De Passar à desGlobalização e desFinanceiri a 29 de Agosto de 2014 às 12:46

C'est toujours la même histoire?


Para quem tem acompanhado a trajectória de Arnaud Montebourg desde as últimas primárias do PSF para decidir o candidato à Presidência, onde apresentou uma interessante plataforma favorável à desglobalização, o seu afastamento do governo francês de Jean-Baptiste Say só causa admiração por ser tão tardio. Montebourg já andava a fazer um pouco figura de idiota cada vez menos útil há algum tempo. Fartaram-se e fartou-se.

Consolidam-se duas clarificadoras derrotas: os que não desafiam as regras da integração europeia acabam a praticar as políticas neoliberais que nela estão inscritas e, num exemplo de como as preferências políticas podem ser adaptativas, a achar que isso é o melhor que há a fazer; os que, como foi o caso de Montebourg até agora, colocam na “Europa” o peso da construção de uma alternativa desglobalizadora, que não autárcica, claro, estão condenados à impotência, já que a globalização neoliberal é o outro nome da construção europeia. As coisas são como são feitas, como as estruturas são feitas.

A França mostra a Portugal o seu futuro político e de forma diluída, já que ainda está longe da violência da austeridade periférica. Por aqui, o destino político parece então certo enquanto não houver sinais de qualquer possibilidade ou vontade em desafiar as estruturas com escala europeia. A mensagem para a esquerda que não desiste não pode ser mais clara em França ou em Portugal: só a unidade em torno de uma plataforma política que, entre outras dimensões, mobilize e dê densidade programática a um saudavelmente realista eurocepticismo, de resto crescentemente popular, pode a prazo construir uma alternativa com peso e que pese na vida das classes populares. O resto é adaptação e impotência, ou seja, a mesma história que já parece de sempre.


(- por João Rodrigues, 27.8.14, http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2014/08/cest-toujours-la-meme-histoire.html )
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---- A massa crítica face à UE, a esta UE neoliberal e profundamente antidemocrática, de facto aumenta e como diz João Rodrigues é "crescentemente popular.
A cegueira ou o enfileirar consciente e submisso espanta pela dimensão e pelo carácter quase que acéfalo. ... Ou talvez não.

---- porém, da última vez que vi uma sondagem, mais de metade dos portugueses pretendia confiar o seu voto a quem não se revê nessa proposta. Torna-se pois urgente é saber qual o órgão de comunicação social que ajudará essa ideia a passar...

---- A crise de derrapagem ideológica dos partidos da Internacional Socialista tambem já chegou ao Partido Socialista Francês.


De Reganhar Controlo de Capitais ... a 29 de Agosto de 2014 às 14:54
Regaining Control? Capital Controls and the Global Financial Crisis

Kevin Gallagher | 2/23/2011, http://www.peri.umass.edu/236/hash/143733ae92ce3b8ab9c2ab0a3ced57c4/publication/444

Abstract:

The global financial crisis has triggered a transformation in thinking and practice regarding the role of government in managing international capital flows. This paper traces and evaluates the re-emergence of capital controls as legitimate tools to promote financial stability.

Whereas capital controls were seen as “orthodox” by the framers of the Bretton Woods system, they were shunned during the neo-liberal era that began in the late 1970s. There is now an emerging consensus that capital controls can play a legitimate role in promoting financial stability. From 2009 to early 2011 a number of developing nations resorted to capital controls to halt the appreciation of their currencies, and to pursue independent monetary policies to cool asset bubbles and inflation.

A preliminary analysis of the effectiveness of these controls is conducted for the cases of Brazil, South Korea, and Taiwan. This analysis suggests that Brazil and Taiwan have been relatively successful in deploying controls, though South Korea’s success has been more modest. The fact that capital controls continue to yield positive results is truly remarkable given the fact that there has been little (or contrary) support for global coordination, and that many nations lack the necessary institutions for effective policies. The paper concludes by pointing to the need for more concerted global and national efforts to manage global capital flows for stability and growth.
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