Segredo d'estado, leis pró-ditadura, polícias e mídia contra Liberdade e Justiça

Estado manda funcionária de empresa cometer crime, empresa é punida  (-por R.Alves, 21/2/2014, EsquerdaRepublicana)

  O pide João Luís ordenou ao seu subordinado Nuno Lopes Dias que pedisse à funcionária da Optimus Gisela Teixeira a disponibilização dos registos telefónicos do jornalista Nuno Simas.  Alguém tem dúvidas de que isto é ilegal ?
    «Olhe, senhora da operadora telefónica, diga-me aí com quem anda a falar ao telefone esse senhor jornalista, a que horas e durante quanto tempo, está bem?»   Há algum país em que valha a pena viver em que este género de ordem seja legal? Eu acho que não.
   O Ministério Público, pelo contrário, acha bem. Mais: diz que «não tinham consciência» de estar a cometer um crime. Temos portanto espiões que desconhecem a lei (ignorantes), ou então que fazem de conta que não a conhecem, quando são apanhados (fazem-se de parvos). A escolha da alternativa correcta fica para o leitor.
    Entretanto, a Optimus é condenada a uma multa de 4,5 milhões de euros pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (uma instituição que, ao contrário do Ministério Público, protege a nossa liberdade e a nossa privacidade, e portanto a nossa segurança). (A empresa telefónica) Defende-se dizendo que «ajudou a descobrir o prevaricador». Tem alguma razão, mas esta empresa (e as outras) têm que aprender a não contratar criminosos (perdão, pessoas que não têm consciência de serem criminosos). Chocante, finalmente, que no meio disto tudo não haja demissões de pides, aposentações compulsivas, idealmente um ou dois deles darem com os ossos nas grades, ou então, vá lá, a condenação do SIED a uma multa, no mínimo, de igual valor. As escutas telefónicas são crime para quem executa a ordem mas não para quem a dá?

---xx--- (-já postado em 22/11/2013):

Governo de direita e extrema direita reforça poder da polícia política  (-por R.Alves, Esq.Republicana, 21/11/2013)

   Num país europeu, um governo de direita e extrema direita decidiu reforçar os poderes e privilégios da polícia política.
1- A divulgação dos «segredos do Estado» passa a ser punida com entre três e dez anos de prisão, incluindo especificamente quando a divulgação é feita «com recurso a meios de comunicação social ou a plataformas de índole digital» (i.e. jornais, revistas, e-mail, blog, site, facebook, ...).

2- O âmbito dos «segredos do Estado» amplia-se, e vai de coisas tão precisas como a identidade dos funcionários do Estado que são espiões, até coisas tão vagas como «a preservação do ambiente, a preservação e segurança dos recursos energéticos fundamentais, a preservação do potencial científico e dos recursos económicos e a defesa do património cultural» (nisto vale tudo !! é a discricionariedade e arbitrariedade total !! nas mãos da polícia e/ou dos governantes !!).

3- A classificação do que constitui «segredos do Estado» constitui privilégio do Primeiro Ministro (não do Presidente da República, note-se) e do chefe da polícia política.

4- A capacidade do poder judicial de investigar matéria em «segredo de Estado» fica limitado.

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Maioria parlamentar apresenta projectos de lei sobre regime do segredo de Estado que explicita as matérias abrangidas e agrava as penas para a sua violação

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    À polícia, tudo é permitido .    Há duas semanas, polícias manifestaram-se nas galerias do Parlamento. Ao contrário do que é costume, quem dirigia os trabalhos (presid. da A.R.) não deu ordem para evacuar as galerias. Caso único.

    Hoje, uma manifestação de polícias derrubou a barreira policial frente à Assembleia da República e invadiu as escadarias (mas não tentou entrar no edifício). Ao contrário do que é costume, não apenas a ocupação foi tolerada como não houve violência da parte da polícia de choque (especialmente reforçada).
    O precedente fica aberto. Se aos civis não for permitido o mesmo...

   (e, no meio dos milhares de agentes das várias polícias, guardas, seguranças,...) um cartaz onde se lê:

 "Em 74 foram os militares, agora somos nós".

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Cúmplice de Pedro Passos Coelho vangloria-se das campanhas sujas, do condicionamento de opinião, das mentiras espalhadas pelos media e pelas redes sociais, levadas a cabo por uma “task force” para o efeito criada e que assim, primeiro, ludibriando os militantes do PSD ajudou Coelho a derrotar Paulo Rangel e Aguiar Branco na corrida à presidência do partido e depois,  manipulando os eleitores com os mesmos métodos, ajudou Passos Coelho a derrotar Sócrates.   A história («Ascensão e queda de Passos, v.2.0») desta atividade abjeta que ajudou a fabricar (ou a destruir) um presidente do PSD e um 1ºM de Portugal vem descrita, com orgulho, pelo consultor de comunicação Fernando Moreira de Sám. - artigo na Visão.

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         Estado  capturado (e não democrático) :

... leis feitas por encomenda a gabinetes/sociedades de advogados e com a colaboração de 'peritos/especialistas' que são parte interessada (tal como grande parte dos deputados, até pela sua "não-incompatibilidade" e promiscuidade com o poder económico) ou a soldo de grandes empresas e lóbis (de cartéis e oligarcas super-privilegiados, rentistas e sugadores de dinheiros e bens públicos), ...

... manipulação de cidadãos e (tele)espectadores, de 'fóruns' das rádio, TVs e internet, condicionamento de debates, aumento da influência e poder de agências-gabinetes, consultores de comunicação e 'spin-doctors', compra de publicidade e artigos, 'fugas de informação', campanhas de desinformação e propaganda, 'tachos' e 'boys paraquedistas', nepotismo, ...

... 'pressões'/ameaças, controlo de jornalistas (cada vez mais precários, tb) e empresas de mídia, ...

...  condicionamentos e pressões (até públicas e internacionais!) sobre magistrados, tribunais, investigação policial,  ...enviesamento/manipulação de estudos, inquéritos, estatísticas, indicadores, gráficos e análises, ...

...  agitadores e infiltradores (policiais ou...) nas manifestações pacíficas, video-vigilância por todo o lado, escutas e bases de dados pessoais ilegítimas, abuso de poder e prisão para distribuidores de panfletos ou pintores de murais e grafitis, ... 

- será isto um Estado de direito Democrático, com Justiça, Liberdade, transparência e cidadania participativa ??!!  (e um mínimo de soberania autonomia ?!!).



Publicado por Xa2 às 07:50 de 28.02.14 | link do post | comentar |

12 comentários:
De BigBrother vigia manifestantes e grevist a 29 de Agosto de 2014 às 12:05
PROFESSORES: Big Brother is watching you?
(-Julho 25, 2014 por pestanandre , 5dias)


Um episódio particularmente surreal passou-se comigo no dia da prova a 22 de Julho em Viseu. Quando um polícia estava a passar a multa (sem qualquer pré-aviso) a um colega nosso por ter no seu carro apitado perto das salas onde se realizava as PACCs, ao tentar, juntamente com mais professores, interceder a favor do nosso colega junto do polícia, a dado momento o polícia vira-se para mim e diz algo como:

- O André sabe que estiveram a fazer barulho à vontade à frente da escola mas buzinar no carro não podem.

Surpreendido pelo facto do polícia saber o meu nome, disse (ainda em tom de brincadeira):
- O sr. agente sabe o meu nome, estou a ver que sabe muita coisa…

Ao que o polícia responde:
- Sei isso e sei muito mais. Sei que não é a primeira vez que veio a Viseu.

Aí respondo já com um semblante mais pesado:
- Desculpe mas é a primeira vez que venho a uma manifestação a Viseu, as outras vezes foi por motivos pessoais…

Nesse momento o polícia (provavelmente percebendo que já teria falado demais) fica completamente atrapalhado e tenta mudar de assunto.

