De ONU: fundos abutre arruinam nações a 11 de Setembro de 2014 às 11:03

Em relação a processos judiciais por fundos “abutre”,
a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ressaltou que
"não é justo que um punhado de bilionários possam afogar uma nação."


"Não é justo que um punhado de bilionários possam afogar um país e extorquir uma sociedade inteira ameaçando-a com defaults, afastando-a do resto do mundo ",
afirmou o presidente da Argentina, numa cerimónia na Casa do Governo, transmitida na televisão nacional. " O vencermos nâo é apenas a posição da Argentina, é uma posição quem
tem dignidade e quer defender os direitos de seu povo, é a posição de todos os países que não querem ser enganados ",
disse Kirchner, referindo-se ao voto da Assembleia Geral da
ONU, que aprovou a criação de um quadro legal para a reestruturação da dívida soberana
e observou que "mais do que um triunfo da Argentina era um triunfo da dignidade das pessoas".
Nesta terça-feira a Assembléia Geral da ONU aprovou , com 124 votos a favor, 11 contra e 41 abstenções uma iniciativa Argentina para ser obtido um
quadro jurídico para reestruturar sua dívida soberana.
O chanceler argentino, Hector Timerman, descreveu como "histórica" ​​a proposta de reestruturação da dívida soberana. Entretanto, na Argentina as comissões plenárias de Orçamento, Finanças e Petições, Poderes e de Regulamento dos Deputados, deram o seu parecer sobre o projecto Soberano da Lei de Pagamento, que será votada hoje, quarta-feira, no plenário da Assembleia Nacional. O artigo propõe a desenvolver ferramentas para assegurar o pagamento de títulos do governo reestruturados em 2005 e 2010, há uma alternativa proposta pelo Governo a "mecanismos de recolha de obstrução ilegítima e ilegal".


Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/139788-kirchner-punado-multimillonarios-ahoguen-pais


De UE, BCE e FMI... contraTrabalho e cl.méd a 17 de Setembro de 2014 às 11:29
Reformas estruturais -- basicamente partir a espinha
do "factor Trabalho", dos desempregados e dos envelhecidos ... e arruinar a classe média.

«(…) # a austeridade faliu por completo nos seus propósitos
e Draghi tem procurado preencher o buraco desde Nov de 2011 injectando dinheiro barato nos bancos,
mas, mesmo assim, por esse "canal de transmissão", a coisa não chega à economia real;
Draghi deu mais um passo em junho e agora em setembro e até prometeu comprar dívida privada a partir de outubro (a tal coisa dos ABS)
e injetar mais massa a partir da próxima semana em novas linhas de refinanciamento para os bancos, na esperança de...

# mas ele não quer ficar sozinho a lançar massa, os outros têm de começar a fazer a parte deles; e, então, resolveu chegar-se à frente, armar-se em político, e promover um compromisso:
eu meto a massa nos bancos e no sistema, um bodo de mais 1 bilião de euros,
o Jean-Claude Juncker (pres. CE) dá massa a partir da Comissão (por vários canais),
mas vocês metem as reformas estruturais em campo e
depois a gente vê a forma de "flexibilizar" essa coisa da margem orçamental (de abrandar o cumprimento do tratado orçamental).

# a matriz do pensamento dos banqueiros centrais como Draghi e do grupo que ainda domina o FMI, como a Madame Lagarde, bebe nessa coisa das reformas estruturais -
- basicamente partir a espinha do "factor Trabalho", dos desempregados e dos envelhecidos,
e obrigar a um processo acelerado de reorganização dos grandes grupos económicos e financeiros,
redistribuindo as margens de rendas financeiras e os quintais de cada um;
para esse grupo da elite que manda isso é mais importante do que a própria austeridade
(sobretudo quando esta é um fiasco como logo Olivier Blanchard do FMI começou por mostrar com aquele coisa dos "multiplicadores",
ou como politicamente se começou a ver que deu cabo da classe média
e produziu um eleitorado estilhaçado
em que correntes fora do 'centro' que fundou a CEE e a UE vão crescendo e ameaçam a tal de "estabilidade governativa"). (…)»

Jorge Nascimento Rodrigues, no Facebook (Os Keynesianitos de Frankfurt e arrabaldes)
⇒ Miguel Abrantes à(s) 15.9.14 , Camaracorporativa


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