'Privatarias'/ 'bangsters' continuam ... 2012, ...13 ,...14, ...15, ... ?!!....

  Banif  ou  BPN, parte 2  e BPP, BES, ..., BCP, CCAgrícola, Montepio, CGD e BdP... BCE.

      Intervenção do deputado do BE Pedro Filipe Soares sobre a benemérita "ajuda" ao Banif, um banco avaliado em 570 milhões de euros no qual foram injectados 1100 milhões. E sem o Estado ter qualquer poder de decisão nos destinos da instituição. Segundo o Governo, a expropriação do dinheiro dos contribuintes para injectar num banco privado servirá para o Banif poder estimular a economia. Se não fosse uma tragédia, daria para rir.   Uma vergonha !.

       A Caixa Geral de Depósitos (instituição financeira oficialmente "ainda" 100% do Estado) encerrou no paraíso Fiscal (offshore) da ilha da Madeira (agora «menos competitivo»- irra !!) e abriu dependência no 'offshore' das ilhas Caimão !!! ... não é só o PD que foge ('legalmente') aos impostos ...  alguns organismos (autónomos) do Estado também !!   
     Para que conste e esperando contribuir para a consciencialização dos cidadãos e moralização da política e economia em Portugal, repasso alguns dados retirados do site da CGD, referente a 2009:

       Presidente - remuneração base:                 371.000,00 €
       Prémio de gestão:                                       155.184,00 €
       Gastos de utilização de telefone:                     1.652,47 €
       Renda de viatura:                                           26.555,23 €
       Combustível:                                                      2.803,02 €
       Subsídio de refeições:                                        2.714,10 €
       Subsídio de deslocação diário:                              104,00 €
       Despesas de representação: não quantificado (cartão de crédito onde "apenas" são consideradas despesas decorrentes da actividade devidamente documentadas com facturas e comprovativos de movimento). Situações semelhantes passam-se no Banco de Portugal (BdP),  IGCréditoPúblico, etc.
     A directora do FMI, Christine Lagarde , vai ter um rendimento anual líquido de 323 mil euros, a que se somam 58 mil euros para gastar em despesas, o que representa mais 10% do que o seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn, mas mesmo assim menos do que o presidente da CGD, entre outros gestores portugueses, pelo que a senhora ainda está mal paga pelo padrão da élite de Portugal
    Note-se que, em média, os trabalhadores portugueses ganham menos de 50% em relação aos dos restantes 27 países da EU.  "... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os "nossos excelsos" gestores/ administradores recebem, em média:
 ·       mais 32% do que os americanos;
 ·       mais 22,5% do que os franceses;
 ·       mais 55 % do que os finlandeses;
 ·       mais 56,5% do que os suecos".        (Manuel António Pina, JN, 24/10/09) 

     Não esquecer que cada um destes meninos da élite económico-financeira e do arco do poder têm 2, 3, 4 e mais "tachos", cada um deles muito bem remunerado... e vivem a "mamar/ sugar/ saquear" o Estado e destruir o erário e interesse público.
     E são estes mesmos (des)governantes e seus sabujos e apaniguados que têm a lata de afirmar que "os portugueses devem trabalhar mais", "gastam acima das suas possibilidades", "têm de empobrecer" ... e "emigrar" !!

    Sabemos que é necessário melhorar a eficiência do Estado, abrangendo também os  institutos e empresas públicas (e dos municípios e regiões) ... - e que muitas entidades duplicam funções e têm gestores com vencimentos e regalias muito superiores ao vencimento do Presidente da República.

    Mas também sabemos que esta sociedade (e 'democracia') está cada vez mais injusta, irracional e auto-destruidora.

    É uma vergonha o aumento da pobreza e a disparidade de rendimentos entre cidadãos.  É inaceitável a delapidação dos recursos (financeiros e patrimoniais) que deveriam privilegiar o desenvolvimento e não uma prática/ política neoliberal (selvagem) onde alienação de bens e interesses da comunidade é feita por  incompetência, nepotismo, corrupção e ganância sem limite nem justiça.
    É isto que ajuda a explicar a grave crise económica, financeira e social que Portugal está a viver.

    Mais palavras para quê ?!

    Isto só se resolverá quando ... os cidadãos (em conjunto com os da U.E.)  quiserem, mesmo !  (i.e., quando diminuir a iliteracia e a alienação).

 [- um português preocupado com o futuro ... especialmente dos jovens, dos desempregados e dos cidadãos explorados, humilhados e burlados...]

-----(post original em 2/1/2013)



Publicado por Xa2 às 07:48 de 27.05.15 | link do post | comentar | ver comentários (25) |

Ser honesto e ficar rico

Dizia-se que só há uma maneira de acabar uma vida honesta com uma pequena fortuna: é começar-se com uma grande.

Hoje, sabe-se que o cândido Ricardo Salgado, líder do BES, desobedeceu 21 vezes ao Banco de Portugal, segundo as conclusões da Auditoria Forense encomendada à Deloitte. 21 vezes, entre Dezembro de 2013 e Julho de 2014, uma média de três desobediências por mês. Além disso, praticou atos de gestão ruinosa. Pergunta certeira do Pedro Santos Guerreirono BES eram todos muito inteligentes, ou muito burros? A minha resposta seria: eram todos muito impunes...  pelo menos até agora. Daqui para a frente ver-se-á se são descobertos e como são tratados todos os autores dos crimes indiciados pela auditoria: burla. fraude, manipulação de contas, falsificação de documentos, enfim um largo cardápio. Está tudo no site do Expresso.

Ainda sobre o BES, mas agora na vertente em que a PT foi destruída, após Zeinal Bava foi ontem a vez de o meu homónimo Granadeiro  ir à Comissão Parlamentar de Inquérito. Como ele, também eu juro por Deus (mas não pelo Espírito Santo) que não sei de nada… nem disto nem de nove mulheres grávidas ou uma mulher grávida de nove meses. Mas menos ainda compreendo como se põem 897 milhões de euros numa única empresa, ainda por cima… hum… seriamente prejudicada, para não dizer falida. O que me diferencia dele, é que eu também não sei se a culpa foi de Amílcar Morais Pires, ou se Bava conhecia o negócio de trás para a frente. E presumo que, no fim da Comissão, ficaremos todos na mesma. Pessimismo meu, com certeza.

É natural que isto ainda vá dar muito que falar. Até no BPN, dizem os respetivos advogados, nem caso de burla devia haver, pelo menos no que toca ao ex-ministro de Cavaco Silva Arlindo Carvalho, um entre os oito arguidos de um dos processos relacionados com aquele banco que começou ontem a ser julgado, 

Já Salgado, sabendo que tudo o que um homem deixa é a sua reputação, há de ter uma explicação convincente para o que se passa. José Sócrates, por exemplo, já a deu, ao explicar a razão da sua detenção e das suspeitas que sobre ele recaem: trata-se de um caso político. Ele é um preso político (e não um político preso) e acusa Passos Coelho de estar "próximo da miséria moral". A carta de quatro parágrafos do ex-primeiro-ministro foi difundida pela TSF e publicada esta manhã nos dois jornais do mesmo grupo de media presidido pelo seu advogado Daniel Proença de Carvalho - DN e JN. 

O ataque do ex ao atual é assumido como uma resposta a um discurso do atual em que o nome do ex não é referido. Mas a vida é assim e sobre as trapalhadas com a Segurança Social na vida de Passos Coelho, convenhamos que o atual primeiro-ministro mais parece um parafuso: quanto mais voltas dá, mais se enterra. Não sei se pelo facto de o ex já estar mesmo quase todo enterrado com as voltas que deu, o certo é que o atual líder da Oposição, António Costatambém anda com mau feitio, como se constata pela reação a uma repórter da SIC que lhe pedia para reagir aos processos de Passos na Segurança Social

Mas há mais: depois dos 'Vistos Gold', surge agora um esquema de falsificação de documentos sobre dívidas de empresas; e em Lisboa o perdão ao Benfica ainda dá que falar... enfim, há de tudo para investigar, esclarecer e julgar. Hoje é daqueles dias que a vida pública portuguesa nos enoja...

por Henrique Monteiro [Expresso]



Publicado por [FV] às 09:53 de 05.03.15 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Alta finança com fraude e corrupção captura Estado e empobrece cidadãos

  O NOSSO PROBLEMA

Desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que pessoas por todo o mundo têm obedecido às ordens de líderes e milhões têm morrido por causa dessa obediência. O nosso problema é que as pessoas são obedientes por todo o mundo face à pobreza, fome, estupidez, guerra e crueldade. O nosso problema é que as pessoas são obedientes enquanto as cadeias se enchem de pequenos ladrões e os grandes ladrões governam o país.
É esse o nosso problema."  - por Ramalho Eanes.
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 «Eles» sabiam !  Claro que sabiam tudo !!!

Por isso, precisavam de arranjar um "bode espiatório", J.Sócrates... e o "povo" que "gastou mais do que as posses"! Com colaboração dos seus homens de mão na Comunicação Social, movendo-lhe uma campanha negra de tal ordem, que conseguiram abatê-lo politicamente, impondo-lhe a vinda da "troika", para fazerem "a lavagem" e apagarem os gravíssimos crimes de roubo no BPN (que compromete gravemente o PPD/PSD e o chefe, Cavaco Silva), BPP, Banif e, claro, no BES.

A Comunicação Social que temos, salvo raras excepções, encontra-se claramente, como está à vista de todos, ao serviço dos poderes económico, financeiro e dos políticos da direita!!!
     O  BES,  o Goldman & Sachs  e  o  Banco de Portugal
- Retrato de mais uma trapaça, com desenho final (para os mais lerdos). Tal como senhor Vítor Constâncio em relação ao BPN, também o actual governador do Banco de Portugal, senhor Carlos Costa, não percebeu nada do que se estava a passar.  (ou não quis perceber)   
     Uma enormíssima cratera (que pode ir dos 5 mil milhões de euros até aos 15 mil milhões de euros!) não foi detectada a tempo.   Pois, eu sei: o BES era um banco sólido e o senhor Ricardo Salgado um exemplo de bom banqueiro.  De uma família às direitas, que dá emprego a ex-governantes e, por outro lado, fornece os governos com muitos dos seus melhores quadros (e também o líder da UGT). Que paga férias aos grandes comentadores cá do sítio.
     Mesmo depois do buraco ter sido descoberto, o senhor Carlos Costa decidiu nomear uma administração, mas, curiosamente – ou talvez não – Ricardo Salgado continuou em «gestão corrente» e a mexer cordelinhos. Quem sabe se a queimar papéis. Se não fosse um Super Juiz, talvez ainda andasse por lá a dar sumiço a mais uns milhões.
       Mas ninguém sabia de nada?  NINGUÉM MESMO ?!
    Não ! Havia alguém que sabia !  Quem ?
O principal banco dos sionistas judeus: o Goldman and Sachs, pois claro. O banco que faz a nossa dívida crescer. O banco que nos transformou na sua Faixa de Gaza.
Provas disso? Aí estão:
O Goldman and Sachs desfez-se das suas acções do BES uns tempos antes da coisa estourar. Mas, atenção: fê-lo com o reconhecido requinte judaico. Há um mês, o banco judeu americano dizia – e cito:
«Em Portugal, o BES é o banco melhor posicionado para captar quota de mercado, dada a forte posição de capital e movimento em direcção a um sector exportador mais dinâmico».
Num dia, o banco Goldman and Sachs, diz isto; no outro, vende as suas acções no BES.
Compreende-se. O senhor Ricardo Salgado também é banqueiro.
E o senhor Cavaco a dizer que o BES era um banco sólido. E o senhor Passos Coelho a dizer o mesmo. E o senhor Carlos Costa a ver navios.
E alguém vai às contas e ao património (e offshores) da família Espirito Santo?
Para quê? Não é para pagar coisas destas que existem os portugueses?
E AGORA? JÁ PERCEBERAM, ou é preciso fazer um desenho? Então, cá vão os figurões:
- Um (?) banqueiro burlão/ladrão/corruptor/... (com vários associados e capatazes) manipulou governantes, empresas e cidadãos... e foi sacando à vontade o país até não mais poder esconder a cratera…
- o Goldman & Sachs (+ outros bancos, especuladores e agências de 'rating'), os mestres do sacanço internacional, legal e ilegal, mas sempre impunemente…)
- o senhor governador do Banco de Portugal (e adjuntos), que por acaso estava distraído a antegozar a reforma dourada e as mordomias presentes...
- o senhor que devia ser primeiro-ministro defensor do interesse público, mas é fantoche do grande capital e diz que a culpa é dos anteriores, que não há problema com o BES, e que o Estado não vai meter dinheiro em bancos privados... (e depois vai desdizendo as mentiras anteriores e proclama outras como verdades e boas acções...)
- o grande economista, que consta ser presidente da República, pede aos tugas para se manterem calmos e exigirem alianças patrioteiras... e garante que o BES é um banco sólido! …
- E, finalmente, o eterno PAGADOR, o Zé Povo, tu, eu e os outros camelos, carneiros, burros  e mansos.   
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O  PECADO  ORIGINAL NO CASO  GES/ BES. O ANUNCIADO E O REALIZADO.  A MENTIRA POLÍTICA  INSTITUCIONALIZADA  EM  PORTUGAL

Quando agora se soube pela boca dos ... que, afinal, os contribuintes seriam novamente chamados a pagar a corrupção, a gestão ruinosa, as luvas e demais comissões que tipificam crimes económicos graves - para compensar o dinheiro que o Estado colocou no famoso Fundo de Resolução para aguentar o banco do Ricardo da Boca do Inferno - nada de novo foi dito sob os céus. E por uma razão simples:

o povo português, mesmo o menos preparado e versado para a compreensão da gestão da cousa pública, há muito já compreendeu que aqueles figurantes não são pessoas de bem, razão por que mentem compulsivamente, agora para justificar e oficializar que a injecção de capitais públicos para aguentar os disparates do Governador do BdP, outro figurante que a história irá crucificar, exigem mais e mais impostos por parte do Zé Povinho, que assim será mais esmifrado nos seus já débeis rendimentos.

A solução técnica criada pelo Fundo de Resolução, uma inovação do sr. Carlos Costa, o guardador de tacos de golf de João de Deus Pinheiro, revelou-se um logro, assim como toda a sua acção laxista na supervisão da banca em Portugal; a esperança vertida nas declarações da ministra das Finanças, Maria Luísa Albuquerque, em linha com as do governador do BdP, traduzem-se em mentiras e estas, por sua vez, em mais e mais impostos sobre os contribuintes. Um e outro, Carlos Costa e Maria Luis Albuquerque, e também Passos Coelho (3º elemento do tripé desta mega-farsa), que nada percebe de finanças públicas, nem nada de nada, convergiram para um ponto de luz:   uma narrativa de mentiras sucessivas visando ocultar o pagamento extra da factura decorrente da desejada venda do banco do Ricardo no mercado internacional, o qual será vendido abaixo do capital que o Estado - e demais accionistas/bancos portugueses - nele investiram. E se assim for, é, de novo, o zé povinho quem paga as comissões à família Espírito Santo pelos submarinos que o Paulinho Portas/CDS/PP encomendou aos alemães.

Em rigor, trata-se de dinheiro que sai directamente dos bolsos das famílias portuguesas para entrar nas contas da família Espírito Santo, tamanho o escândalo (e crime) agora cumpliciado e oficializado pelo alegado PM, Pedro Passos Coelho.

O cancro do BPN ao pé desta megra-fraude, que comprou e corrompeu todo o sistema político durante décadas, não passa duma bagatela jurídica. Os contribuintes pagam sempre os roubos praticados pelos parasitas da nossa sociedade! E se não pagam a bem, pagam a mal, com mais juros agravando o nível de empobrecimento dos portugueses e entorpecendo ainda mais as condições de transparência e de competitividade no funcionamento da economia nacional.

Passos coelho, além de ser tecnicamente incompetente, revelou-se também um actor político populista, perigoso, já que em todos os sectores de actividade os factos têm contrariado o sentido quer do seu Programa de governo, quer das suas declarações avulsas comunicadas à sociedade.

Esta discrepância significa, entre outras coisas, que o exercício do poder ficou literalmente sequestrado por grupos de interesse ligados à alta finança, os quais têm condicionado e perturbado a boa governação nos demais sectores da economia e da sociedade.

Se a política é a articulação da possibilidade com a finalidade, a virtude da decisão política decorre da leitura ajustada das suas condições de concretização, mas para isso seria necessário que aquilo que foi anunciado coincidisse com as tarefas realizadas, o que não acontece(u).

Não restam dúvidas, hoje, de que toda a campanha feita pela extrema direita contra o J.Sócrates na sequência da crise financeira financeira de 2008, teve como artífices, o Presidente da República (enterrado até à ponta dos cabelos no caso BPN), o PPD/PSD e o CDS/PP, como o o objectivo de branquear o caso BPN, BES (que sempre procuraram esconder!), BPP, BANIF e outros!!! É desta brecha entre o anunciado e o realizado que nasce, em todo o seu esplendor, a mentira política institucionalizada pelo XIX (des)Governo (in)Constitucional, o pior desde o 25 de Abril de 1974.

(-recebido por e-mail via mmpoupino.)
 