Felizmente várias pessoas estavam ao meu lado nesse momento e puderam ouvir na íntegra esta conversa… Ou seja, é verdade que já vários colegas me tinham avisado (na brincadeira ou não) que eu nos últimos meses (devido à luta dos professores) devia estar “a ser mais vigiado do que o 1º Ministro”… mas uma coisa é suspeitarmos outra é termos a confirmação que estamos a ser vigiados (o meu telemóvel já há uns meses que faz uns barulhos e ecos suspeitos). Torno esta situação pública para que pelo menos o nosso povo comece a saber e a perceber no tipo de sociedade em que já estamos a viver… onde começam a proibir direitos civis elementares (reuniões sindicais dentro das escolas, etc) e vigiam quem luta nomeadamente em defesa da Escola Pública mas a banqueiros e políticos corruptos nunca parecem vigiar, de outra forma não desapareceriam milhares de milhões de euros que tanto faltam na Saúde e Educação Pública…

Perguntam-me se não tenho medo? O meu maior medo é deixar uma sociedade cada vez mais sem direitos para os nossos filhos. E acredito profundamente que se juntarmos forças por nós e pelos nossos filhos nenhuma nova ou velha ditadura vencerá.


De Neoliberais e reaccionários salazarentos a 20 de Março de 2014 às 12:09
O retrato de um reaccionário
(-por António Paço, 20/3/2014, 5Dias)

Soares dos Santos, antigo presidente do grupo Jerónimo Martins, deu esta terça-feira uma entrevista ao Diário de Notícias, pela ocasião da passagem dos 40 anos da Revolução dos Cravos. Eis o retrato de um reaccionário:
Soares dos Santos acredita «pouco no poder das revoluções», «a não ser que sejam de mentalidades», mas não reparou que o 25 de Abril nos fez passar, em passo de corrida, de um país «de burros e mulheres vestidas de preto», como diz uma amiga italiana que nos conhece e olha para nós com olhos de quem vem de fora,
para um país mais alegre, optimista, em que as pessoas acreditaram que podiam mudar as suas vidas (e mudaram-na muito, apesar das derrotas) e imensamente mais capaz, mais educado e mais saudável.
Até a mal chamada «classe política» (de esquerda e de direita) ganhou outra cilindrada (hoje, infelizmente, estamos entregues ao galinheiro das jotas).
Durante anos, tivemos dirigentes muito mais capazes (para o bem e para o mal, consoante o ponto de vista) do que aquelas múmias do fascismo.
E ganhámos, sobretudo, milhares de pessoas competentes, empenhadas e dedicadas, que nos seus locais de trabalho, nas empresas, nos hospitais, nas escolas e universidades fizeram o País dar um enorme salto em frente.
Muitos daqueles que durante a revolução foram ou se tornaram «militantes», isto é que olhavam para a vida e para a sociedade como um todo e procuravam intervir para transformá-la, depois dos meses de brasa ‘transferiram’ a sua militância para o seu trabalho, para os locais onde exerciam as suas profissões.
O resultado disso é tão imenso, que seria muito difícil quantificá-lo.
Esse outro país nascido do 25 de Abril enfrenta hoje uma maré de contra-reforma, de retrocesso social, mas não morreu e, acredito, ainda ouviremos falar dele.

Para Soares dos Santos, a revolução significou «a destruição do tecido agrícola e industrial do país pelo PCP, a injecção do ódio entre classes sociais e as perseguições individuais».
Traduzindo para português: a reforma agrária e as greves por melhores condições de vida (‘o PCP’, para Soares dos Santos; Salazar diria antes ‘o comunismo ateu’) destruíram o tecido agrícola e industrial.
Claro, a terra em grande parte abandonada nas mãos dos latifundiários e trabalhadores quietinhos e obedientes na indústria é que era bom [para isso era preciso uma PIDE, mas ele abstém-se de referi-lo].
E quem é que deu cabo da indústria naval, da siderurgia, da metalomecânica, etc? O PCP?
Mas como, se tudo isso foi feito muito depois da Revolução e por governos onde não estava o PCP?
(Mas estiveram os membros da troika nacional.) «Injecção de ódio entre as classes», diz ele de um país que bate recordes negativos no que diz respeito à conflitualidade social na Europa.
Talvez um bocadinho mais de «ódio entre as classes», isto é, de os que estão a ser lixados pelos colegas do Soares dos Santos tratarem de ir às fuças dos que lhes andam a lixar a vida fosse melhor receita.

