Quinta-feira, 5 de Setembro de 2013

Por razões de estupidez, Damasco usou o gás sarin para facilitar a invasão do país

 Fotos fazem crer numa revolta de militares americanos ... Estava anunciado há muito que, se o regime sírio usasse armas químicas contra os rebeldes, os EUA não tinham outro remédio senão intervir militarmente, derrubar, o actual governo,  em defesa dos da liberdade e da democracia.

      O governo de Damasco, sabendo isto, e estando desde há meses na mó de cima na luta contra os insurgentes sírios, decidiu por razões de estupidez, atacar um bairro dos arredores da capital com gás sarin e assassinar indiscriminadamente 1300 civis, incluído muitas crianças que a imprensa, TVs e Internetes de todo o mundo mostraram revoltando contra Damasco a humanidade (que lê ou vê estas notícias) ... Veio mesmo a calhar porque a decisão de intervir já estava em preparação mas era necessário ter o apoio da massa ignara que dá os votos de vez em quando.
     Talvez, talvez, talvez, que daqui por uns anos, quando a administração norte-americana, vencidos os prazos, abrir à consulta a sua documentação secreta, lá venha a informação que hoje nos escapa :  os serviços secretos israelitas, a pedido da CIA, forneceram a uma célula da Al Qaeda X (ou dos opositores ao regime) doses de gás sarin para ajudar os nossos amigos, democratas e amantes da liberdade, a verem-se livres do horrível ditador Bashar Al-Assad eliminando uns 1300 desgraçados, nos arredores de Damasco. Infelizmente havia muitas crianças mas paciência. Ou tanto melhor, dado que uma muito bem conseguida  campanha de informação atribuiu a responsabilidade do crime ao presidente da Síria.
    Talvez. Talvez. Não é que o campo oposto não fosse capaz de um crime daquele jaez mas os ideais do imperialismo apenas se medem em dólares ou euros, petróleo ou outras riquezas naturais. É claro que já não vivemos tempos tão propícios aos mandantes e poderosos como aqueles em que aniquilaram milhões de seres humanos para lhes roubarem tudo, como sucedeu, por exemplo, na conquista das Américas, ao ponto de povos e civilizações inteiras terem sido destruidos na totalidade. Depois a ”nobreza do dinheiro” teve  de se ir conformando com as conquistas da plebe, consequência de grandes e vitoriosas lutas do “terceiro estado”  e tem de lidar com essa chatice das eleições e dos votos. Mas conseguiram, controlando a educação, a comunicação social, corrompendo, mentindo, falsificando, por vezes de forma tão monstruosa que ninguém de boa consciência pode sequer admitir que se trate de falsidades.
    Na realidade não sei quem cometeu o crime monstruoso nos arredores de Damasco.  É certo que já em Maio passado, a ex-Procuradora do Tribunal Penal Internacional e membro da comissão de inquérito da ONU sobre as violações dos Direitos Humanos na Síria, Carla del Ponte dissera, numa entrevista à Rádio Suíça italiana que: "De acordo com as provas que recolhemos, os rebeldes utilizaram armas químicas, fazendo uso do gás sarin" [Link].”  Mas se ele só aproveitaria a quem quer a intervenção militar, admitindo que Damasco não é um manicómio, tudo parece apontar para uma operação montada para justificar a intervenção armada na Síria. Mas seriam as potências ocidentais, cristãs, democratas, paladinas da defesa dos direitos humanos, capazes de uma monstruosidade destas, numa atitude de os fins justificam todos os meios?
    O que se passou com o Iraque, as provas forjadas, ou apenas enunciadas das armas nucleares que o Iraque tinha, provas tão evidentes que até Durão Barroso as viu nas mãos de W. Bush deixa qualquer pessoa no seu juízo de pé atrás com as políticas dos imperialistas (e das multinacionais 'atrás da cortina').    Afinal o truque, se é que esta chacina é de facto uma armadilha, é velho. Em 1939 Hitler vestiu uma fardas polacas a militares alemães despejou-os do outro lado da fronteira, na Polónia, eles dispararam uns tiros para o lado de cá, contra a pátria sagrada dos nazis e Hitler cheio de razão e apoiado por muitos alemães, justamente indignados com o traiçoeiro ataque dos polacos, invadiu a Polónia e foi por aí fora acabando a suicidar-se 6 anos e 50 milhões de mortos depois, no Reichstag. Já antes Hitler tinha mandado incendiar o Reischtag (o Parlamento) para acusar do crime os comunistas alemães e assim, com a moral do seu lado, ilegalizar o PC alemão e de caminho os socialistas.
    ...
    As guerras de rapina por vezes, no curto prazo, dão prejuízo financeiro. Mas é ao país! Os custos são pagos pelo contribuinte e os grandes, os gigantescos, os inimagináveis lucros são de quem investiu… na guerra.
    Não sei se a realidade da Síria é esta que aqui apresento. Mas não me espantaria. Não é nada que não possa ser feito por quem apoiou a criação do exército taliban no Afeganistão, protetor e apoiante da Al Qaeda (parceria EUA/Arábia Saudita/Paquistão). Era para combater o regime meio comunista lá instalado, que deu liberdade a metade do país – as mulheres, que passaram a poder ir à escola, a poder andar na rua sem a trela de um homem, etc, mas era uma regime que só conseguiu o poder com o apoio da União Soviética. Para o derrubar valia tudo. O pior foi que a hidra virou-se contra o seu criador.
Petróleo, negócio de armas (que convém tirar aos russos possuidores do mercado da Síria), geoestratégia. Direitos humanos, petróleo, liberdade, negócio de armas, democracia, petróleo, oleodutos, petróleo, petróleo.


Publicado por Xa2 às 12:41 | link do post | comentar

19 comentários:
De .Síria: intervir para ficar PIOR ?!!. a 5 de Setembro de 2013 às 11:15

Para pior já basta assim
(por Daniel Oliveira, Arrastão e Expresso online)
...
...(Síria)...
Tem uma aliança tática com o Irão.
Tem muitos refugiados iraquianos e relações próximas com o outro lado da fronteira.
Tem uma minoria curda e está, mesmo que de forma ligeira, ligada aos conflitos do Curdistão com Bagdad e Ancara.
O regime é dominado por alauitas (que se consideram xiitas), quando a maioria da população é sunita.

Ou seja, a Síria é um dos elementos mais sensíveis na filigrana que é o Médio Oriente. Por ali passam, de forma intensa ou moderada, quase todos os conflitos da região: curdos contra turcos, iraquianos e sírios, palestinianos contra israelitas, iranianos contra o Ocidente, todos contra todos no Líbano, sunitas contra xiitas, muçulmanos contra cristãos.

A queda do regime de Assad pode parecer uma boa notícia. Mas também pode trazer muitos amargos de boca.
Entre os rebeldes estão muitos fundamentalistas islâmicos ('jihadistas', alQaeda, ...) que, numa sociedade habituada a viver numa razoável paz religiosa, poderiam abrir uma panela de pressão que nunca mais se fechará.
A convivência que encontrei em Alepo e Damasco será, estou seguro, uma impossibilidade com a chegada de alguns dos rebeldes ao poder.
Que Assad é um torcionário, não tenho qualquer dúvida. Que os que o lhe querem suceder não sejam ainda piores é coisa que não apostaria.

Ao que se junta destabilização que a mudança de regime pode trazer a todo o Médio Oriente. Mas nem é necessário que haja uma revolução na Síria.
Basta a intervenção ocidental naquele território, com o sempre INDESEJADO envolvimento americano e com a participação das duas principais potências ocidentais com interesses económicos e estratégicos na região - França e Reino Unido -, para que a instabilidade se espalhe por todo o Médio Oriente.

