4 comentários:
De E a culpa é ... a 2 de Maio de 2016 às 12:16
---- http://cronicasdorochedo.blogspot.pt/2016/04/e-depois-vendem-nos-que-culpa-e-dos.html#comment-form

Pese embora o sensacionalismo que rodeia muitas destas notícias, não há dúvidas que estamos a ser envenenados por via alimentar.

Não é novidade, nem surpresa. Desde o DDT que esse envenenamento se vem processando lentamente, como chamou a atenção Rachel Carlson no seu livro "A Primavera Silenciosa" em 1964.

Desde o início da década de 90, com a explosão da indústria alimentar, os riscos de "envenenamento lento" têm aumentado. Um dos maiores venenos são os transgénicos, mas nem as inúmeras vozes qualificadas que há duas décadas avisam contra os perigos desses produtos têm sido suficientes para travar a sua utilização.

A indústria alimentar, cujo máximo expoente é a Monsanto, deveria estar no banco dos réus mas, em vez disso, recebe há duas décadas apoios surpreendentes.

Em 1999, por exemplo, 170 países estiveram ( mais uma vez...) reunidos para debater as implicações do OGM na saúde humana. Contando com o apoio do Canadá, Austrália, Chile, Uruguai e Argentina ( os maiores produtores de OGM), os Estados Unidos conseguiram fazer valer a sua posição ( não inclusão nos rótulos de esclarecimento sobre a origem dos produtos, quando em causa estiverem OGM).Se quem não deve não teme, porquê esta recusa? Muito estranho, principalmente desde que duas dezenas de cientistas de diversos países constataram - através de uma experiência feita com ratos- que aqueles animais apresentaram deficiências nos seus sistemas imunitários, depois de terem sido alimentados com batatas geneticamente modificadas.
O cientista que divulgou o estudo foi despedido do laboratório onde trabalhava.( A prática de matar o mensageiro vem de longe...)

Não é novidade o envenenamento por via alimentar, mas continua a omitir-se o envenenamento por via pulmonar, atribuindo ao tabaco e aos automóveis todas as culpas pela poluição atmosférica, mas desviando as atenções dos problemas causados por centrais nucleares, indústrias poluentes e indústria de guerra.

Estamos a ser envenenados, mas também anestesiados. Primeiro foi a sociedade de consumo em versão soft: apelo ao consumo de produtos, com saldos, promoções e outras diversões. Actualmente, com as novas tecnologias cada vez mais desenvolvidas e a comunicação em rede permanente, estão a tentar anestesiar-nos.

O lado bom da coisa é morrermos inconscientes, ou com um sentimento de culpa por termos abusado dos antibióticos*.

Sem sabermos, sequer, que os transgénicos não estão apenas nos alimentos. São utilizados também em medicamentos e até no vestuário.

* Não se trata de negar que consumimos antibióticos em demasia. O que não vale é meterem-nos medo com umas coisas e depois esconderem-nos outras, porque é preciso defender as empresas e os interesses económicos associados.
----JS:
... durante décadas as tabaqueiras manipularam os níveis de nicotina para viciar os clientes ou financiaram 'investigação independente' para lançar a confusão e impedir o consenso médico. Curiosamente, a mesma tática utilizada por aqueles que agora negam o aquecimento global. Ou o que dizer dos sucessivos escândalos de manipulação das emissões, que começaram com os veículos da VW? Quem quer fumar ou andar de carro que saiba que não tem desculpa, ...
---CBO:
...os alimentos são produtos que ingerimos por necessidade imperiosa de nos alimentarmos mas, por falta de informação e porque a rotulagem é inadequada, estamos a ser envenenados sem nos apercebermos disso.
Enquanto puder continuarei a resistir à intoxicação informativa- promovida por governos e multinacionais ...
--- Obs:
... mal tem uma origem: os interesses financeiros. A partir daqui, vale tudo, desde que não se defenda o interesse do ser humano (e não só).
E assim vai o mundo...


De SNS, ind.alimentar e farmacêutica a 10 de Março de 2016 às 10:52
---- O futuro do Serviço Nacional de Saúde

(04/03/2016 por Bruno Santos , Aventar)


Um verdadeiro Serviço Nacional de Saúde não servirá para tratar a doença, mas para impedir que ela se instale.
Será para tal necessário que o Estado exerça vigilância séria sobre a indústria alimentar e sobre a indústria farmacêutica,
que são, aliás, a mesma indústria.
---------
---JL:
industria agro alimentar = soja geneticamente alterada; industria farmacêutica = calcitrin (um exemplo)…ou seja, será sempre a educação, cultura e conhecimento que poderá colocar o azeite, alho, cebola e tomate(base da alimentação mediterrânica) no prato dos portugueses.