E «perseguições individuais»? Está a falar, obviamente, dos saneamentos nalgumas empresas e organismos do Estado a seguir ao 25 de Abril.
Sr. Soares dos Santos: não há memória de outro país que tenha sofrido uma ditadura tão prolongada e que tenha sido tão manso com os opressores.
Quantos pides foram julgados e condenados? Alguém molestou o Américo Tomás e o Marcelo Caetano?
Foram mandados para a Madeira e depois, como o povo lá se manifestou dizendo que «não queremos cá lixo», despachados para o Brasil.
Não foram para o Forte de Peniche, para a Sibéria nem para Guantanamo!


De Fracos com os fortes, fortes c.os fracos a 6 de Março de 2014 às 19:03
QUEM É QUE DISSE QUE NÃO VALIA A PENA PROTESTAR ?

Comunicado do Conselho de Ministros de hoje:

"O Conselho de Ministros aprovou um diploma que reforça os MONTANTES ( €€€ ) da comparticipação anual da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP)
na aquisição de fardamento, respetivamente, pelos militares da GNR e pelo pessoal policial da PSP."
(Os erros de ortografia são do Governo.)

Manifestação das forças policiais prevista para amanhã.
«
Fracos com os fortes, fortes com os fracos. »
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(-por JPP, Abrupto, 5/3/2014, http://abrupto.blogspot.pt/2014/03/o-navio-fantasma-quem-e-que-disse-que.html )


De Dinheiro p.Armados vs Cortes civis ... a 6 de Março de 2014 às 19:11
Na véspera da manif…


… Miguel Macedo comunicou que “foi possível proceder a um aumento de 100 por cento do subsídio de fardamento”: 300 para 600 euros. O medo é bom conselheiro.

(CamaraCorporativa, 5/3/2014)
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O medo é bom conselheiro...mas já alguém pensou, que os militares não têm nenhum subsidio de fardamento?

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Borradinhos..

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Para irem para que guerra?
...


De Espionagem impede direitos civis e human a 13 de Dezembro de 2013 às 17:03

Ataques aos pilares da Liberdade

( http://esquerda-republicana.blogspot.pt/2013/12/ataques-aos-pilares-da-liberdade.html#comment-form )


Não faz sentido temer que um dia mais tarde a PARANÓIA SECURITÁRIA saia de controlo, e seja criada uma «POLÍCIA SECRETA» que, qual Stasi, invada a PRIVACIDADE de todos os cidadãos, mesmo aqueles em relação aos quais não existe qualquer suspeita de actividade ilegal, apenas por razões políticas, tentando prejudicar quem defende ideias incómodas através da divulgação selectiva de informações pessoais.

Não faz sentido temer que isso aconteça «um dia», porque isso JÁ ACONTECE hoje.
É verdade que a maior parte dos cidadãos ainda não sentem «na pele» o uso destes instrumentos.
A maior parte das pessoas ainda não representa uma ameaça política significativa, NÃO pode divulgar casos de ABUSO ou CORRUPÇÃO,
e não existe razão - para já - para que estes instrumentos sejam utilizados contra uma «pessoa comum».
Os cidadãos são PREJUDICADOS por esta situação, sim, mas de forma indirecta, e essa é mais difícil de identificar.

O problema é que quando estes instrumentos forem usados para criar um clima de SUFOCO tal que o cidadão comum o «sente na pele», pode ser já tarde de mais para os reverter.
É por isso que esta situação me assusta tanto.
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Big Brother is watching you
"radicais"/ inconformados espiados
Não apenas Pornografia, (a CIA, ..., ... , as várias polícias e militares, e) a Agência de Segurança Nacional (NSA) invade a privacidade, espia, escuta, filma, fotografa, assedia, usa e acusa : académicos, cidadãos particulares/comuns, estudantes, manifestantes, sindicalistas, turistas, industriais, políticos adversários ou estrangeiros, ...
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Autor: João Vasco
Marcadores: Democracia, Direitos do Homem, Liberdade, Serviços secretos


De Segredo de Privilégios e Rendimentos d a 26 de Novembro de 2013 às 09:17
Lei 64/2013. Vergonhoso !- Privilégios dos políticos em Segredo !

