Separação entre religião e política / Estado : Carta da Laicidade

França:   a  Carta  da  Laicidade      (.17/9/2013)

 
 
Será afixada a partir de hoje em todas as escolas públicas de França a Carta da Laicidade aqui reproduzida. É uma excelente notícia.
    Uma Carta idêntica em Portugal seria a prova que os Portugueses são cidadãos plenos ("à part entière"), o que não é o caso!     A educação, o civismo, o interesse pela coisa pública (a «res pública»), o que quer dizer literacia e formação política, são suplantados pelo futebol. No dia em que os Portugueses se apaixonarem pelo debate de ideias como o fazem pelo desporto-rei, então sim, poderá começar a reconstrução do nosso país.
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Governo britânico abre debate sobre a proibição do véu

   Há quase dez anos, a proibição do véu nas escolas francesas era uma coisa estranha, uma mania, quiçá autoritária, só explicável porque «os gauleses são loucos». Os ingleses, diziam-me, esses sim, defendiam a liberdade das pessoas de se vestirem como a cultura e a religião lhes mandava. Passaram os anos, e hoje o governo britânico abriu o debate sobre a proibição do véu nas escolas, pela voz do Ministro da Administração Interna. Ouçamos Jeremy Browne:
     «Sinto-me instintivamente desconfortável com restrições à liberdade dos indivíduos de seguirem a religião da sua escolha. (...) Mas há um debate genuíno sobre se as raparigas devem sentir uma compulsão para usar um véu quando a sociedade considera as crianças incapazes de expressarem as suas escolhas noutros assuntos como comprar álcool, fumar ou casarem-se.»
    Registe-se que, na Europa, o véu está proibido nas escolas francesas e turcas (a alunas e professoras), em escolas de vários Estados alemães (às professoras), e... na Albânia.
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--- NÃO  a  fundos públicos para  templos e cultos  privados  (-R.Alves, 25/5/2016,E.Republicana)

    A Câmara Municipal de Lisboa não deveria construir uma mesquita pelas mesmas razões porque não deve construir igrejas católicas ou templos de qualquer outra religião. Infelizmente, é isso mesmo que está a acontecer neste momento na Mouraria. Porquê?
    Não pode ser com certeza por um critério de representatividade: os muçulmanos serão talvez a quarta comunidade religiosa de Lisboa, atrás dos católicos, dos evangélicos e das testemunhas de Jeová. E não há memória de a CML alguma vez ter financiado a construção de igrejas evangélicas ou de «Salões do Reino».  Os precedentes de apoio - mas creio que não de assumir totalmente os custos (!!), como parece ser agora o caso - são curiosamente de comunidades ainda mais pequenas, como o centro hindu de Telheiras ou a mesquita (ismaelita) das Laranjeiras. Há portanto comunidades religiosas que merecem o apoio camarário (as «antigas» ou «históricas») e outras que não merecem (se a IURD pedisse um espacinho à CML, duvido muito que tivesse resposta positiva).
    O porquê de a CML gastar três milhões de euros na mesquita da Mouraria é claramente outro: quer dar um «sinal de tolerância», de «repúdio pela islamofobia». Será uma intenção louvável. Simplesmente, não é discriminando positivamente o Islão que se atenua ou previne uma discriminação negativa que em Portugal não existe (a islamofobia em Portugal não tem expressão relevante). E uma discriminação positiva a favor de alguns é uma discriminação negativa dos outros.  (Pelo que deve ser muito ponderada  e parcimoniosamente usada). 
   Neste caso, os cidadãos republicanos e contribuintes, devem sentir-se espoliados dos seus impostos e taxas municipais, e os ateus, para além disso, devem sentir-se ofendidos.
  Há sempre quem argumente que financiar uma igreja ou uma mesquita é como financiar um pavilhão polidesportivo, uma sala de teatro ou um museu. É falso: as comunidades religiosas têm uma lógica política e social tendencialmente hegemónica (ou «totalizante») e naturalmente sectária. O desporto e a cultura são para todos, são abertos e não obrigam a defender (ou sequer aceitar) preceitos religioso-políticos; as religiões são para quem acredita naquela fé específica e têm ensinamentos (sobre os direitos das mulheres ou a liberdade sexual, para não ir mais longe) que raramente estão abertos à discussão. É por essa singela razão que a Constituição separa explicitamente o Estado das igrejas e comunidades religiosas e encarrega o Estado de promover a cultura. Apoiar uma e outra coisa não é o mesmo. Quem quer participar num culto religioso deve pagá-lo, não ser pago pelo Estado.
      Há 100 anos atrás, a construção de templos religiosos às custas do Estado estava proibida (e bem): «A República não reconhece, não sustenta, nem subsidia culto algum; e por isso, a partir do dia 1 de Julho próximo futuro, serão suprimidas nos orçamentos do estado, dos corpos administrativos locais e de quaisquer estabelecimentos públicos todas as despesas relativas ao exercício dos cultos» (artigo 4º da Lei de Separação).


Publicado por Xa2 às 07:43 de 03.06.16 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Religião, riqueza, classes e revolução a 15 de Junho de 2016 às 09:53

«A religião (*) é que impede os pobres de matar (**) os ricos (***)» -- dizia Napoleão Bonaparte.


'actualização' da citação:

*- a religião ('ópio do povo') + os media/ manipulação, a polícia, o tribunal e a ética humanista;
**- matar ou fazer 'justiça directa/ popular';
***- os ricos (ou super-ricos e governantes ao seu serviço), devido às práticas "Criminosas Legalizadas" que lhes permitiram enriquecer furtando/ roubando /destruindo o Bem Comum e burlando/ enganando/ alienando os Cidadãos.


De Religiões, ateus, infiéis e Democracia a 17 de Outubro de 2014 às 15:43
Religiões e democracia


Todas as religiões se consideram as únicas verdadeiras, tal como o seu deus. Cada uma considera falsas todas as outras e o deus de cada uma delas e, provavelmente, todas têm razão.
Os ateus só consideram falsa mais uma religião e um deus mais. Em certa medida todos somos ateus.

E somo-lo, não apenas na aceção grega, em que um ateu era o que acreditava nos deuses de uma cidade diferente,
mas também na aceção atual, na descrença num ente superior imaginário, e, ainda, em relação a Zeus, a Shiva, ao Boi Ápis e à multidão que aguarda, nas páginas da mitologia, os deuses atuais.

No soneto «Divina Comédia», de Antero de Quental, os homens perguntam, com voz triste,
«deuses, porque é que nos criastes»?
E os deuses respondem, com voz ainda mais triste, «homens, porque é que nos criastes»?

A crença, em si, não é apenas legítima, é um direito que cabe ao Estado laico assegurar.
O que assusta é o proselitismo dos que não lhes basta a sua crença e a procuram impor a outros, a violência que usam para agradar ao deus que lhes ensinaram desde a infância ou àquele que os seduziu numa qualquer fase da vida.

Infiéis são os fiéis da concorrência e os descrentes de qualquer fé, e que devem gozar de igual proteção, quer pertençam a uma seita ou religião poderosa.
A seita é a religião de minorias e a religião é a seita globalizante.
Todas têm direitos e deveres e não se aceita que sejam exoneradas do respeito pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O pluralismo é uma exigência democrática a que nenhum deus devia poder esquivar-se.
Há para com os crimes praticados em nome das religiões uma condescendência que não existe para outras associações ou ideologias profanas. Porquê?

O nazismo é reprimido mas o totalitarismo religioso é tolerado.
A democracia não deve consentir quem a combata, não pode conformar-se com os vírus que a ameaçam.
Não se compreende que uma religião que não aceita as outras nos países onde é dominante e escraviza os que aí vivem, possa gozar de igualdade de direitos nos países que ameaça.

Com que legitimidade se permitem mesquitas aos crentes de uma religião que não aceita igrejas, pagodes, sinagogas ou templos às outras religiões?
A Europa, onde se recrutam soldados de um deus cruel e vingativo, continuará a aceitar a
divulgação de manuais que apelam à guerra santa e a deixar circular os pregadores que destilam ódio nos sermões e aliciam terroristas para a guerra santa?

O pluralismo, conquistado com a sangrenta Guerra dos Trinta Anos, em Vestefália, não pode ser posto em causa por ideologias que pretendem a exclusividade do mercado da fé e a eliminação da concorrência.
Basta de cobardia para com as crenças.
Urge resguardar os crentes dos fenómenos racistas detonados pelo medo à sua fé.
E o medo existe.

A democracia é incompatível com o totalitarismo pio e belicista que anda à solta.