Não há, do ponto de vista da paz na região, qualquer bom argumento para uma intervenção militar externa.

Não há nenhum argumento político para substituir uma ditadura por aquilo que dificilmente virá a ser uma democracia (provavelmente será uma DITADURA pior !!!: política, religiosa, étnica e cultural).

Sobra, então, o argumento moral para esta intervenção. Um argumento difícil de sustentar. Poderia enumerar dezenas de guerras civis recentes e mais mortíferas do que a da Síria.
A questão são as armas químicas? Mas os mortos do Darfur ou do Ruanda são diferentes por ter sido usado armamento convencional? Centenas de milhares de vítimas valem menos se forem mortas à catanada?
E não sabemos que também os rebeldes sírios já usaram este tipo de armamento?

Não sei se os interesses económicos na região, para os quais a Síria tem uma posição geográfica estratégia, explicam esta vontade de intervir.

Apostaria mais em razões internas norte-americanas e francesas. A paz na região é que não é de certeza.

Resumindo: nenhum argumento estratégico, político e moral sério pode ser usado para esta intervenção. Qual é a minha alternativa?
A mais difícil de escrever, perante mais de cem mil mortos e dois milhões de refugiados:
terão mesmo de ser os sírios a resolver a encruzilhada em que se encontram.

A nós, resta-nos esperar que ali surja um poder democrático e laico. Depois desta guerra, não será provável. Mas quanto teve a Europa de penar para chegar às suas imperfeitas democracias?
Não terão os árabes o direito de encontrar o seu próprio caminho?
Não aprenderam os EUA que, quase sempre que se meteram no Médio Oriente, deixaram tudo ainda pior do que encontraram?


De .comentários e factores ocultos... a 5 de Setembro de 2013 às 11:35
------- Excelente análise. Concordo inteiramente.
Qualquer intervenção militar ocidental na Síria fará explodir o Líbano e Israel.
As lições da guerra do Iraque parecem ter sido esquecidas, ou nunca reconhecidas.

------ Carlos Marques
ADENDA: penso ter lido nas entrelinhas que existem duas razões para esta ataque:
colocar os russos em sentido, depois do caso Snowden,
e premiar a CNN pela mãozinha que a pivot deles deu ao Obama no debate decisivo com o Romney.

---- Ant.Cunha
Concordo com o Daniel nesta questão. Um intervenção externa e um forçar da queda deste regime irá transformar a Siria em mais um país fundamentalista, 10x PIOR que o existente.

Os Egípcios estão a ver-se doidos para correr com os fundamentalistas. Conheci este verão um grupo de
Tunisinos que trabalhavam em Portugal no verão e por incrível que pareça eles preferem ter o ex-ditador do que os fundamentalistas religiosos.

----- Manolo Heredia
Excelente enquadramento. Faltou a análise, que explica quem ganha e quem perde, e o quê, com a queda destes regimes (quem espera ganhar ou perder).

A questão Israel-nuclear, Irão-nuclear, Líbano e Palestina em 'lume-brando', base naval russa, oleodutos (russos, americanos, ingeses, franceses), negócio das armas.
Que são as verdadeiras causa de alguns países (empurrados pelos gr. lobbies das multinacionais petrolíferas, armas, militares, ... mais os seus apoiados grupos armados e movimentos político-religiosos) com interesses instalados quererem ir lá "molhar a sopa".

----- Apophis
Concordo. Para além disso afirmo que o fundamentalismo islâmico ou islamofascismo (principalmente de origem sunita) é o maior promotor da agenda norte-americana, ou o resultado dela.
Faz sentido que o regime sírio lhes retire poder, o que contribui para uma sociedade mais laica.
Os Estados Unidos combatem ao lado da Al-Qaeda no Iémen, mas a comunicação social não divulga isso porque pode estragar a narrativa. Se isso acontecer na Síria vai ser mais difícil de esconder.