" se os lobos contagiam a massa, um belo dia o rebanho transforma-se em horda" Ernst Junger

Até onde chega a falta de vergonha dos políticos... O segredo dos privilégios dos políticos já é lei.Já tem a forma de Lei nº 64/2013, de 27 de Agosto, o sigilo dos privilégios dos políticos e foi hoje publicado no Diário da República.
Portanto, por protecção da lei agora aprovada pela Assembleia da República, com os votos favoráveis do PSD, CDS/PP e do PS, passaram a ser secretos os privilégios dos políticos.
Vejam-se, neste caso e segundo esta lei, por exemplo, as chamadas PENSÕES de LUXO atribuídas aos ex-políticos (ex-deputados, ex-Presidentes da República, ex-ministros e ex-primeiros-ministros, ex-governadores de Macau, ex-ministros da República das Regiões Autónomas e ex-membros do Conselho de Estado) e os ex-juízes do tribunal constitucional, passaram a ser escondidas do povo português.

A partir de agora e na vigência desta lei, os portugueses e contribuintes ficam a DESCONHECER quem são e quanto recebem financeiramente do erário público e do orçamento geral de estado os ex-políticos e governantes.
O que é o mesmo que dizer que os políticos e governantes passam a poder DECIDIR SECRETAMENTE entre eles a atribuição a si mesmos dos benefícios, regalias, subsídios ou outras mordomias, sem que os portugueses, o povo português portanto, ou até mesmo os tribunais, tenham direito a saber o que os políticos fazem com o dinheiro que é de todos nós.
De facto e de lei, passou a haver uma qualidade superior de sujeitos, ao caso os políticos, governantes e juízes do tribunal Constitucional, que estão ISENTOS do ESCRUTÍNIO PÚBLICO, não se encontram mais obrigados a revelar as fontes, as origens e a natureza dos seus RENDIMENTOS de proveniência pública, ou seja, que fazem com o dinheiro público o que muito bem entendem e não estão obrigados a prestar contas públicas do que fazem.
Lida esta nova lei tive de socorrer-me do Código Penal, onde fui encontrar semelhantes comportamentos e condutas nos dois artigos 308º e 375º do Código Penal, respectivamente o crime de "TRAIÇÃO à PÁTRIA" por abuso de órgão de soberania e o crime de "PECULATO".
Triste república esta em que vivemos, a delinquência já tem protecção de lei !


De A máfila dos COMENTADORES nas TVs a 26 de Novembro de 2013 às 09:23
Quem comenta
«O império dos comentadores onde quem manda são os políticos» é o título de artigo de hoje no Público, que contém alguns números estonteantes.
Para começar este:
«Se aos quatro canais generalistas se juntarem os canais de informação portugueses no cabo (RTP Informação, SIC Notícias e TVI24), é possível assistir a 69 horas de comentário político por semana.
O equivalente a quase três dias completos em frente à televisão.»
Que ninguém se queixe de falta de interesse das televisões pela política: mais do que isto só futebol !
Dos 97 comentadores com presença semanal na televisão, 60 são actuais ou ex-políticos.
Sem espanto, em termos de número de comentadores, o primeiro lugar do pódio é ocupado pelo PSD, seguido pelo PS e pelo CDS.
E embora o PCP tenha mais deputados na Assembleia da República do que o Bloco, este está quantitativamente melhor representado.
Mas os números de facto impressionantes, se verdadeiros, são alguns (poucos) que são divulgados quanto à maquia que estes senhores levam para casa.
E se não me suscita qualquer aplauso o facto de José Sócrates ter querido falar pro bono na RTP, considero
um verdadeiro escândalo que Marcelo Rebelo de Sousa ganhe 10.000 euros / mês (mais do que 20 salários mínimos por pouco mais de meia hora por semana a dizer umas lérias),
Manuela Ferreira Leite metade disso e que Marques Mendes tenha preferido passar para a SIC por esta estação ter subido a parada da TVI que só lhe propunha 7.000.
Claro que estamos a falar de estações privadas, em guerras de concorrência.
Mas algo de muito estranho e esquizofrénico se passa num país quando o valor de mercado destes senhores é deste calibre.
Estaremos em CRISE, mas comentá-la compensa e RECOMPENSA – e de que maneira!

AINDA HÁ MAIS
Também, os programas desportivos/FUTEBOL (trio de ataque, o dia seguinte, prolongamento, contra golpe, etc ) têm comentadores que defendem interesses instalados e não fazem análises honestas e isentas.
A maioria dos comentadores estrategicamente colocados são MEDÌOCRES, intelectualmente DESONESTOS e incompetentes.
Pasme-se auferem uma média de 1250 euros por programa de uma hora, ou seja, 5000 euros por mês.


De Fora do Estado Justo e d contrato social a 22 de Novembro de 2013 às 15:46
À margem do Estado de direito

A nossa troika (Coelho/Portas/Silva) ainda não entendeu que o que a distingue da outra é o facto de ter sido eleita. Ao contrário da troika internacional que "está lá" por direito divino, esta "está cá" por direito eleitoral e tem de responder perante os cidadãos e perante a Constituição que lhes permitiu cá estar.

Se não gostam da Constituição, alterem-na. Se não têm legitimidade suficiente para a alterar vão busca-lo às urnas. Se não conseguem convencer os eleitores a mudar de opinião quanto à validade da Constituição e aos seus preceitos, demitam-se.

Cumpram com as Leis deste País porque se o não fizerem não têm o direito de exigir que os cidadãos que vos elegeram cumpram as Leis a que estão obrigados e, principalmente, anotem que esses vossos malditos comportamentos ilegais estão a forçar o aparecimento de ilegalidades de contraposição.

Quando o Estado de direito não é respeitado pelos detentores do poder os cidadãos passam a dispor do direito de demitir o poder por todos os meios, incluindo aqueles sobre os quais o direito não dispõe.

LNT [0.457/2013]
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Um Regime Político está morto quando o Estado perde capacidade de encontrar salvação para o País que serve.
Eis o que sucede à democracia partidária desta segunda República, dominada pelo rotativismo partidário de um bloco central de interesses,
afinal o regime saído do 25 de Abril quando ele se estabilizou após o 25 de Novembro.
Eis a repetição da história da primeira República que desembocou no 28 de Maio.

Ante isto, esta miséria e este vazio, só a Nação chamando a si, com a legitimidade de oitocentos anos de História, a condução dos seus destinos, em nome da Pátria dos portugueses, numa bela e que seja magnífica madrugada.
José António Barreiros
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Houve um "patetoide" que um dia tentou achincalhar-nos e dividir-nos.
Teve ontem a resposta. A "geração grisalha" apesar dos anos passados ainda está presente para defender aquilo que conquistou para o seu país.
Uma geração que apenas tem uma pátria que se chama Portugal, que não se chama nem Mercado nem Capital.
Uma geração de valores intrínsecos gerados na luta contra um estado autoritário que, parece haver alguns, ainda por ele anseiam.
Pobres tristes. Ainda não aprenderam que "Roma não paga a traidores".
Miguel Coelho


De Euro(-anti-demo)cratas: BASTA. a 22 de Novembro de 2013 às 12:11
Em Bruxelas já se calavam, não?
(-por Daniel Oliveira, 22/11/2013, Arrastão e Expresso online)

Isto começa a ultrapassar todos os limites.
Ontem, mais uma vez, a Comissão Europeia, no relatório da 8ª e 9ª avaliação, decidiu fazer considerações depreciativas sobre as decisões passadas do Tribunal Constitucional português.
E, mais grave, achou que fazia sentido desenvolver conjecturas sobre decisões futuras do TC.
Coisa que nunca se atreveria a fazer sobre o TC alemão, que muitas decisões já tomou que foram determinantes para a Europa.

A ver se nos entendemos duma vez por todas:
os manga de alpaca que escrevem relatórios sobre a situação portuguesa, que são assalariados duma instituição de que Portugal também faz parte, não têm de fazer considerações sobre as decisões dum tribunal nacional.
Nem boas, nem más, nem sobre o passado, nem sobre o futuro.
Esperam, num respeitoso, diplomático e sepulcral silêncio, que se exige a qualquer organismo internacional que tenha de lidar com um Estado soberano, pelas decisões dos órgãos de soberania desse país.
Depois, com base nela, tratam das devidas negociações com o governo português.
Sem qualquer comentário de cariz político ou institucional, para os quais não estão nem habilitados pelo currículo, nem legitimados pelo voto.

O problema não é estes burocratas, que da vida política conhecem uns corredores em Bruxelas e salas de espera de aeroportos, se permitirem a estes enxovalhos a uma nação independente.
O problema é termos um primeiro-ministro que aceita, em silêncio, porque até considera útil, uma inaudita pressão externa sobre um tribunal nacional.
Que até permite que o presidente da Comissão Europeia faça, ao seu lado, numa conferência de imprensa, parte dessa pressão.
De que provavelmente ele era conhecedor prévio.
O problema é um Presidente da República que assiste a tudo isto em silêncio.
Assim como ouviu, em silêncio, há uns anos, na sua presença e em público, um ralhete do presidente da República Checa sobre a vida política económica interna de Portugal.

Nesta matéria, o problema não é estarmos resgatados ou sob protetorado.
É termos detentores de cargos públicos, com obrigação de representarem Portugal, que perderam a noção da dignidade institucional e da defesa da soberania.
Para Passos Coelho, entre o Tribunal Constitucional e um qualquer político da oposição não há qualquer diferença.
Entre um responsável da Comissão Europeia e um articulista também não.
Tudo se pode dizer, tudo se pode escrever, tudo é legitimo para pressionar um tribunal a tomar a decisão conveniente.
Até permitir ataques à soberania vindos de fora.
Desde que usem um pin na lapela com a bandeira nacional e se tomem posições oficiais indignadas por o presidente da FIFA ter desrespeitado Ronaldo, o patriotismo está mais do que garantido. É um patriotismo à Scolari: fica-se pela bandeira e pelo futebol.

Passos Coelho e Cavaco Silva não se devem espantar com o crescente desrespeito dos cidadãos, não apenas por eles, mas pelos cargos que ocupam.
Se eles são os primeiros a deixar que uma instituição externa pressione abertamente um tribunal português, como podem depois explicar aos portugueses as virtudes do institucionalismo?
Quem abandalha o Estado e a República não pode exigir melhor do que abandalhamento.
Quem não se dá ao respeito nas relações institucionais com o exterior, não pode ser respeitado.
Nem lá fora nem cá dentro.

Ontem, assistimos a um sinal significativo da situação nacional, com a polícia a romper um cordão da própria política.
Felizmente, tudo acabou em bem.

Também ontem, a Aula Magna esteve à pinha, juntando patriotas de todas as esquerdas e de várias direitas, para defender a Constituição.
Onde a melhor intervenção que ouvi, e sou insuspeito de simpatia, foi a de Pacheco Pereira.
Duma ou doutra forma, há um país que se levanta.


De os Cidadãos LEVANTAM-se ? a 22 de Novembro de 2013 às 12:00
Em Bruxelas já se calavam, não?
por Daniel Oliveira
... ...
...
Ontem, assistimos a um sinal significativo da situação nacional, com a polícia a romper um cordão da própria política. ...
. Também ontem, a Aula Magna esteve à pinha, juntando patriotas de todas as esquerdas e de várias direitas, para defender a Constituição.
Onde a melhor intervenção que ouvi, e sou insuspeito de simpatia, foi a de Pacheco Pereira.
Duma ou doutra forma, há um país que se levanta.



De Desgoverno securitário a 22 de Novembro de 2013 às 13:37
Demite-se o director Nacional da PSP, superintendente Paulo Valente Gomes, colocou o seu lugar à disposição, na sequência dos acontecimentos de quinta-feira em frente à Assembleia da República, tendo o seu pedido sido aceite pelo ministro da Administração Interna.

Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo depois desmobilizado voluntariamente.

A mesma nota indica que, agora o ministro da Administração Interna vai "iniciar o processo tendo em vista a designação do novo director nacional da Polícia de Segurança Pública".

O superintendente Paulo Valente Gomes assumiu o cargo de director nacional da PSP em Fevereiro de 2012, tendo sido o primeiro-oficial da escola superior de polícia a chegar ao topo da hierarquia na corporação.


De Militares, Polícias e FPCivis: dividir p a 25 de Novembro de 2013 às 11:49
Nas vésperas do 25 de Novembro de 2013
(-por helenafmatos,23/11/2013, Blasfémias)

.a) os militares foram substituídos pelas forças de segurança como foco de instabilidade. Porquê? Por causa do medo da cidade aberta

b) todas as tentativas de mobilização dos trabalhadores, indignados… falharam

c) é facílimo às forças de segurança criarem situações insustentáveis para o governo e forçá-lo à demissão

Logo estamos à beira de assistir
--A curto prazo:

a) reforço da importância simbólica das Forças Armadas como contraponto das forças de segurança
tanto mais que aos militares só resta a via do golpe
– coisa que não ousam tentar dada a falta de dinheiro e a complexidade de relações internacionais necessárias para o obter –
e os polícias têm ao seu dispor mil e uma situações em que quotidianamente podem humilhar o governo ou criar-lhe embaraços terríveis;

b) os próximos governos não ousarão tocar no estatuto profissional das forças de segurança

c) o PCP vai usar a sua importância nas estruturas sindicais das polícias para pressionar o actual governo mas também “as esquerdas” ou seja o PS+BE e o futuro governo seja ele qual for

--A médio prazo:
a) o poder político tem de ganhar às forças de segurança. Como?
Dividindo-as, retirando-lhes áreas de competência,
tirando-lhes o tapete em situações delicadas,
fazendo campanhas em que se denuncia a presença de elementos radicais (de direita, claro, que os de esquerda não contam)…
Não vai ser bonito de ver nem no balanço final positivo para o povo mas vai acontecer.
-------------------------------
---- antonio ,3 Novembro, 2013 13:02

Tenho grande simpatia pelas forças de segurança mas fico de pé atrás qdo se tentam identificar como funcionários públicos de primeira sendo os restantes de segundo.
O seu ordenado não vem do orçamento de estado, tal como o dos restantes funcionários públicos ?
...
------- Churchill ,23 Novembro, 2013 13:06
Helena
Para já parece-me que a ideia de fundir a GNR com a PSP vai cair, porque miseravelmente necessitamos de ter uns a controlar os outros.
E fazia algum sentido a racionalização de meios.

------ Monti
Nem mais.
A imprensa não deve achar de interesse público isto:

“O MAI preso pelos eternos estudiosos da especialidade, e com sindicatos não incluídos na procura de soluções, revela-se incapaz de criar uma Direcção ou Comando Nacional comum ás forças de segurança.
A economizar reduzindo drasticamente na formação de novos agentes,
para pagar a multiplicação de generais e coronéis da última reforma da GNR (António Costa),
a somar à incapacidade de eliminar as degradadas esquadras da PSP.

Um ministério a pagar dez milhões de euros por arrendamentos de quartéis, e edifícios para órgãos recentemente reinstalados com contratos ruinosos – no Tagus Park (SEF e ANSR),
com três milhões que em caso de denúncia obriga a suportar dez anos de renda!
Tem solução fácil:
ocupar algumas das instalações do Exército disponíveis ou a disponibilizar, caso não esteja dominado por interesses idênticos aos que levaram aos arrendamentos de 2008!” - Extracto Expresso.

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