De Equívocos: CEO novo banco vs accionistas a 17 de Setembro de 2014 às 09:43
O SENHOR QUE SE SEGUE
(à 'frente' do "Novo Banco BES", CEO de banco vs Accionistas: 4 mil milhões do Estado + 1 mil milhões dos outros bancos ...)

Eduardo Stock da Cunha, 51 anos, director no Lloyds em Londres, é o senhor que se segue à frente do Novo Banco.
Substitui Vítor Bento, que provavelmente regressará ao Conselho de Estado, onde o seu lugar permanece vago, e à docência na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.
Seria estranho que voltasse à SIBS, embora o site oficial da empresa continue a ter o seu nome inscrito como presidente do Conselho de Administração.

Em sua defesa, muita gente (até Sócrates) diz que ele tinha as mãos e os pés atados, porque quem de facto manda no Novo Banco é o Fundo de Resolução.
Mas o CEO de uma empresa é alguém mandatado para executar a política dos accionistas. É para isso que servem as assembleias-gerais.
Não pode ser um “iluminado” a brincar aos Rothschild.
Sucede que os accionistas do Novo Banco são dois:
o Estado, que meteu mais de quatro mil milhões de euros no Novo Banco; e o Fundo de Resolução, o sindicato de bancos que lá meteu perto de mil milhões.

Bento não podia fugir à realidade: a ministra das Finanças tutela em nome do Estado, o governador do Banco de Portugal monitoriza do Fundo.
Não compreender isto é surpreendente.
Bento demitiu-se porque não quer chatices, e está no seu direito.
Um homem que em 2011 não aceitou ser ministro das Finanças de um governo suportado por uma maioria parlamentar, não tem 'guts' para gerir o imbróglio Novo Banco vs BES.
O resto é conversa fiada.

Se não acontecer nada de extraordinário, Eduardo Stock da Cunha tomará posse esta semana como CEO do Novo Banco.
Tem contactos e larga experiência na finança internacional, e obrigação de saber ao que vem:
vender o Novo Banco, de preferência até ao Natal.
Traz com ele três homens de confiança: Jorge Freire Cardoso, administrador executivo da Caixa Geral de Depósitos; Vítor Fernandes, que fez parte da equipa de Carlos Santos Ferreira no Millenium BCP; e José João Guilherme, que liderou o BIM, em Maputo, e era agora gestor de empresas não-financeiras.
Vêm todos com “acordos de cedência” (ou seja: licenças sem vencimento) dos lugares de origem. A ver vamos.


Etiquetas: Equívocos, Novo Banco

posted by Eduardo Pitta ,
http://daliteratura.blogspot.pt/2014/09/o-senhor-que-se-segue.html


De Falta PUNIR maus banqueiros e ... a 17 de Setembro de 2014 às 12:36
Da falta de punição dos maus banqueiros
(e obrigá-los a pagar ´danos, com os seus bens e empresas offshore)

Muita gente atribui a crise financeira de 2008 à desregulação. Partindo deste pressuposto, passaram a defender uma regulação mais apertada do sistema financeiro. Além do pressuposto poder estar errado – por exemplo, Niall Ferguson, ao contrário, acha que o problema foi o excesso de complexidade da regulação -, a emenda pode ser pior do que o soneto.
A questão não é saber se os mercados financeiros devem ou não ser regulados. Mercados financeiros não regulados (ou desregulados) é coisa que não existe. Por exemplo, sem normas para impor o pagamento de dívidas e punir fraudes financeiras não há pura e simplesmente sector financeiro. A questão que deve ser colocada é: qual é o tipo de regulação financeira mais eficaz? Os reguladores pós-crise parecem entender “regulação mais eficaz” como sinónimo de mais normas restritivas. É um erro grave. Pelo que a história nos ensina, favorecer a complexidade em detrimento da simplicidade dá sempre mau resultado – por exemplo, uma moldura reguladora extremamente restritiva como a existente até aos anos 1980 não impediu a grave crise financeira dos anos 1970.
Hayek explicou há muito por que motivo os planeadores do velho sistema soviético estavam condenados ao fracasso ao tentar dirigir uma economia moderna em toda a sua complexidade. Pode-se dizer o mesmo em relação às actuais esperanças dos reguladores pós-crise em transformar o sector financeiro num sistema imune à crise. Trata-se de uma missão impossível. O sistema financeiro é um dos sistemas mais complexos alguma vez criados pelo homem. São múltiplas as interdependências das partes, organizadas de forma assimétrica dentro de uma rede. E esta rede opera no limiar do caos. A combinação de concentrações, inovações financeiras e aceleração tecnológica é propensa a rupturas explosivas. Da regulação espera-se que reduza o impacto dessas explosões impossíveis de prever. Todavia, muitas vezes a regulação tem efeitos contrários. Ao apertar os nós da rede, pode tornar as rupturas ainda mais explosivas e catastróficas.
Em vez de sonharmos com precogs, capazes de antecipar o crime e a tragédia, o mais realista e eficaz é exigir a punição expedita dos maus banqueiros. Haverá sempre gente gananciosa e corrupta no sistema financeiro, afinal de contas é lá que está o dinheiro. Não há nada mais dissuasor de práticas fraudulentas do que o encarceramento exemplar dos maus banqueiros. Não é isso que se tem visto, nem em Portugal (onde a quadrilha do BPN continua à solta), nem sequer na Inglaterra ou nos EUA, onde o número de gente metida na cadeia é pateticamente reduzido.
Não há nada pior e mais devastador para um sistema financeiro do que o sentimento de impunidade, resultante da falta de punição. A aplicação enérgica da lei, por um lado, e a criminalização de certas condutas (inexistente em muitos casos por lacunas do direito criminal), por outro, fariam muito mais para evitar (ou atenuar) uma crise financeira do que uma regulação mais pormenorizada do sistema, como parecem crer os reguladores pós-crise.