(-Carlos Esperança, 16/10/2014, Ponte Europa)


De Nazismo, "Guerras santas", islão e judeu a 17 de Outubro de 2014 às 15:54

TODA A VIDA EUROPEIA MORREU EM AUSCHWITZ
Por Sebastian Vilar Rodriguez

A Europa morreu em Auschwitz. Matámos seis milhões de Judeus e substituímo-los por 20 milhões de muçulmanos.

Em Auschwitz queimamos uma cultura, pensamento, criatividade, e talento.

Destruímos o povo escolhido, verdadeiramente escolhido, porque era um povo grande e maravilhoso que mudara o mundo.

A contribuição deste povo sente-se em todas as áreas da vida: ciência, arte, comercio internacional, e acima de tudo, como a consciência do mundo. Este é o povo que queimamos.

E debaixo de uma pretensa tolerância, e porque queríamos provar a nós mesmos que estávamos curados da doença do racismo, abrimos as nossas portas a 20 milhões de muçulmanos que nos trouxeram estupidez e ignorância, extremismo religioso e falta de tolerância, crime e pobreza, devido ao pouco desejo de trabalhar e de sustentar as suas famílias com orgulho.

Eles fizeram explodir os nossos comboios, transformaram as nossas lindas cidades espanholas, num terceiro mundo, afogando-as em sujeira e crime.

Fechados nos seus apartamentos que eles recebem, gratuitamente, do governo, eles planejam o assassinato e a destruição dos seus ingênuos hospedeiros.

E assim, na nossa miséria, trocamos a cultura por ódio fanático, a habilidade criativa, por habilidade destrutiva, a inteligência por subdesenvolvimento e superstição.

Trocamos a procura de paz dos judeus da Europa e o seu talento, para um futuro melhor para os seus filhos, a sua determinação, o seu apego à vida porque a vida é santa, por aqueles que prosseguem na morte, um povo consumido pelo desejo de morte para eles e para os outros, para os nossos filhos e para os deles.

Que terrível erro cometido pela miserável Europa.

O total da população islâmica (ou muçulmana) é de, aproximadamente, 1 200 000 000, isto é um bilhão e duzentos milhões ou seja 20% da população mundial. Eles receberam 7 Prémios Nobel.

O total da população de Judeus é, aproximadamente, 14 000 000, isto é catorze milhões ou seja cerca de 0,02% da população mundial.

Os judeus receberam 128 Prémios Nobel.

Os judeus não estão a promover lavagens cerebrais a crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar um máximo de mortes a judeus e a outros não muçulmanos.

Os judeus não tomam aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, nem se fazem explodir em restaurantes alemães.

Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja. NÃO há um único judeu que proteste matando pessoas.

Os judeus não traficam escravos, não têm líderes a clamar pela Jihad Islâmica e morte a todos os infiéis. Talvez os muçulmanos do mundo devessem considerar investir
mais numa educação modelo e menos em queixarem-se dos judeus por todos os seus problemas.

Os muçulmanos deviam perguntar o que poderiam fazer pela humanidade antes de pedir que a humanidade os respeite.

Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os seus vizinhos palestinianos e árabes, mesmo que creiamos que há mais culpas na parte de Israel, as duas frases que se seguem realmente dizem tudo:

"Se os árabes depusessem hoje as suas armas não haveria mais violência. Se os judeus depusessem hoje as suas armas não haveria mais Israel." (Benjamin Netanyahu)

Por uma questão histórica, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou todas as vítimas mortas nos campos de concentração nazista, mandou que as pessoas ao visitarem esses campos de morte, tirassem todas as fotografias possíveis, e para os alemães das aldeias próximas serem levados através dos campos e que enterrassem os mortos. Ele fez isto porque disse de viva voz o seguinte:

"Gravem isto tudo hoje. Obtenham os filmes, arranjem as testemunhas, porque poderá haver algum malandro lá em baixo, na estrada da história, que se levante e diga que isto nunca aconteceu."
Recentemente, no Reino Unido, debateu-se a intenção de remover o holocausto do curriculum das suas escolas, porque era uma ofensa para a população muçulmana, a qual diz que isto nunca aconteceu. Até agora ainda não foi retirado do curriculum. Contudo é uma demonstração do grande receio que está a preocupar o mundo ...


De Religiões, ignorância,intolerância, ódio a 17 de Outubro de 2014 às 17:45
o taliban da paróquia
P.Pint
..crónica do Miguel Sousa Tavares no Expresso ("Em nome de Deus e em nosso nome") é uma declaração de ignorância e um insulto.
De ignorância acerca do que é o Islão. De insulto a todos os muçulmanos e a todos os árabes (que, aliás, mistura e faz equivaler de uma forma absolutamente leviana). Eu compreeendo e partilho a indignação, a revolta, o medo e a impotência perante o que se passa na Síria e no Iraque. Mas entendo que não vale tudo, que não se pode levianamente largar impropérios ofensivos sobre uma religião, a maior do mundo, e os seus seguidores, ou sobre todo um povo. É o que faz MST. Que não é um qualquer pregador de uma madrassa de uma região remota a falar para uma multidão oprimida, pobre e analfabeta. É um jornalista e escritor culto e informado, com pleno acesso a dados e a informação, e que escreve no maior jornal de um país europeu.

MST diz: "Para todo o lado onde olhamos, há uma guerra santa do Islão contra o mundo ocidental". Das duas, uma (mais provavelmente, ambas, infelizmente): ou sofre de uma miopia atroz ou permite-se escolher como representantes do Islão a quadrilha de bandoleiros que se auto-intitula pomposamente "Estado Islâmico" ou "Califado". Pois eu respondo que o Islão (tomado como a umma, a comunidade dos crentes) está espalhado em todo o mundo, que o país com mais muçulmanos está muito a leste da Síria e do Iraque, e que não me consta que haja ali, ou mais perto, ou ainda mais longe, qualquer "guerra contra o mundo ocidental". Não há nenhuma guerra santa do Islão contra quem quer que seja; há, sim, alguns elementos, que se dizem muçulmanos, que autoproclamaram uma guerra não só contra o mundo ocidental mas contra outros muçulmanos, outras religiões, todos e mais alguém que não encaixe na sua perceção limitadíssima de Humanidade. Eles. Esses. Mas nós, que não somos como eles, como esses, temos obrigação de não cometer os mesmos erros básicos, de não agir segundo idênticos preconceitos assentes na ignorância e no ódio. Cada um escolhe os seus exemplos e elege quem quer para porta-voz do Islão. MST escolhe Osama bin Laden, os Taliban e os jihadistas. Eu, desculpem, permito-me escolher Malala Yousoufzai e as mulheres curdas que resistem em Kobani. Não são menos Islão do que os outros, muito pelo contrário. Até penso que são muito mais Islão do que os Taliban e os mercenários da Síria e do Iraque. Também posso eleger S. Francisco de Assis e não Godofredo de Bulhão (para quem não sabe, o sanguinário líder da 1ª Cruzada e 1º rei de Jerusalém) como exemplos do Cristianismo. Eu e, espero, muitos mais. MST não, certamente.

Mais adiante, profere estas incríveis palavras: "não deve ser por acaso que, pensando nas últimas décadas, não me ocorre o nome de um músico, um físico, um cientista, um matemático, um criador árabe a quem a humanidade deva qualquer coisa." De facto, acredito que não lhe ocorra. Acredito que não conheça. Duvido, sequer, que tenha procurado. Nem um Prémio Nobel? Assim recente? Ah! Nem Malala nem Yunus são árabes, é um facto. Mas MST não estava a falar de árabes, embora tivesse escrito a palavra. Escreveu "árabes" mas queria dizer "muçulmanos", porque o seu texto é sobre o Islão, não sobre o mundo árabe. Para ele, é o mesmo. Nem lhe ocorre que há árabes cristãos, e não são tão poucos como isso. E sobre o Alcorão, diz que é "um texto sem qualquer sentido". Eu, se fosse muçulmano, ficava ofendido; se fosse árabe, ficaria indignado. Ninguém reagiu, ninguém deu por nada. Alguém que experimente escrever um dia algo de semelhante acerca de outro povo (ou dos crentes de outra religião) e verá a diferença. Por exemplo, acerca dos judeus ou da Torah. Ou do Antigo Testamento. Cairá o Carmo e a Trindade e falar-se-á logo de antissemitismo, com o Facebook inundado de discussões e de testemunhos indignados. Mas sobre os árabes, nada. Sobre os muçulmanos, ainda menos. Não há quem os defenda contra a cegueira de quem se sente iluminado. Sim, porque não são só os Taliban que se julgam iluminados e que usam a ignorância, a própria e a alheia, para pregar a intolerância e propagar o ódio.

--- ver tb:
http://domedioorienteeafins.blogspot.pt/2014/09/o-islamismo-e-um-fascismo.html ; e https://fr-fr.facebook.com/pages/Mezri-Haddad-page-Officielle/117547694997351"


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