De Assim, NÃO ! a 18 de Fevereiro de 2015 às 10:35

THEODORAKIS:
A MOMENT OF NATIONAL PRIDE

Monday, 02 February 2015,| Written by Guy Wagner

Alexis Tsipras & Yannis Varoufakis

Mikis Theodorakis, with a text he uploaded on his personal website, gives his opinion on the latest political developments in Greece, in which the epicenter is the meeting between the Greek Finance Minister, Giannis Varoufakis, and the Eurogroup President, Jeroen Dijsselbloem.
- See more at: http://greece.greekreporter.com/2015/02/01/mikis-theodorakis-varoufakis-dijsselbloem-a-moment-of-national-pride/#sthash.eXzD3Wap.dpuf


"The Eurogroup and its Dutch President are images that torture me. I have been through so much, simply because by Fate I was born Greek, and as a Greek I should not only endure the whims of those who are powerful, but to lower my head and even learn to love them!
But I could never bring myself to like that Dutchman with glasses.

And so he arrived like an arrogant boss, to scold a nation worthy of laughter and tears,
a nation that held its head high forgetting their inhabitants are the second-class citizens of Europe,
of the Eurogroup and of its President, Mr. Jeroen Dijsselbloem.

But then a miracle happened, like those forgotten in the depths of my memory.
Two representatives of these second-class people, Tsipras and Varoufakis, with a rare calm and coolness, presented him with two luminous yet kind “NO”
that angered him to the point of forgetting his role as an “European nobleman” — prompting him to storm away looking for the fastest exit.

It is at this point that all is forgotten.
We once again become proud Greeks. We stand up.
How and why this has happened and where it will lead are details for the Greeks who have lived and survived with symbols.
And I consider it cowardly to focus on trivialities in a moment of national pride."

Athens, 31/01/2015, Mikis Theodorakis

English translation: cf.: greece.greekreporter.com/2015/02/01/


De imperialista neoliberal serve alta finan a 18 de Fevereiro de 2015 às 11:14
"Schäuble devia sentir pena é dos povos que não conseguem levantar a cabeça"

Num discurso aos deputados do Syriza, Alexis Tsipras reafirmou que as promessas eleitorais são para cumprir e as primeiras leis serão para repor os direitos dos trabalhadores. "O impasse no Eurogrupo não pode ser resolvido por tecnocratas, mas por líderes políticos", defendeu o primeiro-ministro grego.


17 de Fevereiro, 2015 - 15:51h








Foto Presidência do Parlamento Europeu/Flickr


O discurso de Alexis Tsipras ao grupo parlamentar do Syriza era muito aguardado por ser o primeiro a seguir ao impasse da reunião do Eurogrupo e por conter o nome do candidato presidencial que o parlamento deverá sufragar. Tsipras deixou para o fim o anúncio da candidatura de Prokopis Pavlopoulos, um ex-ministro do Interior da Nova Democracia, entre 2004 e 2009. Ao longo da semana, o nome mais apontado pela imprensa para candidato era o do atual comissário europeu Dimitris Avramopoulos, também da Nova Democracia, mas esta proposta terá levantado objeções na direção do partido. A figura presidencial na Grécia é meramente decorativa e com poderes bastante limitados pela Constituição, mas foi a incapacidade do parlamento obter uma maioria qualificada em dezembro que provocou as eleições antecipadas e a ascensão do Syriza ao Governo.

Reposição dos direitos laborais é prioridade do governo Syriza

No plano político, Tsipras foi contundente ao reafirmar que "temos um claro mandato para salvar o país e isso não vai acontecer se prosseguirmos os erros, como pedem alguns credores". Por isso, acrescentou o primeiro-ministro, "não daremos um único passo atrás nas promessas que constam do nosso programa político".

Para o comprovar, anunciou quais serão as prioridades legislativas para as próximas semanas: "Esta quinta-feira proporemos a primeira lei para proteger os lares da ameaça de despejo", disse, seguindo-se a lei que "irá travar a desregulação do mercado de trabalho e repor os direitos dos trabalhadores em cooperação com a OIT". "Iremos regressar à contratação coletiva, que foi abolida ilegalmente pela troika", prometeu Tsipras, referindo ainda que prepara legislação "para permitir o pagamento de impostos atrasados em 100 prestações no máximo".

"Foi comovente ver os alemães manifestarem-se"

Uma parte do discurso referiu-se às manifestações de solidariedade com a Grécia que têm percorrido a Europa nas últimas semanas. "Não lutamos apenas pelo povo grego mas por todos os europeus que estão a sofrer com as políticas antidemocráticas de austeridade", afirmou Tsipras.


Tsipras não deixou sem resposta as declarações de Schäuble, que disse sentir pena dos gregos por terem eleito um governo irresponsável. "Ontem, Schäuble perdeu as estribeiras e fez comentários depreciativos em relação ao povo grego. Com todo o respeito, gostaria de lembrar-lhe que ele devia sentir pena é dos povos que não conseguem levantar a cabeça".

"Os Europeus mostraram solidariedade com os seus protestos. Foi comovente ver os alemães manifestarem-se", acrescentou Tsipras, aproveitando para condenar a publicação de um cartoon que caricaturava o ministro das Finanças alemão como nazi. "Ninguém tem o direito de trazer de volta os fantasmas do passado, nem mesmo em cartoons", sublinhou o líder do Syriza.

Apesar disso, Tsipras não deixou sem resposta as declarações de Schäuble, que disse sentir pena dos gregos por terem eleito um governo irresponsável. "Ontem, Schäuble perdeu as estribeiras e fez comentários depreciativos em relação ao povo grego. Com todo o respeito, gostaria de lembrar-lhe que ele devia sentir pena é dos povos que não conseguem levantar a cabeça".

"Uma coisa é o acordo de empréstimo, outra é o memorando"

Alexis Tsipras falou ainda do impasse nas reuniões do Eurogrupo, que disse contrastar com o ambiente em que decorreu o Conselho Europeu e confirmou as notícias das últimas horas que davam conta de uma proposta satisfatória para Atenas, que foi negociada e retirada pouco antes da reunião do Eurogrupo desta segunda-feira.

"Aceitámos o texto do comissário europeu Moscovici antes do Eurogrupo, mesmo estando a pisar algumas das nossas linhas vermelhas", confirmou Tsipras, acrescentando que "o plano Moscovici referia-se à extensão do acordo de empréstimo - não do memora


De Salvar a UE, passa pela Grécia e PIIGSF. a 19 de Fevereiro de 2015 às 15:21
Salvar a UE passa pela Grécia
-por AG , 10 fev

Quando o Conselho Europeu reunir no final desta semana, os Ministros das Finanças da UE já terão conhecimento do programa que o novo governo do Siryza apresentou, em cumprimento de promessas eleitorais, para conter a verdadeira crise humanitária que vivem os gregos em resultado das politicas austeritárias. Trata-se de reverter os últimos anos de destruição iníqua da economia, o que só assusta os fundamentalistas, com igreja em Berlim e apóstolos a norte e a sul, que tentaram vender-nos a ideia de que "não há alternativa" à austeridade.

Os novos governantes gregos já deixaram cair a exigência de "perdão da divida", colocaram ideias construtivas na mesa para a renegociar e conseguiram despertar interesse em Londres, Paris, Roma, Viena e Bruxelas. Varoufakis, o ministro das finanças, assumiu a responsabilidade de pagar a dívida, mas fez ver que era do interesse dos credores que a Grécia tivesse condições para a pagar. Propôs trocar os 240 mil milhões devidos por obrigações indexadas ao crescimento económico e títulos de dívida perpétua, comprometeu-se a manter excedentes orçamentais primários de 1% a 1.5% do PIB e a tomar medidas de combate à evasão fiscal e corrupção, caindo sobre os mais ricos que, lá como cá, são quem mais foge a pagar impostos recorrendo aos labirinticos paraísos fiscais.

Uma solução negociada para a Grécia é urgente: a UE não pode mais sobreviver com as políticas austeritárias anti-europeias impostas pela Alemanha. Isso mesmo, já antes da vitória do Syriza, tinham reconhecido Comissão Europeia e Banco Central Europeu: a primeira (sob pressão dos socialistas no PE) apresentando o Plano Juncker para o investimento estratégico que abre caminho a uma leitura inteligente e flexível do Pacto Orçamental; o segundo, apesar da oposição de Berlim, com o QE, injectando liquidez na economia contra a deflação e a estagnação, filhas da austeridade.

A Sra. Merkel e o "establishment" alemão (SPD e Verdes incluídos) estarão reféns da retórica punitiva que venderam aos seus cidadãos, com a patranha de que pagavam para salvar os perdulários "pigs", enquanto realmente resgatavam os seus bancos e empresas dos seus próprios desvarios: o negócio dos submarinos vendidos à Grécia e a Portugal é disso bem demonstrativo - foram os fornecedores alemães a ensinar aos governos grego e português como contornar (ou seja, como violar) as regras orçamentais europeias.

A UE tem de abandonar esta visão alemã míope que estilhaça a solidariedade europeia, num momento em que a Chanceler Merkel e o Presidente Hollande tentam travar a guerra com a Russia sobre a Ucrânia, momento em que mais crucial é que haja Europa unida, coesa e reforçada.

Mais: o governo alemão pode não hesitar em fazer-se forte com os fracos, mas não arriscará certamente matar a sua própria galinha dos ovos de ouro - o euro/a UE - empurrando a Grécia para sair do euro. Isso significaria a derrocada do euro e da UE, desde logo empurrando de novo Portugal para a linha da frente, à beira do abismo.

Em contrapartida, uma solução negociada para a Grécia beneficiará Portugal, por tabela. Passos Coelho é quem mais se opõe ao interesse da Grécia e dos gregos, como notava o comentador financeiro alemão Wolfgang Münchau há dois dias, pois qualquer programa alternativo arrasará a tese da inevitabilidade da austeridade que nos tem vendido e imposto nos últimos 3 anos. Ele repete que Portugal está "no bom caminho" - o caminho do crescimento ...do desemprego, da pobreza, das rendas excessivas e da evasão fiscal facilitada e legitimada para os 611 portugueses que o mais recente escândalo, Swissleaks, revelou terem milhares de milhões na Suiça. Em vez de os confiscar, através do RERT III Passos Coelho e Portas ajudaram-nos a legalizar esses capitais, não impondo sequer o seu repatriamento.

"A Grécia quer reformar-se e não continuar a deformar-se" - é a promessa de Varoufakis, a quem não falta legitimidade e vontade de fazer os mais ricos evasores fiscais pagarem a crise, combater a corrupção e o clientelismo político. Gostava que conseguisse. Como fez notar o chanceler austríaco, o plano do novo Governo grego de atacar a corrupção e a evasão fiscal faz mais sentido do que cortar despesa e privatizar durante a crise.


De Auto-críticos vs dogmáticos desgov. a 20 de Fevereiro de 2015 às 14:40
Troika no céu e infelizes na terra
(-por João Martins, http://365forte.blogs.sapo.pt/ 19/2/2015)

"Pareço estúpido ao dizer isto, mas temos de tirar lições da História e não repetir os mesmos erros".

Não só Juncker não foi estúpido - tardio talvez, mas não estúpido - ao assinalar que a troika atacou a dignidade dos cidadãos dos países por onde passou, como também não foi infeliz.

Parece que a (auto)crítica feita pelo atual presidente da Comissão Europeia não caiu bem junto do governo de um dos países onde aumentou a pobreza, o desemprego e a emigração, e lá teve de vir apressado Marques Guedes dizer que não senhor, os portugueses em nada foram beliscados com a dose de austeridade dos últimos anos.

A Marques Guedes só faltou pedir desculpa e dizer que isto só não correu melhor para os portugueses porque o governo não conseguiu fazer mais daquelas famosas "reformas". Com tantos elogios ao bom aluno, já nem se lembram da "força de bloqueio" que tem sido o Tribunal Constitucional e a oposição com má vontade que não fazia as vontades do governo

Vivemos tempos muito estranhos e será curioso daqui a uns anos perceber o julgamento que a História fará dos radicais que querem dialogar e dos infelizes que querem aprender com os erros e abusos das instituições que, como os homens que as lideram, se calhar até podem falíveis.

Seremos provavelmente um case study de submissão voluntária; um governo que não só não defende lá fora quem o elegeu, como se ofende quando algum infeliz o faz, e que se importa mais em defender a honra do seu dogmatismo do que defender a dignidade do seu país.
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Uma questão de coluna vertebral


publicado por josé simões, às 14:22link do post | comentar




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Para quem o governo grego nunca é "o governo grego" mas "o governo do Syriza", se calhar por lhe parecer estranho que alguém se proponha levar a cabo como governo o que prometeu durante a campanha eleitoral enquanto partido, também "a dignidade dos portugueses não ter sido atingida" não devia ser confundido com "a dignidade dos portugueses" mas antes com a falta de coluna vertebral dele próprio, Pedro Passos Coelho, enquanto líder do maior partido da oposição eleito [com um programa de mentiras] primeiro-ministro, [subserviente ao estrangeiro e às corporações], ao partido a que preside e que o suporta no Parlamento, ao seu vice no Governo, Paulo Portas, e ao grupo de escudeiros que o segue com nome de partido, o CDS, não necessariamente por esta ordem.
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"Gregos: aguentem firmes que vêm reforços a caminho"
O Livre/Tempo de Avançar decidiu expressar o seu apoio às posições antiausteridade do Governo grego. Numa carta, dirigida aos “concidadãos gregos”, que vai ser entregue esta sexta-feira de manhã na embaixada helénica em Lisboa, e publicada em dois jornais de Atenas, o Efimerida e o diário do Syriza, o novo movimento político português assegura que “vêm reforços a caminho”.

“Envergonham-nos e revoltam-nos as notícias de que o Governo de Portugal tem sido um obstáculo”, lê-se na carta, que foi traduzida para grego.

As críticas à posição portuguesa não se ficam por aqui. “Se a Grécia for bem sucedida, todos ficarão a saber que era possível fazer as coisas de forma diferente, ao contrário do que nos diziam. Os políticos deste Governo português forçam a intransigência dentro do Eurogrupo por razões que se prendem com o futuro político deles, mas que são contra o interesse nacional ou europeu.”

Para a candidatura que nasceu da convergência entre o partido Livre, a corrrente Manifesto e o movimento Renovação Comunista, o executivo de Passos Coelho “não [os] representa”. “ Faremos pressão, dentro e fora de Portugal, para que o Governo de Portugal mude de posição — ou para que Portugal mude de governo.”

Classificando a equipa de Alexis Tsipras como o “primeiro governo antiausteridade da União Europeia”, na carta é «expresso o desejo de que as negociações em curso na União Europeia possam conduzir “a um novo contrato”, que permita “um futuro melhor para toda a zona euro”, lê-se.

“No que depender de nós, a Grécia nunca mais estará sozinha numa reunião do Eurogrupo. E vamos consegui-lo já no futuro próximo. Caros concidadãos gregos: aguentem firmes, que vêm reforços a caminho.”

http://www.publico.pt/politica/noticia/grego


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