( por José Carlos Alexandre , http://destrezadasduvidas.blogspot.pt/ , 15/9/2014)


De ES: Activos/ bens em offshores a 19 de Setembro de 2014 às 09:34

ACTIVOS DA FAMÍLIA ESPIRITO SANTO

Herdade da Comporta

(onde, candidamente, iam brincar aos pobrezinhos) com uma área de 12,5 mil hectares (área cultivada de arroz, 1 100 hectares e produz também: vinho, milho, batata-doce e curgetes). A parte florestal tem uma área de 7 100 hectares de pinheiros e carvalhos. Existe um projecto imobiliário e turístico.

Industria hoteleira

Possui 14 unidades hoteleiras (Tivoli, Hotels & Resorts), todos de 4 e 5 estrelas. No Brasil 2 unidades ( S.Paulo e Praia do Forte em S.Salvador da Baía). Em Portugal 12 unidades (6 no Algarve, 3 em Lisboa, 2 em Sintra e um em Coimbra). Tem uma oferta total de 3000 quartos.

Operador Turístico

Tem mais de 50 balcões espalhados pelo País. A actividade alarga-se até Angola, Itália e Espanha. Opera com as marcas Top Atlântico, Carlson Wagonlit e BCD Travel. Detém a operadora online Netviagens.

Portucale

Proprietários da herdade Vargem Fresca (Ribatejo) com cerca de 510 hectares, alberga dois campos de golfe, Ribagolfe I e II. A Portucale esteve envolvida num escândalo em conjunto com o governo Santana Lopes/Durão Barroso/Paulo Portas, acerca de um abate ilegal de sobreiros, autorizado às pressas e após terem perdido as eleições para o PS. Conta-se, que na altura o CDS teria recebido um milhão de euros e justificado ter sido oferecido por diversos donativos de militantes, entre eles, o muito glosado MANUEL LEITE DO REGO.

Esta Propriedade foi destacada da Companhia das Lezírias (do Estado), com o argumento/justificação de que iriam ali plantar novas espécies arbóreas!!! Éra bom, conveniente, que alguém fizesse uma investigação sobre a forma como esta propriedade foi transacionada. Como foi retirada ao Estado, a que preço!

Espirito Santo Saúde

O grupo tem cerca de 18 unidades clínicas, 1200 camas e cerca de 9000 funcionários. Os três principais hospitais são o da Luz, em Lisboa, o da Arrábida, em Vila Nova de Gaia e o Beatriz Ângelo, em Loures.

Fazendas no Brasil

O Grupo Espírito Santo tem duas grandes fazendas no interior do Brasil. Uma no Estado de S. Paulo com 12 mil hectares, mais propriamente em Botucatu, chamada Fazenda Morrinhos. Produz, laranjas, limões, eucalipto e cana de açúcar.

A outra, é a Fazenda Pantanal de Cima, no estado de Tocatins, com uma área de 20 000 hectares, 3 mil dos quais asseguram produção de arroz no verão e de soja no inverno.

Herdade no Paraguai

É a maior herdade do Grupo, Estende-se por cerca de 135 mil hectares, no Paraguai. Este terreno tem uma dimensão equivalente à do quinto maior concelho do País (Uma área onde caberiam 16 Lisboas) Alberga mais de 53 mil cabeças de gado e possui 75 mil hectares de pastagens, 12 mil hectares de floresta e 5 mil de cultivo agrícola, nomeadamente de soja e algodão.

Atlantic Meals - Agroalimetar

Produz arroz, milho e alimento para crianças, como as farinhas sem glúten. Tem três unidades industriais em Portugal (Coruche, Biscainho e Alcácer do Sal) e uma outra em Sevilha. Opera com as marcas Ceifeira, Sorraia, Atlantic e Atlantic Le Chef. A Atlantic Meals é fornecedora das indústrias cervejeira e agroalimentar. Tem uma capacidade de secagem de arroz e milho de 50 mil ton. ano.

Espirito Santo Property Brasil

É a empresa imobiliária do grupo no Brasil associada à OA (Oscar Americano), com vários projectos residenciais, de comércio, parques logísticos, escritórios e loteamento. As actividades principais são em S.Paulo, onde desenvolve projectos imobiliários emblemáticos, como o complexo Villa Lobos, com área comercial e residencial, ou a Alameda dos Pinheiros. Tem expandido a actividade a outros estados brasileiros, como é o caso da Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Baía. Já concretizou empreendimentos fora do Brasil, como é o caso do edifício Plaza Miami, no centro desta cidade norte americana, um prédio com uma área total de 120 mil metros quadrados com área residencial, escritórios e hotel.

Espirito Santo Property (Portugal)

É um dos maiores promotores imobiliários de Portugal. Vocacionado para o segmento alto, a empresa foi criada com o nome Espart, designação que acabou por ser alterada em Nov


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