Organização militar e governos ao serviço de multinacionais e oligarquias

NATO ? Para quê ?   (Aventar, 26/02/2016 por João Mendes)
(OTAN: Organiz. do Tratado do Atlântico Norte, ...que chega até à Turquia e mais além...)

Empire Military Democracy

   Fez ontem 25 anos que os membros do Pacto de Varsóvia se reuniram na Hungria e chegaram a um acordo para a dissolução da organização, uma decisão precipitada pela fragmentação em curso da União Soviética. Dissipada a ameaça soviética, o outro império optou por manter a sua rede militar de poder e, 25 anos após ter deixado de fazer sentido no campo do equilíbrio de forças, a NATO está viva e continua a servir os interesses geopolíticos e militares da superpotência sobrevivente, usando a defesa dos seus aliados como mera fachada para as suas ambições imperialistas.

     Que sentido faz hoje a existência da NATO? Confesso que não vejo outra razão que não a legitimação da hegemonia norte-americana. Que ameaças reais existem hoje que possam atormentar a segurança dos países ocidentais? O palhaço norte-coreano? A China comuno-capitalista? A Federação Russa que a única coisa que quer é jogar o mesmo jogo que os EUA, com a ocasional violação da soberania de um seu vizinho? E desde quando é que a NATO se preocupa com isso? Existirão assim tantas diferenças existe entre as invasões russas da Ossétia e da Ucrânia e as invasões norte-americanas do Iraque ou do Afeganistão, para além do desfasamento geográfico e do facto das segundas terem deixado um rasto de destruição incomparavelmente maior?

     Com o fim da Guerra Fria, a NATO perdeu a sua razão de ser. A globalização criou uma interdependência planetária tal que o risco da Federação Russa invadir a Europa é praticamente nulo e as consequências seriam catastróficas para ambos os lados. Para além de que, se os EUA supostamente partilham dos mesmos valores e interesses que o restante Ocidente, porque não viriam eles em seu auxílio como vieram durante as grandes guerras? Já era tempo de colocar um ponto final neste teatro. O Europa não precisa da NATO para nada. Mas seria interessante que os parceiros europeus tivessem a sua própria política externa de defesa, capaz de proteger o seu espaço geográfico comum. Só para não sermos apanhados com as calças na mão. Daí até continuar a beijar o anel ao imperador vai um longo caminho.

-----  Semear a guerra para colher milhões:   à indústria bélica, a crise nunca chega 


Publicado por Xa2 às 08:35 de 27.02.16 | link do post | comentar |

Política, políticas, políticos ... e Poder (global) ... $€£

                              Overdose      (-12/11/2015 por Ana Moreno, Aventar)
    «  “Política (…) denomina-se a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados” (Wikipedia) (ou da 'polis',  cidade-estado);     Ou: “Política é uma actividade orientada ideologicamente para a tomada de decisões de um grupo para alcançar determinados objectivos.      (Sendo a 'tomada' ou chegada ao poder - órgão executivo e outros- um meio para realizar determinadas acções, medidas, programas, políticas...).     Também pode ser definida como sendo o exercício do poder para a resolução de um conflito de interesses.   A utilização do termo passou a ser popular no século V a.C., quando Aristóteles desenvolveu a sua obra intitulada precisamente “Política””. (http://conceito.de/)

    ... enjoada de tanto argumento usado – tanto por uns, como por outros – conforme convém no momento, de tanta demagogia, de tanta roupa suja lavada incessantemente, meti-me a pesquisar sobre o termo “Política”, para saber realmente de que é, ou de que deve ser composta. Escolhi as definições supracitadas que me pareceram bem claras, mas se calhar teria de me dedicar a isto mais aprofundadamente – confesso desde já a minha ignorância. Certo é que uma parte dela é o exercício do poder; não menos certo é que, com isso, visa a tomada de decisões para a organização, direcção e administração de um Estado.   Nada é dito sobre abocanhar o poder (golpe de estado? 'putch'?...) e não o largar (ditadura?...).

     Acabo de verificar que me falta a fibra dos verdadeiros políticos (e estadistas) e seus comentadores, pois confesso que estou desejosa de que passemos à fase seguinte, do período em que possa entrar em acção a parte construtiva do que é a Política, das decisões que vão – espero – repor, o quanto possível nesta realidade entrosada, a justiça social. Realidade essa, por sua vez, a configurar, tanto a nível nacional como europeu – neste caso.

    Claro que a retórica, a controvérsia, a negociação são necessárias e fazem parte – a própria palavra parlamento vem do francês parler, portanto “falar” ou “discursar”.

    Mas, sinceramente, neste momento histórico sinto-me, por overdose, a resvalar entre a Política e a politiquice  »

 -----  Tendo vindo a crescer o desinteresse pela política/ politiquice   (a interesseira, dos politiqueiros, ou a 'baixa política' dos 'políticos' com cargos e 'responsáveis' - governantes, deputados e dirigentes partidários-;   e também dos 'responsáveis' opinadores/ comentadores de tv e jornais;    mas excluindo voluntariamente as conversas e actos entre políticos que são cidadãos comuns, i.e. sem 'cargos político-administrativos', nem mediáticos, nem com poder económico-social que possa efectivamente controlar ou 'pesar' bastante nas decisões e políticas da autarquia, estado, U.Europeia, ... e/ou da organização). ... cresce também  o número de cidadãos apáticos'apolíticos'/ abstencionistas (o que, de facto, valida/ apoia o poder conservador) e os alienados (jogos, internet, TV, seitas ... e medicação/drogas), seja por  empobrecimento e precariedade , por iliteracia ou por manipulação/propaganda e valores/modelos  cada vez mais competitivos, egoístas/individualistas  e  materialistas/consumistas., ... i.e.   menos Democracia, menos Justiça, menos Humanismo.

      ----- Star Wars radical    (por F. Sobral)

«... com a destruição da classe média levada a cabo nestes últimos anos, (de políticas neoliberais) ... quando o PSD deixou de ser social-democrata e se converteu ao neoliberalismo e o PS derivou para a esquerda (social-democracia) para ser a voz do descontentamento, ... A radicalização política que levou à queda do (desgoverno PSD-CDS)  é o reflexo da cisão profunda a que assistimos na sociedade. Os "valores" de ontem deixaram de ser válidos e entrámos num novo tempo.
    Demorará muito tempo até que a classe média que deseja o compromisso e a estabilidade renasça das cinzas. E só isso trará novamente a política para o centro. A galáxia portuguesa dividiu-se e, facto curioso, a política ocupou o território do 'economês' 'apolítico' ('técnico' da 'economia-dos-mercados' e/ou do abstencionista alienado) que 'governou' Portugal nos últimos anos. A sociedade saiu(?) do seu pântano letal, ... e agitou-se. O..."centro" foi o dano colateral da austeridade/ empobrecimento

 

         ---------------xxxxxxxxx----------------- 

Em anexo textos sobre «O Verdadeiro Poder» mundial (global, organizações e empresas transnacionais) suas redes, ligações, agentes e meios, ...  

«... a oligarquia  financeira que, segundo os pesquisadores, controla o mundo. :
...  as famílias/ clãs:
•Goldman Sachs (New York)
•Rockefeller (New York)
•Kuhn Loeb e Lehman (New York)
•Rothschild (ramo de Londres e ramo de Paris)
•Warburg (Hamburgo)
•Lazard (Paris)
•Israel Moses Seifs (Roma)

... mega-bancos de Wall Street que controlam as principais MULTINACIONAIS:
1.Bank of America
2.JP Morgan
3.Citigroup /Banamex
4.Wells Fargo
5.Goldman Sachs
6.Bank of New York Mellon
7.Morgan Stanley.
       A seguir, a jornalista analisou estes mega-bancos, chegando à conclusão que o núcleo deles fica nas mãos de  Quatro Grandes : ( •Black Rock,  •State Street Corporation,  •FMR (Fidelity) investments,   •Vanguard Group investments )   ...   que
 também controlam as maiores multinacionais/ transnacionais Anglo-Saxónicas, nomeadamente:     Alcoa; Altria; AIG; AT & T; Boeing; Caterpillar; Coca-Cola; DuPont; GM; H-P; Home Depot; Honeywell; Intel; IBVM; Johnson & Johnson; McDonald; Merck; 3M; Pfizer; United Technologies; Verizon; Wal-Mart; Time Warner; Walt Disney; Viacom; Rupert Murdoch's News; CBS; NBC Universal; ...   

... a •Black Rock, seja o principal accionista das seguintes empresas: Apple, ExxonMobil, Microsoft, General Electric, Chevron, Procter &Gambles, Shell e Nestlé.  ...

... O trabalho do ISGP individualiza quatro grande grupos de base (organizações movimentos fundações 'think tanks', lóbis, personalidades, ... objectivos e meios) presentes na actual sociedade ocidental, nomeadamente:
•a instituição "Liberal" (Centro-Direita e P.Dem. nos EUA e ...)
•a instituição "Conservadora" (Ultra-Direita e P.Rep. nos EUA e ...)
•a rede Vaticana e Paneuropeia (banco IOR, Opus Dei, Jesuítas, O:.Malta, ... ) 
•a instituição sionista  (judaica ...)  ... »  ----------

----- • para além dos grupos que  controlando os recursos (minerais, naturais e geoestratégicos), 'os mercados', ... a finança e empresas transnacionais  (sejam 'Europeias, Russas, Árabes, Chinesas, Japonesas, ... Africanas, Latino-americanas ...  BRIICS' ou em  'offshores') controlam Governos e Estados (o Poder político).

      -------------------xxxxx------------------ 

    --- ... mas podem e devem considerar-se mais perspectivas (pois várias delas se entrecruzam, com participações e membros em várias redes e grupos ...):  oligarcas, carteis, 'lobbies', maçonarias, OpusDei, ... Eurogrupo/ BCE, FMI, BM, Reserva Federal(s), ..., 'Bilderberg club', City of London, 'offshores',  ..., serviços secretos, ... máfias (yakuza, tríades, ... com: extorsão, jogo/apostas, drogas, armas, prostituição, tráficos de pessoas órgãos ... contrabando), ... ditaduras/ monarquias do petróleo, seitas religiosas fanáticas ...  organizações/ supranacionais (: Comissão Europeia; ONU/ cons.Segurança; OMComércio; NATO/OTAN, ...), aparentemente mais neutras mas, de facto, controladas/fortemente infuenciadas por aquelas poderosas redes, grupos e lobbies.     E nunca é demais afirmar que, actualmente, o PODER (político, legislativo, executivo, judicial, administrativo, militar, religioso, ...) pode ter várias facetas mas, directa ou indirectamente, é controlado pelo (poder do) DINHEIRO/ alta finança que, através de muitos meios,  manipula, 'sensibiliza', altera e impõe as regras/leis, os 'testas-de-ferro', os 'capatazes', ... as políticas económicas, para que os mantenha e lhes dê mais privilégios e acumulação de riqueza.

    --- Para além dos bancos e seguradoras, fundos de investimento, bolsas e corretoras, ... outra componente importante do sistema financeiro (global) são as "agências de rating"(: Moody's, Fitch, Standard and Poor's e a canadiana DBRS) ... onde prevalece 'estranha' duplicidade de critérios, esquemas de manipulação (de informação, contas, legislação, tribunais arbitrais, fugas ao fisco, ...) e a forma como muitas empresas aceitam relacionar-se com os seus diferentes credores e accionistas,  protegendo os mais fortes (maiores accionistas/ credores seniores e administradores)  em detrimento dos mais fracos  caso venham a passar por dificuldades. 