Os próprios sírios até podem tentar resolver o problema, mas com a CIA a financiar os "rebeldes" isso torna-se mais complicado.

-----
O que é claro é o interesse do imperialismo (financeiro, petrolífero, militar, ... e os religiosos-fanáticos) pelo domínio daquela zona, nem que para isso tenham que destruir país atrás de país


De .Mentira e + Terror. a 5 de Setembro de 2013 às 12:54
No limiar de mais uma guerra imperialista a equidistância mata
(-por Renato Teixeira, 4/9/2013)

O Senado dos EUA já deu luz verde ao Nobel da Paz e Presidente dos EUA para atacar a Síria. O Congresso, muito provavelmente, seguir-lhe-á as pisadas. Sem arriscar ainda grandes elucubrações – porque não há guerrilheiros à espera dos meus escritos e porque tenho pouca pachorra para os inventar –
importa desmistificar o pretexto que tem vindo a ser usado para justificar mais uma cruzada das tropas americanas, que como disse Chomsky, só pode ser considerado um crime de guerra.

Enquanto os vídeos divulgados por Hollande, belicista do PSF, nada demonstra a não ser que alguém usou, de facto, material químico,
a Argélia 1 divulgou um vídeo que deixa claro que há sectores dos “rebeldes” que estão a usar armas químicas.
Em reforço desta tese a AP também recolheu testemunhos, na primeira pessoa, que confirmam a história e o mesmo se passa com os mails que foram interceptados e divulgados pelo Pastebin, que revelam toda a encenação (via Tugaleaks).

Podemos estar perante o facto de uns e outros andarem a usar bombas químicas mas os únicos que podem ser acusados com base em provas cabais não são os correlegionários de Assad – ver vídeo em anexo com compilação de evidências – que já contam no seu campo com a Rússia, o Irão e o Hezbollah.

Seria por isso importante que aqueles que à esquerda não hesitam em apontar o dedo ao regime em matéria de uso de armas químicas fossem capazes de citar mais do que as notícias da propaganda francesa, israelita ou norte-americana.
É que até podem ter razão, mas a citar quem citam não convencem rigorosamente ninguém.

A máquina de guerra está em marcha, uma vez mais a pretexto sem texto, com intenções nebulosas e mal explicadas.
Se é evidente que Assad não é flor que se cheire não é menos evidente que quem o combate deixa muito a desejar.
Mas sabemos que a guerra é a guerra, como dizia o Fausto, e quem ficar, nesse contexto, em cima do muro, acabará baleado pelos dois lados.

O derrube de Assad só será um bom sinal se ele for feito pelo povo sírio.
Se ele for garantido com drones, à bomba e com o músculo de uma intervenção imperialista, que irá causar uma devastação incalculável, não se abrirá nenhuma possibilidade emancipatória nem para o país nem para a região.
Assim foi no Iraque, no Afeganistão ou na Líbia. Assim será na Síria.
É uma via que só acrescenta terror ao terror. É voltar a fazer a guerra com os olhos muito longe da paz.


De .Israel mata com fósfor branco. a 5 de Setembro de 2013 às 12:59
A química do mal
(-por luismiguelrainha, 5/9/2013)


Um país do Médio Oriente ataca civis dentro do que proclama serem as suas fronteiras, com uma substância muito peculiar.
Este produto químico não é, tecnicamente falando, “tóxico”, pois não se limita a envenenar quem o inspira;
incendeia-se em contacto com o ar, agarrando-se ao corpo e às roupas dos que são banhados pelas suas chuvas letais.
Depois, cada gota arde e arde, furando a carne até ao osso, produzindo cadáveres “caramelizados”, na pitoresca linguagem de alguns observadores.

O uso de fósforo branco (assim se chama a poção mágica) sobre civis é há muito proibido; em 1980, inúmeros países assinaram um “Protocolo sobre a proibição ou restrições no uso de armas incendiárias”.
Mas Israel (assim se chama a nação pirómana) não o subscreveu.
E, há menos de 5 anos, o Tsahal fez cair um dilúvio de chamas – adquirido aos bons amigos americanos, depois de testado em Fallujah – sobre a cidade de Gaza.
A nova Esparta não se conteve:
mesmo famílias que procuraram refúgio numa escola da ONU foram regadas do ar. E lá ficaram a arder.
Nunca ninguém mediu as cinzas com cuidado que bastasse para chegar a um número incontroverso de vítimas.
Então, não houve presidentes indignados a traçar linhas vermelhas, nem governos a gritar juras de vingança.
Nem tribunais capazes de condenar a atrocidade.

O abismo onde medram ditaduras como a da Síria devolve-nos o olhar com que pretendemos sondar a sua escuridão.
E, de quando em vez, até nos mostra um espelho nada lisonjeiro.

Sacado daqui.(jornal i , 4/9/2013)


De Gasodutos, 'democracias', poder€$$,BUM.. a 9 de Setembro de 2013 às 10:18
Síria: gasodutos, petróleo, geoestratégia

Não tem sido fácil acabar com as dúvidas sobre quem lançou o ataque com armas químicas em Ghouta, nos arredores de Damasco e cometeu o massacre de 1.400 vítimas inocentes incluindo muitas crianças.

Se as armas químicas foram usadas pelo governo Sírio invade-se ou bombardeia-se a Síria mas se foram da autoria dos insurretos? Bombardeia-se ou invade-se os EUA, Israel, a Arábia Saudita e outros países sunitas do Golfo? Pois são estes países que armam e pagam os vários aos grupos terroristas que são as tropas no terreno dos insurretos, AlQaeda, talibãns e outros jihadistas.

Na guerra terrorista que assola Síria já morreram cerca de 100.000 pessoas e chegam a um milhão os deslocados. O anunciado ataque por parte dos EUA poderá levar à destruição do país que é um dos raros países árabes com um regime laico ainda que autoritário e brutal, muito longe dos padrões ocidentais.

Aos olhos dos líderes de alguns países democráticos, uma intervenção militar mesmo que o responsável não tenha sido o governo de Damasco e mesmo que provoque 100 ou 1000 vezes mais vítimas inocentes é uma oportunidade excelente para os seus interesses coloniais/imperialistas, desde que suficientemente salvaguardada a sua imagem de paladinos dos direitos humanos aos olhos dos eleitores e contribuintes. tarefa entregue aos media.

Para se saber ao certo se tinha havido ataque com gás sarin, se as fotos correspondiam àquele crime e se tinha sido Bashar al-Assad o autor daquele intolerável massacre fizeram-se inspeções, esperou-se pelo seu resultado? Não. Fizeram-se votações. A votação na Câmara dos Comuns, levou os parlamentares (alguns, não todos seguramente) a ponderar com o máximo cuidado como é que o seu voto seria visto pelos bancos e as empresas que habitualmente financiam a sua campanha eleitoral. Ponderaram também como iriam reagir os seus eleitores habituais, escaldados com o Iraque, o Afeganistão, o Egipto e a Líbia. Tudo bem ponderado a maioria decidiu que:

1. não se sabe ao certo se houve ataque com armas químicas;

2. no caso afirmativo não se sabe se foram utilizadas pelo governo da Síria ou pelos terroristas do Hezebolah, seu aliado, ou se pela Al Qaeda ou outro grupo terrorista no terreno, organizados e pagos pela democratíssima Arábia Saudita, por Israel e pelos países livres, ao lado daqueles democratas sírios que se rebelaram em prol da liberdade, que representam, se tanto, 10% dos sírios e que, se triunfarem, serão presos ou mortos pelos fundamentalistas islâmicos, sunitas, xiitas ou alauitas, da Al Qaeda, dos talibans, da Irmandade Muçulmana ou do Hezbolah,.

3. assim, tudo bem "averiguado" e ponderados os interesses geoestratégicos dos EUA, os interesses do Pentágono, das empresas de armamento e das empresas com interesses no projeto do gasoduto NABUCO que a Síria não deixa passar pelo seu território, que faça lá a América. Matem 1 ou 2 milhões de sírios, arrasem ou acabem com o país, façam o que entenderem, mas que Obama acolitado por Hollande, não os comprometam a eles deputados da Câmara dos Comuns.

Interrogada por sondagem a opinião pública, 60% dos norte- americanos acham que não houve gás, ou a ter havido não se sabe quem o usou e que o Bashar al-Assad e o Obama se lixem e não os metam noutro sarilho como a do Iraque ou do Afeganistão porque os lucros são para as grandes companhias e quem paga as despesas são eles.

Já no parlamento português, um deputado do PS, cujo nome não fixei, e que não tendo sido desmentido pelo Largo do Rato certamente veicula a opinião do seu partido, descobriu que houve armas químicas e que elas foram usadas por Damasco o que o revoltou superlativamente dado o seu apego aos direitos humanos, e o levou a exigir, ao lado dos mais fracos dos poderosos, de Obama, do conservador David Cameron e do socialista François Holland, o bombardeamento da Síria e o derrube do ogre alauita.

Para aqueles deputados, membros do governo ou simples quadros aparelhados políticos das Jotas ou dos partidos do “arco do poder”, ciosos da sua carreira política e que se decidiram a mercadejar “princípios” na bolsa de interesses da Casa Branca, do Pentágono, de Berlim, do Goldman Sasch, do Bundesbank, do BES ou de outros quaisquer poderes que garan


De -o q. está por trás? quem quer/pode lucr a 9 de Setembro de 2013 às 10:23
Síria: gasodutos, petróleo, geoestratégia
...
...
... ou de outros quaisquer poderes que garantam uma carreira política...
para esses políticos, a sua consciência, a sua sensibilidade aos valores da liberdade, dos direitos humanos, da democracia é tal que perceberam logo que as armas químicas tinham sido arremessadas pelo governo de Damasco que assim oferecia, estupidamente e à borla aos “cruzados” o pretexto que eles exigiam para invadirem o seu país.
__________________________

Notas:
1. Li mas já não sei
1 . Israel realizou novo ataque aéreo à Síria (2013-09-05) contra supostos mísseis que seguiriam para o Hezbollah libanês.

2. A correspondente na Síria, da agência norte-americana Associated Press, Dave Gavlak, diz que o morticínio do bairro Ghouta resultou de deficiente manipulação de armas químicas fornecidas pela Arábia Saudita a grupo rebelde em Damasco impreparado tecnicamente, segundo entrevistas no local incluindo ao pai de um dos jovens rebeldes morto. Ver também aqui.

3. Loureiro dos Santos: "Agora, presumo que os países estejam preparados para mostrar provas credíveis de que o regime de Assad foi o culpado, não é concebível que lancem um ataque sem provas de quem foi o autor», afirmou o militar.
Loureiro dos Santos frisou que ninguém fala num «terceiro actor» do conflito, os jihadistas – ligados à Al Qaeda e ao grupo Estado Islâmico do Iraque, seu afiliado – que se tiverem acesso a armas de destruição maciça (ADM) «não hesitarão em usá-las».

4. Síria:
Área: 185.000 Km2 (quase duas vezes Portugal).
População: 22.457.336 (2013). Árabes 90.3%, Kurdos, Armenios e outros 9.7%.
Regime: República, regime autoritário, laico, liberdade para a as diferentes religiões.
Parlamento: 250 deputados eleitos por 4 anos.
Partidos legalizados: 6, partidos kurdos não legalizados 16.
Voto aos 18 anos para homens e mulheres.
Idade média da população: 22,7 anos (Portugal 40,7) Mortalidade infantil por 1000 nascimentos: 14,63 (Portugal 4,54, EUA 5,9)
Religião: Sunitas 74%, outros islamitas incluindo alauitas, druzos: 16%, Cristãos vários: 10%, Judeus: pequenas comunidades em Damasco, Al Qamishli, e Aleppo.
PIB per capita: 5.100 dólares, em 2011 (Portugal 23.800 dólares, em 2012)
Serviço militar obrigatório para os homens 18 meses a partir dos 18 anos. As mulheres podem prestar serviço militar voluntário [Dados de The World Factbook - CIA]


