De 'ir ao POTE e aos Ptugas' a 24 de Março de 2015 às 11:22
----- Viver inutilmente acima das possibilidades

Viver acima das possibilidades é gabar-se de ter o pote cheio graças ao endividamento que não pára de crescer
(agora vamos aos mercados dia sim, dia não)
e ao confisco que não cessa de ser infligido aos cidadãos
enquanto a dívida pública continua a aumentar para percentagens nunca vistas.

É como aqueles aprendizes de novo-rico que pedem dinheiro emprestado para mostrarem os BMW aos amigos sem mostrarem o livrete dos bólides onde continua lavrado o nome do stand que lhos cedeu.

Isto sim, é viver acima das nossas (de todos nós) possibilidades, ainda para mais numa lógica salazarista de atafulhamento dos cofres do Estado, que não produz qualquer efeito no bem-estar dos cidadãos, nem no desenvolvimento económico, nem no capaz fomento do emprego e da riqueza nacional.

Ter o cofre cheio significa, neste caso, somar dívida à dívida e empurrar com a barriga a amortização para as gerações futuras em troca do nada que se lhes deixa.

LNT [0.155/2015]
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O esticar da corda

Ainda estamos só a estender a corda que depois será devidamente esticada e provavelmente se enrolará na ponta numa laçada corrida eficaz ao ESTRANGULAmento.

Vamos assistindo a detenções preventivas e a audições parlamentares onde se pressente uma MATILHA por detrás de cada um dos elementos dados como únicos responsáveis e aguarda-se que, a qualquer momento, esses DONOS de TUDO
- passando-lhes a vaidade de assim serem considerados e entalados por consequências que nunca pensaram vir a sofrer -
abram a alma ao Mundo e apontem os CÚMPLICES, obreiros e SABUJOS que os guinaram aos pedestais.

Finalmente vai ser o regabofe de confirmar que isto anda TUDO LIGADO. Com o espernear convulsivo e o ranger de dentes assistiremos ao estrebuchar do conhecido e ao perfilar daquilo que se segue.

Entretanto vai haver muita desilusão no ar, muita gente decepcionada com os seus ídolos e muita outra a esgueirar-se para a sombra dos emergentes a ver se se safa.

Já se sente.

LNT [0.160/2015] , 21/3/2015


De 'cofres cheios'... e dívida a crescer. a 25 de Março de 2015 às 11:23
O porquê dos cofres cheios

Temos os cofres cheios de dinheiro emprestado. Isso é uma boa notícia porque quer dizer que temos crédito. (se temos taxas assim tão baixas e somos aquela maravilha das finanças e economia, porque é que a S&P mantém o rating de "Lixo" para Portugal?)
Mas é também o reconhecimento do medo que o governo tem do futuro.

Se temos os cofres cheios de dinheiro emprestado, quer dizer que pagamos juros por esse dinheiro.
Ainda por cima, na verdade, o dinheiro não está num cofre. Está depositado (no BCE).
O problema é que está depositado a taxas negativas. Ou seja, nós pagamos o JURO pelo empréstimo que pedidos e pagamos + o JURO pelo depósito que fazemos.

Esta gestão financeira seria um autêntico disparate não fora o seu principal objectivo:
precaver futuras flutuações de taxas de juro e evitar situações em que não nos consigamos financiar.
Ou seja, a ministra ao anunciar que temos os cofres cheios de dinheiro emprestado o que nos está a dizer é que não tem fé nas nossas capacidades de financiamento futuras.

Nas suas declarações, a ministra reconhece isto mesmo:
temos cofres cheios para poder dizer tranquilamente que se alguma coisa acontecer à nossa volta que perturbe o funcionamento do mercado, nós podemos estar tranquilamente durante um período prolongado sem precisar de ir ao mercado, satisfazendo todos os nossos compromissos.

Eu não percebo muito de política, mas parece-me que era nisto que a oposição devia pegar.

(por Luís Aguiar-Conraria 23/3/2015)


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