QUASE TODOS IGUAIS, MUITO POUCO DIFERENTES

Continuamos entalados por um sistema caduco, entre uma direita ultraliberal, à qual uma grande parte do próprio PS se deixou amarrar, e uma esquerda incapaz de se encontrar a si própria nem encontrar ideias inovadoras que captem o interesse do eleitorado.

Seguro tenta amolecer o partido em troca de umas migalhas prometidas no bodo dos ricos. Nada de visível ou palpável que interesse verdadeiramente à vida dos portugueses, falando, claro está, do povo pobre, dos trabalhadores e da classe media. Ouvimos debater, por parte dos senhores mandantes da troica nacional, recorrendo a argumentários que nos dizem defender compromissos estranhos e que mais não são que garantias dos credores, engorda dos banqueiros e dos seus comparsas, sempre com a mesma receita “mais apertos e sacrifícios para o povo pagante”

Nem esse ministro de qualquer coisa e de coisa nenhuma, líder do PP diz o que quer nem ao que anda (além de esconder e abafar o negocio mal explicado dos submarinos e alguns outros idênticos).

Tão pouco o pseudo primeiro-ministro, que anda a passos de coelho, demonstra o mínimo de capacidade na orientação de políticas serias, honestas, de rigor e transparência para o país.

Também esse putativo timoneiro que ora avança logo a seguir recua, em zig-zag nas inépcias convicções de governabilidade futura do país, continua sem qualquer vislumbre de ideias, de propostas e de projetos que os leitores compreendam, inequivocamente.

Perante um presidente que, malogradamente e com memoria curta dos efeitos dos dois mandatos exercidos como primeiro-ministro, a maioria dos que votaram o elegeram representaram uma minoria da população que mais não tem sido do que um complicativo “salvador nacional” conforme abordou recentemente Batista Bastos no DN, Em  O pesadelo, continuamos fortemente entalados,

Hoje debate-se mais uma moção de censura ao governo e às políticas por si seguidas. Mais do mesmo e de igual resultado. È o sistema a funcionar sem nada alterar. É pois necessário que se debatam mudanças do próprio sistema partidário, o sistema de representação democrática, o sistema de democracia direta e representativa. Quando o povo for capaz de encetar tal debate deixara, inequivocamente, de estar tão entalado com políticos como os que atualmente nos representa tão mal e tão desonestamente.



Publicado por Zé Pessoa às 15:53 de 18.07.13 | link do post | comentar |

PS: Não há luminária que lhe valha

Ao PS não há luminária que valha para alumiar este partido dito de socialistas se a “refundação” como apropriada mas desoportunadamente, por tardia, muito bem sugeriu o “pai fundador” Mário Soares não for iniciada pelos alicerces e contando com novas gentes.

Quando falamos de novas gentes cremos significar por gente nova de idade e de pensamentos o que pressupõem pessoas que não querem, apenas, ocupar lugares nem procuram satisfazer interesses próprios e clubisticos. Gente que transporte consigo: ideias, propostas e projectos sociais e socializadores.

Agora até a própria Marta, depois de ter estado ao lado do ex-líder da bancada parlamentar do partido, deixou de estar ao lado de Francisco Assis na corrida à liderança do Partido Socialista.

Marta Rebelo afirmou no passado sábado à noite, na TVI24 que «Não sou propriamente apoiante de Francisco Assis. (...) Não avançando António Costa, que era o meu candidato e de muitos socialistas, que se sentem órfãos, eu identificando-me nos antípodas de António José Seguro, não me identifico suficientemente com aquela que acabou por ser a candidatura de Francisco Assis».

Na verdade, elegessem Seguro (e tudo indica que sim) dado que há muito anda no terreno a preparar a máquina, controlará (segundo parece) todo o aparelho do partido ou o escolhido fosse Assis (e as sondagens apontam para que não), que foi o escolhido pelo poder sediados em Lisboa na busca de uma continuidade socrática, o futuro do partido e da máquina socialista irá ser mais do mesmo, pelo menos até que os verdadeiros militantes (se é que ainda resta numero suficiente para tal) sejam capazes de fazer um levantamento interno, ideológica e estruturalmente concordante com os pressupostos socialistas.

Também, muitos de nos que nos expressamos na blogosfera, nos sentimos órfãos de liderança e espoliados de espaços de reflexão, séria, plural, universal e profícua, na construção sempre retomada, de um verdadeiro partido socialista. Até quando? Não sabemos!



Publicado por DC às 11:06 de 04.07.11 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

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