GUERRAS E DITADURAS

Momentos de juventude, a ideia profética de Agostinho da Silva.

Ao longo dos tempos, rara foi a nação que não teve o seu ditadorzinho. Alguns (países e ditadores) que quiseram e conseguiram até ser imperadores controlando, por via isso, meio mundo.

Contudo, nunca nenhum atingiu a refinada hipocrisia que se verifica nos atuais. Ditadores globalizados nas novas tecnologias e travestidos de democratas, que nenhum povo alguma vez elegeu.

Ao longo da história da humanidade, os povos, invadiram-se uns aos outros com recursos a exércitos, a armamentos e declarando guerras mútuas socorrendo-se, por vezes até, com argumentarios religiosos mas, sempre mantiveram o, mínimo, de ética e respeito pela vida e pela humanidade.

Hodiernamente, o atual sistema capitalista e financeiro, sofisticou o seu “modus operendi” a tal ponto que usa uma espécie de guerrilha económica instrumentalizada através de instituições consideradas legais e até reconhecidas internacionalmente, como sejam as agencias de notação o Banco Mundial (BM), o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial de Comercio (OMC) e outras tantas.

Estas organizações entram, sorrateiramente, no miolo das economias, com facilidades argumentativas do investimento externo e a coberto de ideologias do livre comércio, oferecendo produtos a preços concorrenciais, destruindo as produções nacionais e depois, ganhos os mercados, impõem as regras dos monopólios privados.

A busca do bem-estar das populações e dos serviços públicos do Estado (enquanto Contrato Social estabelecido) sede perante a ditadura da obtenção dos lucos, com promessa, raramente cumprida, do respectivo reinvestimento. Não é, por isso, estranho que, no caso português e em tempos de crise, a fortuna dos três homens mais ricos tenha aumentado a ponto do sua riqueza corresponder a 6,4 mil milhões de euros e superar o rendimento total de três milhões de portugueses.

A corrupção e concentração de riqueza atingiram valores alguma vez imagináveis, ao mesmo tempo que a pobreza, os excluídos e a fome sofreram idêntica evolução.

O mundo parece adormecido, caiu numa confrangedora inoperância e parece carecer do um antivírus. As organizações, atrás referidas, já não mostram qualquer capacidade regenerativa. A próprio Organização das Nações Unidas (ONU) está anestesiada ou moribunda. Da Organização Internacional do Trabalho (OIT) já nem se ouve qualquer respiro. Todas elas merecem substituição. Serão as novas gerações capazes de as substituir por outros areópagos de cariz verdadeiramente democráticos? Agostinho da Silva partiu deixando essa ideia “profética”.



Publicado por Zé Pessoa às 13:08 de 20.03.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

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