     Note-se que as agências de rating são pagas pelas empresas e estados que analisam/ avaliam ... e geralmente têm como accionistas grandes bancos, seguradoras, bolsas, corretoras, empresas financeiras e de consultoria ... i.e. além de se fazerem pagar muito bem, também são partes interessadas (logo com falta de isenção) nas avaliações que atribuem !!!   e são 'sensíveis' a 'lobbies' e a políticas (preferindo as conservadoras/ neoliberais às social-democratas)...!!   (algo semelhante se passa com muitas empresas de 'estudos' e 'consultoria', economistas e 'think tanks' ...).

   --- No domínio económico (logo também no político), desde há anos os conceitos 'nacional' e 'multinacional', devem ser substítuídos, de facto, pelos de 'supranacional' e 'transnacional' ... é que o Poder, o Dinheiro e as (grandes) empresas (excepto as 'nacionalizadas' ou 'municipalizadas') deixaram de ter 'nação', 'país', 'estado' ou 'pátria' ... com alguns 'clics' mudam de lugar, desaparecem ou mudam de dono/s, de nome, estatuto e sede ... passam a sua sede fiscal e legal para 'offshores'... longe de poderes estatais/ nacionais (leis, fisco, polícia, tribunais, ... e da concorrência de PMEs locais).    E com os opacos ultra-neoliberais tratados  de adesão à 'Eurolândia'/ SME e (entre UE-EUA-...) aos ditos "acordos de livre comércio e investimento" (TISA, TTIP- Transatlantic Trade and Investment Partnership, TTP -TransPacific...), os bancos e empresas transnacionais até têm tribunal privado que as favorece e ultrapassa a soberania dos Estados (e governantes, que são/estão capturados :  dependentes, corrompidos, chantageados, atacados, privatizados, roubados.) ... 

   --- Neste contexto de capitalismo selvagem/ neoliberal, estamos perante "Estados-capturados", povos sem soberania nem democracia, e sociedades cuja maioria são servos, alienados e/ou dependentes de Poderes 'opacos/ desconhecidos' que não prestam contas à LEI nem a ninguém e cada vez se tornam mais absolutos, prepotentes, gananciosos e desumanos.
   --- Com o controlo dos mídia/ media / meios de comunicação social (TVs, rádios, jornais, revistas, publicações, motores de busca e 'sites' internet ...), pelas grandes empresas e finança, tal como nos debates/ conferências (sem contraditório nem alternativas), nos forums, 'redes sociais', comentadores, universidades, academias, fundações, 'think tanks', ... 'gabinetes de estudo')    a cidadania, a crítica, a liberdade, ... a democracia está condicionada ... pelo que aumenta a base social de apoio (activo ou por indiferença/ abstenção/ alienação/ manipulação) da direita 'neocon', neoliberal, extremista 'nacionalista', xenófoba, fanática, ... , do totalitarismo e da (o)pressão securitária/ militarista. 
   --- A nível "nacional"/ país, o dinheiro/finança, as teias, agentes e organizações do Poder são 'filiações e ramificações' do poder global ... com adaptadas designações e caras ou fantoches ... de poderosos de maior ou menor nível.
 


Publicado por Xa2 às 20:32 de 14.11.15 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

Guerra silenciosa: Multinacionais e 'OGM' vs Estados e Cidadãos !!

"OGM, assalto à Europa" é um recente documentário de Paul Moreira que passou na SIC Notícias (em Toda a Verdade) no passado dia 24/3/2015, e que foi lançado em França (Canal+) em setembro de 2014.  O título original é:    "Bientôt dans vos assiettes! (de gré ou de force...)"    (em breve nos vossos pratos! voluntariamente ou à força...) --- se nós  deixarmos que vença  a  cupidez e  traição de alguns e  a  apatia da  maioria

    (o documentário) Começa na Dinamarca, onde os porcos alimentados com soja transgénica estavam a ficar doentes com malformações congénitas e diarreia. Que desapareceram quando o pecuarista abandonou a soja transgénica.

    Depois, os jornalistas seguem para a Argentina, onde essa soja transgénica, de origem norte-americana, é produzida extensivamente, com massivas aplicações do herbicida glifosato (Roundup). Aí, testemunharam o aumento assustador do número de crianças deficientes nas povoações rodeadas por campos de soja transgénica, como concluiu um estudo elaborado por médicos argentinos, já que o governo nada fez ou faz.
    E acaba em Bruxelas, onde as (secretas) negociações do Acordo Transatlântico (TAFTA ou TTIP- ou Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento) pretendem acabar com a resistência aos transgénicos de países europeus, como por exemplo a França. (e transferir a soberania dos Estados e da UE para "tribunais arbitrais particulares", onde as multinacionais têm muito mais e 'diversos' meios que lhes permitem ganhar "legalmente" e exigir chorudas compensações aos Estados).

     «Daqui a cerca de 15 anos, as empresas de transgénicos terão vencido batalhas, umas atrás das outras, apesar da relutância dos cidadãos. Uma conquista do planeta que se fez em silêncio, sem imagens e sem grandes escândalos. Pelo menos até agora.»  (do filme)

    Um bom documentário para esclarecer quem não está por dentro desta questão tão importante para todos.  E você?  Já assinou a iniciativa de  cidadãos  europeus  contra o  TTIP ?   ( https://stop-ttip.org/ )

    E veja aqui a explicação de quem percebe do assunto porque os produtos transgénicos (OGM) devem ser proibidos.

Esteja atento!   Não permita que as grandes multinacionais tenham mais poder que os Governos!

"Ninguém cometeu maior erro que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco" - Edmund Burke

 (-por Manuela Araújo, 5/4/2015, Sustentabilidade é Acção )

-----   Um cavalo de Tróia chamado  TTIP    (-19/04/2015 por J.Mendes, Aventar)

trojan Foto: Björn Kietzmann@Demotix

Passaram em branco na imprensa nacional as manifestações que se realizaram ontem em 22 países europeus contra o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (Transatlantic Trade and Investiment Partnership – TTIP). Apenas o jornal comunista Avante e o bloquista Esquerda.net fizeram referência à ocorrência.

   A Euronews refere cerca de 200 manifestações um pouco por toda a Alemanha, com milhares nas ruas de Berlim, Estugarda, Frankfurt ou Munique, mas também em Bruxelas, Viena, Madrid ou Helsínquia. Refere também uma sondagem feita na Alemanha pelo YouGov que revela que 43% dos inquiridos acredita que o TTIP terá um impacto negativo no país contra 26% que vêm o acordo como um avanço positivo.    Este acordo, cujos defensores alegam que trará benefícios económicos para ambas as partes, traz consigo inúmeras preocupações, das quais destaco a criação de mecanismos de arbitragem supranacionais, que, recorrendo às palavras da eurodeputada bloquista Marisa Matias, uma das vozes portuguesas mais activas contra o acordo, poderão significar que:     uma multinacional possa processar e ganhar ao Estado português se este decidir, por exemplo, aumentar o salário mínimo, nacionalizar um sector estratégico, subir os impostos às empresas, em suma, basta “provarem” que essas medidas provocaram perdas nos seus negócios” (via esquerda.net)

      Em Portugal, a plataforma de cidadãos e associações Não ao TTIP, em cuja página web é possível consultar informação que permitirá ao leitor perceber um pouco melhor os contornos deste acordo que por cá não tem sido debatido, não faz capa de jornais e não parece interessar aos comentadores dos partidos do arco da governação que enchem TV’s e jornais de clarividência e esclarecimento, assinalou a efeméride com uma concentração em Lisboa.

    Mas apesar do silêncio do poder político relativamente a esta questão é conhecida a total concordância do governo de Pedro Passos Coelho com o TTIP, cujo secretário de Estado dos Assuntos Europeus subscreveu em Outubro do ano passado uma carta enviada por um conjunto de países à então Comissária Europeia para os Assuntos Internos da CE Cecilia Malmström, divulgada pelo Financial Times, na qual apelaram à comissária para que envidasse esforços para efectivar o TTIP, nomeadamente no que à arbitragem de conflitos entre as multinacionais e os Estados diz respeito.

     O secretismo que caracteriza as negociações entre os EUA e a Europa, bem como a ausência de debate público em Portugal sobre um tema que nos afectará a todos sem excepção são sinais preocupantes num país habituado a fazer vista grossa aos temas que o afectam. Quando acordarmos para o problema, é possível que o acordo esteja já assinado. E aí será tarde demais para reagir.



Publicado por Xa2 às 07:41 de 09.04.15 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Rapto e escravatura de crianças ... e pouco interesse dos mídia e poderosos

                Contra  a   Escravatura,  a   Violação  e  o   Rapto  das   Crianças !

    Para conhecer a informação do drama relativo ao rapto de 200 meninas na Nigéria para serem vendidas como escravas sexuais, ler e  assinar a Petição da Amnistia Internacional AQUI! 

      

Não  ao  Casamento  com  Crianças !   Não  ao  Rapto !    Não  ao  Tráfico !  

            Os  raptos  na  Nigéria  (-por J.Lopes, 6/5/2014)
 Mal vai um mundo, na segunda década do século XXI, em que os seus principais líderes se revelam impotentes ou nem sequer se sentem responsáveis pela resolução do drama das mais de 200 meninas capturadas, algures no Nordeste da Nigéria, há mais de três semanas.
     A história é (vagamente) conhecida:   membros de um grupo islâmico ultraradical raptaram as alunas de uma escola enquanto dormiam, levaram-nas para a selva e terão começado já a vendê-las por 12 dólares como escravas, para casamentos forçados, nas fronteiras com o Chade e com os Camarões. Tudo para que não continuem a receber educação «ocidental».
         Um excerto do vídeo de 56 minutos em que Boko Haram, líder do grupo raptor, se explica:
  As famílias desesperam, o governo nigeriano titubeia, a ONU pressiona hoje, lembrando que «escravizar e abusar sexualmente de pessoas pode constituir crime contra a humanidade» e pede ao presidente do país « agilidade na solução do caso».
    Mas a verdade é que o mundo em geral (e os meios de comunicação em particular) prestou muito mais atenção à queda de um avião da Malásia e ao naufrágio de um barco na Coreia do Sul, situações em que, infelizmente, pouco ou nada havia a fazer para além de recuperar cadáveres e identificar culpados, do que a este caso em que 200 pessoas estão vivas e deviam poder ser resgatadas, tão urgentemente quanto possível.
   Mas o sobressalto não parece ser tão grande assim. Tivesse isto acontecido nos Estados Unidos ou num país europeu e outros galos cantariam.   Esta é a triste realidade dos factos


Publicado por Xa2 às 13:13 de 10.05.14 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

PALHAÇOS E POETAS

Entre o circo e a poesia

O povo escolheu a diversão

Não ouviu o que o coração dizia

Nem tão pouco a voz da razão

 

Todos os dias temos, do governo, palhaçadas

E palhaços em Belém, também

Suportamos vidas desgraçadas

E as promessas já não convencem ninguém

 

Somos um povo de palhaços e poetas

Quem diria! Um povo desleixado?

Os políticos enchem-nos de tretas

E vendem tudo o que seja Estado

 

Tais políticos levem-nos sempre ao engano

Com mentiras e promessas falsas

Chupam-nos até ao tutano

Até nos fazem dançar tangos e valsas

 

Temos de agarrar a nossa cidadania

E os palhaços mandar embora

Por este andar qualquer dia

Portugal é todo dos palhaços lá de fora.

 

 



Publicado por Zurc às 14:19 de 04.06.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

RELVAS CORTADAS
 

 

Relvas crescidas, relvas cortadas. É da natureza das coisas e das coisas naturais. Tudo o que cresce tem de ser aparado e o que cresce muito rapidamente morre depressa.

A universidade Lusófona, grupo da família socialista Damásio, mas que acoberta gente de todas as correntes políticas (não digo ideológicas porque as ideologias já foi chão que deu parreiras, hoje a veneração é o vil metal), desde a chamada esquerda às direitas o “dr” lhe deu o “dr” lhe tirou e com isso desapeou o sr Miguel.

O governo está decadente e em queda. Mais, muito mais grave que isso é não se vislumbrarem alternativas credíveis, veja-se o que se passa em França e por essa Europa assim como mundialmente.

É a crise de valores que, por mais religiosidade apregoada e mudanças promovidas em Roma nada adianta enquanto os sistemas de governação e de exercício de democracia não forem reajustados.

Todos, enquanto cidadãos de pleno direito, temos de assumir e exigir exercer o pleno de cidadania, individual, nacional e internacionalmente.

Os relevas reaparecem a cada esquina, produzidos pelas máquinas partidárias financiadas com o dinheiro dos nossos impostos. Até quando?

 


Publicado por Zurc às 18:14 de 04.04.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

UM CONTO

A dança do dinheiro, o povo e os abutres

Numa longínqua época jurássica existiu uma pacata sociedade, que embriagada por ilusões, festas e pregões da existência de paraísos terrenos foi governada por monarcas que mal se entendiam uns com os outros (em publico já se sabe) adoravam cegamente um deus comum. Um deus e senhor omnipotente a que uns chamavam de “mercado” e outros designavam por “euro”.

O monarca mor sabia que os súbditos, escravos públicos e privados, ao serviço dos usurários do senhor deus, eram umas pestinhas a fazer exigências, mais que os seus diminuídos direitos poderiam satisfazer e que seus senhores alguma vez pensaram conceder.

Os ministros de sua majestade também sabiam que, sempre que houvesse alguma agitação no reino aquelas pestes, com certeza, estariam metidas nelas, havia pois que aperta-los com o aumento dos dízimos para que, quanto mais depressa melhor se fizessem os desvios de fundos financeiros para offshore de outros impérios. Tais fugas eram “o pão escravo de cada dia” com o qual governantes, soberanos e reguladores pactuaram, conviveram e beneficiaram.

Um certo dia o ministro Zellotas, controlador da fazenda do reino, ficou sabendo que um novo PECado tinha chegado ao reino. O PECado, plano que já havia sido experimentado, em outras galáxias, com muito sucesso, na óptica dos prestamistas e resolvido outras crises militares, assim como de comércio de certos templos offshorianos foi aplicado também neste reino.

Então Zellotas pediu ao Plano troiquiano que falasse com os súbditos, escravos públicos e privados, mendigos da aposentadoria e outros marginalizados indígenas ou não. O Plano/trica concordou mas pediu para lhes falar separadamente a todas essas criaturas e a outros seres de maior respeitabilidade monetária.

Zellotas, então mandou primeiros os súbditos públicos, depois os da aposentadoria e por aí adiante, sucessivamente todos foram ao beija-mão de suas pardas eminências protectoras dos deuses. Até os banqueiros e (quase) todos aqueles que conseguiram abrir clandestinamente contas em offshore de outros impérios e galáxias.

O plano, troiquiano, embora com nenhuma estabilidade e ainda menor crescimento, sempre afirmando não existir outra solução, visto que o PECado era grande e muito pesado dado os longos anos de festividade, esbanjamento e de delapidação, do alto do seu pedestal sentou os súbditos do reino no banco dos réus, usando uma voz de trovão e de grande austeridade, perguntou-lhe:

Onde está o dinheiro?

O povo, súbdito, abrindo a boca de espanto e a medo, respondeu, num tom choroso e embargado de dúvidas que o dinheiro deveria estar no BPN, na SLN, no BCP, nas contas dos senhores das grandes empresas de obras públicas e de certos amigos de um senhor do reino dos Algarves…

O Plano, agora usando o pomposo nome de Tróica, não percebendo ou fingindo nada ter ouvido, voltou a perguntar, num tom de voz ainda mais severo, onde esta o Dinheiro?

O povo, mais uma vez e cada vez mais amedrontado, disse que o dinheiro deveria ter ido para submarinos, auto-estradas pagas varias vezes, foi gasto no financiamentos de partidos políticos e campanhas eleitorais e foi desviado por certa gente parda e envolta por determinadas amizades e compadrios corruptos para offshore.

A Tróica fazendo-se de desentendida, talvez derivado ao uso de outra gramática diferente da utilizada pelo inquirido, levantou ainda mais a voz e com o dedo em riste, bradou:

ONDE ESTÁ O DINHEIRO?

O réu, temendo pela sua própria vida, saiu do interrogatório esbaforido e a correr com quantas força podia concentrar nas pernas até parar num tasco do quarteirão seguinte de um galego foragido da guerra civil de Espanha que havia sido ganha há mais de meio século por um caudilho para tal desiderato contou com o apoio de um certo troglodita germânico e outro português.

O galego ao vê-lo tão acagaçado, nervoso e atarantado perguntou-lhe o que lhe havia sucedido: Caramba homem, que te sucedeu que estás com cara de quem viu defunto vivo!?

O fugitivo, escravo do reino, ainda atarantado e tentando recuperar o fôlego, respondeu:

Desta vez estamos, mesmo muito, lixados! O dinheiro desapareceu e acham que fomos nós!

Querem obrigar-nos a repô-lo todo, em dobro ou a triplicar, com a língua de palmo. Vão espremer-nos até ao tutano, até que a alma nos doa, sem apelo nem desagravo.

E, porque uns quiseram e outros deixaram, foi a maioria espoliada, de seus parcos rendimentos, para pagamento dos roubos feitos, durante umas tantas décadas, por uma minoria de oportunistas e corruptos especuladores que foram iludindo o povo a quem afirmavam, por todas as alminhas do purgatório, viverem em democracia. Assim vegetaram durante muitos anos, mas um dia o povo deixou de ser súbdito e ...



Publicado por Otsirave às 14:06 de 02.01.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

IMPÉRIOS E IMPERADORES

Grosso modo, o Império Romano, como qualquer sociedade actual, (a esse nível parece que pouco evoluímos) assentava em três pilares fundamentais:

Socialmente, tal como hodiernamente, o Império Romano dividia-se em três extractos: o clero, a nobreza e o povo. Os escravos, tal como nos nossos dias (agora têm outros nomes), não contam. Nem para as estatísticas dos bifes.

A nobreza e o clero, conjuntamente e de forma mais ou menos partilhada, controlam o povo que representa o extracto social com menos poder e que, por via da sua insignificância e fragilidade, tinha (tem) a obrigação, involuntária, de sustentar as cortes e as igrejas.

A este nível pouca coisa se alterou, salvo a ilusão de que agora “o povo é quem mais ordena”.

A organização militar modificou-se, muito significativamente, na sua estrutura e forma de actuar contudo, continua a obedecer a certos nobres, agora impregnados de um republicanismo que em nada difere, no comportamento, dos antigos pretores imperiais.

O clero, também ele impregnado de vícios antigos, teve com concílio vaticano II algum arrimo de laivos modificativos que lhe não chegaram para desmistificar as razões da sua própria existência: as fragilidades do espírito ou a fraqueza da mente humana, que nos levam a acreditar na existência de uns deuses protectores de tais fraquezas e até aliviam as nossas inconsciências e malfeitorias.

A religião existirá enquanto o Homem não for capaz de assumir as suas, intrínsecas e naturais, fraquezas. A religião católica constitui-se como uma das mais profundas e duradoiras reminiscências do Imperio Romano.

Em termos de organização administrativa ainda hoje, pelo menos nas suas designações, continuamos a confundir paróquias com freguesias (umas e outras apegadas a santos e santas). Mesmo agora, com o debate da reorganização administrativa das freguesias, não houve a capacidade de se avançar, mais claramente, na laicidade do Estado.

Reminiscências culturais de impérios e imperadores de cujos fantasmas não conseguimos libertar-nos, até agora.



Publicado por Zé Pessoa às 13:05 de 23.11.12 | link do post | comentar |

Apelo contra « Império da finança »

     Meias-hastes     (- LNT, [0.109/2012])

Bandeira da ONU a meia-hasteCumpre-me o doloroso dever de comunicar o falecimento da democracia helénica.
O corpo encontra-se em câmara ardente no Βουλή των Ελλήνων.
O funeral realizar-se-á em meados do mês de Abril, findo as exéquias, o féretro segue para o cemitério de Nürnberg.
Guernica 
'Guernica', de P.Picasso 
                                   Um apelo da Grécia    (-por José M. Castro Caldas )
   
 
Apelamos às forças e aos indivíduos que partilham estas ideias, para convergirem numa ampla frente de acção Europeia, o mais cedo possívelpara SALVAR os POVOS da Europa.” (Mikis Theodorakis e Manolis Glezos).  Do Reino Unido Tony Benn e outros responderam. 

    « 65 years after the defeat of nazism and fascism, European people are today confronting a dramatic threat, this time not military, but a financial, social and political one.

    A newEmpire of Money” has been systematically attacking one European country after another in the last 18 months, without facing any substancial resistance.

    European governments not only fail to organize a collective defense of European people against the markets, but, instead, try to “calm” the markets by imposing policies that remind us of the way governments tried to confront nazism in the ’30s.   ... »



Publicado por Xa2 às 07:47 de 14.02.12 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Direitos Humanos Universais e...

Essencial ...

 

 

... o essencial é perceber que nem tudo o que parece evidente é, de facto, conhecido (e assumido/ praticado)!... e que há uma História de milhões de massacrados até que os princípios aparentemente simples se tornem Lei e sejam reconhecidos como tal, universalmente!... depois... depois é a grande luta!... esta em que todos nos sentimos comprometidos de fazer o melhor que podemos para que a Lei seja uma prática natural, inquestionável... Acreditem!... todos ganhamos, muito!, em ver este vídeo até ao fim!

         

 



Publicado por Xa2 às 13:40 de 30.01.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Do capitalismo popular à democracia económica

Afinal para haver bons alunos têm de haver bons professores. O exemplo do que escrevo são o então chamado “Capitalismo Popular” na ocasião tão propalado pelo então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva quando a EDP fez a primeira OPV em 17 de Junho de 1997 e passou a estar cotada na BVL considerado na altura um grande sucesso. O então primeiro-ministro fez campanha aludindo que qualquer português se poderia tornar accionista desse colosso energético. Quem diria a evolução que tal capitalismo haveria de experimentar e onde iria cair!

Agora e, precisamente, quando uma empresa de capitais publicos Chinesa, paradoxalmente, adquire 21,45% da mesmíssima EDP vem, igualmente, o primeiríssimo primeiro-ministro, presumível aluno daquele outro senhor já referenciado, afirmar, em natalícia alocução que quer promover uma “democracia económica” no país.

Já podem adivinhar o que daí sairá. Vamos ficar todos ricos e sem qualquer necessidade de preocupação com o futuro. Pois temos o “capitalismo popular” de uma “China democrática” entre nós.

Os mais de 100 mil portugueses que, ao longo deste ano de 2011, abandonaram o país vão ficar muito arrependidos pois, esses, ficarão arredados de tão enriquecedora democratização levada a cabo por essa excelsa personalidade que dá pelo nome de PMMPC.

 

P.S.

É caso par desejar um Novo Ano de 2012 cheio de muitas riquezas a todos os capitalistas portugueses, não há necessidades de nos preocuparmos com os pobres, coisa que deixará de existir em Portugal a partir da publicação do decreto implementador da "democracia económica".



Publicado por DC às 12:07 de 27.12.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Governantes ou ladrões?

Há quem diga, sobretudo à mesa do café, que, os governantes que em Portugal têm assumido tal encargo, nas últimas décadas, têm tido comportamentos de verdadeiros larápios, legitimados por um monte de lacraus acoitados num antigo convento localizado ao fundo da Rua de São Bento, em Lisboa.

Dizem que os larápios vêm actuando, há vários anos, com toda a impunidade, muitas vezes vangloriando-se das suas façanhas, que apregoam como se de benfeitorias se tratassem, para quem os elegeu e quase sempre glorificados por parte desses eleitores.

Os desvios, os furtos e rapinagens, têm revestido as mais diversas formas e os mais diversos meios criativos que abrangem desde as Parcerias Publico Privadas (PPP), o financiamento/nacionalização/privatização de bancos, negocios escuros e corruptos até à integração de fundos de pensões no Orçamento de Estado para cobrir tantos desvarios e a que, pomposamente, chamam de Receitas Extraordinárias que de extraordinário só poderá ser a rapinagem feita ao Fundo de Gestão da Segurança Social (já nem nisso é, de tão repetitivo artificio).

A legalização feita à medida e a pedido pelos próprios põem, muito naturalmente, em risco a sustentabilidade das pensões futuras, é uma delapidação dos dinheiros dos contribuintes que descontaram as suas comparticipações mensalmente e que vêm sacadas, as suas poupanças, sem que sejam consultados sobre tal rombo.

Esses comportamentos, recorrentemente e por diversos governantes repetidos, têm sido aceites com uma, confrangedora, passividade, por parte da população e das, ditas, opiniões públicas que permitem, memo no plano psicológico, aos larápios voltarem ao local do crime repetindo tais façanhas. Assim continuará até à lapidação total, tal é o conformismo das populações.

É caso para dizermos: valha-nos, no futuro, a santa misericórdia e a caridade das organizações religiosas visto que nas do Estado já se não pode confiar, como algures afirmou o actual Presidente, em plena campanha eleitoral. Lá sabia do que falava, alguém que “nunca se engana e raramente tem dúvidas”. Afinal de contas ministros de seus governos também deitaram mão de iguais “receitas extraordinárias”.

Qualquer dia vem-nos dizer que as pensões estão acima das nossas possibilidades fazendo tábua rasa de tantas rapinagens que começaram ainda antes da extinção de companhias como a Marconi, CTT/TLP, etc., a quem agora o fundo da Segurança Social tem de garantir, muito justamente, o pagamento das pensões, disso já ninguém ousa falar.

Porque será que nem Passos Seguro nem José Coelho, perdão, eles são tão parecidos que fiz engano nos nomes, Passos Coelho e José Seguro não falam destes desvios e de como vai ser feita a sustentabilidade dos fundos de pensões da Segurança Social?



Publicado por Zurc às 10:11 de 12.12.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Orçamento de Estado: O esbulho e o Tribunal Constitucional

Como é do conhecimento público o Tribunal Constitucional (TC) rejeitou, há cerca de um ano, o pedido feito por um grupo de deputados da Assembleia da Republica (AR) de declarar inconstitucional a norma do Orçamento de Estado (OE) de 2011 que impôs o corte nos salários dos funcionários publicos e da Empresas Publicas, apesar destas se regerem, segundo a lei, pelas normas do sector privado.

O argumento justificativo que o TC encontrou foi o de que aquela medida (corte até 10% nos ordenados) não tinha validade superior a um ano, por isso de carácter transitório e de natureza excepcional.

O TC parece, assim, ter enviado para as ortigas o conceito da não descriminação negativa cujo principio da igualdade de tratamento perante a lei consagrado constitucionalmente e segundo a Declaração Universal dos direitos do Homem.

Sendo que a mesma filosofia e medidas, ainda muito mais discricionárias e gravosas, estão previstas serem aprovadas para vigorar até 2014, ou seja uma duração de pelo menos quatro anos, os argumentos dos Juízes do TC decaíram. Que argumentos irão arguir se um próximo grupo de deputados ou conjunto de cidadãos voltar a suscitar o pedido de declaração de inconstitucionalidade das normas que venham a ser aprovadas?

Parece que ainda, não entenderam, os juízes, ser muito repetitivo o argumento por si invocado de “natureza excepcional e indispensável” das medidas avulso que sucessiva e recorrentemente fazem tábua rasa dos preceitos constitucionais. Os abusos, fugas e desvios de dinheiros publicos que têm levado à situação em que o país se encontra nunca conheceram responsabilização de quem o deveria ser e os senhores juízes nada fizeram, ex ofício, como lhes competiria.

O TC afirma, tambem, com frequência demasiada que a constituição não consagra a garantia da irredutibilidade dos salários remetendo para a lei ordinária essa consagração. É caso para nos perguntarmos como interpretará o nº 2 do artigo 16º da CR que prevê que “os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais devem ser interpretados e integrados de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos do Homem” e que essa declaração salvaguarda os princípios da dignidade humana e que o direito a uma remuneração digna salvaguarda essa dignidade.

Será que os juízes do TC admitem mais plausível da dignidade do homem e da humanidade é admitir-se o esbulho de tudo o que pertence ao Estado e ir parar às mãos de usurários especuladores, concentrando riquezas desmedidas?

Hoje comemora-se o dia internacional do combate contra a pobreza. Tal tem sido a evolução das disparidades na distribuição da riqueza produzida que como diz Alfredo Bruto da Costa “os ricos riem-se” visto que o foço entre aqueles e estes vem aumentando como os postes abaixo ilustram.



Publicado por DC às 10:06 de 17.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Orçamento de Estado 2012
D. Januário: "Este Governo é um cobrador de impostos"
Hoje
D. Januário: "Este Governo é um cobrador de impostos"D. Januário Torgal Ferreira aponta a falta de pedagogia e de jeito do Governo na preparação das pessoas e organismos para as novas medidas de austeridade anunciadas.

"Este Governo é um cobrador de impostos", acusa D. Januário, em declarações ao DN.

Em reacção ao anúncio do Orçamento de Estado para 2012, na noite de quinta-feira, por Pedro Passos Coelho, o bispo das Forças Armadas diz que "sem qualquer exagero, com estes estímulos, estamos a caminhar para o 'Apocalipse Now'", e está certo de que esta foi uma "noite de júbilo" para os portugueses que votaram no actual Governo.

P.S

Pois claro acrescentamos aqui e, como no posta anterior de Daniel Oliveira "o que era já não é", agora a esquerda mais radical que se juntou à direita para derrubar um governo que embora com tiques de direita sempre tinha muito de preocupações sociais e de defesa do papel do Estado que derrube também este. Agora sim tem razões de sobejo para tomar essa atitude. O que lhes resta é a indignação popular de rua que apenas servirá para descarregar o stress do descontentamento e agravar a situação económica do país.

Iremos ver que os ricos vão ficar mais ricos e os pobres mais empobrecidos. os extremos afinal tocam-se, na pobreza da mendicidade.



Publicado por DC às 09:25 de 14.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Governo Chama PS ?

A ser verdade o que o SOL revelou este fim-de-semana, não só constitui mais um sinal positivo na mudança de fazer política como retira aos socialistas a pouca capacidade de que já dispõem de fazer oposição ao nivel das medidas negociadas com a chamada troika.

O Sol revela que “o primeiro-ministro quer o PS a liderar uma comissão parlamentar que fiscalize a par e passo o cumprimento das medidas da troika.

O Governo alem da garantida «cooperação activa» do Presidente, Cavaco Silva, pretende garantir no parlamento a segurança absoluta da aprovação do seu respectivo programa político.

Nessa medida, a maioria PSD/CDS prepara-se para rapidamente garantir outro tipo de cooperação, envolvendo o PS na aplicação do programa de austeridade. Este que pouco espaço de manobra lhe resta não terá outro remédio que garantir o mínimo de governabilidade.

Mesmo assim ao PS, se ainda lhe restar alguma coerência, pingo de vergonha e alguma veia social, muito tem para defender no que reporta à salvaguarda e defesa de alguma equidade na repartição dos sacrifícios, de defesa de critérios de solidariedade, de justiça social, do combate conta a corrupção de um melhor funcionamento dos tribunais em particular e da justiça em geral

O SOL apurou que Luís Montenegro vai avançar, logo no início da semana, com a proposta no Parlamento para a formação de uma comissão de acompanhamento, sugerindo que ao PS caiba a presidência dessa comissão.



Publicado por Otsirave às 11:06 de 24.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

O exemplo surge das cinzas

A revolução processada nos sectores do textil e do calçado deveria alastrar ao país.

É hoje, dia 22 de Junho, que a CGTP (quem diria) apresenta um estudo levado a efeito por uma investigadora do Instituto de Solidariedade e Segurança Social (ISSS), sobre a evolução colossal que se processou no sector têxtil e calçado, em Portugal.

A autora do estudo, Berta Granja do ISSS, apresenta os resultados em sessão conjunta com a CGTP com quem se associou num trabalho efectuado em parceria.

Assim, a CGTP aproveita a realização de um seminário internacional a decorrer no Porto, Hotel IBIS, para fazer a apresentação dos referidos resultados de um estudo em boa hora levado a cabo e demonstrativo do que o país é capaz de fazer quando para tal reúnem capacidades e vontades

A reestruturação do sector têxtil e do calçado no norte e centro de Portugal é bem a ilustração desse desiderato.

O referido seminário internacional e faz parte de um projecto mais amplo a nível europeu -Projecto Apenach- que visa melhorar a acção sindical sobre as práticas de antecipação e gestão das mudanças e reestruturações de empresas através de instrumentos de formação sindical e gestão de competências com vista á preparação dos quadros sindicais.

Estas práticas de acção, de antecipação da gestão e dos comportamentos em mudança são, há muitos anos, uma constante em países da Europa central e que têm dado como resultado o evitar crises económicas e sociais, o travar do desemprego e a sustentabilidade na criação de riqueza, diversificando quer as produções como inovando nos sectores de actividade.

No seminário serão ainda apresentados resultados de outros estudos realizados noutros países europeus.

A iniciativa é organizada pelo departamento da CGTP área do desenvolvimento sustentável, economia social e defesa do consumidor, cujo responsável é o dirigente João Lourenço, proveniente da corrente autonomia sindical.



Publicado por Zurc às 09:46 de 22.06.11 | link do post | comentar |

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO