IMPÉRIOS E IMPERADORES

Grosso modo, o Império Romano, como qualquer sociedade actual, (a esse nível parece que pouco evoluímos) assentava em três pilares fundamentais:

Socialmente, tal como hodiernamente, o Império Romano dividia-se em três extractos: o clero, a nobreza e o povo. Os escravos, tal como nos nossos dias (agora têm outros nomes), não contam. Nem para as estatísticas dos bifes.

A nobreza e o clero, conjuntamente e de forma mais ou menos partilhada, controlam o povo que representa o extracto social com menos poder e que, por via da sua insignificância e fragilidade, tinha (tem) a obrigação, involuntária, de sustentar as cortes e as igrejas.

A este nível pouca coisa se alterou, salvo a ilusão de que agora “o povo é quem mais ordena”.

A organização militar modificou-se, muito significativamente, na sua estrutura e forma de actuar contudo, continua a obedecer a certos nobres, agora impregnados de um republicanismo que em nada difere, no comportamento, dos antigos pretores imperiais.

O clero, também ele impregnado de vícios antigos, teve com concílio vaticano II algum arrimo de laivos modificativos que lhe não chegaram para desmistificar as razões da sua própria existência: as fragilidades do espírito ou a fraqueza da mente humana, que nos levam a acreditar na existência de uns deuses protectores de tais fraquezas e até aliviam as nossas inconsciências e malfeitorias.

A religião existirá enquanto o Homem não for capaz de assumir as suas, intrínsecas e naturais, fraquezas. A religião católica constitui-se como uma das mais profundas e duradoiras reminiscências do Imperio Romano.

Em termos de organização administrativa ainda hoje, pelo menos nas suas designações, continuamos a confundir paróquias com freguesias (umas e outras apegadas a santos e santas). Mesmo agora, com o debate da reorganização administrativa das freguesias, não houve a capacidade de se avançar, mais claramente, na laicidade do Estado.

Reminiscências culturais de impérios e imperadores de cujos fantasmas não conseguimos libertar-nos, até agora.



Publicado por Zé Pessoa às 13:05 de 23.11.12 | link do post | comentar |

Mais-Valias Urbanísticas (Parte 3)
 
Como puderam ver as soluções para a regulação destes ganhos de milhões em mais-valias
e que hoje continuam sem tributação,
já foi «inventado» e funciona noutros países da europa.
Pergunto e em Portugal porque não se tributam estas mais-valias
que decorrem simplesmente por despacho administrativo e não de trabalho efectuado?
 
E volto a perguntar:
Estupidez? Má-fé? Ou algo mais?
E ninguém vai preso?
 


Publicado por [FV] às 14:00 de 27.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Mais-Valias Urbanísticas (Parte 2)

 



Publicado por [FV] às 14:00 de 27.06.11 | link do post | comentar |

Mais-Valias Urbanísticas (Parte 1)
 
Vejam como se ganham «milhões»
e não se pagam nem «dois tostões»
 
E é tudo legal... Estupidez? Má-fé? Ou algo mais?
E ninguém vai preso?
 

 



Publicado por [FV] às 14:00 de 27.06.11 | link do post | comentar |

O exemplo surge das cinzas

A revolução processada nos sectores do textil e do calçado deveria alastrar ao país.

É hoje, dia 22 de Junho, que a CGTP (quem diria) apresenta um estudo levado a efeito por uma investigadora do Instituto de Solidariedade e Segurança Social (ISSS), sobre a evolução colossal que se processou no sector têxtil e calçado, em Portugal.

A autora do estudo, Berta Granja do ISSS, apresenta os resultados em sessão conjunta com a CGTP com quem se associou num trabalho efectuado em parceria.

Assim, a CGTP aproveita a realização de um seminário internacional a decorrer no Porto, Hotel IBIS, para fazer a apresentação dos referidos resultados de um estudo em boa hora levado a cabo e demonstrativo do que o país é capaz de fazer quando para tal reúnem capacidades e vontades

A reestruturação do sector têxtil e do calçado no norte e centro de Portugal é bem a ilustração desse desiderato.

O referido seminário internacional e faz parte de um projecto mais amplo a nível europeu -Projecto Apenach- que visa melhorar a acção sindical sobre as práticas de antecipação e gestão das mudanças e reestruturações de empresas através de instrumentos de formação sindical e gestão de competências com vista á preparação dos quadros sindicais.

Estas práticas de acção, de antecipação da gestão e dos comportamentos em mudança são, há muitos anos, uma constante em países da Europa central e que têm dado como resultado o evitar crises económicas e sociais, o travar do desemprego e a sustentabilidade na criação de riqueza, diversificando quer as produções como inovando nos sectores de actividade.

No seminário serão ainda apresentados resultados de outros estudos realizados noutros países europeus.

A iniciativa é organizada pelo departamento da CGTP área do desenvolvimento sustentável, economia social e defesa do consumidor, cujo responsável é o dirigente João Lourenço, proveniente da corrente autonomia sindical.



Publicado por Zurc às 09:46 de 22.06.11 | link do post | comentar |

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO