De Queda da França e da Europa a 2 de Setembro de 2014 às 10:52

A queda da França (2/9/2014, EntreAsBrumasDaMemória)


A ler, na íntegra, um texto de Paul Krugman no New York Times. ( http://www.nytimes.com/2014/08/29/opinion/paul-krugman-the-fall-of-france.html?smid=fb-share&_r=2 )
Os parágrafos finais:

«A Europa precisa, desesperadamente, de um líder de uma das grandes economias – de uma que não esteja numa situação péssima –, que se levante e diga que a austeridade está a matar as perspectivas económicas do continente.
Hollande podia e devia ter sido esse líder mas não é.

E se a economia europeia continuar estagnada ou piorar, o que acontecerá ao projecto europeu – esse esforço de longo prazo para assegurar a paz e a democracia através de uma prosperidade compartilhada?
Com o fracasso da França, Hollande está a levar também a Europa, como um todo, ao fracasso – e ninguém sabe até que ponto isso pode vir a ser mau.»


De UE: ditadura alemã e financeira a 4 de Setembro de 2014 às 09:56

Integração à alemã

(-2 de Setembro de 2014 ,Penélope, http://aspirinab.com/)

O ministro das Finanças alemão e o vice-presidente da Comissão de Defesa do Parlamento alemão assinam hoje um artigo no Diário Económico sobre a UE. O artigo é importante, dada a influência alemã no processo europeu. Em resumo, a sua ideia é
continuarem a ditar o rumo da Europa no contexto de um núcleo restrito de países (o que lhes permite dar as ordens mais facilmente, no diretório),
reforçar o controlo dos países considerados prevaricadores (o moralismo e o preconceito, sempre eles, como se os alemães fossem seres superiores)
através da nomeação de um comissário com direito de vetar os orçamentos nacionais (imaginamos que alemão ou apoiado pela Alemanha, e portanto sob as suas ordens e conivente com os seus ditames) e,
falando embora em mais integração, afastar qualquer hipótese de união política e de mais democracia na Europa, que afinal é só um mercado e sob o seu controlo
(por exemplo, já que pretendem comandar, seria conveniente que se submetessem ao voto dos restantes europeus
ou então que admitissem um governo europeu eleito;
uma oligarquia assente na chantagem financeira é que não pode ser, meus caros).

Eis um parágrafo revelador:

“Consideramos que a União Europeia (UE) deve concentrar-se essencialmente nas seguintes áreas:
um mercado interno justo e aberto; comércio; moeda e mercados financeiros; clima, ambiente e energia; política externa e de segurança.
Ora, só é possível alcançar um sucesso duradouro nestas áreas se os Estados-membros agirem ao nível europeu.
Actuação idêntica se impõe face a desafios como a demografia e a escassez de mão-de-obra especializada. Precisamos de trabalhadores qualificados para sermos fortes e competitivos.“

Mercado aberto para os alemães comprarem tudo o que interessa.

Moeda. O resultado da competência alemã. É verdade que também da carneirada que colaborou. A moeda, claro está, deve estar ao serviço de suas excelências, ou não será.

“Agirem a nível europeu?”
Tem graça, porque neste mesmo artigo confessam que o princípio da subsidiariedade é o mais importante, parecendo ignorar, porque lhes convém, a interdependência da banca, da economia, etc.
E, já agora, agir a nível europeu com base em que estrutura democrática?

“Desafios como a demografia e a mão de obra especializada?” “Precisamos de trabalhadores qualificados?”
Quem? A Europa toda ou a Alemanha? Portugal e a Itália, por exemplo, não precisam?
Precisam apenas de empobrecer? Não precisam de pessoas (demografia), de um ensino de qualidade e de trabalhadores qualificados?
É por isso que Shäuble promove a situação atual, que favorece a fuga destes da periferia para a Alemanha?

Caros senhores: vão a votos na Europa toda. Se ganharem, escrevam todos os artigos, editoriais e constituições nacionais e tratados que quiserem. Até lá, passem bem e continuem a comer salsichas.


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