SWAPS E GINCANA POLÍTICA

Dentro do habitual processo de gincana política, que mais não é do que permitir, a uns e a outros, uma espécie de ejaculação cerebral, vai hoje ser ouvido, na Assembleia da República, o ministro da finanças.

Como de costume, tudo ficará como dantes, como a palha em Abrantes, sem nada ser esclarecido sobre a constante irracionalidade comportamental dos políticos na gestão da “coisa” pública, associada com a desenfreada corrupção, por parte dos controladores partidários.

Todos, cada um à sua medida, nos governos ou nas oposições, são corresponsáveis, por ação ou por omissão conivente, pelos descalabros gestionários nas empresas públicas do sector empresarial do estado - EPE`s, sejam elas das áreas dos transportes ou da construção naval. Também assim sucede ao nível das empresas camarárias, por este país de Norte a Sul.

Tais comportamentos, por parte de todas as forças partidárias, têm assentado numa base filosófica de atuação que é a de sobrepor acima de todos os interesses coletivos os próprios e dos seus respetivos grupos.

Todos os partidos, os que tem assumido responsabilidades governativas à cabeça, têm usado a estrutura estatal e autárquica para proveito próprio, para fins de colocação das suas clientelas e para obter financiamentos às suas campanhas e, por vezes, às suas contas particulares.

Quem se escusou de inaugurar obra em vésperas de campanha eleitoral?

Quantos foram, políticos e cidadãos comuns, a perguntar quem, como e com que dinheiro eram pagas tais obras, por vezes faraónicas?

As swaps, que em algumas empresas de transportes começaram a ser usadas a partir de 1996, sempre foram utilizadas com conhecimento e cobertura das tutelas respectivas.

O excesso de endividamento, das tão badaladas empresas, foi feito, não por vontade própria das administrações respectivas, mas sempre por imposição dos governantes com a conivência da Assembleia da República (AR).

Disso sempre tiveram conhecimento todos os deputados na AR, pois é ela que apoia e fiscaliza os governos.

Tanto a Inspeção Geral das Finanças (IGF) como o Tribunal de Contas (TC), são conhecedores de tais práticas. Os Relatórios e Contas das empresas são de acesso público e referem a existência das ditas Swaps.

Nem a hipocrisia do PCP escapa a esta gincana visto que os seus rapazes sempre prontos a “arrastar” trabalhadores para a agitação de rua não viram porque nunca querem ver o que lhes não convém ainda que sempre prontos a “sacar” benefícios pouco se importando das consequências futuras.

Nunca os relatórios das auditorias ou dos órgãos fiscalizadores, uma qualquer comissão da AR, da IGF ou do TC, alguma vez questionaram ou deles foram suscitados esclarecimentos.

Ainda há quem diga não haver consensos neste país!



Publicado por Zé Pessoa às 13:02 de 30.04.13 | link do post | comentar |

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