É obra ... p'rás eleições autárquicas ?

♪ Cheira bem, ♫ cheira a eleições autárquicas ♪    (-J.M. Cordeiro, 9/3/2016, Aventar)

   Rossio_Lisboa_2007  O que está a acontecer a Lisboa é inacreditável, não sei se quem vive noutros locais estará a par. Acontece que há autárquicas à porta e se existe algo que faça um autarca salivar,  as obras estarão no topo.

É a treta da segunda circular, o arrancar da calçada, a mesquita na Mouraria e agora isto do Jamaica, do Tokyo e do Europa que a Daniela relata.

     Há um cardápio de obras que vão acontecendo ao sabor das autárquicas. As requalificações, os gimnodesportivos,  as rotundas, as estátuas nas rotundas, as lombas em tudo o que é passadeira (e que nada devem à segurança, como se pode constatar, por exemplo, em Soure).  E a lista poderia continuar.

     Não há autárquicas em que não apareça uma vaga de fundo de obras, que parece levar as autarquias a copiar-se quanto às obras da moda para cada eleição que se aproxime. Em Lisboa, agora é isto. E porquê? Hipóteses não faltarão, mas só os que decidem saberão as verdadeiras razões. Claro, é sempre por isto e por aquilo, geralmente grandes valores em prol da humanidade. Eu, que sou torto e que ando por cá há meio século, dou-me de ares de quem já viu isto antes e aponto para financiamento partidário, acompanhado de um cheiro a novo que os autarcas acham que traz votos.

     Pelo caminho há quem se surpreenda por os gastos (/ investimentos ou 'show off' ?) do Estado (e muito o endividamento das autarquias) serem altos e obrigarem a muitos impostos (e taxas municipais). Geralmente, são vozes que apontam o dedo ao ensino público e ao SNS, mas que ficam caladas perante o regabofe partidário.

    ----- Ai Mouraria…   (-por José Gabriel , 8/3/2016, Aventar)
Mas que raio se passa na Câmara de Lisboa cujo executivo decidiu expropriar uma série de prédios na Mouraria para que ali se construa uma mesquita?   Não colhe a declaração de que os “prédios estão devolutos e em mau estado”, já que uma linha de edifícios sofreu recentes obras de restauro por determinação do próprio Município.    Compreendo a fúria estético-urbanística de Manuel Salgado, grande arquitecto mas medíocre político.   Mas a deliberação colectiva é surpreendente.   Sublinho que se a expropriação fosse para construir um templo de qualquer outra religião – ou servisse qualquer interesse poderoso – esta nota seria exactamente igual.   Quem quer construir seja o que for sujeite-se a comprar os terrenos disponíveis e a seguir a lei como toda a gente.



Publicado por Xa2 às 08:44 de 12.03.16 | link do post | comentar |

ALBUFEIRA | O curso da Natureza e as responsabilidades autárquicas...

15_11_19.jpg

Albufeira era como consta no desenho e hoje voltou a ser como era dantes. O homem construiu sobre linhas de água, não respeitando a natureza, e depois queixa-se dela... As autarquias são obrigadas a ter nos seus quadros profissionais qualificados na área do urbanismo, a fim de, entre outras tarefas, impedirem um crescimento desordenado e incorreto das malhas urbanas, mas o que se vê, não apenas em Albufeira mas um pouco por todo o Algarve, são construções em zonas de risco elevado - seja devido à possibilidade de cheias ou à aproximação de arribas e outras. E tudo isto porquê? Há uma coisa chamada dinheiro que faz com que palavras como ordenamento, ambiente, natureza e por aí fora não sejam mais do que... palavras. Até que um dia chove mais do que é habitual e dá no que deu neste domingo...
Por Armando Alves.

- Calamidade pública, diz o ministro...

- Indemnizações estatais e recuperação da vila com o dinheiro de todos os contribuintes...

Pergunta:
Para quando a responsabilização civil e criminal dos autarcas, técnicos e políticos que por ignorância, estupidez, ganância ou má fé, permitiram que se construísse e urbanizasse em zonas de leito de rio ? Então as responsabilidades para os cargos públicos nunca existem? Só os privados é que são responsabilizados nos actos que cometem no exercício das suas profissões? Para qundo uma justiça igual para todos?

 

 



Publicado por [FV] às 11:16 de 19.11.15 | link do post | comentar |

Mais-Valias Urbanísticas (Parte 3)
 
Como puderam ver as soluções para a regulação destes ganhos de milhões em mais-valias
e que hoje continuam sem tributação,
já foi «inventado» e funciona noutros países da europa.
Pergunto e em Portugal porque não se tributam estas mais-valias
que decorrem simplesmente por despacho administrativo e não de trabalho efectuado?
 
E volto a perguntar:
Estupidez? Má-fé? Ou algo mais?
E ninguém vai preso?
 


Publicado por [FV] às 14:00 de 27.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Mais-Valias Urbanísticas (Parte 2)

 



Publicado por [FV] às 14:00 de 27.06.11 | link do post | comentar |

Mais-Valias Urbanísticas (Parte 1)
 
Vejam como se ganham «milhões»
e não se pagam nem «dois tostões»
 
E é tudo legal... Estupidez? Má-fé? Ou algo mais?
E ninguém vai preso?
 

 



Publicado por [FV] às 14:00 de 27.06.11 | link do post | comentar |

NA AMEIXOEIRA, LISBOA

Na Ameixoeira há quem diga que “a oposição anda de bico calado” e já nem sei se ainda terá bico ou sequer se ela existi. Não se sente, não se vê, não se ouve e não se lê.

Nós, que aqui e ali fazemos, de vez em quando, os reparos de inércia ou abandono é mister reconhecer que o executivo da respectiva junta de freguesia de vez em quando dá sinal de sua existência mandando cortar ervas, por vezes arvores (infelizmente em lugar de planta-las) e até o arranjo/consolidação de muros, vejam bem e não se pode acusar de eleitoralismo visto que já são conhecidos os resultados das recentes e não estão, por ora, marcadas outras, nem no Sporting e na FPF o Dr. Madaill está que nem lapa apegado ao poder. Esperamos que os trabalhos sejam concluídos com uma “borradela” de tinta de modo a dar algum colorido ao bairro.

Já que andam “com as mãos na massa” não se esqueçam de consolidar, também, a escadaria que liga a Rua Cidade de Tomar à Calçada da Carriche!

P.S.: Segundo convocatória afixada nos locais habituais amanhã, dia 17, há Assembleia de Freguesia, quem quizer saber o que andam a fazer, executivo e oposições, terá de lá ir, assistir ou mais tarde pedir licença para ler as actas. Talvez assim fique com uma vaga ideia de como são geridos os recursos de que dispõe uma freguesia.



Publicado por Zurc às 22:05 de 16.06.11 | link do post | comentar |

DEFESA DO AMBIENTE E O PAPEL DOS ELEITOS LOCAIS

Ainda não vai muito tempo que um postante, aqui no LUMINARIA, referiu que, passo a citar, ””A ineficácia do executivo premeia-nos com estes mimos. A bicharada sente-se à solta. Conforme já me referiu um amigo “os moradores resolveriam o problema se criassem uma cooperativa e comprassem um rebanho de cabras””

Uma moradora referia-me há pouco mais de uma hora que viu um membro do executivo com pessoal da junta, no local, e o que deixaram é o que se vê. o que faz a natureza contrasta com o que não fazem os eleitos e ditos representantes das populações.

Ainda que se vejam já, alguns arbustos limpos não se compreende que virem as costas, ainda que por um dia ou dois, ao passeio neste estado calamitoso.

E os caixotes do lixo ali tão perto!



Publicado por DC às 21:43 de 27.05.11 | link do post | comentar |

Menos autarcas, as mesmas despesas

Menos autarcas pode não significar mais poupança. Mapa de 24 freguesias para Lisboa acabará com 38 por cento dos cargos. Os gastos com salários não diminuirão proporcionalmente. Podem até aumentar.



Publicado por JL às 21:44 de 20.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

COMPETÊNCIAS (PRÓPRIAS) DAS FREGUESIAS E LEI DAS FINANÇAS LOCAIS

A propósito da reforma administrativa e reordenamento das freguesias de Lisboa.

Embora já em Janeiro de 2009 o fiscalista Saldanha Sanches tivesse defendido a redução ou mesmo a sua abolição do Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas de Imóveis (IMT), por o ter considerado "irracional" e responsável pela "distorção da economia" a verdade é que continua de pedra e cal a vigorar no nosso ordenamento jurídico fiscal.

Afirmou, ainda, num debate então promovido pela estrutura de PS da concelhia de Leiria, que "todos os impostos têm sempre uma contribuição para a distorção da economia - há sempre acções marginais que não se fazem porque há imposto e que se fariam se não houvesse imposto. A distorção provocada pelo IMI (Impostos Municipal sobre Imóveis) é limitada - as pessoas compram casas apesar de saberem que vão pagar um imposto sobre elas - ao passo que há transacções que não se fazem porque há IMT. Portanto, é um imposto irracional, pelo momento em que é cobrado e pela altura em que aparece na vida das pessoas - no pior momento".

Além do IMT as câmaras municipais obtêm um outro imposto, também, cobrado através das respectivas repartições de finanças locais, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que, aquele referido professor de Direito Fiscal, afirmou ser "um imposto com alguma racionalidade, porque é cobrado depois da compra da casa e vai ser distribuído ao longo de toda a vida útil da casa", é "dos dois impostos municipais principais, o que tem mais vocação para crescer - até certo ponto - sem demasiadas distorções e injustiças".

Agora que se debate a “Reforma administrativa de Lisboa” com uma nova divisão territorial de freguesias e respectivas competências próprias e delegadas (estas sempre de duvidosa eficácia visto que as freguesias podem ser instrumentalizadas pelo poder concelhio) seria oportuno o, concomitante, debate da respectiva atribuição de meios.

Quanto à proposta, agora, colocada a debate publico e pese a já concordância estabelecida ente PS e PSD, pensamos haver tempo de ainda poderem ser introduzidas algumas melhorias, nomeadamente:

A nossa contribuição aqui fica registada, não nos poderão acusar de falta de participação, assim os responsáveis político-partidários o queiram assumir já que em outros âmbitos nos acusam de ter alguns “Handicapes” de natureza política. Contudo, vamos bem vivendo com outras amizades e a nossa própria consciência de cidadania respeitada. Outras luzes nos alumiam.



Publicado por Zé Pessoa às 14:29 de 01.02.11 | link do post | comentar |

Governo quer rever o mapa autárquico

A extinção de freguesias em Lisboa acabou com tabu. Agora, Sócrates pretende alargar ao País o que fez CML.

Cinco anos depois, o Governo foi buscar ao fundo da gaveta o plano para redesenhar o mapa de autarquias. O acordo fechado na semana passada por António Costa em Lisboa quebrou o tabu da extinção de freguesias. À boleia da capital, José Sócrates quer alargar a questão a nível nacional. Espera apenas que chegue a Primavera.

A intenção do Governo foi comunicada aos deputados pelo secretário de Estado da administração local. José Junqueiro explicou que o Executivo parte "sem pressupostos ou ideias preconcebidas", mas espera levar o debate a bom porto.

"Aquilo que vamos fazer é lançar a discussão. Queremos pensar o território como Lisboa pensou o seu. Vamos debater para encontrar um modo de organização administrativa mais eficiente."

Depois do Parlamento, o Executivo passa este mês aos contactos com as associações de municípios e freguesias para que designem os seus representantes. Convencer os autarcas a redesenhar o mapa é o principal desafio.

Em Novembro passado, ainda o plano era apenas "murmurado", já o presidente da Associação de Municípios enviava um recado ao poder em Lisboa contra a tentação de fundir ou extinguir municípios. "Não são os loucos de Lisboa que nos dizem onde vamos viver", afirmava Fernando Ruas.

"O País haveria de ficar bonito se fosse governado a partir do Terreiro do Paço. Há locais do território que nunca veriam um tostão de investimento público se não fossem as autarquias. Que não se dê a entender aos portugueses que se extinguirem autarquias ou fundirem algumas que se resolve o problema das contas públicas!"

O plano para redesenhar o mapa das autarquias é já antigo e surgiu, precisamente, em época de aperto e contenção na despesa do Estado. Estávamos em 2005, o primeiro ano dos governos Sócrates, quando António Costa, então ministro da Administração Interna, defendeu a fusão de concelhos e freguesias com menos de mil eleitores. "Um esforço de racionalização" para cortar nas "estruturas burocráticas que já não têm razão de ser", chamou-lhe.

Só que os autarcas contestaram, Costa saiu e o projecto ficou na gaveta. Foi pela boca de Almeida Santos que regressou no final do ano passado em plena discussão para o Orçamento do Estado. O presidente do PS notou que "a redução do número de municípios por via da fusão originaria uma poupança financeira brutal".

Em pano de fundo, António Costa encarregava-se de acabar o tabu que lhe barrou o caminho há seis anos. O agora presidente da Câmara de Lisboa negociou com o PSD a redução do número de freguesias na capital para menos de metade - de 53 para 24.

O novo mapa foi anunciado na semana passada e vai ainda passar por discussão pública antes de ir a votos no Parlamento. Mas serviu de mote ao Governo para avançar com o projecto a nível nacional. "Agora temos uma ajuda que é o exemplo de Lisboa," reconheceu Junqueiro.

"O acordo [na capital] provou que, por um lado, às vezes, depende apenas dos autarcas reorganizar o território. Mas provou também que em democracia o facto de estarmos em minoria não deve impedir-nos de aprovar medidas que são necessárias."

Ao contrário de Lisboa, o Governo sabe que muito dificilmente conseguiria aprovar um novo mapa administrativo a tempo das próximas eleições autárquicas. Mas 2013 é visto como uma "oportunidade".

Nessas eleições, pela primeira vez, começam a notar-se os efeitos da lei que limita o número de mandatos dos políticos. Perto de dois terços dos autarcas, muitos deles históricos, perderão um forte motivo para manterem o interesse político no seu concelho.

[Diário de Notícias]



Publicado por JL às 11:22 de 01.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

NAS FREGUESIAS, AINDA, VIGORA A INCOMPETENCIA

Nem executivos ou tão pouco as assembleias dão mostras de qualquer preocupação pela falta de informação aos fregueses.

Nos termos do disposto na alínea a) do Artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 305/2009, de 23 de Outubro compete, à assembleia de freguesia, aprovar a proposta apresentada pelo executivo o modelo de Estrutura Orgânica dos Serviços de juntas de freguesia.

De igual modo e nos termos da alínea b), o mesmo Artigo define o número máximo de unidades orgânicas e ainda, conforme disposto na alínea c) do, determina o número máximo total de subunidades orgânicas.

Segundo li, numa informação, assinada pela respectiva Presidenta (na moderna terminologia brasileira) colocada nos habituais placards informativos da Junta de freguesia da Ameixoeira o executivo aprovou, na sua respectiva reunião de 30/11/2010, uma nova estrutura de organização dos serviços que submeteu à da Assembleia na sessão de 22/12/2010 onde terá sido votada favoravelmente, não se sabendo se com alterações ou sem elas.

O paradoxo da questão é que a senhora Presidenta solicita, a quem a elegeu e caso queira conhecer da nova orgânica gestionária dos serviços, se desloque a junta para ler o documento.

Pergunto:

Acrescenta-se que, nos termos do nº 5 do Artigo 15.º, as deliberações referidas nos números anteriores são publicadas em edictal, a afixar nos lugares de estilo da freguesia, sob pena de ineficácia.

Significa isto que tais deliberações, no caso da Freguesia da Ameixoeira ainda não podem produzir eficácia legal.

Enfim, continuamos a ser representados pela incúria, pela incompetência e por oportunistas.

P.S.

Em boa hora, conforme aqui se noticia, PS e PSD chegaram a acordo e apresentaram, conjuntamente, uma proposta de Projecto de Lei que altera a composição de Freguesias em Lisboa. De 53, o projecto, propõe a redução para 24, uma redução, significativamente, louvável. Seria, igualmente louvável, que estes e os outros partidos tivessem, também, a coragem de ser criteriosos na escolha de candidatos com qualidade e competência para o exercício do “Bom Governo” das freguesias, conforme, também aqui e aqui, já abordamos.

 



Publicado por Zé Pessoa às 00:07 de 24.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

PORQUE NÃO PASSAMOS DA CEPA TORTA

Três exemplos ilustrativos dessa realidade em que vamos vivendo faz tempo qualquer que seja o governo a (des)governar-nos.

