam e alguns dos que o assinam lido o manifesto
ou apenas reagido por instinto a um posicionamento simbólico?


Publicada por Paulo Pedroso,11/3/2014 , http://bancocorrido.blogspot.pt/


De Personalidades e Pessoas relev./ irrelev a 12 de Março de 2014 às 12:58

Relevantes e irrelevantes

-por Rui Silva em 11 Março 2014, http://manifesto74.blogspot.pt/2014/03/relevantes-e-irrelevantes.html#more

Quando o país já percebeu que a verdade-verdadinha sobre a "saída do resgate" é que
- não haverá saída alguma [enquanto não houver uma real mudança de política, coisa para a qual jamais contribuirão PS, PSD e CDS, os partidos do arco da bancarrota]
os principais protagonistas da desgraça económica, social, política, cultural e ambiental que se abateu sobre o país
parecem entretidos em lançar sobre os portugueses uma nuvem de poeira que desvia a atenção das pessoas daquilo que é essencial:
por vontade de PS, PSD e CDS, com a benção do actual presidente da República,
as caras poderão mudar mas o essencial da política é para manter.

Há em todo caso, nas palavras dos protagonistas da desgraça, pormaiores que nos elucidam acerca da forma como olham para o país e para as suas gentes.
Maria Luís Albuquerque referiu ontem que "o governo tem de ter em consideração as opiniões do senhor Presidente da República e de muitas outras pessoas relevantes para o país".
Ouvi-a e perguntei-me quais serão, no entender do governo, estas "pessoas relevantes para o país"...

Pela minha parte arrisco uma resposta:
as "pessoas relevantes para o país", no entender do governo, são a senhora Merkel e o ministro das finanças alemão, os representantes daqueles a quem erradamente se chama "credores"
e os oligarcas nacionais - banqueiros e grandes capitalistas - que são quem verdadeiramente manda nesta secção de administração de grandes negócios à qual chamamos, por facilidade de nominação, "governo".

Irrelevantes, para Passos e Portas, são
os trabalhadores - empregados e desempregados -, os reformados e pensionistas roubados nos seus parcos rendimentos,
os mais de quatro milhões de portugueses que vivem em situação de pobreza efectiva ou em cima do seu limiar "técnico".
Irrelevantes são aqueles que emigram [saindo, na perspectiva do governo, "da zona de conforto].
Irrelevantes são no fundo os portugueses comuns.
Afinal, apesar da sua situação só piorar todos os dias, "o país está bem melhor"...


De Usura ... e assinantes... a 13 de Março de 2014 às 11:53
-----( USURA e )---- Aristóteles, um prócere da ‘esquerda radical’?
(-13, 2014 por António Paço , http://blog.5dias.net/ )

Já que a direita e uma certa esquerda alcatifada continuam a insistir no dever ‘moral’ de pagar a ‘dívida’, apelidando de ‘irresponsável’ a ‘esquerda radical’ que defende que ela deve ser repudiada se não queremos ter o mesmo destino dos servos da gleba, que foram tendo de entregar a terra, o seu meio de sobrevivência, aos senhores, muitas vezes através da prática da usura (empréstimo a juros), recordemos o que dizia, há 2350 anos, o filósofo Aristóteles sobre esta:

«Que há de mais odioso do que o tráfico de dinheiro, que consiste em dar para ter mais e com isso desvia a moeda da sua destinação primitiva?
Ela foi inventada para facilitar as trocas;
a usura, pelo contrário, faz que o dinheiro sirva para aumentar-se a si mesmo;
assim, em grego, lhe demos o nome de tokos, que significa usura, porque as coisas geradas parecem-se com as que as geraram.
Ora, neste caso, a moeda que torna a trazer moeda é um género de ganho totalmente contrário à natureza.»


--------- Por que não subscrevo o ‘Manifesto dos 70’ pela reestruturação da dívida
(-12, 2014 por António Paço )

Assinar um manifesto com figuras ‘de um grande espectro político’, que vão do Francisco Louçã à Manuela Ferreira Leite (agorinha antes das eleições, ainda por cima)
tende a dar a ideia de que pode haver ‘um grande consenso nacional’ em torno de como resolver o problema da ‘dívida’.
Ora não há consenso nenhum:
uns querem pagá-la e usá-la para destruir o Estado social e a classe trabalhadora, outros têm de repudiá-la para poder viver.

E quando há um bloqueio na sociedade, como havia na África do Sul do apartheid, ou no Portugal de antes do 25 de Abril, ‘a vida’, como dizia o outro, tem de encontrar um caminho para resolvê-lo.

E ou ganham uns ou ganham outros, não há meio termo possível.


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