 


Publicado por Xa2 às 07:30 de 13.10.14 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Nacionalizar a banca e responsabilizar criminalmente os gestores

      10  argumentos  a favor da  nacionalização da  banca   (-por oJumento, 2/7/2014)

Esta combinação de capitalismo europeu de inspiração asiática, com a overdose de (neo)liberalismo promovida por economistas ambiciosos como Gaspar, com a corrupção, o oportunismo e uma democracia refém de manipulações da opinião pública feita com os orçamentos publicitários de grandes grupos está a conduzir a uma grave crise do sistema. O que se passa com a banca portuguesa é um bom exemplo, quando o PCP defende a nacionalização da banca tem toda a razão.
    O país teria mais a ganhar com a nacionalização da banca do que manter um sistema bancário gerido por incompetentes, corruptos e selvagens. Aqui ficam dez boas razões em favor de uma nacionalização da banca:
1. Os bancos privados têm sido pior geridos do que sucedida com a banca nacionalizada.
   A banca portuguesa é um bom exemplo de má gestão e bastaria deduzir dos seus resultados os juros abusivos conseguidos num mercado que durante muito tempo foi protegido da concorrência, os montantes de impostos que ficam por pagar por via da evasão ou dos favores políticos ou os ganhos com a especulação em dívida soberana para se perceber que os lucros da banca não são o resultado de uma boa gestão como muitas vezes se tentou fazer crer. A banca não é o caso de sucesso de que Cavaco tanto gostava de referir.
2. Tendo absorvido uma boa parte dos prejuízos financeiros do BPN.
   Ao mesmo tempo que se elogia a boa gestão dos bancos privados usa-se a CGD para apoiar os seus negócios ou para se associar aos negócios de outros bancos, como é o caso do agora badalado BES. Os defensores da iniciativa privada não se dispensam de usar um banco público para ajudar os bancos privados.
3. Os bancos privados têm sido geridos contra o interesse da economia nacional
    Os mesmos bancos que hoje apoiam a política de empobrecimento e concordam com o governo na tese de que os portugueses consomem em excesso são os bancos que antes da crise penalizavam e dificultavam o crédito às empresas para concentrar os seus recursos financeiros no sector mais lucrativo do crédito ao consumo. Mais do que as políticas públicas têm sido as estratégias de lucro fácil da banca a orientar a economia portuguesa no sentido do consumo e do endividamento.
4. Os bancos privados favorecem a evasão fiscal
    A banca privada não só tem comprado políticos para a favorecer com esquemas de fuga aos impostos como colabora activamente com os seus clientes em esquemas de reengenharia financeira que visam apenas a evasão fiscal.
4. Os banco privados têm estado envolvidos na fraude fiscal
   Em todos os grandes processos envolvendo fraudes fiscais a banca tem estado presente, é o caso, a título de exemplo, da «operação furacão».
6. A banca privada colabora com a fuga de capitais através de operações nas suas off shores.
    Os capitais que abandonam o país fazem-no com a colaboração da banca privada.
7. A banca é uma fonte de corrupção na sociedade portuguesa.
    A máxima do antigo patriarca do BES era que "o BES é como as putas, está sempre ao lado do poder" e tem sido esta a prática dos bancos. O caso do BES é emblemático, o BES está no poder e o poder está no BES, mas a generalidade dos bancos conta nos seus quadros de administração com políticos que servem apenas para gerir influências. Esta prática não se limita aos políticos, as relações com a banca generalizam-se a altos quadros do Estado. A banca é hoje uma verdadeira central de corrupção da vida pública portuguesa.
8. A banca usa os seus recursos para manipular a opinião pública
    Nenhum órgão de comunicação social ousou criticar a banca privada nas últimas das décadas e isso explica-se pelo recurso à chantagem dos bancos sobre os jornais e televisões. O caso mais evidente foi o do «mensalão», quando Ricardo Salgado ameaçou o Expresso de cortar a publicidade ao grupo Impresa. O Expresso deixou de noticiar o mensalão.
9. Os prejuízos que a banca privada provoca ao Estado cobriria uma parte dos custos da nacionalização
    O custo do caso BPN, as perdas em receitas fiscais aos bancos, as perdas de capitais privados, a perdas de impostos sobre a actividade económica destruída pelos bancos seria suficiente para pagar uma boa parte do valor da banca em bolsa.
10. A banca privada põe em causa a democracia e a soberania nacional
     Os acontecimentos dos últimos anos provam que a banca privada gerida por gente sem escrúpulos e estando na posse de empresários sem princípios é inimiga do interesse nacional, põe em causa a soberania nacional e destrói a democracia, argumentos só por si suficientes para se decidir a sua nacionalização, senão mesmo a expropriação.
         Os bancos e os seus gestores têm-se comportado como inimigos do país e da democracia, promovendo a distorção da economia, a corrupção, a evasão e a fraude fiscais e a fuga de capitais. Já nem vale a pena recordar as velhas denúncias vindas dos EUA em relação ao branqueamento de capitais. Os banqueiros portugueses e os gestores da banca, incluindo os políticos envolvidos, têm-se comportado de forma criminosa e como tal deviam ser tratados.
-------------
PS.- O que se refere acima deve ser entendido, não como um exclusivo do Estado (do público) no sector da banca, mas sim como desejável e necessária uma forte presença pública em sectores chave da economia, recursos e infra-estruturas em Portugal, para competir e influenciar positivamente o "mercado", diminuir as fortes desigualdades  e evitar oligarquias, monopólios e carteis que capturam o Estado (através de governantes/ administradores corruptos e/ou incompetentes), e exploram os pequenos e médios produtores, os consumidores, os trabalhadores e os cidadãos em geral.


Publicado por Xa2 às 07:44 de 04.07.14 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

BES um novo BPN?

Caríssimos,
Retive um email que me chegou mail já a alguns dias porque me pareceu alarmante e não sei se verdadeiro. Mas,...
Decedi compartilhá-lo com as devidas reservas, porque a ser verdade merece divulgação.

Se não for, peço desde já as minhas desculpas a todos.

Vou portanto transcrever (sic) o que me chegou por email e que não tenho conhecimentos para fazer a confirmação, mas que a ser verdade merece que aqui sem postado:

 

«Banco Espirito Santo (BES) - o novo BPP ?

Nota: Leiam com atenção este blog. Mantive-o curto e espero que de fácil entendimento. Para protecção de todos nós, divulguem-no ao máximo possível. Os dados descritos são 100% factuais e de fácil verificação.

O BES está a usar as mesmas tácticas que o BPP.
O BES está a comercializar, de forma agressiva, um produto
obrigacionista do próprio BES, para se auto financiar, fazendo com que os clientes do BES transformem Depósitos a Prazo, que estão cobertos pelo Fundo de Garantia (até 100,000 euros) em Obrigações do BES, sem qualquer protecção!

Factos:
1) O BES está a telefonar aos clientes com Depósitos a Prazo CR7

2) O BES está a sugerir em vez do CR7 uma Obrigação BES (ISIN: XS0782021140). O ISIN é o identificador do Produto registado na CMVM. Corresponde ao ISBN dos livros.

3) Esta Obrigação BES, por ser uma Obrigação, não é um Depósito a Prazo. Os clientes não tem qualquer protecção, se o BES for à falência ou se houver problemas graves.

4) Os comerciais do BES apenas falam dos juros da Obrigação BES, mas não referem:

4a) Que a Obrigação BES não tem qualquer protecção para os depositantes

4b) Que existe uma penalização na venda da Obrigação de 3%, O que quer dizer que, se comprar a Obrigação e a vender um mês depois, perde imediatamente 3% do Capital. Estamos a falar de 3% do Capital, não dos juros.

4c) A Obrigação não tem qualquer liquidez, mesmo em mercado secundário, porque é uma colocação privada. Isto é, o BES controla totalmente o preço. Pode acordar um dia e ver que perdeu 50% do capital. Quem ganhou? O próprio BES !!! Esteve a trabalhar uma vida inteira e as suas poupanças estão agora a ser utilizadas para capitalizar o BES.

4d) Ou seja, a valorização do seu dinheiro agora depende do que o próprio BES acha que vale, pois tem uma capacidade imensa de manipulação do preço, uma vez que tem uma baixíssima liquidez.

5) O BES é o único dos 4 grandes Bancos Portugueses que não teve (ainda) ajuda do Estado. Mas está a usar manobras agressivas e ilegais de financiamento.

6) Os comerciais do BES não estão a respeitar os deveres impostos pela CMVM e pelo Banco de Portugal de explicação do produto, perfilagem do risco do cliente e explicação dos riscos. Aproveitam-se das relações de confiança e emocionais com os clientes. Isto é especialmente verdade com a população sénior, mais vulnerável pelo seu conhecimento mais limitado de mercados.

7) O Dr. Ricardo Salgado na apresentação de resultados em finais de Julho de 2013 comunicou prejuízos de mais de 200 milhões de euros.  Os rácios de solvabilidade desceram de 10,9% para 10,4%, pouco acima dos 10% exigidos. Disse que tem ao seu dispor "um número de alavancas para capitalizar o Banco". Sabemos agora quais são, transformar os Depósitos a Prazo em Obrigações do BES com uma maturidade a perder de vista (2018 ou 2019). (já que os comerciais não informam que a maturidade é a altura em que as obrigaçoes vencem, ou seja, quando lhe devolvem finalmente o capital ... caso contrário se não esperar até 2018 fica sem 3% do capital como já vimos)


Lembram-se do BPP ? Dos depósitos maravilha do BPP que supostamente davam 8% ?

