RECADO PARA ANTÓNIO COSTA e não só...

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Publicado por [FV] às 10:46 de 15.04.16 | link do post | comentar |

Necessárias "reformas estruturais" -vs- novilíngua neoliberal e totalizadora

"Aproxima-se uma tempestade de silêncio". 

..., o tempo presente é um tempo de silêncios insuportáveis. Por vezes, esses silêncios até são cheios de palavras, mas palavras como ruídos, palavras como obstáculos a pensar, palavras para nos entreter e desviar o olhar. Vivemos um tempo em que o "pensamento único" deixa que todos falem, mas usa os mais variados truques para que as nossas palavras sejam enredadas nas malhas dos pré-juízos. E, por vezes, reage-se a isso caindo na armadilha, quer dizer, posicionando-nos "contra" mas aceitando as apropriações de significado que os ideólogos da situação tecem como labirintos.
      É por isso que é necessário dar um combate ideológico: de ideias, de valores, de princípios. E aplicar no concreto essas ideias.     Isso passa, nomeadamente, por quebrar a captura que a direita fez de certos conceitos. Exemplo: "reformas estruturais".
      Desse ponto de vista, há uma passagem muito interessante de um discurso* que ouvi hoje. Vou citar:
O conceito de “reformas estruturais” está gasto e desvirtuado pelo abuso da direita, que o limitou às reformas de desregulamentação do mercado de trabalho e às privatizações. Mas são necessárias reformas que ataquem os reais bloqueios estruturais, que variam de país para país e que podem e devem ser identificados para, numa base até contratual, poderem ser atacados com apoio do financiamento comunitário.
    No caso português, a melhoria da inserção nas redes globais das comunicações e da energia, o reforço da investigação científica, da inovação, da formação profissional, da educação, a simplificação administrativa e a celeridade da justiça, são as verdadeiras “reformas estruturais” que são necessárias.
     É urgente disponibilizar uma maior componente do Orçamento Comunitário para o apoio às reformas que melhorem a competitividade estrutural permitindo retomar a convergência e a coesão.   Portugal tem de poder contratualizar com a União Europeia os recursos comunitários disponíveis designadamente nesta área da Educação, Inovação e Ciência.   Todos podemos reconhecer que após um pograma de ajustamento como aquele que vivemos em Portugal, e pelo qual estão a passar outros países da zona euro, o único caminho para um crescimento sustentável passa pelo reforço de medidas de convergência e de coesão (na U.E.) e é nessa perspetiva que o investimento na educação e no emprego tem de ser analisado.
     Isto parece-me importante:    não podemos deixar que os nossos interesses sejam preteridos com recurso a uma apropriação ideológica, pela direita, do conceito de reformas estruturais.    Não podemos aceitar as privatizações tresloucadas, nem o ataque sistemático aos direitos dos trabalhadores, só porque essas políticas vêm embrulhadas num discurso papagueado pelos próceres do pensamento único.   Mas também não podemos deixar de ver que há reformas necessárias.   Temos, então, de desentranhar as reformas estruturais dessa ideologia do mercado selvagem que não cura dos direitos dos cidadão.
Também por aqui encontraremos o nosso caminho para não sermos engolidos pela "tempestade de silêncio".
(* a longa citação acima é do discurso de António Costa, na abertura da conferência da Aliança Progressista, a decorrer em Lisboa com participantes de todos os continentes, sobre o tema Trabalho Decente e Educação Investir na Igualdade de Oportunidades para Tod@.)
 
------ Só  por  existir ...   (por CRG,365forte)
 "Nas reformas estruturais não há esquerda nem direita - há bom e mau Governo" - Passos Coelho.

     Nesta frase o Primeiro-Ministro procura apelar ao sentimento popular "porque-é-que-simplesmente-não-se-entendem" de "neutralidade e bondade das políticas" que correspondem a uma "solução única" e, na maioria dos casos, "inevitável" aos problemas que surgem.

    (Idem para falácia da defesa do «voto útil»,  dum governo de «unidade nacional», etc ... pois existem outros caminhos, outros métodos, alternativas, ... mesmo que pouco divulgadas e vilipendiadas ou mal carimbadas como "radicais" e "perigosas", pelo centrão conservador/direita).

    Se tal possibilidade é dificilmente obtida em decisões políticas "correntes", essa torna-se impossível ao tratar-se de reformas estruturais, uma vez que estas contendem com sociedade que se deseja construir e como tal implicam visões díspares consoante a ideologia de cada um.

    Mas esta frase do Passos Coelho demonstra também, o que é ainda mais preocupante, uma ideia de sociedade - que não é exclusivo dele nem da sua área política - como um elemento orgânico com um objectivo para o qual todos devem contribuir e cuja política é definida por técnicos, em oposição a uma de interesses e expectativas conflituantes e na maior parte dos casos inconciliáveis.

    Sucede que esta primeira visão acaba, na sua sequência natural, por resultar numa sociedade totalizante, de conformismo e resignação, porém ao mesmo tempo aliciante dado que, conforme alertou Havel, há tendência natural de “cada pessoa, de alguma forma, sucumbir a uma profana banalização da sua humanidade inerente, e ao utilitarismo. Em todos nós há alguma vontade de fundir com a multidão anónima e fluir confortavelmente junto com ela descendo o rio de pseudo-vida. Isto é muito mais do que um simples conflito entre duas identidades. É algo muito pior: é um desafio para a própria noção de identidade própria”.

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Publicado por Xa2 às 13:10 de 06.12.14 | link do post | comentar |

P. Socialista crítico e mobilizador

Entrevista de Pedro Nuno Santos, ao Jornal Sol de 12/6/2014   (via N.Oliveira, 365forte)

Membro do núcleo político de Costa, diz que as diferenças para Seguro estão sobretudo na capacidade de liderar. Descarta um bloco central e elogia políticas socráticas.

 

- António Costa não falou do Tratado Orçamental na apresentação oficial da campanha. Foi lapso?
- Não foi, de certeza. É uma matéria à qual ele dá importância. António Costa tem uma posição bem mais crítica em relação ao Tratado Orçamental do que a posição oficial do PS.
- O que deve fazer o PS em relação ao Tratado Orçamental?

- Acho que deve ser respeitado na medida em que não obrigue o Estado a desrespeitar os compromissos com o povo português. O Tratado Orçamental não pode pôr em causa o compromisso que o Estado tem com os seus trabalhadores, com os pensionistas, com o povo. Este compromisso deve ser honrado em primeiro lugar.

- Mas como se reduz o défice sem cortar despesa no Estado?

- Cortar despesa e aumentar impostos para cumprir o défice orçamental leva a que o resultado seja o contrário do desejado. Temos de mudar o paradigma para conseguir o equilíbrio sustentável das contas públicas. Isso só se faz com políticas de crescimento económico.

- António Costa, em relação à Europa, disse: «nunca mais [seremos] subservientes». Devemos contestar as metas orçamentais em Bruxelas?

- Deve haver uma atitude que afirme os interesses de Portugal e não temos tido isso nos últimos anos, sem subserviência, como diz António Costa. Não é o que temos tido. O primeiro-ministro quis ir 'para além da troika' e duplicou a dose de austeridade que estava negociada. Precisamos de adoptar uma estratégia inteligente sem pôr em causa a participação de Portugal no projecto europeu, que garanta a Portugal liberdade para uma política diferente.

- O PR apelou a entendimentos entre os partidos até ao OE. Como deve agir o PS?

- O problema do país não é o PS negar-se a entendimentos com a direita. Precisamos é de mudar essa política. E essa mudança já não se vai fazer com esta maioria.

- O que afinal distingue António Costa de António José Seguro nas políticas concretas?

- Não temos de estar já a tentar encontrar as diferenças programáticas entre Costa e Seguro, elas acontecerão naturalmente. O principal problema do PS é um problema de liderança, é a incapacidade da liderança do PS de mobilizar o povo português para um programa alternativo. É a isto que temos de dar resposta. António Costa tem mostrado a capacidade de mobilização que a actual liderança não tem tido.

- As europeias mostraram essa incapacidade?

- Sim. Se, em 2011, nas últimas legislativas, tivemos uma derrota com 28%, em 2014, no estado em que o país está, só conseguimos subir 3 %. Isso quer dizer que não conseguimos ganhar a confiança do povo português.

- António Costa pediu uma maioria forte'. O PS deve aliar-se preferencialmente à esquerda e descartar um bloco central?

- Eu entendo que o PS devia construir uma maioria à esquerda. Embora o primeiro objectivo deve ser o de obter uma maioria absoluta - e António Costa tem condições para o conseguir, como as sondagens o demonstram. Mas precisamos de uma maioria que governe à esquerda e é impossível esse governo tendo como aliados o PSD e o CDS.

- As primárias vão dar direito de voto a simpatizantes do PS. As candidaturas vão 'arrebanhar simpatizantes', como prevê, criticamente, José Sócrates?

- Espero que isso não aconteça. É uma inovação importante, ao nível da participação popular, que aliás tem sido defendida também por muitos apoiantes do António Costa - eu também - há vários anos. As primárias são uma oportunidade de abrir o partido à sociedade civil.

- Costa fala em renovação do PS mas tem com ele toda a ala socrática. Não há o perigo de regressar ao passado?

- A ideia de que há uma ala socrática não é partilhada por mim. Agora, todos os militantes do PS são importantes e não me parece que António Costa descure nenhum, era o que faltava. Nós não temos nenhum problema com José Sócrates, foi líder do PS seis anos e fez coisas muito importantes para o país. Quanto à renovação, não tenho dúvidas de que acontecerá, essa é a história de António Costa que conseguiu sempre trazer novos quadros ao PS, como agora aconteceu ao escolher os jovens Fernando Mediria e Duarte Cordeiro para a Câmara de Lisboa.

- Não devia haver uma demarcação em relação a políticas erradas de Sócrates, como as PPP?
- Eu defendo que o PS faça um juízo crítico sobre a governação que fez, não só com Sócrates, mas também com as outras governações socialistas, para no futuro poder fazer diferente. Pessoalmente, fui crítico sobre o modelo de PPP no financiamento das obras públicas, a desregulamentação do mercado de trabalho e de algumas privatizações. Mas é importante também afirmar as coisas boas que fizemos para modernizar a economia. José Sócrates tinha uma política industrial sem precedentes. Um exemplo: a instalação de uma rede de abastecimento eléctrico no país foi criticada por desperdício, mas foi a instalação dessa rede que capacitou a EFACEC para hoje ser um dos líderes mundiais de carregadores eléctricos.
- Acredita que a movimentação nas distritais e concelhias do PS possa levar ao congresso extraordinário?
- Não sei. Mas mais importante que saber se vai ou não haver um congresso extraordinário é o movimento a que estamos a assistir no PS. É um fenómeno novo, para mim. São os militantes, livremente, a mobilizarem-se para apoiar António Costa e a forçarem até os seus dirigentes a apoiar António Costa.


Publicado por Xa2 às 07:55 de 16.06.14 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

Costa propõe 70 assessores

Para 17 eleitos, António Costa sugere 70 assessores, cada um com um salário mensal que pode ir até aos 3386 euros. A proposta do presidente da Câmara de Lisboa será sujeita a votação na próxima segunda-feira, dia 9 de Novembro, na primeira reunião extraordinária do novo executivo camarário.

Na proposta, a que o CM teve acesso, o autarca refere que  “deve ser fixado um limite para o número de pessoas afectas ao apoio técnico e administrativo”. Neste sentido, António Costa propõe para o total do executivo a fixação de um máximo de 70 assessores e de 28 pessoas para apoio administrativo. Só para trabalhar a seu lado, o presidente quer sete assessores e duas pessoas para apoio administrativo.

Para os diferentes agrupamentos políticos e para os vários  eleitos, a proposta contabiliza um total de 58 assessores para a equipa de António Costa (PS), e de seis assessores tanto para a coligação encabeçada por Santana Lopes, do PSD, como  para Ruben de Carvalho, da CDU.

No que diz respeito à remuneração dos assessores, a proposta de António Costa  aponta para um limite de 47 400 euros brutos por ano, o que, a 14 meses, corresponde a um salário mensal de 3386 euros. [Correio da Manhã]



Publicado por JL às 00:01 de 09.11.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Cidadania e sindicalismo em causa!

O apoio expresso de Manuel Carvalho da Silva (MCS) a António Costa, na sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, tem suscitado diversos comentários e, ao que parece, alguma agitação interna nos meios comunistas. O episódio seria irrelevante se não fosse o que ele exprime, por um lado, de ataque ao sindicalismo e, por outro, de desrespeito pela idoneidade e direitos de cidadania de cada um.

Importa, pois, compreender o significado de tanta agitação, dentro e fora do PCP. Do lado de fora, o objectivo parece ser - em coerência com a ideia de que a nossa competitividade só se resolve com congelamentos salariais e o fim do sindicalismo - o de atacar tudo o que venha do campo sindical, reduzindo-se a actividade da CGTP ao poder de "manobra" do PC, usando-se este caso para reiterar a ausência de autonomia, de debate e de renovação numa central totalmente submissa aos ditames do partido. Mas, estranhamente, ataca-se MCS no preciso momento em que ele afirma uma posição contrária às exigências do comité central.

Do lado de dentro do partido, enquanto MCS manifestou abertamente o seu apoio à CDU e ao camarada Jerónimo de Sousa (quer nas autárquicas quer nas parlamentares) estava tudo na paz dos deuses. Ou seja, até aí o líder sindical, o cidadão ou o militante estaria no pleno uso dos seus direitos cívicos e políticos. Mas a autonomia e a liberdade pessoais desaparecem perante os votos de uma vitória de António Costa, ainda que justificados por ser a melhor para "unir a esquerda" e realçado o apoio político à CDU no plano nacional. Trata-se de um “afiar" de facas que há muito se desenha, em que as próprias contradições, o "diz que disse" etc, exprimem o clima de pressões e a vontade de vingança que reinam naquele meio.

Todo o mundo sabe que a ortodoxia do PCP deseja ver MCS fora da CGTP. Para levar por diante um tal desígnio qualquer pretexto parece servir. E, como é óbvio, isso não acontece devido ao aproximar-se do limiar dos 60 anos (critério aplicável à central mas não aos sindicatos, vá-se lá saber porquê) nem a um suposto desejo de renovação ou rejuvenescimento da central.

O que acontece é que MCS ganhou peso social e capital político próprios, não à sombra do partido, não por estar em sintonia com a malfadada "linha justa", mas pelo contrário. Ganhou espaço pelo protagonismo da estrutura sindical que lidera, mas pela sua consistência e capacidades pessoais, consolidados em ideias sólidas, afirmadas livremente e reconhecidas quer no campo sindical e social quer no mundo académico.

Esse peso específico seria um garante da autonomia (relativa) da CGTP face ao PC, mas tornou-se demasiado grande para caber no estreito pensamento de quem não admite mais concessões à "pureza" dos princípios, expurgados de todos os vícios e desvios. Princípios e dogmas que persistem em puxar para o abismo o sindicalismo combativo que ainda temos, fazendo assim o jeito a quem, do lado de fora, há muito sonha com isso.

[Boa Sociedade, Elísio Estanque]



Publicado por Zé Pessoa às 12:06 de 23.10.09 | link do post | comentar |

Abel e Caim

Carvalho da Silva, militante do PCP, apoiou o socialista António Costa na recente eleição autárquica em Lisboa.

Os comunistas ortodoxos que têm assento na direcção da CGTP - com destaque para Arménio Carlos, que Jerónimo de Sousa há muito pretende ver no lugar de Carvalho da Silva - criticaram-no duramente por esse facto.

Gostava de saber se estes e outros ortodoxos também criticaram duramente o apoio dado por outro comunista, José Saramago, a António Costa - expresso quatro meses mais cedo do que o do secretário-geral da CGTP.

Provavelmente não.

A História é velha como o mundo: uns são filhos, outros são enteados.

Há quem nasça com vocação para Abel, há quem nasça com vocação para Caim.

[Corta-fitas, Pedro Correia]



Publicado por JL às 00:07 de 21.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Lisboa: Vitória de António Costa



Publicado por Zurc às 01:30 de 12.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (23) |

Por Lisboa



Publicado por JL às 00:04 de 09.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Santana, o devedor de promessas

O homem dos ziguezagues, que continua a andar por aí e outra vez a fazer promessas, que pensa não pagar, como já anteriormente fez na Figueira da Foz e em Lisboa.

O menino rebelde, sem rumo nem juízo julga que tudo é um paraíso, continua a pensar que é só mandar fazer que alguém há-de pagar.

Uma pessoa que assim procede e que não é de boas contas não pode ter a confiança do eleitorado que já mais que uma vez foi enganado.

Lisboa já mudou de rumo, não quer gente louca ao leme, escolhe gente séria e capaz de pagar as contas de tudo o que mandar fazer e faz bem sem olhar a quem, seja da esquerda ou da direita porque quer uma Lisboa perfeita.

É preciso, por isso, uma Lisboa unida para que possa aos lisboetas melhorar a vida.

Aqui, no Luminária, a maioria (não todos já sabemos) vota no homem que prometeu e pagou as dívidas próprias e as que outros deixaram por pagar. O António Costa.



Publicado por Zé Pessoa às 00:06 de 08.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Prioridade ao transporte público

1. A vitória da coligação Unir Lisboa, nas próximas autárquicas, será também a vitória de uma política de prioridade ao transporte público sobre uma política de prioridade ao automóvel. Uma vitória de programa e não “apenas” de liderança. Se quisermos uma cidade mais agradável e sustentável, precisamos de menos carros e de mais transportes públicos. E não só de menos carros em circulação: qualquer pessoa que visite qualquer cidade do Norte da Europa pode experimentar as vantagens de circular num espaço urbano menos saturado de carros estacionados na via pública.

2.Se quer um túnel vá de metro” é, por isso, uma frase feliz, que resume todo um programa alternativo de organização da cidade. Lisboa deve concentrar o essencial dos recursos de que dispuser no domínio da circulação para investir em infra-estruturas para o transporte público. A questão é técnica mas também social: só com mais transporte público é possível construir um espaço público mais sustentável, e só com mais transporte público é possível garantir mais equidade nos resultados do investimento dos dinheiros públicos.

3.Se quer um túnel vá de comboio” podia ser, por analogia, a reivindicação-chave de uma nova política nacional de transportes e obras públicas. Lisboa não pode transformar-se numa aldeia gaulesa cercada por auto-estradas pejadas de carros…

[O Canhoto, Rui Pena Pires]



Publicado por JL às 00:05 de 07.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Com António Costa a Presidente

 

Lisboa volta a sorrir

Lisboa é cultura! A sua história é feita de fadistas, poetas, actores, cantores, escritores, artistas todos eles, que enaltecem e enriquecem a nossa cidade. Das associações culturais de bairro até aos grandes concertos, Lisboa e os artistas vivem em conjunto o destino tecido pelas Parcas e em conjunto sofrem as agruras que o Destino lhes reserva.

Ontem Lisboa esteve unida, à volta de uma ideia, um projecto, uma visão de cidade, no Coliseu dos Recreios, e gritou, bem alto, que Lisboa precisa de avançar, Lisboa precisa de preservar o seu património vivo, Lisboa precisa de ser uma cidade de Cultura, uma Encruzilhada de Mundos, “uma cidade amiga dos seus habitantes e dos seus artistas”, como Catarina Vaz Pinto disse a semana passada, no encontro com os artistas na Livraria Ler Devagar.

Faço minhas as palavras de António Sampaio Nóvoa, “sem história não há futuro e a candidatura de António Costa está carregada de futuro”. A reabilitação das bibliotecas municipais, a renovação do projecto do Museu da Cidade, a definição dos modelos institucionais e organizativos do MUDE e do Africa.cont, valorizar a Casa Fernando Pessoa são apenas algumas das propostas que temos para esse futuro.

Termino apenas com mais uma citação, apenas mais uma voz na multidão de vozes que ao longo dos tempos cantaram a grandeza de Lisboa, neste caso uma das melhores:

E pouco a pouco o amor regressou

Como lume queimou

Essas bocas febris

Foi um amor que voltou

E a desgraça trocou

Para ser mais feliz

Foi uma luz renascida

Um sonho, uma vida

De novo a surgir

Foi um amor que voltou

Que voltou a sorrir

(Fado Falado, João Villaret)

[Blog Unir Lisboa, João Boavida]



Publicado por Zurc às 18:07 de 04.10.09 | link do post | comentar |

Cidadãos por Lisboa, para “Unir Lisboa”

Anda por aí um sujeito

Parecido com o Pôncio Monteiro

Indivíduo de percurso pouco direito

De quem muita gente não gosta

Algo arrogante e trauliteiro

Que já pôs Lisboa a arder

Votar no “bombeiro” Costa

Agora é o que é preciso fazer.

 

 

No próximo dia 11



Publicado por Zé Pessoa às 23:57 de 03.10.09 | link do post | comentar |

A CLAC, por Lisboa, para “unir Lisboa”

Agora tudo está diferente

é preciso votar em gente séria

levar o Costa a Presidente

o Santana deixou a Câmara na miséria

 

O Zé faz falta

o Costa é preciso

é necessário que a malta

não volte a perder o juízo

 

Os eleitores tomaram a iniciativa

a CLAC de cidadãos é composta

não querem ver a cidade à deriva

querem a Presidente António Costa

 

Não queremos vilanagem a gastar

o dinheiro dos contribuintes

para carros blindados comprar

tornando-nos como uns pedintes.

 

CLAC/Cidadãos Lisboetas Apoiam António Costa



Publicado por Zé Pessoa às 22:25 de 01.10.09 | link do post | comentar |

António Costa: As pessoas são o coração de Lisboa

As próximas eleições são uma escolha entre competência e incompetência, entre rigor e irresponsabilidade, mas também entre uma política que considera que as pessoas são o coração de Lisboa e a que continua a privilegiar a realização de obras que apenas encham o olho, em suma entre António Costa e a Coligação de Direita.

António Costa procurou assegurar a mais alargada colaboração que foi possível e as listas do Partido Socialista para a Câmara e para a Assembleia Municipal integram independentes e cidadãos identificados com os movimentos Cidadãos por Lisboa que podem conhecer melhor aqui e Lisboa é Muita Gente, que podem conhecer melhor aqui. Três listas do Partido Socialista para as Freguesias englobam também cidadãos identificados com o movimento Cidadãos por Lisboa, como por exemplo, a de Benfica aqui.

É uma iniciativa política inédita, portadora de um futuro melhor, que tem um grande denominador comum considerar que as pessoas são o coração de Lisboa.

A gestão de António Costa tem privilegiando a resolução de questões que contribuem de forma decisiva para melhorar a qualidade de vida dos Lisboetas, desde a recuperação de pavimentos e calçadas e da prioridade dada ao saneamento, à reabilitação urbana e às questões ambientais.

È muito significativo que na apresentação dos candidatos aos diferentes órgãos do Município; António Costa, considerando que as pessoas são o coração de Lisboa, tenha sublinhado compromissos para o próximo mandato, particularmente direccionados paras os seniores e para as crianças, como podem ver aqui.

Constatando a falta em Lisboa de 1100 camas para cuidados continuados, a Câmara já assegurou a criação de condições para a disponibilização de 80 camas e compromete-se a instalar mais 750 camas através da celebração de mais 15 parcerias com IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social).

A criação de condições para que as famílias jovens possam assegurar a educação dos seus filhos e ter ao seu dispor creches, jardins de infância e escolas, com qualidade, o que não acontecia há muito, tem sido uma das suas preocupações centrais. Na sequência do que foi realizado ou iniciado neste mandato: pequenas obras de beneficiação em 63 escolas; obras de grande beneficiação em três escolas: início de construção da nova escola no bairro do Armador; adjudicação de mais 5 novas escolas e de 2 jardins-de-infância; 16 grandes obras de beneficiação em curso; intervenção em 67 escolas até final de 2011; realização do projecto 5 escolas/5 Designers, assegurar que 6.000 alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico tivessem acesso a aulas gratuitas de natação; conclusão do estudo para a implementação do transporte escolar, que se reveste de importância crucial para as crianças, as famílias e a fluidez do trânsito de Lisboa.

António Costa assumiu como compromissos para o próximo mandato, designadamente: a instalação de 76 novas creches para mais 2712 crianças; a abertura de no ano lectivo de 2009/2010 de mais 250 novas vagas em jardins-de-infância, e no ano lectivo 2010/2011 de mais 250 novas vagas, para que até 2011 se criem 36 novas salas para mil crianças.

São apenas algumas das medidas do programa para o próximo mandato, que exemplificam um estilo de governação marcado pela preocupação de que os Lisboetas, que têm um custo de vida mais elevado do que os habitantes dos concelhos limítrofes, possam, em contrapartida, beneficiar de serviços públicos que lhes permitam viver com qualidade.

O nosso voto nas próximas eleições determina escolhas radicais, como escrevemos aqui.

António Costa é, como referiu Boaventura Sousa Santos aquium dos mais brilhantes políticos da nova geração de políticos de esquerda (…) Se ele sair derrotado nas próximas eleições, obviamente a esquerda é burra. Espero vivamente que não seja o caso.”

Lisboa não pode ser encarada como um negócio, económico ou político.

As pessoas são o coração de Lisboa. Não podemos ficar à margem da escolha decisiva entre António Costa e Pedro Santana Lopes. Pela nossa parte, escolhemos reeleger António Costa como Presidente da Câmara de Lisboa. [Inclusão e Cidadania, José Leitão]



Publicado por JL às 00:05 de 02.09.09 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Falta de rigor ou invasão de competências alheias?

«No programa que hoje é apresentado no Museu da Electricidade, António Costa define a Mobilidade como uma das medidas urgentes para Lisboa e, neste sentido, o actual presidente da Câmara compromete-se a criar redes de eléctricos rápidos na zona de Alcântara, Ajuda e Alta de Lisboa. “O objectivo é que este transporte cubra áreas onde a população não tem acesso ao Metro”, avançou ao CM fonte da candidatura ‘Unir Lisboa’. Ainda na área da Mobilidade, o programa de António Costa visa criar meios mecânicos que facilitem o acesso dos lisboetas, nomeadamente dos mais idosos, às colinas da cidade.»

A única entidade que pode criar, porque tem a tutela directa das respectivas empresas de transportes, é o Ministério das Obras Publicas Transportes e Comunicações (MOPTC). As afirmações proferidas, a serem verdade, não estão correctas não passando, por isso, de mera propaganda eleitoral.

Uma coisa são os desejos e a manifestação de vontades, algo bem diferente é a invasão de competências alheias. Aos políticos foge-lhes demasiadas vezes o pé para o chinelo.



Publicado por Zurc às 09:39 de 01.09.09 | link do post | comentar |

SIC, debate sem ideologia nem conteúdo

Quem assistiu ao debate SIC, entre António Costa e Santana Lopes, deve ter sentido algum mau cheiro nas narinas e muitos mais amargos (e embargos) de boca tendo em conta o murchar das rosas e a secura das laranjas que ali ficaram ilustradas.

Debateram-se em demasia os números sem que tivesse ficado claro à custa de que medidas foram pagas as dívidas aos fornecedores (sejam eles merceeiros ou o talho) deixadas por saldar pela “má governação” santanista ou quais foram as reais razões da paralisação das obras e quantas casas e prédios foram recuperados pelas sociedades criadas para o efeito e quanto custaram elas ao erário camarário.

Tanto um como o outro, meteram-se por atalhos de muita confusão e nenhum esclarecimento, sobre o que pretendem para a cidade e quanto ao que efectivamente interessa aos munícipes, enfim, o que estes esperavam ouvir.

Do que falaram, em termos de propostas; rede de eléctricos, gestão de transportes e da mobilidade na área metropolitana, como foi o caso de António Costa ou da entrega da coordenação dos transportes para as respectivas autoridades, como apontou Santana Lopes, são matérias, sobretudo, do âmbito da intervenção do poder central do que local, por isso fora da capacidade de decisão da autarquia.

Tanto um como outro, demonstraram um idêntico vicio e mau hábito, salvo a diferença no rigor da gestão que António Costa parece demonstrar em relação a Santana Lopes, ambos tentam recorrer às benesses alheias (Estado Central e empresas publicas) para encher os seus respectivos programas eleitorais, para fazer os seus cadernos de encargos.

Esperava-se melhor, muito melhor prestação. Nesta altura e no caso de Lisboa esperava-se que a “paralisia” que parece afectar os partidos não atingisse estas candidaturas, fica a duvida.

Se assim é ao nível municipal como será a “riqueza de debate” no âmbito das freguesias?

Será que a “pobreza” do debate na SIC é mais uma manifestação reveladora de que os partidos, só por si, já não dão as respostas necessárias à democracia e tornou-se urgente rever as leis eleitorais para que sejam dadas iguais condições aos movimentos de cidadãos que são reconhecidas aos partidos, como vêem defendendo M. Alegre e não só?

Por mim acredito que com essa revisão e abertura legislativa sairia reforçada a democracia, aumentava o dinamismo nos partidos, comprometeria os cidadãos nos respectivos governos dos bens públicos locais.



Publicado por Zé Pessoa às 09:56 de 29.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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