PRESIDENCIAIS FRANCESAS

Uma possível mudança de rumo (na Europa) e não só

Histórica e culturalmente a França tem representado (e pode continuar a representar), naquilo que é o conceito de “Estado Social”, uma espécie de berço do nascimento, pois foi aí que se assinou, na sequência de uma progressiva evolução política, económica e social o primeiro e único “Contrato Social” ao seu tempo.

Esse “contrato”, inicialmente definido John Locke depois por Thomas Hobbes e mais tarde por Jean-Jacques Rousseau, determinava (e ainda deveria ser suposto determinar) a relação (compromissos, direitos e obrigações das partes) entre o Estado, enquanto entidade soberana de defesa dos interesses da polis, das necessidades do todo colectivo de cidadãos, enquanto tal, e esses mesmos cidadãos no plano de contribuintes individuais ou pessoas organizadas em empreendimentos económico-financeiros, conforme as responsabilidades os meios e compromissos de cada um.

O conceito foi-se alastrando ao longo dos tempos, inicialmente pela Europa e, através dos diferentes países eminentemente pelos chamados colonizadores, pelo resto do mundo, ainda que não tenha abrangido, tão pouco por igual, o mundo todo.

O conceito de “Contrato Social” terá, naturalmente, alterado e, de igual modo, o seu conteúdo, também, teve as suas grandes alterações. Infelizmente, em vez do seu aperfeiçoamento (até porque as evoluções tecnológicas foram incomensuravelmente grandes) o “Contrato Social” sofreu grandes revés e deteriorou-se, mesmo na própria Europa, seu berço de nascimento.

Perante as actuais circunstâncias de globalização da economia e da sociedade, perante a crise económica e de valores ético-morais, perante a agiotagem financeira e ausência de regras dos fluxos financeiros, perante a falta de mecanismos de controlo aos mais diferentes níveis, emergem comportamentos que desrespeitam e cilindram a dignidade das pessoas.

Estamos (ainda mais grave) também perante o colapso da justiça, qualquer que seja a natureza dos diversos ramos  a que nos queiramos referir assim como de todas as esferas envolventes da mesma.

Assim, as eleições francesas, a realizarem-se no domingo próximo, poderão constituir, não só nem em exclusivo para os franceses, uma esperança de viragem de rumo e um sopro de ar fresco.  

 

 



Publicado por Zé Pessoa às 19:24 de 04.05.12 | link do post | comentar |

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