Afinal não foram considerados depósitos! Afinal não estavam garantidos! Afinal os clientes ficaram sem nada.

Só pode ser consideradas acções de negligência grosseira ou má-fé as políticas extremamente agressivas de comercialização destas obrigações. (se precisarem de se lembrar de mais episódios lembrem-se das Obrigações Covertíveis BES onde os detentores das Obrigações perderam mais de 50% também... foi mais uma "alavanca de capitalização" agressiva).

Acções a Tomar:
1) NUNCA converter Depósitos a Prazo em outros produtos, nomeadamente Obrigações ou Acções do BES. Em Depósitos a Prazo não corre riscos,a não ser que lhos venham a considerar como não depósitos a prazo, como no BPP!... Em Obrigações ou Acções do BES se algo correr mal ao BES fica sem o dinheiro (lembre-se do Banco Privado Português) ?

2) Se lhe apresentarem um impresso "Operações Sobre Instrumentos Financeiros" é porque a coisa já está a correr mal. É precisamente esse impresso que indica que quer fazer a subscrição das Obrigações e que conhece o risco de mercado. Não Assine.

3) Se o impresso tiver o ISIN: XS0782021140, é precisamente destas obrigações que estamos a falar. Mas podem existir outras!!! Cuidado.

4) Se tiver no seu Extracto "Compra Fora de Bolsa BES LDN6", já correu mal. Já tem Obrigações. Era mesmo isso que queria, ficar sem a protecção do seu dinheiro ao abrigo da Garantia de Depósitos? Se não era, reclame ! Junto do BES, mas mais importante junto da CMVM e Banco de Portugal, onde já não está o Victor Constâncio e, por isso, talvez valha a pena reclamar:

http://web3.cmvm.pt/SAI/criarreclamacao.cfm

5) Agora, que já verificou a sua situação, ajude a comunidade. O BES está a transformar milhares de depósitos de idosos e pessoas com menos conhecimentos em Obrigações BES, para seu proveito próprio.»


MARCADORES: ,

Publicado por [FV] às 08:23 de 24.05.14 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O BPN foi criado por politicos para "desviar" dinheiro do Estado


Publicado por [FV] às 15:37 de 29.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

OS «IMPUNES« &. OS «PEIDOS»

Empresário Aprígio Santos requere Processo Especial de Revitalização.

O empresário Aprígio Santos recorreu em tribunal a um Processo Especial de Revitalização (PER), em seu nome pessoal e da mulher, ao abrigo do Código da Insolvência e Recuperação de Empresas, que também se aplica a particulares.

Aprígio Santos confirmou hoje à agência Lusa que o processo, a decorrer do Tribunal de Cantanhede, foi interposto por si, mas recusou comentá-lo.

"O processo é meu, mas não quero falar sobre isso", disse.

[Expresso]

 

Aprígio Santos: Presidente da Naval deve 154 milhões a empresa que ficou com os calotes do BPN.

 

“Parvalorem dá 4 anos de foga a Aprígio Santos.Estado aprovou um plano de renegociação que permite ao presidente da Naval adiar €154 milhões de dívidas ao antigo BPN.”

“No último dia que esteve em funções, a 28 de junho deste ano, a anterior administração da Parvalorem a provou uma posposta  de reestruturação de €154 milhões em dividas contraídas  pelo grupo de empresas de Aprígio Santos ao antigo BPN…”

A proposta de reestruturação implica que Aprígio Santos desista de uma ação interposta  em tribunal contra o BPN no ano passado, que envolve um pedido de indemnização e cujos contornos não são conhecidos…”

As condições de renegociação de crédito oferecidas, de acordo com fontes internas do veículo, são “excecionalmente boas”, uma vez que “permitem uma folga bastante grande”…

[Expresso] em Dez. 2012

 

Basta lembrar que já em 2009:

O presidente da Associação Naval 1º de Maio, era suspeito de ter um crédito incobrável de 8,5 milhões de euros no BPN.  quem o afirmou no Parlamento foi Leonor Coutinho, deputada socialista, na Comissão de Inquérito Parlamentar ao caso BPN. Teófilo Carreira, antigo director comercial com responsabilidades na região Centro e ex-Administrador do BPN, admitiu conhecer Aprígio Santos, mas sublinhou que não tinha ideia de que fosse um cliente incobrável, pois que o tinha como um empresário de algum sucesso no ramo imobiliário.Leonor Coutinho confrontou também o ex-administrador com a cedência de um crédito a José Serpa, que "valorizou um terreno em dez milhões" e que originou "um prejuízo de 2,5 milhões de euros na revenda desse mesmo terreno a Aprígio Santos." Teófilo Carreira garantiu que não tinha conhecimento dos alegados créditos incobráveis.Agora que o governo nacionalizou o BPN, vamos a ver se obrigam os ex-irresponsáveis a lembrar-se de alguma coisa. Até parece que todos agora padecem de amnésia.

 

Nota: Aprígio Santos integra a lista dos 500 maiores devedores ao BPN.



Publicado por [FV] às 15:18 de 16.05.13 | link do post | comentar |

CORRUPÇÃO
 
Paulo Morais no programa "Olhos nos Olhos" da TVI24

 



Publicado por [FV] às 10:30 de 27.06.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

COMBATE Á CORRUPÇÃO?
 

O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, a quem nos anos mais próximos não deverá ser permitido voltar a pôr os pés numa televisão, explicou no programa «Opinião Pública» da SIC Notícias como, em Portugal, as leis são feitas exatamente para não ser possível apanhar as pessoas em situação de corrupção...

 



Publicado por [FV] às 15:49 de 11.05.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Ainda o BPN. Crime? Qual crime?

O cancro do BPN
A reprivatização do BPN mantém o banco na senda daquilo que sempre foi: um verdadeiro tratado sobre a nossa incapacidade e impotência.
Nasceu de forma obscura, cresceu como tinha nascido, na base do puro tráfico de influências incrustado no coração do poder político, contaminou a credibilidade de várias instituições, teve uma nacionalização desastrosa e acaba a ser vendido a pataco. Nada verdadeiramente surpreendente num país que acomoda o compadrio como forma de estar na política e nas áreas mais sensíveis do poder de Estado. Basta atentar na vertiginosa circulação de pessoas entre quadros da Justiça e do BPN ou de outros bancos para perceber o patamar em que se joga o negócio da influência.
Por: Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto do CM

 

Pesada herança
A venda do BPN realça bem a pertinência de um dos mais conhecidos provérbios populares – o que nasce torto tarde ou nunca se endireita. De facto, o negócio que o Estado fez com o BPN não é brilhante. Longe disso. O problema, porém, é que o mal vem muito de trás, as causas são profundas e, face ao desastre que se conhece, o desfecho dificilmente poderia ter sido diferente. Negar isto é negar a evidência.

O caso BPN é um filme de terror. Começou com a actuação ruinosa de gestores sem escrúpulos e a omissão irresponsável de reguladores incompetentes que transformaram uma instituição financeira num caso de polícia. Continuou com a leviandade de um governo que nacionalizou o que nunca devia ter nacionalizado, porque o plano Cadilhe representava uma alternativa melhor e menos onerosa. Prosseguiu com as mentiras reiteradas de Sócrates e Teixeira dos Santos, garantindo que aquela nacionalização não custaria um euro aos contribuintes. E chegou até aqui, sem que o governo anterior tivesse conseguido arranjar comprador para o banco ou logrado sequer estancar a sua continuada degradação.

Entretanto, as más práticas continuaram. A justiça, que deveria agir de modo exemplar, ainda não puniu ninguém. Vítor Constâncio, que falhou redondamente na regulação cá dentro, foi promovido com estrondo lá para fora. Os governantes que nos meteram nesta aventura suicida estão a salvo, quando deviam ser pessoalmente responsabilizados. O Estado, o tal a quem a nacionalização não custaria um euro, já meteu no BPN mais de 2,4 mil milhões de euros.

Perante esta pesada herança, é espantoso ver a ligeireza com que se critica o actual governo pela decisão tomada. Afinal, este governo resolveu em mês e meio, em condições altamente adversas, um problema que se arrastava há anos. E como disse, e bem, a Secretária de Estado do Tesouro, a alternativa da extinção do banco, em vez da sua venda, ainda sairia mais cara aos contribuintes. Face a estas evidências, o Governo só peca mesmo num pormenor – em não recordar os coveiros desta situação e as suas pesadas responsabilidades. Afinal, se o passado não legitima as decisões de hoje, também não pode fazer esquecer as responsabilidades de ontem.

Por: Luís Marques Mendes [CM]

 

Crise, crime e impunidade

Uma vez mais foram socializadas as perdas e privatizamos os benefícios.

E a procissão ainda vai no adro…
O crescimento dos últimos anos, antes da actual crise, foi, tão rápido como virtual. Cometemos, nesse tempo, um grave erro ao não aproveitar devida e democraticamente tantos fundos que tivemos à disposição para desenvolver a nossa economia, aumentando, nomeadamente, a produtividade e o desenvolvimento tecnológico. Desaproveitámos uma oportunidade de ouro para reforçar os serviços públicos e, portanto, construir um país mais justo, solidário e equitativo. Também, não aproveitámos o crescimento para avançar na coesão social.

 Alguns – os oportunistas do costume, as clientelas partidárias e os abutres da economia e da finança – encheram-se, porém, à tripa forra, como vamos, agora, percebendo.

Entretanto vieram os ventos da crise, que não param de soprar, e esses, mesmos oportunistas e abutres mudaram-se para novos poleiros continuando tranquilamente a ganhar tanto quanto nós, cidadãos comuns, continuamos a perder. A pouca riqueza que produzimos é distribuída apenas por alguns e nunca chegará, sequer, para o país pagar as suas dívidas, crescentes, apesar de todos os sacrifícios impostos aos cidadãos.

Num tempo em que o dinheiro é rei e senhor das nossas vidas, o Estado resgatou a banca e empenhou no sistema financeiro dinheiro público para pagar fraudes e crimes económico-financeiros dos magnatas da banca.

Uma vez mais foram socializadas as perdas e privatizamos os benefícios. E a procissão ainda vai no adro…

O caso do BPN será, porventura, o mais elucidativo do que se afirmou acima. É certo que, três anos volvidos sobre o conhecimento público da situação, há um julgamento em curso, cerca de duas dezenas de inquéritos a correr na justiça criminal e perto de trinta arguidos constituídos – alguns dos quais, diga-se, continuam no “mercado” a fazer as suas negociatas, a brilhar nos melhores restaurantes de Lisboa e a pavonear-se nas praias algarvias e nas revistas cor-de-rosa. Diz-se, entanto, que, pelo menos, 800 milhões de euros terão sido desbaratados em negócios ruinosos e também aconchegado as contas bancárias e o património de vários intervenientes nesse escândalo.

Ora, se se pode compreender (dificilmente) a morosidade da justiça em agir criminalmente, não se pode aceitar, de todo, que tantos milhões não tenham sido apreendidos pelos Tribunais acautelando os interesses do Estado e a efectiva realização da justiça. Refiro-me, no transe, aos dinheiros que circulavam no BPN e na SLN, sua detentora, e que de favoreciam uma casta de plutocratas que continuam por aí a rir-se de todos nós usufruindo dos resultados dos seus crimes enquanto muitas empresas fecham as portas por dificuldades económicas graves (a que ninguém acode), o desemprego aumenta, e as pessoas e as famílias, endividadas em limites insuportáveis, caem para a valeta da sociedade (e o Estado social se desvanece).

E, neste contexto, imperativo patriótico e moral assinalar a quem de direito que o dinheiro resultante desses crimes – e o de outras fraudes fiscais e da corrupção em geral – não se evaporou. É preciso é ir no seu encalço e recuperá-lo para o Estado e para os seus legítimos donos.

Quem lucrou com esses negócios ilícitos? Quem recebeu lucros, dividendos e quem contraiu empréstimos fraudulentos na banca sabendo que os não iria pagar? Quem aumentou despudoradamente o seu património nesses negócios ilegais e imorais? Onde está, enfim, o dinheiro (ou o património) dai resultante?

A crise que nos atormenta e promete levar-nos à miséria poderá encontrar um lenitivo se forem postos a nu aqueles que se alimentaram, ao longo de anos, de todas essas falcatruas. Mas será que o poder político quer e pode (não estará comprometido nos escândalos?) deitar mão aos instrumentos legais que tem ao seu dispor ou criar outros adequados a este tipo de criminalidade?

No nosso país o crime continua a compensar.
Por: António Vilar, advogado



Publicado por [FV] às 16:51 de 16.08.11 | link do post | comentar |

Em troca de quê?

Uma testemunha revelou em tribunal que o ex-presidente do BPN vendeu, em 2001, a Cavaco Silva e à sua filha 250 mil acções da Sociedade Lusa de Negócios, a um euro cada, quando antes as adquiriu a 2,10 euros cada à offshore Merfield.


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Publicado por JL às 22:16 de 13.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Na Coelha...bons vizinhos

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Publicado por JL às 00:22 de 16.01.11 | link do post | comentar |

O (im)poluto Cavaco Silva

Esta campanha presidencial tem servido - ao menos - para desmantelar o mito de seriedade de Cavaco Silva. Tudo o que se vai sabendo sobre ele (até o facto de dizer que não priva com a sogra por se ter casado em segundas núpcias, como que para atestar uma irrepreensibilidade moral) mostra que Cavaco sempre foi o que disse não ser.

E Cavaco continua a não dar explicações:

  1. Não explica como é que ele e a filha conseguiram o "negócio da China" do preço de compra de acções da SLN, um dos negócios que contribuíram para que nós todos estejamos a atirar dinheiro para a fogueira do BPN (já só faltava descobrir-se que nem sequer tinham pago nada pelas acções compradas...);
  2. Não explica como é que desapareceu o seu processo disciplinar por faltar às aulas que deveria leccionar na Universidade Nova (e porque as dava ao mesmo tempo na Universidade Católica) e se isso explica a protecção dada a João de Deus Pinheiro;
  3. Não explica (não se lembra) como é que adquiriu a sua casita de férias no Algarve, num empreendimento originalmente de dinamarqueses que (a acreditar no que vem na Visão), foram levados a desfazer-se do negócio em troca da promessa de não serem accionados criminalmente por dívidas fiscais (isto pouco depois de Oliveira e Costa ter saído dos Assuntos Fiscais), empreendimento povoado pelo BPN e empresas afins, off-shores, vendas as filhos...

Ora, se já se sabe isto com uma imprensa suave, que mais se saberia com uma imprensa menos "respeitadora"?...

Nuno Santos Silva [Arcádia]



Publicado por JL às 19:07 de 14.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

BPN, explicações estapafúrdias

Dementes, é assim que querem tratar os Portugueses?

Queiroga, amigo pessoal do candidato Cava Silva, admitiu o que não poderia esconder e parece pretender considerar-nos a todos como uns dementes.

Queiroga Figueiredo, presidente SLN Valor e um dos nomes presentes na comissão de honra da recandidatura de Cavaco Silva, afirmou à «TSF» que o ainda Presidente da República terá «perdido dinheiro» quando vendeu as acções BPN, em 2003. E admitiu ainda que este tenha tido «acesso a informação que outros não tiveram».

Afirmou, também, que no ano em que Cavaco Silva comprou havia títulos a serem vendidos a 2,50 e o custo de «um euro quem tem de explicar é quem as vendeu». «Eu também comprei a um euro», acrescenta.

«O valor de 2,40 cêntimos, para aquilo que era praticado na altura é um valor até abaixo do que era a maioria das compras. Nesse ano, a média foi 2,80 no ano antes 2,77 e no ano seguinte, 2,85», recorda Queiroga Figueiredo.

Mesmo assim, Queiroga Figueiredo fala em «valores normais»: «Como estou a dizer, numa altura de crise não acontece, mas numa situação normal, numa entidade que estava quase no inicio é natural que haja uma valorização e até foram vendidas acções por valores superiores a esses».

As perguntas que se impõem e que o BPN/SLN devem responder são:



Publicado por Zé Pessoa às 00:09 de 10.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

O «Polvo» BPN

Às vezes há silêncios muito comprometedores…

O BPN é, na sua essência, uma criação do PSD, sendo que essa insana criatura envolveu nomes muito sonantes deste partido e, mais ainda, dos seus apoiantes e, também, de alguns dos habituais oportunistas da praça que estão sempre do lado dos poderes, sejam eles quais forem.
Cavaco Silva não precisa de «nascer duas vezes» para ser correlacionado, também, com alguns dos actos e factos de alguns dos seus «ajudantes» nos vários governos a que presidiu e no partido que durante mais de uma década dirigiu. Nas suas altas funções, não poderia (nem pode) escolher ficar com os que lhe interessa e repudiar o desagradável. E estou certo que a sua superioridade moral não lho consente, apesar de, na política a verdade ser um poliedro.
Nós somos, todos, de algum modo, sempre, responsáveis por quem elegemos para junto de nós, a quem damos responsabilidades e abrimos as portas do futuro, nomeadamente nos negócios. Não irei ao ponto de chamar aqui a depor o dito popular de que «quem cala consente», porque, na verdade quem cala não diz nada. Mas às vezes há silêncios muito comprometedores…
Acontece, também, que o BPN não é uma criatura qualquer, desenraizada da política e, sobretudo, independente de uma constelação de negócios, empresas e interesses politico-privados sem conta. Desde logo nada seria sem a holding que o obrigava, a SLN, veículo de negócios do «polvo» que tudo isso constituía. Ora muito me surpreende que o BPN tenha sido nacionalizado – isto é, os prejuízos – e que aquela holding continue, embora com outro nome!, a passar completamente ao lado da tragédia que o BPN fez explodir nas finanças públicas e, logo, nos bolsos de todos os contribuintes.
Sou jurista e sou contribuinte, pelo que o que se me apresenta aos olhos não me deixa indiferente, até porque vou, também, ter de pagar o custo do descalabro do BPN sem receber dos lucros da SLN. E, aqui, há (diz-se) muito dinheiro, muito património, muita negociata escondida e, sobretudo, accionistas a apodrecer de ricos com um passado pouco lisonjeiro, tudo consagrado por uma incompreensível desconsideração jurídica de qu estamos perante um grupo económico.
Cavaco, que modestamente, sempre se apresentou como alguém que nunca se engana e raramente tem dúvidas, talvez não tenha reparado que os milhafres são os mesmos na holding e no banco e, outros, com poderes governativos e de regulação terão esquecido, também esse facto. Ou não lhes convém abordá-lo neste tipo triste de endogamia em que sobrevivem os políticos.
O buraco sem fundo que um bando de oportunistas, disfarçados de banqueiros e de empresários de elite, gerou nas finanças públicas merecia uma posição firme de todos os que não vivem à sombra dos conúbios partidários.
Em primeiro lugar, de Cavaco Silva.
Mas isso não seria suficiente. É que não se compreende que quem detém o poder político e, alegadamente, se pretende impoluto e se diz paladino na luta contra a corrupção não dê um passo em frente e reclame a nacionalização da ex-SLN. Assim, o dito buraco do BPN poderia ser, ao menos parcialmente, tapado com o pêlo do mesmo cão.
Coragem, senhores da política!

Parte de um artigo de opinião do Advogado António Vilar, publicado na Vida Económica de hoje.

 

Também eu, cidadão contribuinte, me custa muito não perceber porque se nacionalizaram os prejuízos (BPN) e não os lucros (SLN, hoje chamada Galilei). Acho mesmo que no dia em que todos nós entendermos mesmo esse porquê, talvez entendessemos de imediato porque existem tantas conivências entre os chamados três partidos do bloco central. E o sentido daquele dito popular «que uma mão lava a outra»…



Publicado por [FV] às 14:11 de 07.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (37) |

MST analisa o caso BPN

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Publicado por JL às 19:45 de 05.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

SOBRE O BPN/SLN

BPN: as perguntas a que Cavaco deve responder

Com o ataque que lançou à administração do BPN, Cavaco trouxe para a campanha um tema do qual provavelmente escaparia, se tivesse ficado calado, e com o qual vai ter de lidar com alguma dificuldade.

Certamente, que Cavaco ao fazê-lo conta com o apoio de uma parte muito representativa dos media, nada interessados no aprofundamento do assunto e muito prontos a espalhar, urbe et orbi, que, quanto mais se falar do assunto, mais o candidato se vitimiza para do facto tirar vantagem, tentando, assim, por antecipação, criar uma generalizada inibição que faça sentir-se incómodo aquele que o aborda.

A verdade é que há aspectos a esclarecer. Em Novembro de 2008, Cavaco, preocupado com aquilo a que chamou uma onda de boatos sobre as suas ligações ao BPN, publicou na página oficial da Presidência da República um comunicado no qual "punha a nu" o seu património e declarava formalmente que “nunca comprou ou vendeu nada ao BPN ou a qualquer das suas empresas”.

Não se julgava Cavaco tão exímio em subtilezas jurídicas. De facto, ninguém até hoje logrou provar a falsidade de tal afirmação.

Todavia, o Expresso passado algum tempo descobriu que Cavaco, em 2001, comprou à Sociedade Lusa de Negócios (SLN), detentora a 100% do capital do banco, 105 387 acções do BPN, por um euro, tendo-as vendido, em 2003, por 2,4 euros.

Como se compreende que tendo pretendido Cavaco pôr cobro àquilo a que chamou uma campanha de boatos não tenha referido este negócio? Dir-se-á que não vinha a propósito por já ter (à época) ocorrido há 8 anos.

Mas se o comunicado era para “limpar a testada”, e isso depreende-se da enunciação de factos que não vinham ao caso – como o acima citado, mais dois do mesmo género, uma sobre o exercício de funções no banco, outra sobre a percepção de remunerações – como se explica que um facto tão relevante tenha sido omitido?

Só há uma explicação: Cavaco não queria tornar público o lucro da transacção. Ele, que é especialista nestas coisas de economia, sabia que um lucro tão significativo, num tão curto espaço de tempo, levantaria múltiplas objecções, não apenas por a SNL não estar cotada em bolsa, mas principalmente por ser dominada por quem era.

A tal subtileza jurídica de que Cavaco se socorreu não favorece muito quem tanto preza a verdade substancial...

Outra questão que não pode deixar de ser posta a Cavaco tem a ver o facto de, em virtude das suas últimas declarações, se ter justificadamente criado uma suspeita de parcialidade no tratamento do mesmo assunto. De facto, como se explica que Cavaco, quanto mais não fosse na defesa do erário público, nunca tenha verberado nem condenado a “gestão” dos seus amigos políticos no BPN, mas tenha sido tão lesto a criticar a administração em funções, que não passa de uma verdadeira administração da massa falida.

Finalmente, quando Cavaco diz que teve muitas dúvidas na promulgação da lei de nacionalização do BPN – que, aliás, promulgou em tempo recorde, como há época se vangloriou –, tais dúvidas advinham-lhe de já estar a antecipar o que iria acontecer ao erário público, por o BPN ser um banco sem salvação possível, ou, pelo contrário, porque supunha que deveria ter sido seguido outro caminho? E, nesse caso, qual? Deixar falir o banco? Emprestar-lhe dinheiro? Enfim, é um assunto que Cavaco também tem que esclarecer.

Aliás, compreende-se mal que, tendo Cavaco tantos amigos no Banco, não tenha junto deles obtido uma segunda opinião que pudesse, fundadamente, apresentar ao governo.

Se fez isso em tantas outras ocasiões, porque não o fez também desta?

JM Correia Pinto [Politeia]



Publicado por JL às 00:36 de 02.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Adivinhem quem vai pagar?

O Ministério das Finanças confirmou que recebeu um pedido de aumento de capital da administração do BPN, de 500 milhões de euros, e informou que o afastamento da CGD da gestão do banco terá de ser avaliado no parlamento.
A medida vai contribuir para um agravamento do défice orçamental de cerca de 0,3% do PIB.
Adivinhem quem vai pagar?



Publicado por [FV] às 13:29 de 20.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (20) |

Onde está o dinheiro?

Caso BPN: escândalo e impunidade

A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal.

O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza. Com 9.710.539.940,09 € (nove mil setecentos e dez milhões de euros...) poderíamos:

Então e o Dias Loureiro e o Arlindo de Carvalho por onde andam? E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?

E mais, tínhamos a crise resolvida.

[Wehavekaosinthegarden}


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Publicado por JL às 00:14 de 13.06.10 | link do post | comentar | ver comentários (12) |

Canalha de prostitutos

Intelectualmente falando a sociedade portuguesa, a começar pelos que deveriam ser os mais responsáveis, está fortemente prostituída. Ninguém foi capaz ainda, e é duvidoso que alguma vez venha a sê-lo, de explicar, minimamente, as peripécias que sucederam, de forma continuada, no BCP gerido por gente da Opus Dei e outras gradas figuras à mistura.

Ninguém clarificou ou sequer tenha dado qualquer, mínima que fosse, explicação aos accionistas e à população que paga os impostos e tem estado a suportar os desvarios desses, intelectual e economicamente, prostitutos sociais.

Ninguém explicou, nem mesmo o Presidente da Republica, as presumíveis (?) traficâncias em que o seu amigo Loureiro andou metido inclusive as circunstâncias da compra e venda das suas acções no BCP/SLN.

Como diz o povo “a prostituição não se explica pratica-se e pronto”

Será, também, por isso que nem Ministério Publico nem um qualquer tribunal que fosse alguma vez chegou a qualquer cabal esclarecimento de um qualquer processo que envolvesse tráfico de influências e cujos arguidos fossem gente graúda nos quais sai sempre o Estado lesado cujos custos são diluídos nos agravamentos de impostos que os honestos e despojados contribuintes sempre têm que suportar.

A corrupção não se explica pratica-se e pronto. Estejam todos (socialistas e não socialistas) descansados, que a “Face Oculta” levará o caminho que todos os seus anteriores levaram e que levarão os que lhe sucederem.

Sejamos pois, prostitutos e viva o velho, o das botas.


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Publicado por Otsirave às 09:16 de 17.11.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Falar verdade?

O homem, amigo pessoal do PR e por si nomeado para conselheiro de Estado, que anunciava, aos quatro ventos, estar limpo no processo BPN.

É agora do conhecimento público que o BPN avançou com uma acção cível contra seis ex-dirigentes da SLN/BPN e contra a mulher do antigo presidente. Os empréstimos concedidos ao Grupo Mirafores, do libanês El-Assir, valem a Dias Loureiro e Oliveira e Costa uma acusação por prejuízos no valor de 41 milhões.

