13 comentários:
De 'cofres cheios'... e dívida a crescer. a 25 de Março de 2015 às 11:23
O porquê dos cofres cheios

Temos os cofres cheios de dinheiro emprestado. Isso é uma boa notícia porque quer dizer que temos crédito. (se temos taxas assim tão baixas e somos aquela maravilha das finanças e economia, porque é que a S&P mantém o rating de "Lixo" para Portugal?)
Mas é também o reconhecimento do medo que o governo tem do futuro.

Se temos os cofres cheios de dinheiro emprestado, quer dizer que pagamos juros por esse dinheiro.
Ainda por cima, na verdade, o dinheiro não está num cofre. Está depositado (no BCE).
O problema é que está depositado a taxas negativas. Ou seja, nós pagamos o JURO pelo empréstimo que pedidos e pagamos + o JURO pelo depósito que fazemos.

Esta gestão financeira seria um autêntico disparate não fora o seu principal objectivo:
precaver futuras flutuações de taxas de juro e evitar situações em que não nos consigamos financiar.
Ou seja, a ministra ao anunciar que temos os cofres cheios de dinheiro emprestado o que nos está a dizer é que não tem fé nas nossas capacidades de financiamento futuras.

Nas suas declarações, a ministra reconhece isto mesmo:
temos cofres cheios para poder dizer tranquilamente que se alguma coisa acontecer à nossa volta que perturbe o funcionamento do mercado, nós podemos estar tranquilamente durante um período prolongado sem precisar de ir ao mercado, satisfazendo todos os nossos compromissos.

Eu não percebo muito de política, mas parece-me que era nisto que a oposição devia pegar.

(por Luís Aguiar-Conraria 23/3/2015)


De Cofres cheios de ... a 25 de Março de 2015 às 12:53
Um cofre

Dois dos melhores jornalistas económicos nacionais, Rui Peres Jorge do Negócios e Sérgio Anibal do Público, estão de regresso no economiainfo http://economiainfo.com/ .
Um exemplo do que é uma excelente notícia:
“Para o Estado português, que só tem estes depósitos [os tais “cofres cheios”] porque se endivida — e ainda a uma taxa média próxima de 4% — isso é particularmente grave.
Se não vejamos:
dos 24 mil milhões de euros de excedentes, cerca de 18,5 mil milhões são colocados no banco central (europeu, BCE), onde a taxa de depósitos oferecida é de -0,2%.
Isto significa que, para além de pagar juros pelos empréstimos que pede para ter este excedente, o Estado português
ainda paga juros pelos depósitos que tem de fazer com este excedente.
Ao ano, mantendo-se um nível de depósitos como os actuais, serão qualquer coisa como 40 milhões de euros que o Estado paga ao BCE para este lhe guardar os cofres cheios.”

(-por João Rodrigues às 24.3.15 , Ladrões de B.)
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http://economiainfo.com/


--- O excesso de entusiasmo de Draghi com o emprego em Portugal --25 Março 2015

Mario Draghi continua entusiasmado com a queda do desemprego em Portugal.
Mas esquece-se do efeito da emigração e de estudos do Banco de Portugal que apontam para o impacto de alterações metodológicas nas estatísticas.

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--- Baixar impostos para crescer? Só se for aos pobres, defende estudo --23 Março 2015

Num momento em que muitos falam da necessidade de baixar impostos para crescer, um estudo com base na experiência norte-americana das últimas décadas mostra que
o efeito positivo dos cortes de impostos sobre o crescimento económica e a criação de emprego
se deve ao impacto do aumento do rendimento disponível dos mais pobres.

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--- Pagar 40 milhões por ano ao BCE para ter os “cofres cheios” --21 Março 2015

Ter excedentes de tesouraria ajuda a convencer os investidores a apostar na dívida portuguesa, mas ao mesmo tempo significa pagar juros por empréstimos para depois pagar também pelos depósitos.

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