Toda a gente conhece, ainda que superficialmente, o que foi o “folhetim novelesco” da revalidação do contrato entre a administração do Porto de Lisboa (APL) e a Lisconte, empresa do grupo Mota-Engil agora gerida pelo ex-ministro das Obras publicas, senhor J. Coelho. Este processo que transita actualmente nos tribunais administrativos de Lisboa teve como episodio a suspensão da, respectiva, lei que o aprovou pela oposição na Assembleia da República.

Ainda o andor, da procissão anterior, vai no adro, tudo parece indiciar que já o governo se meteu noutra idêntica. Segundo divulgação da Lusa, fonte oficial da Transdev, empresa francesa que opera em várias regiões sobretudo no domínio dos transportes, apresentou uma providência cautelar, no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, para suspender a prorrogação da concessão da operação do Eixo Norte-Sul da região de Lisboa, atribuída à Fertagus, do grupo Barraqueiro, até 31 de Dezembro de 2019.

O argumento apresentado por esta operadora foi que "Não foi lançado um concurso internacional para essa concessão como a lei prevê", afirmou à Lusa fonte da Transdev, considerando que "não é normal fazer um ajuste directo".

Também, como é visto e não desmentido, o número dois do Partido Socialista a governar Lisboa, parece nada ter aprendido com tais “falcatruas processuais” e está prestes a negociar, conforme publicação do DN, no negócio da rede de esgotos da cidade.

As negociações já decorrem há cinco anos e ambas as partes ainda não chegaram a um acordo, mas existem conversações e há hipóteses razoáveis de chegarem a um consenso. "Estes processos são complicados por natureza, existem outras entidades privadas envolvidas, por isso levam o seu tempo a resolver-se", disse ao DN o presidente da EPAL, João Fidalgo.

Cem milhões de euros é o preço que a EPAL irá ter de pagar à autarquia para poder ser a gestora da rede de esgotos em baixa. Como contrapartida, a CML irá abdicar das taxas de saneamento, ou seja, de cerca de 50 milhões de euros anuais. "Será uma mais-valia para a cidade e para os municípios, as infra-estruturas serão melhoradas, o que contribuirá para uma melhor qualidade da água", disse.

A empresa também terá de pagar cerca de 25 milhões de euros por ano à Simtejo, que é responsável por recolha, tratamento e rejeição das águas residuais.

A EPAL ficará responsável pela renovação e manutenção das infra-estruturas, que terão um custo de 160 milhões de euros nos próximos dez a 12 anos.

Será este acordo possível, face ao que, actualmente, dispõe o Código dos Concursos Públicos (CCP), ou não haverá aqui, também, uma argolada juridica-administrativa e processual?

O estranho é que nunca ninguém é responsabilizado, o que andaram a fazer os senhores procuradores da república que têm por incumbência própria conforme a Constituição da Republica “...representar o Estado e defender os interesses que a lei determinar...”?

Então a lei não determina que quem faz gestão danosa da “coisa pública” deve responder civil e criminalmente? Parece que não!



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 13.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

NOVO MAPA DAS FREGUESIAS LISBOETA

Antonio Costa estará, eventualmente, a ver o mapa das novas juntas de freguesia com um luneta errada, é que passar de juntas paroquiais para justas de bairro de nada adiantará à rigorosa e justa gestão dos recursos publicos.

Como é do conhecimento geral está a debate, para já entre autarcas e políticos, esperando-se a breve prazo (indicava-se, há meses, que seria Outubro) que a população assuma (se para tal lhe for dada possibilidade) o necessário e conveniente debate público.

Durante a elaboração do projecto/estudo os seus responsáveis terão ouvido cidadãos residentes, cerca de 1800 pessoas que entram e saem da cidade e autarcas, no mandato anterior (a grande maioria continuam a ser os memos), eu, talvez porque tenha feito só um mandato, não foi ouvido, mas não foi só...

No passado dia 9 do corrente a Assembleia Municipal de Lisboa promoveu, no Teatro Aberto, uma conferência/debate subordinado ao tema “Um Novo Mapa de Lisboa para o séc. XXI – Modelos de Governação da Cidade”. Este debate destinou-se, essencialmente, a autarcas e a quem com facilidade de “fuga” ao trabalho teve possibilidades de despender de um dia para aí poder deslocar-se. Daqui não se poderá inferir que o debate seja direccionado ao público em geral, pois os “fregueses” a quem o assunto, em ultima e primeira análise, dirá respeito, só poderão participar em debates se eles forem realizados no pós horário laboral. Geralmente somos gente de trabalho!

No referido debate do Teatro aberto O Presidente da CML, António Costa, terá salientado, mais uma vez, a necessidade de uma reforma administrativa, com Freguesias mais alargadas ao nível geográfico e ao nível do exercício de competências. Desta necessidade já ninguém duvida, pois para que servem os mais de mil eleitos para a Assembleias e executivos das actuais 53 freguesias quando no Porto são quinze e já são demais?

Segundo afirmou, o presidente da Câmara de Lisboa espera que a Assembleia Municipal apresente uma proposta do novo mapa de freguesias da cidade até Abril do próximo ano, para que seja aprovada depois pela Assembleia da República. A ver vamos... 

 

O conceito de bairro que o presidente António Costa diz ser preciso recuperar tendo em conta que “As freguesias são espaços de representação dos cidadãos e para que sejam representativas têm que ter identidade e a identidade resulta dos cidadãos se identificarem ou não com essa identidade”, constitui uma falsa razão. Na verdade a grande maioria dos eleitos não se identificam com essa identidade pela razão, constante e corriqueira, das “agremiações” partidárias fazerem constar nas listas de candidatos às autarquias “figuras” que não vivem, não trabalham e não conhecem a realidade da freguesia, (aquilo que bastante gente apelida de “pára-quedistas” da politica) elegendo, por, via disso, incompetente e incapazes de se relacionar com as populações ou bem gerir os recursos do Estado que os contribuintes cada vez mais se vêm obrigados a suportar.

Pela parte que nos toca, achamos muito bem que as freguesias da Ameixoeira e Charneca se fundam e que, salvaguardando certas razões de identidade, se ajustem situações como a do Lumiar/Telheira/Carnide ou Santa Maria dos Olivais/Oriente. Tudo dentro de uma perspectiva de bem gerir os meios materiais e humanos e de promover um melhor serviço de proximidade aos problemas e às pessoas. Mais competências e maior exigência às freguesias e aos autarcas são uma obrigação de futuro, já que o passado, sobretudo em democracia, no que à gestão das freguesias (em espaço urbano) diz respeito deveria, no mínimo, deixar-nos muitas interrogações para não dizer envergonhar-nos, em certas aberrações de relacionamento com a “tutela” concelhia.



Publicado por Zé Pessoa às 00:15 de 22.11.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Aves de ...

As aves de ra... e arribação começam a sobrevoar novas presas. O que dirão os escalabitanos e outros fulanos de tais obreiros?

Segundo o jornal “i” o presidente da Câmara de Santarém, Francisco  Flores, disse que está de saída da autarquia no final do mandato, apesar de não querer afastar-se da política. «Aceito o desafio de Oeiras ou Cascais», confessou à publicação.

Não admira, é o melhor emprego que se pode arranjar, quer em liberdade como no rendimento.

Não será por acaso que o “novelista” aponta a câmara de Oeiras que é governada por Isaltino de Morais, independente reeleito apesar de estar a prestar contas na Justiça ou para Sintra, onde o “governador” é Fernando Seara, outro independente eleito nas listas laranja, quem viu o seu mandato renovado nas últimas eleições.

Moita Flores, eleito com o apoio do PSD, considera que a sua obra estará concluída em 2013. Nesta entrevista, o autarca revela que ainda não conversou com Passos Coelho, líder do partido, sobre estes desafios.

Moita Flores refere nesta entrevista que sofreu pressões para concorrer a Lisboa ou Sintra, mas nunca cedeu. No seu entendimento, «uma pessoa que está dez anos à frente de uma câmara e não consegue concluir o projecto não deve continuar».

Duas perguntas se podem colocar:

será que noutra autarquia o conseguirá concluir?

Porque não revelou ter “sofrido” pressões para ter concorrido pelo PS, mesmo em Santarém, nas últimas eleições autárquicas?



Publicado por Zurc às 09:44 de 18.11.10 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

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