Segundo o Correio da Manha divulgou, “a acção entregue pela actual administração do BPN no Tribunal Cível da Comarca de Lisboa relata três contratos de crédito celebrados com as três empresas do amigo libanês de Dias Loureiro, a La Granjilla, a Miraflores e a Gransotto.”

Nessa acção o banco refere que Oliveira e Costa e Dias Loureiro, pelas funções que tinham, foram responsáveis pela decisão de atribuir créditos no valor de 28,7 milhões de euros ao grupo Miraflores, a que acrescem juros e despesas, “sem perspectiva séria de reembolso”, pois as hipotecas feitas a três imóveis eram de 3º grau e “insuficientes para assegurar o reembolso”.

Os prejuízos globais ascendem a muitas dezenas de milhões de euros, sendo que só com o negócio de Porto Rico, as suspeitas de gestão danosa ascendem a 40 milhões. Há mesmo um documento assinado por Dias Loureiro que subscreve este valor. Ou seja, há suspeitas de que aqueles valores desapareceram do circuito do negócio.

Sem prejuízo da presunção de inocência até trânsito em julgado dos acusados, conforme a garantia legal, determina, a verdade é que se o rasto do dinheiro se perdeu alguém teve responsabilidades no assunto.

É por estas e por muitas outras iguais, é que deveriam acabar todas a offshore e paraísos fiscais que servem para dar encobrimento a dinheiro roubado ou branqueado dos negócios da droga, prostituição e armas.


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Publicado por Otsirave às 13:06 de 16.10.09 | link do post | comentar |

As explicações de Cavaco

Não, este não é um post sobre a mirabolante história das escutas em Belém. Algo mais grave devia preocupar Cavaco. O excelente relatório, elaborado pelo deputado do Bloco de Esquerda João Semedo sobre a Comissão de Inquérito ao BPN, formula as perguntas que ficaram por responder pelo Presidente da República no negócio das acções da SLN (detentora do BPN).

Cavaco Silva comprou, em 2001, acções da SLN (acções não transaccionadas em mercado aberto) pelo valor de 1 euro. Não se sabe a quem (à própria SLN?), nem o porquê da valorização a um euro de cada acção (valor facial de cada acção?). Dois anos depois, Cavaco e a filha vendem as mesmas acções a uma das sociedades da SLN, a SLN Valor, a 2,40 euros. Uma miraculosa valorização de 140%, que rendeu 360 mil euros à família Cavaco Silva.

Nada disto foi ilegal. No entanto, se o Presidente da Republica não explicar as origens e os porquês destas transacções e sabendo-se hoje a importância do tráfico de influências políticas no BPN, uma enorme dúvida pairará no ar. Terá Cavaco Silva, enquanto accionista bem remunerado da SLN, servido como chamariz de investidores da área política do PSD para um banco que funcionava num esquema quase piramidal, onde as entradas de capital eram uma necessidade constante? Sabendo o que sabemos hoje sobre a economia política e moral do cavaquismo, a resposta parece clara... [Ladrões de bicicletas, Nuno Teles]



Publicado por Xa2 às 00:09 de 28.08.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Arguidos

Não sou jurista mas gostava que se comparasse a forma como são constituídos os arguidos no caso Freeport e no caso BPN.

Tenho uma ligeira sensação de que no segundo caso tudo se faz para evitar constituir mais arguidos, enquanto no caso Freeport fico com a sensação que basta ter passado por Alcochete. [O Jumento]


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Publicado por Xa2 às 21:35 de 27.06.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Honradez e ingenuidade é algo que não cola

Veio agora o governador do Banco de Portugal declarar que “possivelmente” ouve alguma ingenuidade, por parte da instituição que dirige, no exercício a que por lei está obrigado, fiscalizar as contas e actividade das diversas instituições financeiras a operar no território nacional.

O argumento para tal erro ou negligencia deriva da suposta honradez do Dr. Oliveira e Costa (e de todos os que o acompanharam, dado que um deles até fazia parte do conselho de consulta do Presidente da República), que em tempos até foi o coordenador, precisamente, do órgão inspectivo do BdP.

Tudo como peixe na água como é costume dizer-se em linguagem popular.

O Dr. Victor Constâncio admitiu, junto da comissão de inquérito parlamentar, que no BPN pode ter havido alguma ingenuidade do regulador relativamente à actuação de Oliveira Costa no banco, entretanto nacionalizado. O que não disse foi se ouve igual atitude em relação a outros responsáveis do mesmo ou de outros bancos. O governador garantiu (será que pode?) que não houve qualquer proteccionismo ou negligência na actuação do Banco de Portugal.

“Realmente ninguém suspeitou que o Dr. Oliveira Costa fosse capaz de cometer o que cometeu”, disse o responsável máximo do banco regulador e inspector da actividade bancária em Portugal. Nem dos outros pelos vistos, e a avaliar pelo que se passou no BCP, BPP. É caso para se perguntar o que tem andado o BdP a fazer para justificar os encargos que custam ao erário público os seus altos funcionários e toda a respectiva estrutura?

Constâncio voltou a dizer que o facto do Banco de Portugal não ter descoberto a fraude do banco Insular “não é em si, uma falha na supervisão” e que “não são os supervisores nacionais que descobrem as grandes fraudes”.

O Governador lamentou a culpabilização que está a ser feita à supervisão do Banco de Portugal dizendo que “é de uma enorme injustiça a uma das melhores instituições que o país tem” e “assenta numa visão errada do que é a supervisão”.

Por tudo o que tem vindo a público nos mais recentes anos pode-se dizer que constitui um “guardanapo” muito pouco limpo para os principais responsáveis da instituição se limparem. Assumam honradamente (se ainda restar) que falharam e tirem daí as consequências que são normais num estado de direito.

Que o Sr. Nuno Melo e o CDS/PP não sejam flores de bom cheiro há poucas dúvidas, contudo e como é certo e sabido por idênticas circunstancias nos Estados Unidos da América já outros por menos assumiram as respectivas consequências. Não é uma questão de ingenuidade mas de certo será de honradez.


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Publicado por Zurc às 10:17 de 16.06.09 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

Morreu o cavaquismo

Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.

Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da (…) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty…" significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível. Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam, cai o regime. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo. [Mário Crespo, Jornal de Notícias]


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Publicado por Xa2 às 18:31 de 11.06.09 | link do post | comentar |

O caso Freeport versus caso BPN

Antes que os dois casos desapareçam das primeiras páginas dos jornais vale a pena fazer uma breve comparação:

Fugas ao segredo de justiça: enquanto as peças do caso Freeport parece terem sido afixadas num jornal de parede afixado na porta do Ministério Público as peças processuais.

Posição do sindicato dos magistrados do Ministério Público: enquanto no caso Freeport, um pouco à semelhança do que já tinha sucedido em relação ao caso Casa Pia, o sindicato dos magistrados do MP se tem desdobrado em declarações e insinuações em relação ao caso BPN ainda não se ouviu uma única intervenção. Enquanto no caso Freeport vieram a público exigir meios, no caso BPN que é bem mais complexo ninguém se queixou em público dessa falta de meios.

Pressões sobre a justiça: enquanto no caso Freeport um magistrado foi acusado de ter feito pressões aos magistrados responsáveis pela investigação, só porque num almoço com esses amigos disse umas baboseiras inconsequentes, no caso BPN o Presidente da República veio a público afirmar que não tinha elementos para duvidar da inocência de Dias Loureiro, o homem que com o suspeito Oliveira e Costa partilhou a gestão do banco durante vários anos.

Provas: enquanto as acusações no caso Freeport são alimentadas por um DVD produzido por gente interessada no processo e que na ocasião procurava obter lucros à custa dos ingleses, no caso BPN as provas são sustentadas por um buraco financeiro de mais de dois mil milhões de euros. Enquanto no caso Freeport há suspeitas, no caso BPN ninguém tem dúvidas da existência de fraudes.

Montantes: enquanto no caso Freeport poderão estar em causa centenas de milhares de euros no caso BPN estão em causa milhares de milhões de euros.

Arguidos: enquanto no caso Freepot já há vários arguidos, alguns por meras suspeitas, no caso BPN e apesar dos muitos que colaboraram com a gestão de Oliveira e Costa há um único arguido.

Orientação das investigações: enquanto no caso Freeport a investigação tem sido orientada em todos os sentidos procurando culpar ou ilibar Sócrates, no caso BPN a investigação (a crer nas declarações dos responsáveis) se concentra nos actos de gestão de Oliveira e Costa (que deverão dar para entreter os dois investigadores atém à prescrição dos crimes).

Visitas de Pinto Monteiro a Belém: enquanto o caso Freeport já levou Pinto Monteiro a Belém por mais de uma ocasião, o caso BPN ou não motivou nenhuma visita ou se tal sucedeu ninguém disse nada à comunicação social.

Interesses económicos: enquanto o Freeport foi comprado pela Carlyle, uma empresa representada em Portugal por gente do PSD, tendo o famoso DVD aparecido via Londres depois dessa compra, o BPN foi fundado igualmente por gente do PSD.

Testemunhas: enquanto as testemunhas do caso Freeport, desde advogados a tios e primos, foram ouvidas, no caso BPN a investigação parece só querer ouvir Oliveira e Costa, não parece haver qualquer pressa em ouvir outros administradores do banco, incluindo os parceiros do próprio Oliveira e Costa.

Beneficiados: enquanto no caso Freeport todos estão interessados em provar que Sócrates é beneficiado, no caso do BPN ninguém está interessado em identificar os beneficiados como se os mais de dois mil milhões de euros se tivessem esfumado, ninguém parece querer saber quem ganhou dinheiro fácil em negócios no, com ou através do BPN.

Comecei por justificar esta comparação manifestando o receio de que ambos os casos desapareçam dos jornais o que começa a ser evidente, o caso BPN começa a ser esquecido e o BPN vai beneficiar de uma imensa cortina de fumo o que, aliás, tem sucedido a começar pelo inquérito parlamentar que parece estar mais preocupado em acusar quem devia ter cuidado do galinheiro do que em apanhar os ladrões das galinhas.

Se no caso Freeport não há interesse em chegar a conclusões no caso BPN há muita gente que começa a sentir medo das conclusões, dois mil milhões de euros não poderão ter desaparecido sem deixar rasto e sem que ninguém tivesse ganho com a fraude. É evidente que não foi só Oliveira e Costa a fazer desaparecer tal montante, o buraco do BPN é o resultado de dezenas ou milhares de negócios ruinosos de que muita gente beneficiou.

Aposto com quem quiser que os dois casos vão acabar por desaparecer, o caso Freeport porque há gente que agora já não quer que se saiba a verdade e o caso BPN porque há muita gente com medo dessa mesma verdade. Agora que o caso BPN foi suscitado aposto que jornais como o SOL e o Público ou estações de televisão como a TVI vão deixar de abordar o caso Freeport, não vá haver alguma fuga vingativa de informação no caso BPN. Até porque com os resultados das europeias o trabalho está feito e a hora é de esquecer estes assuntos para que tudo pareça normal, depois das legislativas alguém virá dizer que Sócrates era inocente e que foi Oliveira e Costa a fazer desaparecer dois mil milhões de euros sem que mais ninguém tenha beneficiado do negócio.

E já que estamos a falar de abafos judiciais deixo aqui uma pergunta: o que é feito da famosa Operação Furacão? Aparentemente passou a brisa suave sem ninguém se ter constipado com correntes de ar… [O Jumento]


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Publicado por JL às 21:12 de 10.06.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Roubalheira de quadros no BPN

Menos de vinte e quatro horas após ter sido denunciado o desaparecimento de património artístico do BPN, foram deixados na portaria da instituição bancária, quatro quadros que se pensa pertencerem ao lote das obras desaparecidas.

Por enquanto, não há informações dos responsáveis do banco, mas tudo leva a crer que os quadros foram devolvidos por terem sido levados por engano ou porque não foi encontrado nenhum comprador para aquelas obras de arte. [Luminária]

 


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Publicado por JL às 23:44 de 02.06.09 | link do post | comentar |

Então isto não é uma roubalheira

 

Desapareceram quadros do BPN no valor de 2,5 milhões.

O BPN efectuou um levantamento da localização de património artístico registado nas contas do banco. Resultado? Não foi "possível localizar quadros cujo valor global ascende a 2,5 milhões de euros".

Este desconhecimento da localização de obras de arte é divulgado precisamente oito meses após Miguel Cadilhe ter apelidado 80 obras de Juan Miró, uma colecção de moedas comemorativas do campeonato de futebol ‘Euro 2004' e uma colecção egípcia de "activos extravagantes".

Na altura, o objectivo da Sociedade Lusa de Negócios - ex-dona do BPN antes da nacionalização - era alienar, além de várias áreas de negócio, esses activos excêntricos, que permitiriam, a valor de balanço, encaixar mais 110 milhões de euros. [Diário Económico]


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Publicado por JL às 00:46 de 02.06.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Fumaça tóxica

A tentativa de equiparar a responsabilidade de Vítor Constâncio à dos autores materiais das fraudes bancárias é uma operação perversa e eivada de má fé.

Quem nos quer entreter com assuntos colaterais desta natureza?
Os pecadores precisam de novo de um Agnus Dei? [José Medeiros Ferreira, Bicho Carpinteiro]

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Publicado por JL às 23:49 de 28.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Evidências do caso BPN

… É evidente que o Ministério Público tem conseguido preservar o segredo de justiça no caso BPN como nunca o fez em qualquer outro processo o que nos permite questionar se estamos perante um aumento da eficácia das medidas ou se face a uma escolha selectiva dos processos que devem chegar a público. Se neste caso o Ministério Público resolveu e conseguiu evitar a fuga ao segredo de justiça é legítimo questionar que grandes segredos estão a ser preservados, que nomes de figuras públicas estão a ser salvaguardados? É também evidente que há partidos imunes aos efeitos das fugas ao segredo de justiça, tão evidente como o facto de o PS ter sido sistematicamente prejudicado por fugas manhosas e cirúrgicas, mas isso nunca levou um presidente a chamar o Procurador-Geral ou o presidente do sindicato dos magistrados a Belém.

É evidente que os magistrados do Ministério Público ou os jornalistas estão mais preocupados com os trocos do Freeport do que com os dois mil milhões que desapareceram do BPN, até digo que é uma pena que ninguém se lembre que Sócrates recebeu algum, talvez fosse a forma de sabermos mais qualuqer coisa sobre este processo. … [O Jumento]

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Publicado por JL às 23:27 de 28.05.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

'A Mulher de César' I
"à mulher de César, não basta ser séria, também é necessário parecer"
 
Impunidade
José Luís Saldanha Sanches,  Notícias Magazine, 12 Abril de 2009
 
“Já fez as contas a quanto lhe vai caber na conta BPN? Provavelmente, não. Mas pode estar seguro de uma coisa: nos próximos anos uma parte do seu IRS vai ter este fim.
Ao lado do BPN, o que se passou no BCP (embora os accionistas não achem) e no BPP foram pecados veniais, que lhe podem ser facilmente perdoados.
No BCP os administradores resolveram justificar os seus vastos vencimentos com um crescimento do banco alimentado por compras de acções, via paraísos fiscais, financiados pelo próprio banco. O barão de Munchhausen conseguiu sair da caverna onde tinha caído puxando pelas próprias barbas. O BCP ia ter cotações elevadas comprando as suas próprias acções. Os accionistas – grandes e pequenos – estão a pagar isto muito caro.
O BPP foi a vertigem dos novos produtos financeiros. Quando os derivados se revelaram a arma de destruição em massa financeira, o banco afundou-se. Como o Ministério das Finanças não quis ser o salvador do banco, ao contrário do que propunha o sempre generoso Banco de Portugal, os seus clientes estão em maus lençóis. Os contribuintes, talvez não.
Resta o BPN. Ao menos aqui é tudo mais simples. Um grupo de cavalheiros de indústria, com uma sólida protecção política, passou vários anos a assaltar o banco. Toda a gente sabia disto. Em 2001 a Delloite tinha saído deixando na certificação das suas contas reservas que, em relação ao banco, eram gravíssimas. Antes já tinham deixado este mesmo banco a Pricewaterhouse Coopers e a KPMG e depois da Delloite só uma empresa muito mais pequena aceitou auditá-lo. O Banco de Portugal nada disse.
Uma revista económica (Exame), na altura dirigida por Camilo Lourenço, fez revelações gravíssimas, ao que parece provenientes do Banco de Portugal. A consequência foi uma ameaça de processo contra Camilo Lourenço e a Exame, com o Banco de Portugal a continuar impávido e sereno. Nessa altura uma intervenção pública poderia pôr cobro ao assalto, afastar e encontrar um comprador para o banco e poupar aos contribuintes qualquer coisa como 2,3 milhares de milhões de euros. Agora é tarde e Inês é morta.
As revelações recentemente feitas no inquérito que decorre na Assembleia de República sobre a inacção do banco justificariam largamente uma acção cível contra os administradores do Banco de Portugal deste período por culpa in vigilando. Mas alguém a vai interpor? Temos agora a acção penal. Nos Estados Unidos o caso Madoff, com uma gravidade semelhante, está quase findo. O réu, Robert Madoff, foi julgado e declarou-se culpado.
Felizmente que em Portugal nunca ninguém se declara culpado e o Código do Processo Penal impede que as coisas possam andar com esta velocidade indigna. Só mesmo nos Estados Unidos, onde, é sabido, não há o menor respeito pelos direitos humanos, isto pode acontecer. Além disso, a Assembleia da República teve o cuidado de aprovar uma norma sobre a responsabilidade civil dos juízes em caso de erro grosseiro. Ora, estes crimes financeiros são, por natureza, complexos e qualquer condenação suscita dúvidas. Será que alguém vai ser condenado?”


Publicado por [FV] às 11:49 de 14.05.09 | link do post | comentar |

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