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De interesses e desGoverno contra Manifesto a 19 de Março de 2014 às 09:43
(19 de Março de 2014, por AG )

Manifesto é arma negocial mas PM não sabe, nem quer, usá-la



"Preocupa-me que o Primeiro Ministro hoje vá a Berlim e em vez de ir escudado nos pesados sacrifícios e absurdas injustiças infligidas aos portugueses com tão desastrosos resultados, e ir armado do Manifesto,
se apresente de novo de baraço ao pescoço a estender a mão à compaixão da suserana Merkel.

Não é apenas por incompetência e por incapacidade diplomática para negociar na Europa e com a Europa, por Portugal.

É por manifesta submissão aos interesses que estão a destruir Portugal e a Europa.
É contra esses interesses que o Manifesto conseguiu demonstrar haver consenso em Portugal".


Extracto da minha crónica de ontem no "Conselho superior" da ANTENA 1, que pode ler-se na íntegra na ABA DA CAUSA http://aba-da-causa.blogspot.com/2014/03/o-manifesto-dos-74-e-as-reaccoes-que.html


De 25Abril e fim ao desGoverno mortal a 19 de Março de 2014 às 17:14
O manifesto


«Em 1974, o país encontrava-se exangue por 13 anos de guerra,
resumindo-se as perspectivas de um jovem a combater no Ultramar, com risco de vida, ou fugir e nunca mais regressar.

Até que houve um general que escreveu um livro, no geral um chorrilho de disparates, mas que dizia duas coisas óbvias:
a situação era insustentável e não se conseguiria ganhar a guerra.
O livro causou escândalo nacional, houve uma reunião de chefes militares em apoio ao governo, e os dois generais envolvidos na sua publicação foram exonerados.
Só que, depois de o óbvio ter sido dito, toda a gente percebeu que o regime estava a prazo e, de facto, não durou mais de dois meses.

Hoje, o país também se encontra exangue com uma dívida que não conseguirá pagar, mesmo depois de sacrifícios impensáveis.
Os velhos vêem desaparecer todos os dias os seus magros rendimentos e os jovens abandonam o país.
O Presidente já anunciou que só com níveis de crescimento nunca antes verificados conseguiremos ver a dívida reduzida para valores aceitáveis em 2035.

Não admira, por isso, que tenha surgido um manifesto que, com ou sem disparates, disse também o óbvio:
esta dívida é insustentável e a sua reestruturação é inevitável.
O manifesto causou escândalo numa série de apaniguados do governo e o Presidente viu-se obrigado a exonerar dois consultores, mas o óbvio também ficou dito.

Se a única solução dos nossos governantes é continuar nesta política até 2035, podem começar já a arrumar as secretárias.»

( [i] Luís Menezes Leitão. , via OJumento 19/3/2014)


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