---MS:
Subscrevo totalmente.
O “povo” é mantido na ignorância, a fim de engordar, sempre e cada vez mais, os bolsos das grandes corporações.


De Contra excesso d'ANTIBIÓTICOS na pecuári a 11 de Maio de 2015 às 15:08
Fazendas pecuárias cruéis estão entupindo animais saudáveis de antibióticos para produzir mais carne de forma mais rápida e barata. Esta crueldade insana também está gerando superbactérias resistentes a remédios e que podem nos matar!

Vários países europeus já reduziram drasticamente o uso de antibióticos. Agora os ministros da União Europeia estão negociando leis para fazer o mesmo em todo o continente.

A importância de reduzir a crueldade contra os animais ao mesmo tempo em que se poupa vidas humanas é algo tão óbvio que até mesmo o McDonalds prometeu que pararia de vender frangos que fossem criados com alguns dos antibióticos nos Estados Unidos. Entretanto, o lobby das indústrias farmacêutica e agropecuária trabalha a todo vapor para deter as novas leis europeias.

Dentre os ministros da União Europeia que se reunirão amanhã, muitos ainda não decidiram que posição tomar. Vamos fazer uma campanha com milhões de assinaturas pedindo a proibição do uso cruel, letal e abusivo de antibióticos na pecuária industrial e entregar a petição para cada um deles. Assim que vencermos na Europa, vamos levar a causa ao redor do mundo.
Compartilhe com todo mundo e assine em:

https://secure.avaaz.org/po/antibiotics_factory_farms_loc/?adsKUib

Assine a petição

Aos ministros da agricultura e saúde:

Como cidadãos preocupados com o bem-estar animal e com a ameaça que as superbactérias representam para a nossa saúde, apelamos a V. Exas para aprovar leis severas que proíbam o uso preventivo de antibióticos na criação de animais e implementar mecanismos robustos destinados a fiscalizar agricultores, veterinários e empresas de alimentação. Sua liderança nesse assunto pode reduzir o sofrimento animal e salvar vidas humanas.

https://secure.avaaz.org/po/antibiotics_factory_farms_loc/?bSmLncb&v=57971


De Transgénicas à mesa a 1 de Outubro de 2014 às 10:08
AS PLANTAS TRANSGÉNICAS JÁ CHEGARAM À NOSSA MESA?

Quarta-feira, 1 de Outubro, pelas 18h00, no espaço Rómulo de Carvalho Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra.


As plantas geneticamente modificadas (OGM), vulgarmente conhecidas por plantas transgénicas, são um assunto actual e polémico.
Juntamente com a energia nuclear, e a clonagem de animais são, talvez, o assunto científico mais discutido pelo cidadão comum, mesmo por aqueles que não percebem nada do assunto.

Obtidas pela primeira vez no início dos anos 80, as plantas transgénicas são cada vez em maior número e as suas características são cada vez mais diversificadas.
No último ano (2013), a cultura destas plantas, em termos globais, atingiu perto de 200 milhões de hectares, sendo os Estados Unidos, o Brasil e a Argentina, os principais produtores.
Na Europa, existem alguns países onde a cultura de plantas transgénicas é realizada, entre os quais Portugal.
No entanto, devido a uma legislação absurda e irrealista, a cultura de variedades transgénicas em território europeu, quando comparada com a produção global, pode considerar-se residual.

Apesar de a cultura e comercialização de plantas transgénicas ser já considerável, não se registou até hoje nenhum problema de saúde pública ou ambiental com estas plantas, o que mostra como os receios que elas provocam são infundados.
No entanto, continuamos a assistir à propagação de mitos relativamente a estas culturas, alimentados por alguma imprensa e organizações ecologistas mais preocupadas na divulgação de pseudociência do que no esclarecimento dos cidadãos.

O objectivo desta palestra é mostrar como são obtidas as plantas geneticamente modificadas, o que as caracteriza e fazer a sua comparação com variedades não transgénicas.

Jorge Canhoto é professor do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Esta palestra insere-se no ciclo "A Ciência no Dia-a-Dia" organizado por António Piedade.

(-por António Piedade , De Rerum Natura, 29/9/2014


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