Liberdade de opinião e expressão/ arte com símbolos nacionais

O símbolo da treta  (-por F.Campos)

    
"1 hombre tiene que tener siempre el nivel de la dignidad por encima del nivel del miedo-E.Chillida
     23/6/2014, um artista português vai sentar o cu no mocho do tribunal. Por ultraje à bandeira nacional. [apresentou a verde-rubra pendurada numa forca, como imagem do que está a acontecer à maioria dos portugueses... com a corda na garganta.   público, 23/6/2014] “Isto num país onde tantos ultrajam a bandeira sem usarem sequer a sua imagem e em que outros tantos a usam para fins estritamente comerciais, muitas vezes com péssimo gosto (coisa que não deve ser proibida, entenda-se, já que, segundo consta, vivemos numa democracia). Pois bem: como de costume, é a arte que acaba por ir a tribunal – à falta de melhores réus para condenar.
    Num país em que o governo, o presidente e a sua (deles) maioria avacalham todos os dias a Constituição e no qual os outros símbolos nacionais são usados impunemente para vender bejecas e outras merdas, é um artista que vai a tribunal. Por usar a bandeira para exprimir a sua indignação.    Ao contrário porém do que diz o jornal “Público”, não penso que seja a arte que vai a tribunal. É a opinião. Ou seja, a liberdade de expressão.
    ...   - Espero que não me processem por ultraje aos símbolos nacionais (se o fizerem, paciência. o único limite da liberdade de expressão que reconheço é o código penal; além disso, um artista também precisa de alguma publicidade).
    Sou todavia de opinião (e ajo em conformidade) que se pode fazer tudo com os símbolos nacionais; excepto, talvez, sentarmo-nos neles - que é a única coisa aliás que toda a gente faz, a começar pelos representantes dos principais cargos públicos - e nunca vi nenhum deles sentar o cu no mocho. Lá chegaremos. É essa esperança, (ténue, confesso) que me mantém atento.
      * Diz o n.º 1 do artigo 332 do Código Penal o seguinte:
Quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público, ultrajar a República, a bandeira ou o hino nacionais, as armas ou emblemas da soberania portuguesa, ou faltar ao respeito que lhes é devido, é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias.”


Publicado por Xa2 às 07:44 de 23.06.14 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Murais de intervenção cívica e política: 1974 e 2014 - Viva a Liberdade !

Cravo  

 
  Esta é a madrugada que eu esperava
  O dia inicial inteiro e limpo
  Onde emergimos da noite e do silêncio
  E livres habitamos a substância do tempo
 
Sophia de Mello Breyner Andresen

 

 

 

   1974 – O mural de 48 artistas    (-por Joana Lopes)

... No dia 10 de Junho de 1974, um grupo de quarenta e oito artistas plásticos pintou, em Lisboa, um mural que viria a desaparecer, num incêndio, em 1981. Entre os pintores, muitas caras conhecidas: Júlio Pomar, João Abel Manta, Nikias Skapinakis, Menez, Vespeira, Costa Pinheiro, etc, etc.
 

 


Publicado por Xa2 às 00:01 de 25.04.14 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Associação 25 de ABRIL | "CONSTRUIR O FUTURO", Exposição Internacional de Arte Postal

 

 

 

 

 

 

 

Série de 4 Postais presentes na exposição do nosso comentador regular "Zé das Esquinas"

 

EXPOSIÇÃO de 9 de Abril a 16 de Maio de 2014

ASSOCIAÇÃO 25 de ABRIL

R. da Misericórdia 95 . Lisboa



Publicado por [FV] às 11:30 de 14.04.14 | link do post | comentar |

MEMÓRIA | SÓ A ARTE É REVOLUCIONÁRA!

MARCADORES: , ,

Publicado por [FV] às 12:08 de 13.10.13 | link do post | comentar | ver comentários (12) |

Com Todo o Respeito | Jorge Palma


Publicado por [FV] às 13:11 de 05.07.13 | link do post | comentar |

A ÚLTIMA MAMADA

Autor:  Paula Rego

Título: The Last Feed, 2012
Técnica: Pastel on paper
Dimensões: 159.7 x 120.2

 

 

Vamos ver se este trabalho de Paula Rego vem ou não a Portugal…

E 'porquê' o 'palhaço'?

Possivelmente, a razão do ápodo de M. Sousa Tavares pode ser bem mais culta que os jornais deram a entender.

Este é um quadro da Paula Rego que esteve exposto em Londres na sua última exposição (jan-março 2013) 'The Dame with the Goat's Foot'.

Uma figura de 'palhaço rico' (onde se reconhece perfeitamente o retrato de Aníbal Cavaco Silva) aparece com um pé no pedestal, a mamar nos seios de uma velha decrépita e aperaltada com um chapéu.  

A Velha pode representar a política, ou a nação.

O quadro chama-se 'A Última Mamada'  ('the last feed').

Apesar de ter tido algum eco nas redes sociais não recordo que tenha havido grandes referências à exposição (ou ao quadro) na imprensa escrita.

Ainda não se sabe se ou quando a exposição virá a Portugal e se o quadro fará parte dela. 

Ele há coisas...


MARCADORES: , ,

Publicado por [FV] às 13:20 de 24.06.13 | link do post | comentar |

Jílio Pomar... diz que continua um resistente

Júlio Pomar confessa que continua um resistente perante o que considera errado no país
e afirma que a reação é uma necessidade.
Em entrevista à SIC Notícias, no atelier museu que acaba de abrir em Lisboa,
o pintor nota que a sociedade portuguesa está a perder o que conquistou
ao longo de anos de aprendizagem.



Publicado por [FV] às 12:02 de 19.05.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

bernardo sassetti (1970-2012)
 
«...copiem os meus discos.
Pirateiem a minha música à vontade, mas oiçam-na.
Eu prefiro que o façam, mas que oiçam,
que tentem compreender, gostar, partilhar...»

 



Publicado por [FV] às 16:04 de 11.05.12 | link do post | comentar |

JÚLIO RESENDE (1917 | 2011)


MARCADORES: ,

Publicado por [FV] às 10:04 de 22.09.11 | link do post | comentar |

Cidade sem limites

A cidade onde o incrível acontece o tempo todo.

Uma cidade cujas ruas e edifícios são familiares, mas cujos habitantes, e as leis da física, são alimentados exclusivamente pelo subconsciente.

Impossível? Claro que sim. Mas isso não significa que não podemos sonhar com isso.


MARCADORES: , ,

Publicado por JL às 10:41 de 06.03.11 | link do post | comentar |

DIÁLOGO COM A CIDADE – Grafite

Para quem está na cidade de Lisboa e passa na Av. Fontes Pereira de Melo, vai encontrar três edifícios emparedados, mas com desenhos surpreendentes sobre os suportes das fachadas e alçados laterais.

Desenhos que expressam algumas emoções, através dos elementos que compõem as várias obras ali gravadas, associado a um ideal de belo, conseguem absorver a nossa atenção, ficando para segundo plano o facto de os edifícios estarem devolutos.

Esta arte urbana é um produto da evolução da humanidade que expressa as suas experiencias e emoções criando este tipo de diálogo intencional, conseguindo interferir na Cidade, especialmente se considerarmos a paisagem urbana de Lisboa, abandonada, este tipo de arte, na minha opinião deixa a cidade menos tristes e monótona.

João Carlos Antunes


MARCADORES: , ,

Publicado por Gonçalo às 00:04 de 04.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Paulo Nozolino recusa prémio AICA/MC

 

Fotógrafo
Paulo Nozolino recusa o Prémio AICA/MC

COMUNICADO 

Recuso na sua totalidade o Prémio AICA/MC 2009 em repúdio pelo comportamento obsceno e de má fé que caracteriza a actuação do Estado português na efectiva atribuição do valor monetário do mesmo. O Estado, representado na figura do Ministério da Cultura (DGARTES), em vez de premiar um artista reconhecido por um júri idóneo pune-o! Ao abrigo de “um parecer” obscuro do Ministério das Finanças, todos os prémios de teor literário, artístico e científico não sujeitos a concurso são taxados em 10% em sede de IRS, ao contrário do que acontece com todos os prémios do mesmo cariz abertos a candidaturas.
A
saber: Quem concorre para ganhar um prémio está isento de impostos pelo Código de IRS. Quem, sem pedir, é premiado tem que dividir o seu valor com o Estado! Na cerimónia de atribuição do Prémio foi-me entregue um envelope não com o esperado cheque de dez mil euros, como anunciado publicamente, mas sim com uma promessa de transferência bancária dessa mesma soma, assinada por Jorge Barreto Xavier, Director Geral das Artes. No dia seguinte, depois do espectáculo, das luzes e do social, recebo um e-mail exigindo-me que fornecesse, para que essa transferência fosse efectuada, certidões actualizadas da minha situação contributiva e tributária, bem como o preenchimento de uma nota de honorários, onde me aplicam a mencionada taxa de 10%, cuja existência é justificada pelo Director Geral das Artes como decorrendo de um pedido efectuado por aquela entidade à Direcção-Geral dos Impostos para emitir “um parecer no sentido de que, regra geral, o valor destes prémios fosse sujeito a IRS”. Tomo o pedido de apresentação das certidões como uma acusação da parte do Estado de que não tenho a minha situação fiscal em dia e considero esse pedido uma atitude de má fé. A nota de honorários implica que prestei serviços à DGARTES. Não é verdade. Nunca poderia assinar tal documento. ... Nunca, em todos os prémios que recebi, privados ou públicos, no país ou no estrangeiro, senti esta desconfiança e mesquinhez. É a primeira vez que sinto a burocracia e a avidez da parte de quem pretende premiar Arte. Não vou permitir ser aproveitado por um Ministério da Cultura ao qual nunca pedi nada. Recuso a penhora do meu nome e obra com estas perversas condições. Devolvo o diploma à AICA, rejeito o dinheiro do Estado e exijo não constar do historial deste prémio.



Publicado por [FV] às 16:27 de 09.07.10 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO