"Lesados do BES"

CarloCosta-1.jpgO Governador do Banco de Portugal (BdP) defendeu hoje que a comunidade não pode segurar ou dar garantias permanentes a quem arrisca nos investimentos bancários, sublinhando a importância de aumentar a literacia financeira.

"Quando as pessoas esfregam as mãos com alto rendimento não se perguntam nunca qual é o risco que está associado e, naturalmente, o risco anda associado: alto rendimento, alto risco", disse Carlos Costa, acrescentando que a "comunidade não pode segurar" ou "dar uma garantia permanente àqueles que assumem risco".

Nota: Estou de acordo. Apenas diria de forma mais direta: Quando ganham com os investimentos, ganham eles. Quando perdem, perdemos nós. Estou farto destas "indignações"...


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Publicado por [FV] às 17:42 de 22.09.15 | link do post | comentar |

Professores à beira de esgotamento e sociedade no esgoto

Um em cada três professores  à  beira  de  esgotamento   (-Lusa, via i  13/5/2015)

   Um terço dos professores portugueses sofre de elevados níveis de stress e 37% têm problemas de voz, alertou a Federação Nacional de Educação, que vai lançar uma campanha e exigir que o stress seja considerado doença profissional.

    Duas investigadoras da Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), inquiriram 800 docentes portugueses e descobriram que 30% tinham níveis elevados de "burnout" (estado de esgotamento físico e mental provocado pela vida profissional).

   Os resultados da investigação, que ainda não terminou, foram agora divulgados pela Federação Nacional de Educação (FNE), que sublinhou a “relação directa entre o elevado nível de burnout e os baixos níveis de satisfação no trabalho”.

   As investigadoras do ISPA perceberam que a idade, o tipo de contrato, a experiência profissional e o tipo de ensino têm influência nos níveis de stress: os professores mais velhos têm níveis de burnout superiores assim como os que dão aulas no secundário (e 3º ciclo, e em vários níveis/anos/escolas).

   “Os professores do ensino secundário apresentam valores mais elevados de stress, exaustão emocional e maior falta de reconhecimento profissional”, recorda a FNE, sublinhando que as mulheres também são mais afectadas.

   No mesmo sentido, os docentes responsáveis por alunos com necessidades educativas especiais também sofrem mais de ansiedade, burnout e preocupações profissionais.

   Turmas muitos grandes e com muitos alunos e estudantes mal comportados são duas das causas que provocam stress nos docentes, que se queixam dos baixos salários, das condições de trabalho precárias, da grande exigência de tarefas burocráticas, pressão de tempo para o desempenho das tarefas e as exigências na relação com alunos e pais.

   Um outro estudo realizado pelo Sindicato de Professores da Zona Norte (SPZN) revelou uma elevada prevalência de problemas de voz.

   Trinta e sete por cento dos professores têm uma perturbação vocal profissional, sendo que a grande maioria dos docentes (85%) nunca teve qualquer treino vocal durante o seu percurso profissional, segundo o rastreio de voz feito a 325 professores, educadores e formadores, realizado durante a Campanha Defende a Tua Voz, pelo SPZN.

   A FNE lança esta semana uma campanha de saúde para alertar os profissionais da educação para o impacto do stress, dos problemas da voz e das lesões músculo-esqueléticas, com sessões de esclarecimento e debate que começam na sexta-feira, em Ponta Delgada, e vão prolongar-se nos próximos meses em várias cidades do país.

   A Federação planeia ainda intervir junto do Governo, no sentido de verem criados mecanismos de protecção destes trabalhadores. Segundo a assessora da FNE, no final das sessões a federação pretende pressionar o governo para que o stress passe a ser considerado uma doença profissional.

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A  canalha    e   a  sociedade  que  criámos  ou  (não)  queremos.

Na semana passada as televisões, os jornais e as "redes" foram tomadas de assalto por uma gravação com um ano. A coisa passava-se numa rua da Figueira da Foz. Umas raparigas entretinham-se a bater num rapaz, nitidamente mais enfezado do que elas, inerme a socos e a bofetadas. ...  ...para a tradicional brigada de psicólogos e de "assistentes sociais" (e comentadores) aparecer, a título póstumo, para carpir o evento e para as "autoridades" procederem a "identificações", um ano passado (!).  

     Isto só tem importância para quem persiste em ignorar no que se transformaram as escolas (públicas) ... Varrida a disciplina (e as condições externas e internas para existir um bom ambiente de estudo e ensino,) para não incomodar excessivamente pais e filhos, "estruturados" e (famílias) "desestruturados", escola e rua tendem a confundir-se. E no meio da miudagem que ainda quer aprender algo, (e não pode porque mais de metade do tempo é utilizado para 'amainar' a turma) ou que a tal é, como lhe compete, obrigada pelas suas circunstâncias de tempo e de modo, vai proliferando a má/ falta de educação. (de futuros e actuais cidadãos)

    Entretanto, ... o final simbólico da primeira liga da bola trouxe milhares de pessoas para as ruas.  Antes disso, porém, em Guimarães alguma "massa associativa" festejou de outra formaArmazéns, bares, sanitários e cadeiras do estádio local foram selvaticamente arrombados, assaltados e destruídos  (seria pior se a sua frustração tivesse alvo na família !!). (Havendo também excessos/ abusos securitários ou "actuação desproporcionada" de alguns agentes).   Em Lisboa, as festividades terminaram com mais de cem feridos e mais destruição depois de, no meio daqueles que estavam simplesmente felizes, ter emergido a canalha. ... ... O que nos foi mostrado da Figueira, de Guimarães e de Lisboa foi intolerância, estupidez, infantilismo e fanatismo (, falta de civismo e de educação à mistura com muita  frustração e comportamentos de massa).   ... e outra oportunidade para os mídia captarem audiências (e 'telefonemas a pagar'), os políticos e comentadores se pavonearem, o desgoverno anunciar mais medidas da treta, ... e continuar tudo na mesma, i.e. deixar a maioria desta sociedade, e a educação, a cidadania, a dignidade, a liberdade igualdade fraternidade e justiça , ... irem para o esgoto !).      (JN , adaptado)



Publicado por Xa2 às 07:39 de 15.05.15 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Antes ... e agora.. Vamos continuar passivos ?!

Antes de 25/4/1974, Portugal era um país sem esperança e sem futuro.

O  25 de Abril devolveu-nos a dignidade e a liberdade.

Nos últimos anos, a política de direita neoliberal, quer-nos roubar a esperança, a dignidade, o trabalho, a liberdade, os direitos sociais e a cidadania activa.  

Vamos deixar ?  NÃO !.    Temos de nos  Unir  e  Lutar .

25abrilnet

                   Associação 25 de Abril,  mensagem da Direcção em Abril 2015:

   Já passaram 41 anos sobre o dia em que o MFA libertou os portugueses de uma ditadura de mais de 47 anos, abriu as portas à Liberdade, à Democracia, à Paz, à Justiça Social.    Durante estes 41 anos, os portugueses puderam decidir dos seus destinos, através de eleições livres, escolhendo os seus representantes nos diversos órgãos do poder. Muitos avanços se conseguiram, a sociedade evoluiu para melhor, mas, é uma constatação que não podemos ignorar, de há alguns anos a esta parte, o retrocesso vem sendo uma realidade e as conquistas alcançadas vêm sendo destruídas, como se quem exerce o poder esteja possuído de um desejo de vingança, para com os que protagonizaram a madrugada libertadora. Assumindo-se, pelo menos aparentemente, como herdeiros dos vencidos em 25 de Abril de 1974.
      Resultado, hoje estamos envolvidos por um pântano de indignidade, com servidores subservientes de interesses alheios aos portugueses ao leme do poder. Como afirmámos há quatro anos, a crise de valores que vivemos é bem mais grave que a crise financeira em que nos lançaram. A respeitabilidade e a dignidade do País têm sido postas em causa por dirigentes sem idoneidade para o exercício das funções que têm desempenhado e continuam a desempenhar.
     Só não assistimos ainda a acções de ruptura violenta porque, apesar de todos os maus tratos de que têm sido alvo, com destruição da condição militar, os soldados de Portugal têm posto acima de tudo o seu sentimento de dever patriótico, cumprindo todas as missões de que são investidos e garantindo a defesa do Estado Democrático e de Direito. Acreditamos que o seu sentimento de dever cívico continue a sobrepor-se a todos os sentimentosde revolta. Neste sentido, teremos de ser capazes de fazer uma ruptura com as políticas que levaram Portugal à situação a que chegou.
     Temos de continuar a sonhar, mesmo que nos pareça utópico, com o regresso dos valores de Abril à nossa Pátria. A indignidade atingiu limites insuportáveis, daí que um dos objectivos fundamentais dos próximos tempos é o de recuperarmos a Dignidade perdida. Temos de consegui-lo! O pão, a habitação, o trabalho, a saúde, a educação e a segurança social têm de voltar a ser direitos efectivos de todos os portugueses.Temos de conseguir que cada português possa ter o direito de tornar real a utopia de viver no seu Pais, em condições de dignidade. Para isso, temos de ser capazes de derrotar a ideologia dos mercados, do individualismo e do egoísmo. Só o faremos se conseguirmos resgatar a cidadania, se encontrarmos novas formas de expressão e mobilização.
     Os cidadãos têm de ser intervenientes nas decisões que lhes dizem respeito, sejam as individuais,sejam as de sentido colectivo. Por mais difícil e utópico que nos pareça, temos de conseguir praticar uma democracia de corpo inteiro, uma democracia que viva connosco e não seja apenas uma visita que nos venha bater à porta, de tempos a tempos, para nos pedir um voto.
     Temos de acabar com a corrupção, com o não cumprimento dos mais elementares deveres por parte dos dirigentes, com a desbragada destruição do parelho de Estado, com a despudorada transferência de tudo o que é público para o sector privado. Temos de ser capazes de recuperar um verdadeiro Estado Social, devidamente adaptado aos novos tempos que vivemos. Temos, enfim, de ser capazes de dar resposta aos anseios de uma enorme maioria de cidadãos que se não revê nos actuais partidos políticos e, ainda menos, nos dirigentes que nos desgovernam.
      Para isso, temos de conseguir mobilizar as vontades das mulheres e dos homens sérios de Portugal e recuperar os valores que nos fizeram sonhar há 41 anos. Não o poderemos conseguir se funcionarmos de forma isolada, por isso temos de congregar esforços com os povos europeus que enfrentam problemas semelhantes e, em conjunto, recuperar o projecto solidário, fraterno e justo que nos levou à integração na Comunidade Europeia.
     Caros amigos e compatriotas. Nós não desistimos e acreditamos que, com a mobilização de todos os democratas, conseguiremos recuperar os valores de Abril, para a nossa sociedade. É essa a nossa convicção, é essa a nossa esperança, é esse o nosso desafio, é esse o nosso compromisso!   Viva Portugal !  Viva o 25 de Abril !
 
    PASSARAM  41  ANOS       (-por Eduardo Pitta )
       Em Abril de 1974, vivendo sob ditadura, Portugal estava em guerra, com mais de duzentos mil homens deslocados em Angola, na Guiné e em Moçambique. Havia fome. A emigração era maçica. A PIDE/DGS fazia o que queria. As prisões abarrotavam de presos políticos. Mais de um milhão de portugueses tinha as suas vidas esmiuçadas em fichas que estão hoje arquivadas na Torre do Tombo e no Centro de Documentação 25 de Abril. O Governo de Caetano punha e dispunha nos Tribunais Plenários. Eram proibidos os partidos políticos. Soares e Cunhal viviam no exílio. A homossexualidade era crime. Notícias, livros, canções, peças de teatro, filmes, conferências, programas de rádio e televisão, etc., eram sujeitos ao crivo da censura prévia. Apenas 40% do território nacional dispunha de electricidade (idem para água canalizada, esgoto/saneamento, ...). O Banco de Portugal tinha os cofres cheios. Thomaz (P.R.) era uma figura de retórica.
     Em Abril de 2015, o BdP continua a ter os cofres cheios (? de ...?). Porém, a fome e a emigração persistem. O desemprego é uma mancha que alastra. Cavaco é uma figura de retórica. O grande mistério: quatro quintos da população (número que inclui muita gente de Esquerda) continua a pensar e a agir e a deseducar os filhos como fazia em 24 de Abril de 1974.  É triste.
 [*Imagem:  foto de Thomas Meyer, do mural com cap. Salgueiro Maia pintado na Av. Berna, Lisboa. Clique.]


Publicado por Xa2 às 07:47 de 24.04.15 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

'Politicar' a União Europeia em Portugal e em cada nação.

Pela primeira vez a Europa tornou-se uma questão de política interna
(-JPP, 3/3/2015, Abrupto)

    Pela primeira vez, desde sempre, uma matéria europeia tornou-se uma fractura de política nacional: a questão grega. Apesar dos esforços inglórios de muitos europeístas, e de alguns eurocépticos, esta entrada de uma questão europeia na agenda política nacional não se deu com nenhuma das matérias canónicas da “construção europeia”.    Não foi um tratado, como o de Lisboa, não foi um projecto constitucional, não foi qualquer reforma institucional, nem o equilíbrio ou desequilíbrio do poder da Comissão, do Conselho, ou do Parlamento.     Não foram fundos, nem planos, nem quadros comunitários, que esses mobilizam apenas aqueles que estão na fila para os receber e são vistos com indiferença pela maioria das populações que acham que não estão do “lado recebedor”.     São matéria popular numa elite especializada em os usar, das empresas às autarquias, ou em grupos de interesse que conhecem todos os segredos da burocracia europeia para ir buscar o seu quinhão.   Para o cidadão comum, é pouco mais do que umas estrelas azuis nuns cartazes junto a obras e uma enorme suspeita de corrupção pelo caminho.    Não foi, o que é ainda mais revelador, nenhuma das agendas que surgem nas eleições europeias, que só mobilizam votantes, e mesmo assim pouco, pelo uso do voto europeu nas questões políticas nacionais.  
      Não foi nada disso, foi uma discussão que envolve questões poderosas mas incómodas na União Europeia: democracia, vontade popular, liberdade dos povos, igualdade das nações, soberania, pensamento “único”, hierarquias de poder, todas as questões malditas que a actual geração de governantes europeus anda a querer evitar a todo o custo e agora não pode fugir delas.   Foi isso que tornou a questão grega uma questão nacional em muitos países, do “nein” alemão do Bild às sucessivas sessões do Parlamento português, com tomadas de posição pró e contra muito mais apaixonadas do que é costume numa questão internacional, e muito menos na pasmaceira que costuma caracterizar a política europeia. 
     Passado um mês da vitória do Syriza, temos um mau acordo para os gregos, que o aceitaram com reserva mental e dificilmente o cumprirão, e um mau acordo para a União Europeia, que o fez também com reserva mental para “esmagar” os gregos.   Pelo caminho, revelou-se um “estado” da Europa que assusta qualquer um, com uma elite governamental sob a batuta de um alemão vingativo, Schäuble (muito mais do que Merkel), que se dedicou a punir a Grécia pelo atrevimento.    A Grécia, o país que mais do que qualquer outro tem razões de queixa da Europa, tendo sido sujeito a uma imposição de violenta austeridade sem qualquer resultado palpável, sob um governo espelho do poder europeu, um partido do PPE aliado com um do PSE.    Não foi o Syriza que colocou a Grécia no estado em que está, foram a troika e o Governo grego amigo de Merkel, Rajoy e Passos Coelho
     O que se assistiu foi a uma pura exibição de poder imperial, até com uma dimensão individualizada em Schäuble, rodeado por uns gnomos serviçais e no meio de uma série de governantes que de há muito se esqueceram que eram democratas-cristãos, sociais-democratas, socialistas, e que agora são “europeístas”, uma coisa indiferenciada e iluminista, feita de uma engenharia utópica serôdia e do mais clássico impulso burocrático.   O que mais os incomodou naquelas salas não foi a petulância de Varoufakis, nem os discursos inflamados de Tsipras, mas o facto de os governantes gregos terem lá chegado com um esmagador apoio popular, que as sondagens revelam ir muito para além dos resultados nas urnas, e de eles estarem acossados em cada país, a começar pelos mais serviçais, portugueses e espanhóis. 
     Para esta elite é inaceitável que ainda haja governantes que olham para baixo, para a vontade de quem os elegeu, mal ou bem, enquanto eles o que têm feito é evitar cuidadosamente levar a votos aquilo que estão a fazer, muitas vezes a milhas daquilo que prometeram nas suas campanhas eleitorais.    Por isso, os gregos tinham de ser esmagados e humilhados, para regressarem à pátria como demonstração viva de que não há outro caminho que não seja a submissão, a “realidade”.   A frase jocosa de Schäuble, dizendo que “os gregos certamente vão ter dificuldades em explicar este acordo aos seus eleitores”, é o mais revelador do que se passou.   Não foi o dinheiro, nem a dívida, nem as “regras”, foi obrigar o Syriza a comer o pó do chão e quebrar o elo entre eles e os seus eleitores, essa coisa mais do que tudo perturbadora para estes homens. 
      E não me venham dizer que o que está em jogo é a vontade dos eleitores alemães contra a dos gregos, porque a última coisa que passa pela cabeça de Schäuble é pensar que faz o que faz porque é o que os seus eleitores desejam. Ele faz o que faz, porque defende o poder alemão na União Europeia e assim os interesses últimos da Alemanha, económicos, sociais e políticos. Ele pode ser nacionalista, os gregos não. Toda a gente percebe que o que se passou não pode ser esquecido ou “arrumado” e andar-se para a frente. Daqui a quatro meses vai tudo voltar outra vez ao de cima e é até bastante provável que a Grécia deixe o euro. Claro que nesse mesmo dia deixará de pagar a dívida e as centenas de milhares de milhões de euros emprestados vão ao ar. 
     Mas se é possível admitir um processo de saída do euro sem grandes convulsões institucionais, o que é que acontece se a Grécia quiser continuar a fazer parte da União Europeia, onde tem um voto juntamente com os outros países que, em matérias que implicam a unanimidade, é um veto? Política externa, por exemplo. Será que a Grécia pode ser “expulsa”? Não pode, a não ser que se mudem os tratados, para o que é preciso o voto grego… 
     Claro que há entorses possíveis de fazer, por gente muito habituada a fazer essas entorses, mas será líquido que os dezoito continuem dezoito contra um?   Já nem sequer falo do fim da União Europeia como foi fundada, que de há muito já acabou.   Falo desta coisa que se percebe muito bem: o poder imperial não pode manter-se sem a força e a força não são canhões ou soldados (a não ser no Leste da Europa, mas depois falamos disso…), mas o dinheiro, a dívida, os mercados – ou seja, como já o disse, a forma moderna de aliança entre os grandes interesses financeiros e a (elite) política
      Os portugueses, que as sondagens revelam estar maioritariamente com os gregos, mesmo depois dos argumentos mesquinhos de que isso lhes iria custar dinheiro, percebem isto com uma enorme clareza. O argumento de que não há manifestações a favor da Grécia com mais de 50 pessoas é bom para alimentar o fogo da Internet “liberal” e governamental que espuma com o Syriza, grita vingança e humilhação, e bate palmas a Schäuble. Mas deviam olhar com mais atenção para as razões pelas quais o Governo português, depois de ter sido exibido e denunciado no seu papel vergonhoso de acólito alemão, percebeu que tinha ido longe de mais em público e disfarça hoje os seus passos
      Porque será? A resposta é simples:    a exibição de um poder imperial unanimista dos dezoito contra um, com motivações que se percebe não terem qualquer elevação, dignidade, ou sequer utilidade, é, como todas as exibições de força, muito preocupante. Assusta, e bem, quem ainda tiver uma réstia dessa coisa maldita na Europa, o sentimento nacional antigamente chamado "patriotismo".    E se um dia for Portugal a estar do lado perdedor?   E se um dia os eleitores portugueses votarem num governo “errado”, como pode acontecer em democracia?    E se um dia todas as políticas nacionais tiverem de ir a visto em Bruxelas (já vão em parte)?    E se um dia a União se começar a imiscuir nas nossas fronteiras atlânticas, como já se imiscui no que os nossos pescadores podem ou não pescar?    E se um dia algum burocrata europeu entender que Portugal deve ser reduzido a um país agrícola e turístico e fazer uma fábrica for proibido, se competir com a quota francesa ou espanhola?   E se um dia os nossos europeístas (como já o dizem) considerarem que as decisões do Tribunal Constitucional são “ilegais” face ao direito comunitário?    E se um dia houver um qualquer sobressalto nacional que nos coloque em confronto com um qualquer Schäuble e os seus dezassete  anões
    Nessa altura lembrar-nos-emos certamente da Grécia.


Publicado por Xa2 às 07:42 de 06.03.15 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Alternativa Grega poderá iniciar salvação dos Europeus

A chance grega e a salvação da Europa    (-por F. Louçã, 30/12/2014)

tsipras  A Grécia terá eleições a 25 de janeiro e a possibilidade de eleger o primeiro governo de esquerda da história europeia das últimas décadas.

Talvez se possa dizer que o primeiro governo Mitterrand, que era uma coligação entre o PSF e o PCF, no seguimento de dez anos de “união da esquerda”, aplicou uma orientação para a mudança entre 1981 e 1983, quando nacionalizou todo o sistema financeiro e os principais grupo industriais nacionais (imagina hoje um PS a propor tal radicalismo?).   No entanto, esse governo submeteu-se a partir de 1983 a uma política de austeridade e privatização. Ora, isso foi há mais de trinta anos. Desde então, os governos dos partidos de centro seguiram sempre uma orientação financeira alinhada com os interesses dos mercados, sem qualquer excepção em qualquer país europeu.  A Grécia é portanto a primeira oportunidade em décadas para um país da União Europeia escolher uma alternativa de esquerda.

     Isso não significa que o resultado esteja já definido. As próximas três semanas farão reviver os medos ancestrais, as campanhas de terror, as chantagens de todo o tipo, a polarização social. E a pressão internacional: durante as últimas semanas, a Comissão Europeia pronunciou-se em favor do candidato presidencial da direita e o comissário Pierre Moscovici, 'socialista', foi a Atenas reafirmar o mesmo. No sábado passado, em entrevista ao Bild, Wolfgang Schäuble veio garantir que o governo alemão obrigará a Grécia a pagar a conta. “As novas eleições não mudarão nada a respeito da dívida grega”, disse o ministro, para bom entendedor meia palavra basta. O FMI suspendeu os tratos com a Grécia assim que foram anunciadas eleições.

     Os dados estão lançados mas ainda não se pode adivinhar quem ganha. O triunfalismo é portanto tão desaconselhável como o catastrofismo. Se a esquerda vencer, começará um ano vertiginoso: ou a dívida soberana (197% do PIB) é reestruturada em profundidade e com grandes perdas para o capital financeiro, ou a Grécia terá de ameaçar ou de forçar a sua saída do euro. O Syriza quer impor a primeira alternativa e evitar a segunda. Se, em contrapartida, a direita ainda for a tempo de recuperar e vencer, a Grécia prosseguirá a sua vertigem de endividamento e desagregação. Essa é a origem da contradição onde está a força da esquerda: é a única que representa a nação contra o protectorado, mas a sociedade está dividida.

     No mapa político grego, este momento parece irrepetível. O partido socialista, o PASOK, que há quatro anos tinha maioria absoluta no parlamento e 40% dos votos, está hoje reduzido a uma franja e foi agora abandonado pelo seu anterior secretário geral, Papandreu, que forma um novo partido. Comprometido no governo de Samaras, é um resíduo do anterior sistema partidário. A Nova Democracia, o principal partido da direita, aparece atrás do Syriza (esquerda) em todas as sondagens. E os restantes partidos ficam muito à distância: o partido comunista (KKE), o Dimar (uma cisão social-democrata do Syriza e que participou no governo até há pouco), os Gregos Independentes (um partido de direita anti-troika) ou a Aurora Dourada (neo-nazis).

     Caso a Grécia opte pela esquerda, será sem dúvida uma oportunidade difícil, mas ainda mais uma inauguração arriscada. Nenhum governo negociou jamais com as autoridades europeias a partir de uma posição de soberania ou de restrição às rendas financeiras da dívida pública. Nenhum governo enfrentou jamais a autoridade do governo Merkel. Nenhum governo questionou até hoje o Tratado Orçamental e a eternização da austeridade. Para o fazer, o governo de esquerda tem de estar muito bem preparado, ancorado em estudos precisos e planos de contingência detalhados, apoiado pela população e disposto a lutar com todas as consequências. O Syriza ainda não apresentou essas propostas concretas e espera-se que o faça nos próximos dias.

     Creio que isto nos ensina duas lições e nos confronta com uma terceira questão em aberto. A primeira é que só haverá um governo de esquerda quando a esquerda unida tiver mais votos do que o centro: enquanto os partidos que aceitam a troika, a austeridade ou as regras do Tratado Orçamental forem dominantes, não há solução para uma alternativa. A segunda lição, na minha opinião, é que é preciso manter sempre um rumo claro: a esquerda só será mais forte do que o centro se milhões de pessoas fizerem seu o esforço de enfrentar a finança pondo em causa o chicote da dívida, pois essa é a explicação para o ascenso do Syriza. A terceira questão não tem ainda resposta: se tiver o apoio da maioria, o governo de esquerda é capaz de cumprir o seu programa, vencendo então essa maldição de Mitterrand? Não sabemos. Não falhar onde tantos recuaram é uma tarefa ciclópica. Saber para onde ir quando tantos se alimentam de medo e incerteza é um risco acima das possibilidades. E, no entanto, tudo é realizável: não resta mais nada, não há caminhos intermédios, não há meias tintas, não há conciliações possíveis, os de cima não cedem nada e levaram quase tudo.

     Oxalá possamos ter a Grécia a desbravar esse caminho, porque à Europa não restam muito mais chances. Tudo, o poder de Merkel, a unidade da União, as suas leis futuras ou o Portugal de 2015, tudo tem uma primeira volta em janeiro nas eleições gregas. (e depois as portuguesas, ...)

----xxx--- A lição que os gregos nos deram em Termópilas em 480 AC onde derrotando os persas salvaram os valores que estão na base da nossa civilização, lhes dê força e ânimo para mais esta vitória.  ... contra o imperialismo financeiro

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--- Nova carta à Alemanha  (-por J.Castro Caldas, 4/1/2015)

--- Vem aí borrasca e da grossa   (deflação e nova crise económico-política) (-F.Louçã, 6/1/2015)

--- O BCE resgatará a zona Euro do austerismo alemão ? (A.Gomes, 6/1/2015, Causa nossa) 

---  Um país desordenado   (-por A.P.Fitas, 14/11/2014, A nossa candeia)



Publicado por Xa2 às 19:36 de 06.01.15 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Indignidade de vassalos e vítimas da prepotência anti-democrática

A  BARRAGEM  A  EVO  MORALES    (-por JM Correia Pinto, politeia)

   A  INDIGNIDADE   DOS   ESTADOS   VASSALOS
     Os portugueses estavam demasiado ocupados com as vicissitudes da política interna e com as manobras políticas do PSD/CDS para, na hora em que os factos estavam acontecendo, se terem dado verdadeiramente conta do que se estava aa passar na Europa dos “direitos humanos e das liberdades” com o avião presidencial da Bolívia que, de Moscovo rumo a La Paz, transportava a bordo o presidente Evo Morales. Ou então já estão tão habituados a ingerências e a vassalagens, de que a presente crise política, os seus desenvolvimentos e a solução encontrada são mais um triste exemplo, que até já perderam a capacidade de se indignar perante a prática de factos que são a mais completa negação de tudo o que os europeus proclamavam defender quando tinham em Moscovo um adversário à altura das suas pretensões imperialistas, ou melhor dizendo, sub-imperialistas.
     Já em post anterior tivemos oportunidade de abordar a obsessão pela segurança nacional e as suas mais que óbvias consequências. O que se passou com o avião de Evo Morales – e o que esteve para se passar com o de Maduro – é a prova de tudo o que então dissemos. Com uma agravante: a defesa da “segurança nacional” no caso de Morales não estava sendo directamente levada a cabo pelo Estado cujos interesses alegadamente tinham sido atingidos, mas por Estados vassalos, eles próprios vítimas da obsessão pela segurança nacional do Estado mandante que não hesita em violar qualquer direito para preservar ou tentar preservar essa segurança.
      O relato que Evo Morales faz hoje em El País merce ser lido e meditado para se perceber até que ponto o governo de um Estado, numa manifestação de pura vassalagem, pode praticar actos de profunda cobardia moral capazes de envergonhar por muitos e muitos anos os cidadãos do país que têm a desdita de estar representados por tal gente, além, obviamente, dos prejuízos económicos e políticos que tal comportamento necessariamente acarreta.
    Portas foi hoje ao Parlamento, à Comissão dos Negócios Estrangeiros, não apenas explicar o que se passou – desnecessariamente já que qualquer pessoa minimente interessada sabe o que se passou – mas também, com o descaramento que unanimemente se lhe reconhece, tentar justificar a posição portuguesa por comparação (implícita) com as dos demais Estados europeus envolvidos no caso.
     Evo Morales, depois de ter visto aprovado o seu plano de voo, a partir de Moscovo com destino a La Paz, com escala técnica em Portugal, foi informado pouco antes da partida que por “razões técnicas” não poderia aterrar em Portugal. Evo Morales, embora tendo percebido perfeitamente o que se estava a passar, ordenou aos serviços diplomáticos bolivianos que a escala portuguesa fosse substituída pela de Las Palmas (Gran Canária), tendo esse novo plano de voo sido aprovado. 
     Quando o avião estava prestes a entrar no espaço aéreo francês, o comandante do avião comunicou ao Presidente que a autorização para atravessar a França tinha sido cancelada. Impossibilitado de regressar a Moscovo por falta de combustível, o comandante solicitou ao controlo aéreo de Viena uma aterragem de emergência que foi, como se sabe, autorizada.
      E é então, em Viena, que se assiste às cenas mais degradantes de todo este episódio. Durante as treze horas em que o avião esteve retido em solo austríaco - ou seja, até que os representantes dos Estados vassalos – e seguramente o Estado mandante - se tivessem certificado de quem efectivamente seguia a bordo com o Presidente -  assistiu-se a uma das mais vergonhosa cenas diplomáticas da vida contemporânea.
     O embaixador espanhol, numa manifestação de puro servilismo, mas também de colonialismo serôdio, de racismo bacoco e de desprezo pela verdadeira independência dos países latino-americanos (que, finalmente, a alcançaram), típica daquilo a que Fidel chama o “Império de muletas”, exigiu vistoriar o avião de Evo Morales para em consequência de essa investigação decidir com “os amigos de Espanha” o que fazer relativamente à viagem do Presidente da Bolívia.
     Evo Morales opôs-se como se impunha e a autorização de seguir viagem acabou por ser dada, seguramente quando os serviços secretos do Estado mandante transmitiram aos lacaios europeus o levantamento do “embargo” por confirmação da ausência a bordo da pessoa procurada.
     Portas valeu-se desta imbecilidade e desta arrogância tipicamente castelhana da direita espanhola para marcar a diferença de comportamento do Estado Português relativamente aos demais. Disse Portas: Portugal não perguntou a Evo Morales quem vinha no avião, nem nunca o faria por respeito pela soberania da Bolívia, limitando-se a recusar a escala técnica…por motivos técnicos. Mais tarde acabou por confirmar que os motivos técnicos eram motivos que visavam impedir que Portugal importasse um problema que não era seu, nem sobre o qual queria tomar partido, deixando entredito que a existência de um tratado de extradição com os Estados Unidos e o facto de neste país haver pena de morte levantavam problemas complicadíssimos que Portugal deveria saber evitar.
     Esta insinuação final da intervenção de Portas deixa a descoberto aquilo que os deputados na Comissão não souberam explorar convenientemente. Como pode Portas falar de extradição relativamente a uma pessoa que não estaria tecnicamente em território português se porventura viajasse no avião de Evo Morales e este tivesse aterrado em Lisboa? Estamos a faltar de extradição ou de rapto? O que é que o Governo português, seguindo a argumentação de Portas, quis evitar: a extradição ou um rapto? E um rapto consumado por quem? Por agentes de um governo estrangeiro ou por forças portuguesas?
     Snowden está infelizmente em maus lençóis. Este tipo de atitude, tal como o de outros antes dele, levada a cabo em nome da democracia e da transparência, em defesa da chamada “sociedade civil global”, não goza das boas graças de todos aqueles que têm comportamentos exactamente idênticos aos que ele denunciou e que porventura só não terão a mesma dimensão por falta de recursos financeiros ou de conhecimentos técnicos …


Publicado por Xa2 às 07:49 de 10.07.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

E vão + 5 ... em cada esquina 1 amigo ... fora com os "vampiros" !!

    Eu    vou  !    à  manifestação  de  um  novo  amanhã !                (-por Rafael Fortes )

eu vou

Eu vou !

      Eu vou !  porque não consigo aguentar mais.

Não consigo suportar as subidas de todos os preços sem excepção,

não consigo suportar que o salário seja cortado à boleia da crise ou dos impostos,

não consigo suportar a pressão do desemprego sobre o emprego,

não consigo suportar que cada dia é um dia, de desejar que o tempo passe e que os rendimentos não tenham a mesma velocidade de consumo que o tempo.

     Eu vou! porque tenho medo, tenho muito medo do futuro e do presente, tive medo de fazer greve, não tinha, não tenho direitos e ouço no final do dia da Greve Geral, o primeiro ministro, o presidente da Republica elogiarem  quem trabalhou.

     Eu vou! porque não queria aquele elogio, não queria ouvir, ser receptáculo das palavras envenenadas que me dirigiam.  Naquele dia da Greve Geral, uma parte de mim ficou mais pequenina quando sucumbi ao medo do despedimento, quando dei por mim a pensar o que pensaria o meu patrão sobre o facto de fazer greve, sobre o facto de exercer a minha cidadania.

     Eu vou! porque estou farto, farto de ser governado por canalhas e canalhada, meninos mimados que nunca cresceram sempre amparados no papá e na mamã e no tio da empresa e no padrinho do banco e no prémio por bom comportamento e que obedientes como carneiros continuam a baixar a cabeça a quem os perfilhou ideologicamente.

    Eu vou porque Eles não sabem o que é a vida, não sabem…

    Eu vou! porque não suporto que banqueiros, governantes, administradores, comentadores, empresários e todo um conjunto de pessoas “bem-intencionadas” façam um mea-culpa colectivo com o meu sacrificio enquanto os seus rabos aquecem as cadeiras do poder e as suas barrigas se enchem com a degradação colectiva do meu País.

    Eu vou! porque não sou preguiçoso, lambão, come palha, trinca ossos, chupista e tudo o que sempre consegui foi à custa do meu trabalho, do meu esforço, do meu suor, do meu sacrificio. Nunca tive um amigo, um familiar, um conhecido, um padrinho  poderoso que me favorecesse, que tornasse a minha vida mais fácil, que usasse o dinheiro dos nossos impostos para formações inuteis que apenas tinham como objectivo engrossar os bolsos Deles.

    Eu vou! porque não admito, não aceito e repudio que o Chefe de Governo, quando confrontado com a fome de mais de 10 000 crianças, exiba a consternação de uma anémona, lamentado “os custos inerentes à consolidação das contas publicas”.

    Eu vou! porque a rua, a luta, a união de todos os explorados, de um mar de gente solidária e fraterna entre si, disposta a erguer bem alto a sua voz, a sua indignação e a a exigir respeito e o cumprimento da vontade da maioria ainda é o que me aquece o coração, que me dá sentido à vida, à permanência.

    Eu vou! porque vejo um mar de gente, “uma onda de estremecido rancor, de reivindicação de justiça pelos direitos espezinhados que se começa a levantar entre nós e não parará mais. Esta onda irá crescendo cada dia que passe, porque esta onda é formada pelos mais, pelos maioritários em todos os aspectos, os que fazem crescer com o seu trabalho as riquezas, criam valores, fazem andar as rodas da história e que agora acordam do longo sono embrutecedor a que os submeteram!”*    (*adaptado daqui)

           ---------

Na TV dos EUA (via youtube), entrevistado assinala o verdadeiro problema  do capitalismo global (multinacionais e alta finança corrompem e controlam políticos e governos) e o que é necessário fazer ...



Publicado por Xa2 às 18:50 de 01.03.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Manifestar ... dignidade e resistência

                  . Indignados - a Luta continua ...

.Para 2 de Março 2013 já estão convocadas 19 manifestações (Lisboa já tem mais de 6000 adesões) e no blogue “que se lixe a troika” começam a ser publicados escritos importantes de várias pessoas. O contra-ataque gráfico também segue o seu caminho.

 «    Que se  lixe a  troika.  O  Povo  é quem  mais  ordena !

Em Setembro, Outubro e Novembro enchemos as ruas mostrando claramente que o povo está contra as medidas austeritárias e destruidoras impostas pelo governo e seus aliados do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu – a troika.
Derrotadas as alterações à TSU, logo apareceram novas medidas ainda mais gravosas. O OE para 2013 e as novas propostas do FMI, congeminadas com o governo, disparam certeiramente contra os direitos do trabalho, contra os serviços públicos, contra a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, contra a Cultura, contra tudo o que é nosso por direito, e acertam no coração de cada um e cada uma de nós. Por todo o lado, crescem o desemprego e a precariedade, a emigração, as privatizações selvagens, a venda a saldo de empresas públicas, enquanto se reduz o custo do trabalho.
           Não aguentamos mais o roubo e a agressão.
    Indignamo-nos com o desfalque nas reformas, com a ameaça de despedimento, com cada posto de trabalho destruído. Indignamo-nos com o encerramento das mercearias, dos restaurantes, das lojas e dos cafés dos nossos bairros. Indignamo-nos com a Junta de Freguesia que desaparece, com o centro de saúde que fecha, com a maternidade que encerra, com as escolas cada vez mais pobres e degradadas. Indignamo-nos com o aparecimento de novos impostos, disfarçados em taxas, portagens, propinas… Indignamo-nos quando os que geriram mal o que é nosso decidem privatizar bens que são de todos – águas, mares, praias, território – ou equipamentos para cuja construção contribuímos ao longo de anos – rede eléctrica, aeroportos, hospitais, correios. Indignamo-nos com a degradação diária da nossa qualidade de vida. Indignamo-nos com os aumentos do pão e do leite, da água, da electricidade e do gás, dos transportes públicos. Revolta-nos saber de mais um amigo que se vê obrigado a partir, de mais uma família que perdeu a sua casa, de mais uma criança com fome. Revolta-nos o aumento da discriminação e do racismo. Revolta-nos saber que mais um cidadão desistiu da vida.
      Tudo isto é a troika: um governo não eleito que decide sobre o nosso presente condicionando o nosso futuro. A troika condena os sonhos à morte, o futuro ao medo, a vida à sobrevivência. Os seus objectivos são bem claros: aumentar a nossa dívida, empobrecer a maioria e enriquecer uma minoria, aniquilar a economia, reduzir os salários e os direitos, destruir o estado social e a soberania. O sucesso dos seus objectivos depende da nossa miséria. Se com a destruição do estado social a troika garante o financiamento da dívida e, por conseguinte, os seus lucros, com a destruição da economia garante um país continuamente dependente e endividado.
      A 25 de Fevereiro os dirigentes da troika, em conluio com o governo, iniciarão um novo período de avaliação do nosso país. Para isto precisam da nossa colaboração e isso é o que não lhes daremos. Porque não acreditamos no falso argumento de que se nos “portarmos bem” os mercados serão generosos. Recusamos colaborar com a troika, com o FMI, com um governo que só serve os interesses dos que passaram a pagar menos pelo trabalho, dos bancos e dos banqueiros, da ditadura financeira dos mercados internacionais. E resistimos. Resistimos porque esta é a única forma de preservarmos a dignidade e a vida. Resistimos porque sabemos que há alternativas e porque sabemos que aquilo que nos apresentam como inevitável é na verdade inviável e por isso inaceitável. Resistimos porque acreditamos na construção de uma sociedade mais justa.
      A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa indignação e no dia 2 de Março encheremos de novo as ruas. Exigimos a demissão do governo e que o povo seja chamado a decidir a sua vida.
      Unidos como nunca, diremos basta.
      A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!
      QUE  SE  LIXE  A  TROIKA .    O  POVO  É  QUEM  MAIS  ORDENA !   »

--Texto do15 Set.2012:  !  Queremos as nossas Vidas !

 «     É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário. É preciso tomar as ruas e as praças das cidades e os nossos campos. Juntar as vozes, as mãos. Este silêncio mata-nos. O ruído do sistema mediático dominante ecoa no silêncio, reproduz o silêncio, tece redes de mentiras que nos adormecem e aniquilam o desejo. É preciso fazer qualquer coisa contra a submissão e a resignação, contra o afunilamento das ideias, contra a morte da vontade colectiva. É preciso convocar de novo as vozes, os braços e as pernas de todas e todos os que sabem que nas ruas se decide o presente e o futuro. É preciso vencer o medo que habilmente foi disseminado e, de uma vez por todas, perceber que já quase nada temos a perder e que o dia chegará de já tudo termos perdido porque nos calámos e, sós, desistimos.
     O saque (empréstimo, ajuda, resgate, nomes que lhe vão dando consoante a mentira que nos querem contar) chegou e com ele a aplicação de medidas políticas devastadoras que implicam o aumento exponencial do desemprego, da precariedade, da pobreza e das desigualdades sociais, a venda da maioria dos activos do Estado, os cortes compulsivos na segurança social, na educação, na saúde (que se pretende privatizar acabando com o SNS), na cultura e em todos os serviços públicos que servem as populações, para que todo o dinheiro seja canalizado para pagar e enriquecer quem especula sobre as dívidas soberanas. Depois de mais um ano de austeridade sob intervenção externa, as nossas perspectivas, as perspectivas da maioria das pessoas que vivem em Portugal, são cada vez piores.
     A austeridade que nos impõem e que nos destrói a dignidade e a vida não funciona e destrói a democracia. Quem se resigna a governar sob o memorando da troika entrega os instrumentos fundamentais para a gestão do país nas mãos dos especuladores e dos tecnocratas, aplicando um modelo económico que se baseia na lei da selva, do mais forte, desprezando os nossos interesses enquanto sociedade, as nossas condições de vida, a nossa dignidade.
     Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Portugal, países reféns da Troika e da especulação financeira, perdem a soberania e empobrecem, assim como todos os países a quem se impõe este regime de austeridade.
Contra a inevitabilidade desta morte imposta e anunciada é preciso fazer qualquer coisa de extraordinário.
     É necessário construir alternativas, passo a passo, que partam da mobilização das populações destes países e que cidadãs e cidadãos gregos, espanhóis, italianos, irlandeses, portugueses e todas as pessoas se juntem, concertando acções, lutando pelas suas vidas e unindo as suas vozes.
     Se nos querem vergar e forçar a aceitar o desemprego, a precariedade e a desigualdade como modo de vida, responderemos com a força da democracia, da liberdade, da mobilização e da luta. Queremos tomar nas nossas mãos as decisões do presente para construir um futuro.
     Este é um apelo de um grupo de cidadãos e cidadãs de várias áreas de intervenção e quadrantes políticos. Dirigimo-nos a todas as pessoas, colectivos, movimentos, associações, organizações não-governamentais, sindicatos, organizações políticas e partidárias.
     Dividiram-nos  para nos  oprimir.   Juntemo-nos  para nos  libertarmos !      »

  .

"A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos."(a minoria, enquanto a maioria empobrece) - Mia Couto. - Convidam-se os cidadãos lesados a navegar pela coluna à direita do ApodreceTuga, a conhecer as profundezas dos crimes, que há décadas arruínam Portugal.    Incompetência, gestão criminosa, CORRUPÇÃO, abuso, favores e impunidade ... + impostos esbanjados em tachos, boys, abuso e tráfico de cargos, influências e inside business...      DIVULGUE e contribua para DESMASCARAR os traidores e a rede de 'bangsters' que SAQUEIAM o esforço do nosso trabalho e nos afundam na pobreza.



Publicado por Xa2 às 07:44 de 05.02.13 | link do post | comentar | ver comentários (11) |

14.nov.- Greve Geral Europeia de indignados e explorados

CARTA  ABERTA  A  ANGELA  MERKEL   (-por Tiago M. Saraiva, 5Dias)

           Não estamos sozinhos. No próximo dia 14 de Novembro, dois dias depois da sua anunciada visita, erguer-nos-emos com outros povos irmãos numa greve geral que inclui muitos países europeus. Será uma greve contra governos que traíram e traem a confiança depositada neles pelas cidadãs e cidadãos, uma greve contra a austeridade conduzida por eles. ...  A carta, na íntegra, pode ser lida aqui e está a ser divulgada com mais de cem subscritores de todos as áreas políticas que se opõe à troika e às suas políticas de ruína e de miséria.  E, acreditem, chovem subscrições para   moc.liamgnull@lekremsodadroca.

      – Entretanto, há momentos, em Atenas (unem-se bandeiras de irmãos espezinhados):

A  caminho  da  greve  geral  europeia  

14 de Novembro – Greve Geral em Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Chipre, Malta,...

Acções já anunciadas na Europa:

Alemanha : Comícios da DGB em 12 cidades. Mensagens de solidariedade a nível nacional e a nível de empresas transnacionais com filiais nos países mais atingidos pela crise. Reunião do Presidente da DGB, no dia 14, com Angela Merkel (a confirmar).

Bélgica : Concentrações junto a embaixadas de países da UE e acções de sensibilização.

CES : Participação na Jornada Europeia de Acção e Solidariedade através do facebook.

Espanha : Greve Geral

França : CFDT, CGT, FSU, Solidaires e UNSA : Manifestações unitárias em todo o país.

Grécia : Greve Geral de 48 horas (6 e 7) e Greve Geral no dia 14 (ainda por confirmar).

Itália : A CGIL convocou 4 horas de greve geral e manifestações em todas as regiões para o dia 14 de Novembro. A Administração Pública da CGIL faz greve de 24 horas, também no dia 14. A CGTP participa, nesse dia, na manifestação da CGIL, em Nápoles.

Portugal : Greve Geral.

Roménia : Acções em todas as regiões.

Reino Unido : O TUC prevê acções de solidariedade, com actividades na internet, publicação de um blogue, uso de páginas facebook e comunicados de imprensa.

Republica Checa: Manifestações em 17 de Novembro, contra cortes orçamentais.

Eslovénia: Manifestação da ZSSS, no dia 17 de Novembro, contra a austeridade.

Suíça: Acções da USS em conjunto com Sindicatos alemães em empresas transnacionais, de 6 a 14 de Novembro.

Áustria: A OGB organiza acções de solidariedade com os trabalhadores europeus confrontados com medidas de austeridade, em Viena, no dia 14 de Novembro

Holanda: A FNV promove uma Conferência no dia 14 de Novembro, para expressar solidariedade aos trabalhadores europeus confrontados com medidas de austeridade.

     ...

Tal  como na  Grécia :  o  desemprego  não  cura !    Vamos à Luta !

Temos vindo a expressar a nossa indignação face a um conjunto alargado de problemas, que o estado de miséria tem vindo a impor progressivamente à maioria das pessoas, sobretudo àqueles a quem a crise resgatou o seu posto de trabalho.

     Esta semana, na Grécia, chegou-nos mais uma notícia inquetante, que dá conta que os desempregados gregos perderam o acesso ao sistema nacional de saúde. Esquecida entre as tantas notícias que nos chegam do país mais fustigado pela crise em toda a Europa, os desempregados gregos têm contado com a solidariedade de comités clandestinos de médicos, que desenvolveram núcleos de apoio médico para quem depois de perder o trabalho enfrenta ainda o desafio de se manter com saúde.

     Atenas acordou novamente a ferro e fogo, com mais uma greve geral e as ruas voltam a dar uma espantosa demonstração de força, seguramente com muitos daqueles a quem está a ser negado um dos direitos fundamentais mais preciosos, como é o caso do bem estar e a saúde.

     Sabemos a melhor maneira de prestar a nossa solidariedade. Lá como cá não há outro caminho e por isso mesmo estaremos com quem ainda não perdeu o seu posto de trabalho nos piquetes da greve geral europeia de 14 de Novembro, na Concentração de Solidariedade com os Estivadores e na manifestação convocada pela CGTP e pelos movimentos sociais que terá como destino São Bento.
Só a luta nos devolverá a saúde, o trabalho, a esperança e a vida. 
         Dia 10 - Manifestação  do  Exército              Dia 12 - Badamerkel       Dia 14 - Greve Geral      piquetes e concentrações em todo o país ;  marcha dos estivadores e desempregados - 13h no Cais Sodré.  
                      Que  se  lixe  a  troika !   A Merkel  não  manda  aqui  !

 

...

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  European Cry of Action and Solidarity  
  For  Jobs and Solidarity in Europe  
  No to Austerity  


Publicado por Xa2 às 19:38 de 09.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Ultimato público : Este caminho, NÃO !!

           Até Ex-vice da Moody's  apela  a  revolução  na  zona  euro

     "Está na hora de uma revolução na zona euro, o tempo para uma discussão educada terminou. O que está em causa não são um ou dois por cento de crescimento económico no Sul, mas, pelo contrário, a diferença entre um futuro de prosperidade e um de depressão", refere hoje Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência de notação Moody's, num artigo intitulado "Southern Europe Must Revolt Against Price Stability ", publicado no "Project Syndicate".

     Essa "revolução" deve ser "liderada pela França, Itália e Espanha", com a França à cabeça, e os seus alvos principais são a Alemanha e o Bundesbank. "O tempo é agora, antes que a Espanha e Itália sejam forçadas a capitular à estricnina e ao arsénio da troika", sublinha.

Mahoney é um veterano de Wall Street que saiu de vice-presidente da Moody's em 2007. Considera-se um "libertário do mercado livre".

    "Se o Sul continuar a permitir que o Norte administre o remédio envenenado da deflação monetária e da austeridade orçamental, sofrerá, desnecessariamente, anos e anos", adverte Mahoney, para, depois, apelar à "revolução" do Sul.

     "A zona euro é uma república multinacional em que cada país, independentemente da sua notação de crédito, pode atuar como um hegemonista. A Alemanha tem apenas dois votos no conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), não tem controlo e não tem poder de veto. A Alemanha é apenas mais outro membro da união e o Bundesbank apenas mais outra sucursal regional do sistema do euro. O Tratado do BCE não pretendeu ser um pacto de suicídio, e pode ser interpretado de um modo suficientemente aberto para permitir que seja feito o que tem de ser feito. Se o Tribunal Constitucional objetar, então a Alemanha pode sair."

      E reforça: "O que advogo é uma rutura pública com o Bundesbank e com os seus satélites ideológicos".

      A finalizar, diz: "Talvez seja mais prudente conduzir esta revolta em privado, mas o que acho é que só funciona como ultimato público".

 

Cerco ao Parlamento !   Este não é o nosso  Orçamento !  (por Renato Teixeira)

 

 

       É cada vez mais evidente – a não ser para um governo que segue fanaticamente, e sem olhar a meios, o programa da Troika – que este caminho não nos serve. Temos saído repetidamente à rua para exigir que sejamos ouvidos, para mostrar que estamos indignados com tanta insensibilidade social e com tantos jogos políticos que conduzem sempre ao mesmo resultado:

 mais pobreza, mais desemprego, mais precariedade, mais desigualdade social, mais austeridade, menos futuro!

     Saímos à rua porque é nela que mora a última esperança de liberdade quando os governos se tornam cegos, surdos e mudos face às justas exigências de igualdade e justiça social.  Ler o resto do comunicado da Plataforma 15 de Outubro. ...

            A R   mais pequena    (por André Levy)

Ainda há dias aqui discutia uma ideia do Congresso das Alternativas sobre a candidatura de deputados independentes à AR, e passado pouco tempo José Seguro vem puxar para primeiro plano a redução do número de deputados na AR.  Independentemente do claro ataque à diversidade na representação parlamentar que isso implicaria, da crescente bipolarização que daria aso, há que perguntar «porquê voltar à carga com isto agora»? Peço que me ajudem a entender isto.

     Poucos dias passados da apresentação de duas Moções de Censura ao Governo, numa fase em que já se discutem elementos do Orçamento do Estado – peça fundamental para definição da política e economia do próximo ano fiscal – a direcção do PS acha que este é o momento para reformar o sistema eleitoral?

     E lança o desafio ao PSD, dizendo até para “não se esconder detrás do parceiro da coligação”. Há alguma instrução da Troika estrangeira que aponte para reformas eleitorais? (Não seria caso pioneiro.)
     Esta posição, de redução do número de deputados, encontra eco em diferentes cantos. Tanto entre os dois maiores partidos, que vêem estas alterações como forma de cimentar o seu poder e deitar alcatrão quente sobre não só os outros partidos com representação parlamentar, mas todos os outros partidos e movimentos que constem no boletim de voto.

     Como entre aqueles que achando que os dinheiros públicos são esbanjados com os deputados, que os seus salários (inflacionados) e suas regalias têm um enorme peso no Orçamento do Estado, e que portanto uma solução seria reduzir o número de deputados.

     Esta última facção terá em conta o que essa redução implicará sobre o pluralismo na AR ?  De tanto criticar os políticos e partidos entenderá que a redução do número de deputados vem precisamente favorecer os partidos que criam a ilusão que “todos os partidos são iguais” e “todos os políticos corruptos”? Será a proposta do Seguro uma tentativa de agradar esta corrente populista

               PS prepara-se para eleições  (por Tiago M. Saraiva)

      No mesmo dia em que a sebastiânica ala esquerda do PS saltitava nas televisões com os participantes no Congresso das Alternativas como cenário, definindo-se como a “esquerda responsável” que se opõe aos radicais que querem Portugal “fora da Europa” – argumento estafado e repetido há mais de 20 anos por Ana Gomes, Cavaco, Soares, Alegre, Passos Coelho, Sócrates ou Portas, e sempre utilizado para aniquilar tudo o que é discussão sobre a Europa em Portugal com as consequências que hoje conhecemos – o seu líder desafiava o PSD para uma coligação que promova a redução do número de deputados na Assembleia da República.
      Mas desengane-se quem pensa que esta redução de deputados significará uma diminuição de despesa ou o fim de deputados-calões que pululam pelas filas de trás das bancadas do PS e PSD. Este é um claro apelo ao PSD para que os dois partidos do centrão dificultem artificialmente a representação de outros partidos na Assembleia da República.

     É bom não esquecer que o PCTP-MRPP, com 62.683 votos a nível nacional nas últimas eleições, não consegue eleger qualquer deputado e que ao PSD bastam 39.321 votos para eleger dois deputados em Bragança.   ...  é a cultura política de “jota do centrão”. As pessoas que sofrem, as que vivem na miséria, não contam um chavo. Estima que não votem. O que é importante é fazer as contas aos eleitos, para ver se ganha a concelhia… perdão… o governo. ... Como se os problemas do país se resolvessem com caciques e entendimentos entre facções. Mas que não se duvide que o golpe está em curso e que esta é uma cultura política em que Passos Coelho também se movimenta à vontade.



Publicado por Xa2 às 17:15 de 08.10.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Não sejamos mansos / alienados

        Derrotas  (a força do povo “intimidou” o governo e ... ; mas o projecto ideológico da economia política da austeridade é destruir o Estado social e a força do trabalho organizado, através do desemprego gerado pela austeridade recessiva, ... e mais impostos e 'cortes' para os de sempre /aqueles que não podem fugir ...)

        Antes vagamente certo do que seguramente errado  (+austeridade de "bom aluno" não nos salvará, ... auditoria à dívida... renegociar antes que ... suspender temporariamente o serviço da dívida... racionalizar e investir... 'limpar' corrupção/'outsourcing', nepotismo e não-justiça ... "ajuda" é endividamento, agiotagem, recessão e morte/emigração.)

        O caniche alemão não foi a Roma  (e recusa aliados europeus para combater a crise ... e culpados) 

        No meio da crise, há quem continue a tratar da vidinha  ('governantes' e gr. escritórios de advogados, pareceres a peso d'ouro, negócio das privatizações...)

       Indigestão à Portuguesa:    Ingredientes:  1 coelho, 1 gaspar,  1 portas,  1 cavaco, 1 troika, 1 diploma relvas,  2 subsidios,   TSU,  IRS,   2 submarinos,  1 BPN,  dívida enorme,  PPP's rendosas,   privatizações,  fundações,  contribuintes.       Preparação:  Coloque o coelho, o gaspar, o portas e o cavaco (cortados aos pedaços) a marinar na troika;    Corte os subsídios às rodelas e junte a tsu, o irs, o diploma do relvas e corrupção a gosto;     Retire os pedaços do coelho, do gaspar, do portas e do cavaco da marinada (sem desperdiçar nada) e passe-os por uma enorme divida;     Aloure-os num tacho grande, aumentando progressivamente a taxa de desemprego;   Deixe ferver, e adicione ao preparado 2 submarinos, 1 bpn, muitas ppp's, privatizações, fundações, e outras coisas terminadas em ões !!!      Em seguida, reduza os salários aos contribuintes já pelados, tape e deixe cozer.      Recomenda-se o acompanhamento deste prato com muita luta, indignação e protesto.



Publicado por Xa2 às 07:53 de 26.09.12 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Votos de melhor ano

Indignados - um Símbolo Histórico para o Século XXI

O Movimento dos "Indignados" mereceu a capa da prestigiada revista "Time" na sua edição da "Pessoa do Ano 2011", a cuja imagem foi associado o texto que justifica o destaque: "Da Primavera Árabe a Atenas, do Ocupa Wall Street a Moscovo"! Deste modo consagra-se o fenómeno social criado pelos Indignados como uma inequívoca marca da História neste final da 1ª década do século XXI... Felizmente!... pelo poder democrático que as nossas manifestações cívicas representam, de forma universal como convém à Humanidade (- e independentemente do que a História tiver que escrever nos anos que se vão seguir)... 
      (-por A.P.Fitas )
---------- 
 
. Congelamento de progressões e actualizações, corte nos salários, corte nas pensões, corte dos subsídios de Natal e Férias, corte no valor das horas extraordinárias;
. aumento do custo de vida, aumento de taxas moderadoras na saúde, aumento de propinas, aumento de impostos (IVA, IMI, ...), menos deduções nos impostos, menos apoios sociais;
. aumento de horas de trabalho e irregularidade de horários,  aumento do assédio e 'mobbying' no trabalho, menos dias de férias, menos feriados, menos dias de indemnização por despedimento, menos subsídio de desemprego;
. desregulamentação do trabalho, aumento do desemprego (agora +30.000 na AP), aumento da emigração (também entre diplomados), aumento da pobreza, aumento da fome (mesmo entre crianças e estudantes), aumento da criminalidade (para além da corrupção, dolo/má gestão e 'desvio' de bens públicos, ...), aumento da disparidade de rendimentos (e compressão da 'classe média'), aumento da insegurança e da injustiça, ...
 
Com promessas e 'prendas' destas ... é ''Tempo de Protestar'' e mudar ... a sério.


Publicado por Xa2 às 07:39 de 22.12.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

REFORÇO: PARA COMEÇAR A RESOLVER A «CRISE»



Publicado por [FV] às 17:53 de 29.11.11 | link do post | comentar |

União e manifestação de cidadãos

FESAP apela à união dos trabalhadores para que adiram à manifestação este sábado12 Nov. concentração às 14:30 na Rot. Marquês de Pombal, Lisboa.

    A Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) apelou hoje à união dos trabalhadores para que adiram à manifestação de 12 de novembro, destinada a contestar os “brutais” cortes salariais e a suspensão dos subsídios de férias e de Natal.

    Em declarações à Lusa esta manhã em Lisboa, o coordenador da FESAP, Nobre dos Santos, acusou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de “aprendiz” e pediu ainda aos funcionários públicos que se juntem à greve geral de 24 de novembro.

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UGT e CGTP destacam "claríssimo descontentamento

    Os líderes das duas centrais sindicais portuguesas, CGTP e UGT, afirmaram hoje que a greve geral de 24 de novembro representa "um claríssimo descontentamento" perante a atual situação económica e social.



Publicado por Xa2 às 07:23 de 11.11.11 | link do post | comentar |

Quando a crise se agudiza

OS PORTUGUESES TÊM DE REAGIR,

DE SE INDIGNAR,
DE ENCONTRAR SOLUÇÕES
PARA SAIRMOS DESTE INFERNO.

 

 



Publicado por [FV] às 11:18 de 28.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Mordomias de políticos e deficiente cidadania

A revolta contra as "mordomias dos políticos"

por Daniel Oliveira

  Muito se tem falado das mordomias de políticos e ex-políticos. Os subsídios imorais que mantêm. A forma súbita como alguns enriquecem depois de saírem do governo. A revolta dos cidadãos com estes casos pode ser natural, positiva, perigosa, míope ou hipócrita. Ou tudo isto ao mesmo tempo.
    É (revolta) natural porque os mesmos que nos exigem sacrifícios, que roubam o 13º mês e o subsídio de férias aos funcionários públicos, que falam das "gorduras do Estado", que aumentam impostos e que, com as suas medidas, destroem o nosso futuro, se isentam sempre a si próprios de qualquer esforço.
    É positiva porque revela que, apesar de tudo, as pessoas ainda têm a capacidade de se indignar com o que é indigno. Que ainda não desistiram deste País. Que não estão completamente anestesiadas.
    É perigosa porque demasiadas vezes beneficia o infrator. Pondo todos os políticos no mesmo saco acaba por absolver quem se aproveita da política para interesse próprio. E muitas vezes alimenta e alimenta-se de um discurso contra o papel social e económico do Estado. Um poder político desacreditado é um poder político frágil. Os interesses privados agradecem a sua fraqueza.
    É míope porque trata o sintoma como se fosse a doença. A nossa democracia foi sequestrada. Comprada pelo poder do dinheiro. O mais grave assalto ao que é de nós todos não são estas "curiosidades". Isto são trocos (embora sejam milhares e criticáveis).
 Ele é evidente no tratamento fiscal de exceção à banca.
Ou quando Ricardo Salgado se dirige à sede do governo horas antes de Pedro Passos Coelho apresentar o Orçamento. Ou nas Parcerias Público-Privado, sempre ruinosas para o Estado e lucrativas para quem dele se aproveita.
Ou nos ministros que saltam de empresas para ministérios - para a saúde, Coelho hesitou entre Isabel Vaz, presidente do BES Saúde, e Paulo Macedo, fundador da Médis - e de ministérios para empresas - Jorge Coelho na Mota-Engil, Ferreira do Amaral na Lusoponte.
Ou nos ex-políticos que se dedicam, depois de abandonarem as suas funções, ao tráfico de influências económicas junto do poder político.
Ou nos financiamentos de empresários a partidos - apesar do financiamento público ser o bombo da festa, não se percebendo que o que se pouparia aí sairia muito mais caro nos favores que os "mecenas" receberiam em troca.
Ou nas privatizações de monopólios a saldo que se preparam.
Ou no financiamento público a colégios privados no mesmo momento em que se fazem cortes violentos na Escola Pública.
Tudo sintomas da mesma coisa: um Estado que é refém do poder económico. A democracia roubada aos cidadãos. Não falta quem tenha bom remédio: menos Estado ou até menos democracia. É como dizer que a melhor forma de atacar um enfisema é arrancar o pulmão ao paciente.     
    É hipócrita porque muitos dos que se revoltam são os primeiros a demitir-se das suas obrigações de cidadão.
Se há eleições, não votam porque "eles querem é poleiro".
Se há uma greve, nem querem saber porque "a minha política é o trabalho".
Se há um protesto, devemos é ficar quietos que isso nunca dá em nada.
Indignados sem causa, comportam-se como clientes maldispostos. Como se a democracia fosse uma coisa de políticos. Como se não fossem elas próprias a ter de a defender. E, quando votam, não hesitam em eleger homens como Isaltino Morais ou Alberto João Jardim. A qualidade da nossa democracia é um espelho do que nós somos.
    Ontem vi, no DocLisboa, um documentário sobre a revolta egípcia. No início, alguns dos que arriscaram a vida na Praça Tahrir queixavam-se da apatia e do medo da maioria dos seus compatriotas. Da sua mesquinhez. Da sua indiferença. Ao fim de trinta anos de ditadura e corrupção, foi preciso a crise bater à porta para que o povo se revoltasse. E, afinal, o que parecia improvável aconteceu. O poder desmoronou-se sem um tiro. Foi preciso que uns tarados corressem todos os riscos para que os restantes acordassem.
    Na verdade, tudo era mais fácil ali do que numa democracia. Ali queriam conquistá-la. Aqui, temos de cuidar dela. Ali só havia esperança. Aqui há desencanto. Ali o inimigo tinha um nome. Aqui nem se sabe bem quem ele é (a finança agiota, oligopólios e grandes empresas rentistas). Mas num e noutro caso, nenhum poder corrupto sobrevive sem a demissão do seu povo. Acham que a nossa democracia foi capturada? Libertem-na!
    Não é preciso ficar à espera que apareça um salvador. Ele não existe. Só que para correr o risco de assumir uma posição é preciso empenhamento e compromisso. A saúde da nossa democracia não está à distância de um e-mail com muitos pontos de exclamação. Eles só servem de alguma coisa se corresponderem a um pouco mais. Felizmente, não faltam neste País heróis anónimos e generosos que nunca desistiram. No seu bairro, no seu local de trabalho, na sua associação, no seu sindicato. Esses, e não indignados inconsequentes (mesmo que cheios de razão), são a esperança da nossa democracia.
    A revolta contra quem se serve da política para amealhar uns trocos é justa. Ainda mais em tempo de crise. Mas não é, não pode ser, um programa político. Falta-lhe o programa. Mas, acima de tudo, falta-lhe a política.


Publicado por Xa2 às 07:07 de 27.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Coordenar e protestar globalmente

A outra globalização

 

A outra globalização é a dos milhões que se coordenam para protestar pacificamente no mesmo dia.
   O que há de importante no 15 de Outubro não é só os milhares em Lisboa, Porto e outras cidades portuguesas. É a escala mundial do movimento. A globalização de pernas para o ar.
   Não faltam razões para o protesto.
   Até agora nada de importante mudou quanto às razões que provocaram a crise: a compressão dos salários, o enriquecimento do 1% que vive de rendimentos, o desvio desses rendimentos do investimento para aplicações especulativas via off-shores (e fuga aos impostos), hedge-funds e outras aberrações financeiras.
   Esta crise não é Grega, Portuguesa ou Irlandesa.

   É o episódio final de um regime de acumulação de compressão dos salários e procura sustentada a crédito. A tentativa desesperada de preservar este regime e os privilégios do 1% que vive de rendimentos é o verdadeiro nome da crise. O alvo escolhido pelos 99% é certeiro.
   Agora é preciso alargar, unir, avançar ideias e propostas em que os 99% se reconheçam. Ser inteligentes, apesar de indignados. Perceber que querem confundir protesto com motim para produzir imagens chocantes para os telejornais. Nada disso é difícil para os serviços de provocação mesmo que sejam pobrezinhos.
   Mas ontem não conseguiram. Pareceu-me até que os profissionais da PSP não estavam para aí voltados. E se algum dia estiverem é preciso resistir... pacificamente. Esse é um dos ensinamentos mais importantes de muitas lutas ganhadoras.


Publicado por Xa2 às 08:15 de 17.10.11 | link do post | comentar |

Democracia a sério. Está na hora da mudança, global.

Mobilização em todo o mundo marcada para sábado

O movimento Occupy Wall Street que começou em Nova Iorque entrou neste domingo na sua quarta semana de vida e não esmorece. Ao mesmo tempo que alastra a revolta contra o capitalismo (financeiro e agiota) a muitas cidades norte-americanas e europeias (: Bélgica, Espanha, Portugal, ...), o movimento também toma conta do Facebook, do Twitter, numa auto-organização virtual sem líderes.

Manifestação neste sábado em Nova Iorque  cartaz_final 

Os manifestantes indignados gritavam: “Nós somos os 99 por cento”, reportava neste sábado o New York Times. A expressão refere-se aos 99% da população norte-americana versus os 1% que detêm uma fatia de 40% da riqueza do país, e contra o qual os protestos vão ganhando uma voz cada vez maior.
Rumo à maior manifestação internacional:  dia 15 de outubro, este próximo sábado.

 

15 O. – Unidos por uma mudança global

    No dia 15 de outubro 2011, gente de todo o mundo tomará as ruas e praças. Da América à Asia, da África à Europa, as pessoas estão-se levantando para reclamar seus direitos e pedir uma autêntica democracia. Agora chegou o momento de nos unirmos todos em um protesto mundial não-violento.

    Os poderes estabelecidos atuam em beneficio de uns poucos, ignorando a vontade da grande maioria sem que se importem do custo humano ou ecológico que tenhamos que pagar. Esta intolerável situação deve terminar. Unidos em uma só voz, faremos saber aos políticos, e às elites financeiras a quem eles servem, que agora somos nós, as pessoas, quem decidiremos nosso futuro. Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros que não nos representam. 

    Em 15 de outubro nos encontraremos nas ruas para pôr em ação a mudança global que queremos. Nos manifestaremos pacificamente, debateremos e nos organizaremos até o conseguir. É a hora de nos unirmos. É a hora de nos ouvirem. Povos do mundo, levantem-se !

                           Saiamos às ruas do mundo no dia 15 de outubro !

Pela Democracia, «Convergência e Alternativa», contra a austeridade e capitalismo selvagem, a Cidadania sai à rua.



Publicado por Xa2 às 07:15 de 13.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

Unidos por uma mudança global : Levantem-se !

15 O. – Unidos por uma mudança global

    No dia 15 de outubro 2011, gente de todo o mundo tomará as ruas e praças. Da América à Asia, da África à Europa, as pessoas estão-se levantando para reclamar seus direitos e pedir uma autêntica democracia. Agora chegou o momento de nos unirmos todos em um protesto mundial não-violento.

    Os poderes estabelecidos atuam em beneficio de uns poucos, ignorando a vontade da grande maioria sem que se importem do custo humano ou ecológico que tenhamos que pagar. Esta intolerável situação deve terminar. Unidos em uma só voz, faremos saber aos políticos, e às elites financeiras a quem eles servem, que agora somos nós, as pessoas, quem decidiremos nosso futuro. Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros que não nos representam. 

    Em 15 de outubro nos encontraremos nas ruas para pôr em ação a mudança global que queremos. Nos manifestaremos pacificamente, debateremos e nos organizaremos até o conseguir. É a hora de nos unirmos. É a hora de nos ouvirem. Povos do mundo, levantem-se !

                           Saiamos às ruas do mundo no dia 15 de outubro !

 

os brandos costumes têm limites

    recapitulando: a equipa de management, a mando da tríade internacional que nos governa, subiu o preço nos transportes e acabou com os passes,  deixou mais uns milhares de professores no desemprego, congelou outra vez as reformas e os salários da função pública (um ultra-congelado mirradinho, de longa duração), aumentou brutalmente os impostos na electricidade e no gás, cortou metade do subsídio de natal (mesmo que o trabalhador não receba subsídio de natal), facilitou os despedimentos, etc etc etc... 

     ... mas ai-que-o-guito-foge - nem pensar em taxar as transações financeiras ou as grandes fortunas.  ... antes fujam as pessoas,   

 

   o governo agradece que não oponha resistência

 

A  Democracia sai à Rua, no Porto e …

o protesto internacional de 15 de outubro, convocado pelos movimentos 'indignados' e 'democracia real já', em Espanha, terá a adesão do Porto.

o grupo de pessoas a trabalhar na organização do protesto convida a que todos participem na divulgação e organização do mesmo, e tragam as vossas ideias e revindicações para o espaço público, sob a forma de cartazes ou textos escritos –

 este protesto também é teu. faz ouvir a tua voz. dia 15 Out., às 15h, na praça da Batalha

 

        Guerra de classes:  o precariado contra-ataca

receita da cola de farinha (cola mais barata do mundo, para cartazes):

INGREDIENTES: 7 colheres de sopa de farinha de trigo; 1 litro d'água; 1 colher de sopa de vinagre

ferva 3/4 (750 ml) da água numa panela grande; Misture separadamente numa tigela 1/4 (250 ml) da água com as 7 colheres de farinha até dissolver totalmente; ao ferver a água, junte a mistura com farinha e mexa por 5 minutos até engrossar; (se tiver), junte uma colher de sopa de vinagre e ferva mais 2 minutos; deixe arrefecer antes de usar e conserve no frigorífico.

 

o 15 de outubro não terá cobertura mediática. DIY or DIE  ("fá-lo tu" ou "morre"). 
E não esquecer:
 " Isto (governação +tróica+) é um SEQUESTRO, não é um Resgate ''  e   

     (-por Gui Castro Felga, oBlogOuAVida)



Publicado por Xa2 às 07:08 de 05.10.11 | link do post | comentar |

Parecem resignados ... mas há alternativas

Grécia - Espelho meu?

«... não somos como os gregos.  É verdade: os portugueses, na sua maioria quase esmagadora, parecem estar resignados. Os gregos não. E talvez isso venha um dia a fazer toda a diferença.»

A polícia «espera» tumultos? Tem esperança?

1 de Out. 2011
Av. da Liberdade, Lisboa. (Foto de Pedro Moura)
Insisto

 Um país ocupado

Este texto de José Vítor Malheiros foi publicado no Público.
    «... Isto não é uma crise porque não estamos a corrigir nada do que nos trouxe até aqui. Isto não é uma crise porque não estamos a fazer um sacrifício em nome do futuro. Isto é algo que estamos a ser obrigados a reviver em nome do passado. Isto é apenas o regresso do passado, a vitória que julgávamos ter vencido mas que regressou da tumba. Esta é uma vingança do passado, por nos termos preocupado tanto com o presente que nos esquecemos do futuro. Isto é uma ocupação. Uma ocupação com mais colaboracionistas que resistentes, como todas as ocupações. Colaboracionistas maravilhados com a pujança do ocupante, com a sua filosofia hegemonista, com a sua musculada e sadia visão do mundo, com um mundo de eficiência e sem parasitas. Sem sindicatos e sem esquerdistas. Sem solidariedade e com total obediência aos chefes e ao serviço dos mais ricos.
    Só que não é possível viver assim. E apesar de tudo há alternativas. A alternativa é procurar sempre e incansavelmente a alternativa, sem sacrificar nada do que nos é caro.»

                              (-por Joana Lopes)

      Era uma vez também na América (2)
A ler:
* Declaration of the Occupation of New York City
* "Los Marines vamos a Wall Street... a proteger a los manifestantes"
* ‘Occupy Wall Street’ protests spreading to Canada 

 

Rumo à maior manifestação internacional: dia 15 de outubro 

 

cartaz_final



Publicado por Xa2 às 19:45 de 03.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

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