# posted by Raimundo Narciso,PuxaPalavra, 8/9/2013


De Urubus-Vampiros globais a 16 de Janeiro de 2014 às 09:55

--- Sabia isto da Síria?


A família Assad pertence ao Islão tolerante da orientação Alawid. (muçulmanos alauítas)

As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens ao estudo, à saúde e à educação.

Na Síria as mulheres não são obrigadas a usar burca. A Chária (lei religiosa Islâmica, anti-humana) é inconstitucional.

A Síria é o único país árabe com uma constituição laica e não tolera os movimentos extremistas islâmicos.

Cerca de 10% da população síria pertence a alguma das muitas confissões cristãs presentes desde sempre na vida política e social.

Noutros países árabes a população cristã não chega a 1% devido à hostilidade sofrida.

A Síria é o único país do Mediterrâneo que continua proprietário da sua empresa petrolífera, que não quis privatizar.

A Síria tem uma abertura à sociedade e cultura ocidentais como nenhum outro país árabe.

Ao longo da história houve cinco Papas de origem síria. A tolerância religiosa é única na zona.

Antes da guerra civil era o único país pacífico da zona, sem guerras nem conflitos internos.

A Síria é o único país árabe sem dívidas ao Fundo Monetário Internacional. FMI

A Síria foi o único país do mundo que admitiu refugiados iraquianos sem nenhuma descriminação social, política ou religiosa.

Bashar Al Assad tem um suporte popular extremamente elevado.

Sabia que a Síria possui uma reserva de petróleo de 2500 milhões de barris, cuja exploração está reservada a empresas estatais ?

Talvez agora consiga compreender melhor a razão de tanto intere$$e da guerra civil na Síria e de quem a patrocina ....
(sunitas árabes, judeus ortodoxos, vendedores de armas e equipamentos ..., empresas petrolíferas, alta finança internacional, fundações neoliberais e conservadoras, ... que desestabilizam o regime autocrático de Assad e apoiam milícias e partidos extremistas ... )

«se não o pode comprar e/ou vencer de frente, alia-se aos seus inimigos, mina-lhe a imagem/caracter e apoiantes, ... até o colocar de joelhos... e com um "contrato/ mandato legal" o roubar, torturar, mutilar e matar ou escravizar »



Comentar post

MARCADORES

administração pública

alternativas

ambiente

análise

austeridade

autarquias

banca

bancocracia

bancos

bangsters

capitalismo

cavaco silva

cidadania

classe média

comunicação social

corrupção

crime

crise

crise?

cultura

democracia

desemprego

desgoverno

desigualdade

direita

direitos

direitos humanos

ditadura

dívida

economia

educação

eleições

empresas

esquerda

estado

estado social

estado-capturado

euro

europa

exploração

fascismo

finança

fisco

globalização

governo

grécia

humor

impostos

interesses obscuros

internacional

jornalismo

justiça

legislação

legislativas

liberdade

lisboa

lobbies

manifestação

manipulação

medo

mercados

mfl

mídia

multinacionais

neoliberal

offshores

oligarquia

orçamento

parlamento

partido socialista

partidos

pobreza

poder

política

politica

políticos

portugal

precariedade

presidente da república

privados

privatização

privatizações

propaganda

ps

psd

público

saúde

segurança

sindicalismo

soberania

sociedade

sócrates

solidariedade

trabalhadores

trabalho

transnacionais

transparência

troika

união europeia

valores

todas as tags

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS