De Fr.: Não cumpre Tratado Estabil. Orçamen a 17 de Março de 2015 às 11:36
Um murro na mesa


A França resolveu dar um murro na mesa:
não vai cumprir as regras do Tratado de Estabilidade Orçamental,
nomeadamente as metas do défice.
Ninguém reagiu, nem falou em punições

Marilu e Passos esconderam-se debaixo da mesa?


(- por Carlos Barbosa de Oliveira ,12/3/2015, http://cronicasdorochedo.blogspot.pt/ )

---- Parece que há uns membros da UE e Eurozona que são mais iguais do que outros ...
ou ainda têm um restinho de consciência e tomates...


De TV: dislates sem contraditório. a 18 de Março de 2015 às 12:34
Olhos nos olhos: a cegueira e o general

[Medina Carreira_caricatura de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)]

O programa (TVI-24) não merece ser visto senão para verificar a que níveis políticos a direita pode descer. Há anos que o sr. Medina Carreira repete sem contraditório os maiores dislates.
Dizia então que era necessário cortar na despesa do Estado 10 000 M€. Foram cortados: o país está no descalabro, na via do subdesenvolvimento.
Repete que é preciso cortar outros 10 000, entenda-se em tudo o que são prestações sociais.

Considera desonestos ou ignorantes os que discordam. Já me ocupei deste senhor mostrando das suas lucubrações (1)
Não vale a pena, ninguém é capaz ou não tem coragem (o homem torna-se agressivo se contrariado) de lhe explicar no programa a diferença entre PIB e RN.
Veja-se por exemplo “A União Europeia e o Euro serviram para enriquecer a Alemanha” de Eugénio Rosa. ( http://ocastendo.blogs.sapo.pt/a-uniao-europeia-e-o-euro-serviram-para-1851613 )

Ninguém é capaz de lhe explicar que Portugal é um contribuinte líquido do exterior, principalmente da UE.
Só no período 2000/2011, foram transferidos para o estrangeiro rendimentos que totalizaram 165.190 milhões €, e foram recebidos do estrangeiro rendimentos que somaram 99.104 milhões €, ou seja uma diferença de 5 500 € ano.
A quase totalidade dos rendimentos transferidos para o estrangeiro no período 2000/2012 não pagaram qualquer imposto em Portugal, o que poderia dar cerca de 3 200 M€ ano.
O país perdeu e perde com estas políticas cerca de 8 500 M€ ano.

Ninguém tem coragem de lhe dizer que sem prestações sociais 45% da população estaria na pobreza e talvez 90% das famílias sem capacidade de assegurar adequada educação e saúde.
A quebra do poder de compra e a incapacidade de pagar dívidas destruiriam a economia, como está a acontecer .
É este o país que a direita defende, o seu lema é “tudo pela finança, nada contra a finança.”

Juros, PPP, rendas energéticas custam mais de 15% da despesa pública.
O Estado sem estes parasitas seria largamente excedentário, além do que podia obter controlando as transferências de capitais e outra política fiscal.

Pois bem, no dia 2 de março, o sr. MC afirmou que devia fazer-se a seguinte pergunta aos portugueses:
“se queriam soberania e não ter de comer ou não ter soberania e ter de comer”. Note-se que em Portugal ao mesmo tempo que perde a soberania aumenta a fome.

Que a política de direita almeja tornar-se uma colónia para que alguns mantenham os seus privilégios só é segredo para os incautos.
A questão é que a afirmação foi feita perante o general Loureiro dos Santos, que ouviu e calou. Desonrou o juramento que fez como militar.
Para o confirmar recordo as palavras do Presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas, numa recente intervenção pública:
“Os militares juraram cumprir a Constituição. Terão a luta das Forças Armadas os partidos e governos contra a Constituição. Os militares são apartidários mas não apolíticos. A soberania nacional é sagrada para os militares”.

Compreendo que com pessoas no limite da insanidade mental no que toca a opiniões políticas, seja perigoso contraria-las, mas isso não desculpa o general.
Calou-se, nem sequer foi capaz de emitir a sua opinião como cidadão, como português.
E quem cala consente, quando pode e deve falar.
Imagine-se isto dito nos EUA ou no Reino Unido que não têm dívidas públicas assim tão diferentes das nossas…

1 - «As contas do sr. Medina Carreira» e «A falácia dos “cortes na despesa"»

http://resistir.info/v_carvalho/contas_m_carreira.html

http://resistir.info/portugal/falacia_dos_cortes.html
-------

Há várias formas de fazer CONTAS e todas elas certas em termos matemáticos.
Mas a matemática e a econometria sua derivada
NADA têm que ver com a ética, a economia política sim e é esta que abordamos ao fazer contas.


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres