5 comentários:
De PM não guia " vida lógica e benéfica" a 9 de Março de 2015 às 11:50
A Star Trek de Passos Coelho


«Mr. Spock costumava dizer que: "Ser um Vulcano significa
adoptar uma filosofia, uma forma de vida que é lógica e benéfica".
Pedro Passos Coelho não pode ser visto como um seguidor de Spock.

A sua "Star Trek" é outra e já se perdeu na escuridão que trouxe para Portugal durante três anos. A sua viagem deixou de nos deixar ver as estrelas.
Mas permitiu aos portugueses conhecerem melhor a indigência moral da nossa política, o buraco negro onde os valores se perdem em nome dos interesses partidários, dos negócios e da ocupação do Estado por relações particulares. (...)

A decadência da política portuguesa não começa com Passos Coelho que, para se defender, diz que não pagou por distracção e por falta de dinheiro.
Vem de antes, com outros protagonistas, e por isso mesmo a forma como Ferro Rodrigues analisou o colapso de Passos revela que
o PS também não entende a essência do problema, porque caminha sobre o mesmo pacto de silêncio onde se acomodam todos os interesses. (...)

Não sendo um exemplo do que pede aos outros, Passos Coelho dissolve-se no grande caldeirão da decadência nacional.
Onde todos têm memória de galinha. E onde quem tem acesso ao Estado continua a viver numa idade de ouro.
Deixando os anos de chumbo para os comuns portugueses.»

Fernando Sobral, 9/3/2015, via http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/


De Nem moral, nem saber, mas dolo e burla. a 9 de Março de 2015 às 11:57
Lições de moral para Passos Coelho? A não ser que seja sem factura


«Relembro que a mesma pessoa que não tem consciência das suas obrigações fiscais é o autor das obrigações fiscais que não deixam os portugueses dormir. As obrigações ficais com que o Governo de Passos sobrecarregou os portugueses, mais que o consciente, dominam o nosso subconsciente e causam-nos pesadelos. Já todos sabíamos que ele era fiscalmente inconsciente.

Se hoje Passos Coelho ainda é PM é porque não sabia que tinha de se demitir por ser tudo aquilo que criticou, inclusive aos gregos, e por ainda dar ar de piegas por não ter pago. Passos e outros membros do Governo estão agora na posição de não aceitar lições de moral a não ser que seja sem factura. Sinceramente, e não querendo ser acusado de falta de diplomacia, podemos dizer que estas justificações de Passos são desculpas para crianças.

Não percebo muito de marketing, mas parece-me que não há sorteio de Audi que resista a um PM que foge aos impostos - porque o Audi só sai a poucos, e esquemas todos podemos arranjar. Não é errado dizer que por cada euro que Passos se baldou de pagar - e justifica com falta de conhecimento -, explode um Audi do sorteio das facturas.

Um indivíduo com licenciatura em Economia, na Universidade Lusíada, concluída em 2001, com 37 anos, administrador de empresas, em 2009, não sabe que tem de pagar Segurança Social - maldito ensino! Se calhar, a explicação é que a sua professora Maria Luís, naquela aula a que Passos foi, disse que ninguém pagava a SS, nos recibos verdes, a não ser os patos.»

João Quadros, 6/3/2015, via http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/


De Desgoverno de Burlão, Caloteiro, Mentiro a 9 de Março de 2015 às 16:35
Ganhava-se mais no Estado, dizia o caloteiro

«Salários baixos e degradação das condições de trabalho afastam especialistas do Serviço Nacional de Saúde.
Um anestesista, por exemplo, que ganha entre 1500 e 2300 euros no público pode chegar aos 6000 no privado.
As diferenças ainda são maiores quando saem do país.

Anestesistas, radiologistas, cirurgia geral, ortopedistas, ginecologistas, oftalmologia, internistas, patologia clínica ou pediatras.
Estes são só alguns dos exemplos de especialidades onde faltam médicos no Serviço Nacional de Saúde.
Os baixos salários, cortes nas horas extra e degradação das condições de trabalho fazem com que optem cada vez mais pelo setor privado e pelo estrangeiro, onde têm melhores condições e ordenados mais altos.
No caso dos anestesistas, ganham no público entre 1500 e 2300 euros limpos por mês, se juntarem horas extra, enquanto no privado podem chegar aos 6 mil euros.
No estrangeiro há quem receba mais de 19 mil euros brutos.» [DN]

Parecer:

Os portugueses vão pagar caro ter aceitado a MENTIRA de que no Estado era um "fartar de vilanagem".

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
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Nunca um caloteiro (e burlão) português teve tanta gente a ajudá-lo a explicar o inexplicável e a perdoar o imperdoável.


De PPCoelho: de 'jota' a desgovernante a 9 de Março de 2015 às 09:40

Do embuste: Passos Coelho, o cidadão comum

(por Rui Rocha, em 08.03.15, http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/ )

Há um embuste a construir-se em redor do contribuinte relapso Passos Coelho. A tese consiste mais ou menos no seguinte:
é muito difícil a um cidadão comum conduzir a sua vida sem cometer algum pecadilho tributário.
Isto é, face ao emaranhado de impostos, taxas e contribuições, é quase impossível que um assalariado, um pequeno empresário, uma pessoa normal, cumpra rigorosamente todas as obrigações.

É aceitável, diz-se, que alguém se esqueça de uma declaração aqui, de um IMI acolá, do desconto para a Segurança Social mais à frente, da liquidação do IVA antes ou depois.
Esta linha argumentativa apela ainda à nossa sensibilidade.
Quantas vezes, dizem alguns, um pequeno empresário tem de optar entre pagar salários ou cumprir rigorosamente as suas obrigações tributárias.
Ou, noutro registo, quantas vezes um pai ou uma mãe têm de optar entre pagar o tributo ou prover ao sustento dos filhos.
E aqui estamos nós, já razoavelmente comovidos, imaginando Pedro Passos Coelho imerso em terríveis escolhas morais.
Pagamento de impostos ou pagamento dos salários dos colaboradores?
Contribuições para a Segurança Social ou refeições das filhas?
O corolário destas posições pode encontrar-se em textos como o de Alberto Gonçalves (há que separar os pecadilhos cometidos por quem não espera mandar nisto e os esquemas elaborados por quem manda)
ou o de Helena Matos (para se ter uma vida perfeita é preciso ter sido sempre funcionário público ou do partido).
Há, todavia, um problema fundamental com esta barragem argumentativa.

É que o percurso de Passos Coelho não cola com o do cidadão que nunca esperou vir a exercer funções de responsabilidade política, nem com o do empresário diligente e sério que sofreu aqui ou ali um percalço.
Caso não se tenha reparado, Passos Coelho foi Presidente da JSD, exerceu funções em diversos órgãos partidários e foi deputado à Assembleia da República em várias legislaturas.
Mais, a actividade privada que exerceu esteve sempre relacionada com ligações, conhecimentos e, sejamos sérios, compadrios políticos.
Isto é, Pedro Passos Coelho sempre foi um político e viveu de, para, pela e com a política.
Aliás, a situação de incumprimento é concomitante com o exercício de funções de responsabilidade política e de representação.
Na verdade, o tal cidadão Pedro Passos Coelho, desligado do poder e assoberbado por dilemas morais e dificuldadades de conhecimento e cumprimento da lei é uma ficção. Não existe.

O que temos é alguém que eleito para representar o povo, se marimbava para o cumprimento das regras que ele próprio discutia e/ou aprovava.
A tese do cidadão imperfeito, como todos nós somos ou podemos ser, não bate certo.
Em rigor, Passos Coelho é um político de carreira, que sempre teve ou ambicionou ter o poder e que revelou ser,
na hipótese mais benigna, profundamente inábil e, na mais razoável, extremamente hipócrita.
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Sim, onde é que já se viu?
por Rui Rocha, em 07.03.15

Se um tipo que escavacou as promessas eleitorais, que segurou o Relvas para lá de qualquer racionalidade,
que insultou os portugueses mandando-os emigrar e chamando-lhes piegas,
que extorquiu impostos como se não houvesse amanhã sem mexer uma palha para reformar o Estado,
que omitiu com cara-de-pau informação sobre a sua actividade e rendimentos na Tecnoforma e que deu mostras de uma relação colorida com as obrigações tributárias e para-fiscais tivesse de demitir-se, onde é que iríamos parar?
É que francamente!
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Este é cá dos meus
por Sérgio de Almeida Correia, em 07.03.15

"Do incidente fiscal de Pedro Passos Coelho só uma coisa se deve concluir:

as “juventudes partidárias” precisam de ser abolidas, como primeiro acto para a regeneração do regime."

Não é por nada, mas sobre o que VPV conclui hoje já há um ano este conservador de esquerda se tinha pronunciado. Com a liberdade de sempre.

extinção , jotas , portugal tem de mudar , vasco pulido valente.



De Basta de 'jotas' ! a 9 de Março de 2015 às 11:33
Basta o que basta


«Como ele, houve centenas de pessoas que, por causa de uma educação perversa nas “juventudes partidárias”, entraram na meia-idade (os 35 anos de que fala Dante) sem um passado profissional e com uma visão do mundo distorcida pela incessante intriga a que se reduzia a actividade interna do PS e do PSD e em que participavam de pleno direito e, às vezes, como personagens maiores.
Pior ainda, esta espécie de currículo dava uma certa autoridade a gente a quem faltava qualquer outra.
Não vale a pena falar de António José Seguro. Mas basta lembrar que António Costa proclama por aí com orgulho que se inscreveu no PS aos 14 anos, para se perceber a natureza da aberração que os partidos promovem, julgando manifestar a sua perenidade e a sua força.
Como se a perenidade e a força consistissem em enganar inocentes, abaixo da idade do consentimento político.
A condição dos membros das várias “juventudes” dos partidos (que vão até aos 30 anos) acaba por ser uma condição de relativa irresponsabilidade, sobretudo para aqueles que exercem cargos no “aparelho”.
Os deveres para com a sociedade e o Estado são obscurecidos pelas pequenas lutas domésticas pelo poder e pela grande questão de saber se a seita consegue ou não ocupar o governo e o Estado
– fonte de favores, recompensas, influência e dinheiro.

Este mundo fechado sobre si próprio não se importa muito com o mundo exterior e não exige um comportamento cívico exemplar.
Pelo contrário, tolera uma imensa quantidade de “erros”, por assim dizer, em nome do interesse superior da facção.
Do incidente fiscal de Pedro Passos Coelho só uma coisa se deve concluir:
as “juventudes partidárias” precisam de ser abolidas, como primeiro acto para a regeneração do regime.
Os jovens que se inscrevam onde quiserem na idade de votar e que sejam tratados como o militante comum.
Que os partidos não sirvam mais de educadores da “classe política” e aviário de ministros.
Basta o que basta.»

Vasco Pulido Valente, Público 7/3/2015
http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/basta-o-que-basta-3705072


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