É obra ... p'rás eleições autárquicas ?

♪ Cheira bem, ♫ cheira a eleições autárquicas ♪    (-J.M. Cordeiro, 9/3/2016, Aventar)

   Rossio_Lisboa_2007  O que está a acontecer a Lisboa é inacreditável, não sei se quem vive noutros locais estará a par. Acontece que há autárquicas à porta e se existe algo que faça um autarca salivar,  as obras estarão no topo.

É a treta da segunda circular, o arrancar da calçada, a mesquita na Mouraria e agora isto do Jamaica, do Tokyo e do Europa que a Daniela relata.

     Há um cardápio de obras que vão acontecendo ao sabor das autárquicas. As requalificações, os gimnodesportivos,  as rotundas, as estátuas nas rotundas, as lombas em tudo o que é passadeira (e que nada devem à segurança, como se pode constatar, por exemplo, em Soure).  E a lista poderia continuar.

     Não há autárquicas em que não apareça uma vaga de fundo de obras, que parece levar as autarquias a copiar-se quanto às obras da moda para cada eleição que se aproxime. Em Lisboa, agora é isto. E porquê? Hipóteses não faltarão, mas só os que decidem saberão as verdadeiras razões. Claro, é sempre por isto e por aquilo, geralmente grandes valores em prol da humanidade. Eu, que sou torto e que ando por cá há meio século, dou-me de ares de quem já viu isto antes e aponto para financiamento partidário, acompanhado de um cheiro a novo que os autarcas acham que traz votos.

     Pelo caminho há quem se surpreenda por os gastos (/ investimentos ou 'show off' ?) do Estado (e muito o endividamento das autarquias) serem altos e obrigarem a muitos impostos (e taxas municipais). Geralmente, são vozes que apontam o dedo ao ensino público e ao SNS, mas que ficam caladas perante o regabofe partidário.

    ----- Ai Mouraria…   (-por José Gabriel , 8/3/2016, Aventar)
Mas que raio se passa na Câmara de Lisboa cujo executivo decidiu expropriar uma série de prédios na Mouraria para que ali se construa uma mesquita?   Não colhe a declaração de que os “prédios estão devolutos e em mau estado”, já que uma linha de edifícios sofreu recentes obras de restauro por determinação do próprio Município.    Compreendo a fúria estético-urbanística de Manuel Salgado, grande arquitecto mas medíocre político.   Mas a deliberação colectiva é surpreendente.   Sublinho que se a expropriação fosse para construir um templo de qualquer outra religião – ou servisse qualquer interesse poderoso – esta nota seria exactamente igual.   Quem quer construir seja o que for sujeite-se a comprar os terrenos disponíveis e a seguir a lei como toda a gente.



Publicado por Xa2 às 08:44 de 12.03.16 | link do post | comentar |

LISBOA | HORTA DO MONTE (GRAÇA)

Mais de mil pessoas já assinaram a petição online "pela preservação da Horta do Monte projeto comunitário", tentando travar a sua destruição iminente com o arranque das obras da autarquia para a criação do novo Jardim da Cerca da Graça.

O Expresso confirmou junto do gabinete de Eduardo Sá Fernandes, vereador do Ambiente Urbano, Espaços Verdes e Espaço Público da Câmara de Lisboa, que a intervenção irá ser iniciada "mesmo muito em breve".

O objetivo da autarquia é que o projeto de criação do maior parque urbano do centro histórico da capital - que contará com uma alameda, miradouros, parque de merendas, pomar, parque infantil, esplanada e parque hortícola numa área adjacente - esteja concluído em setembro, mês das eleições autárquicas.

 

Apesar da autarquia ter aceite o Projeto Comunitário Horta do Monte no seu programa Bip/Zip - Lisboa de 2013 , de parcerias locais para apoio às comunidades, apenas permitiria o seu regresso ao local, após a intervenção, para a exploração de um dos talhões do futuro parque hortícola.

Horta do Monte apela a reunião com Sá Fernandes

João Camoulas, assessor de Sá Fernandes, diz que, caso a Horta do Monte se tivesse candidatado teria tido prioridade, como aconteceu com os restantes hortelões, pois "a Câmara atribui em primeiro lugar o espaço a quem já o ocupava".

Inês Clematis, da Horta do Monte, afirma que a Câmara nunca lhes deu oportunidade de apresentarem as atividades que ali têm desenvolvido e que continuam a apelar por uma oportunidade de o fazerem, numa reunião com o vereador Sá Fernandes.

"Nós não somos um hortelão. Queremos integrar-nos nesse projeto (de requalificação do local), mas o que estamos a fazer é uma coisa completamente diferente e não se enquadra no programa de hortas urbanas. É um projeto aberto ao público, com atividades regulares", acrescentou.

 

Aulas de ioga matinais

Clematis, professora de pintura de 39 anos, que tem trabalhado também em animação sócio-cultural e como consultora de permacultura, diz que as atividades, que iniciaram há seis anos no local que se encontrava muito degradado, deram lugar ao projeto comunitário que conta com cerca de três anos, no qual participam regularmente "cerca de 70 a 80 pessoas".

"São pessoas que se conheceram ali e que se interessam por questões comunitárias ou da parmacultura", refere.

A produção de alimentos através de cultivo coletivo, a educação pela sustentabilidade e a promoção de estilos de vida saudáveis são as três vertentes do projeto classificado pela autarquia da capital.

Procurando dissuadir a destruição iminente do espaço, nos últimos dias têm levada a cabo uma série de atividades, entre as quais aulas de ioga matinais.

 

Nota: Há quem diga existirem outros «interesses» paralelos a esta intervenção/destruição da Horta do Monte (na Graça), que nada têm a ver com a recuperação paisagístico envolvente, mas sim com um Hotel do Grupo Pestana que se prepara para abrir um pouco abaixo do local desta horta comunitária...  Pois «não fica bem» uma «coisa comunitária» perto de uma unidade hoteleira de prestígio... Mas isso são só rumores que se vão ouvindo e não têm de certeza qualquer fundamento (pois não?). Até que uma Câmara PS, governada por um histórico socialista como António Costa com, também dizem por aí, pretensões maiores que a governação da capital do país, não se deixaria «levar» por estas mesquinhas questões de prvilegiar uma empresa em prejuízo dos cidadãos do seu município... António Costa não era capaz de fazer esta «maldade» aos seus eleitores, mesmo que este pelouro esteja tutelado a um senhor chamado de Sá Fernandes, que nem se dignou receber ou nem aparecer para dialogar com os intervenientes deste projeto comunitário lisboeta. Mas o tempo dirá quem é quem e, quem está interessado na «paisagem» em vez das pessoas que vivem nesta cidade.

 

Quem quiser assinar a petição para impedir a destruição da Horta do Monte pode sempre fazê-lo no link abaixo:

http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N39744

 

 



Publicado por [FV] às 16:50 de 19.06.13 | link do post | comentar |

Uma questão de velocidades

Na alta de Lisboa/Lumiar dizem que se comunica à velocidade da luz o que não dizem (mas vê-se) é que as obras andam à velocidade das lesmas.



Publicado por Zurc às 21:22 de 05.03.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

LISBOA E OS SEUS CAMPUS HORTÍCOLAS

E o Vale da Ameixoeira é mesmo aqui ao lado

Foram, recentemente, atribuídos 20 dos 38 talhões que compõe o campus hortícola de Benfica, ali mesmo, paredes meias do Centro Comercial Colombo, a correspondente número de beneficiados dos cerca de 350 concorrentes ao respectivo sorteio.

Prova bastante de que tais iniciativas, idealizadas fazem bastantes anos, pelo arquitecto paisagista, Gonçalo Ribeiro Telles, têm forte acolhimento entre as populações.

Essa idealização, defendida pelo prestigiado estudioso do ambiente e da conservação da natureza, para que Lisboa se torne numa cidade aprazível de viver, seja mais, comunitariamente, ecológica e recupere muitas das suas raízes criando uma orla envolvente de hortas “as hortas de Lisboa” começa a ganhar vida.

Depois de Benfica seguir-se-ão, brevemente, os Jardins de Campolide, as hortas de Carnide, de Telheiras, do Vale de Chelas e, espera-se que não fique para último pois terá sido das primeiras a ser equacionadas e estudadas, as do Vale da Ameixoeira.

Aqui, neste vale, onde ainda brota o liquido que irrigou ao longo de muito séculos hortas e pomares, vinhos e pastos que serviram de alimento a rebanhos da mais variada fauna do reino animal desde o velho forte da Ameixoeira até às entranhas do histórico Conselho de Santa Maria de Belém. Do conselho resta a história registada nos respectivos livros de memórias mas, as hortas poderão ser revividas para gáudio e satisfação a quem a elas queira aderir e dos visitantes.



Publicado por DC às 10:30 de 31.10.11 | link do post | comentar |

Santana, o homem que deixou de andar por aí

O Dr. Pedro Miguel de Santana Lopes acaba de ser empossado como Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. É caso para dizer “nossa Senhora tenha misericórdia dos dinheiros provenientes dos jogos de sorte e azar e de outros proventos destinados a fins eminentemente de natureza social.

Os vogais que o acompanham, à mesa deste poderoso orçamento, são o Dr. António Santos Luis que assume a Vice-Provedoria e as Dras. Odete Maria Costa Laranjeira Farrajota Leal , Leonor Cristina Cortês Rodrigues Lemos Araújo alem dos Drs. José Pires Antunes,  António Martins Barata e Manuel João Beatriz Afonso.

Segundo a opinião de muito boa gente a ida para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa não serve para outro fim que não seja o de servir de trampolim para que o homem que, conforme na altura muito foi divulgado, deixou na penúria a Figueira da Foz, em só mandato que por ali cumpriu, para prepara o lastro que lhe permitirá “assalto” à câmara desta cidade/capital. Será?

Não tardará muito tempo para se tirarem conclusões de tais, especulativas, opiniões.



Publicado por Zurc às 10:31 de 16.09.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

NA AMEIXOEIRA, LISBOA

Na Ameixoeira há quem diga que “a oposição anda de bico calado” e já nem sei se ainda terá bico ou sequer se ela existi. Não se sente, não se vê, não se ouve e não se lê.

Nós, que aqui e ali fazemos, de vez em quando, os reparos de inércia ou abandono é mister reconhecer que o executivo da respectiva junta de freguesia de vez em quando dá sinal de sua existência mandando cortar ervas, por vezes arvores (infelizmente em lugar de planta-las) e até o arranjo/consolidação de muros, vejam bem e não se pode acusar de eleitoralismo visto que já são conhecidos os resultados das recentes e não estão, por ora, marcadas outras, nem no Sporting e na FPF o Dr. Madaill está que nem lapa apegado ao poder. Esperamos que os trabalhos sejam concluídos com uma “borradela” de tinta de modo a dar algum colorido ao bairro.

Já que andam “com as mãos na massa” não se esqueçam de consolidar, também, a escadaria que liga a Rua Cidade de Tomar à Calçada da Carriche!

P.S.: Segundo convocatória afixada nos locais habituais amanhã, dia 17, há Assembleia de Freguesia, quem quizer saber o que andam a fazer, executivo e oposições, terá de lá ir, assistir ou mais tarde pedir licença para ler as actas. Talvez assim fique com uma vaga ideia de como são geridos os recursos de que dispõe uma freguesia.



Publicado por Zurc às 22:05 de 16.06.11 | link do post | comentar |

PELA POSITIVA

Ruas asfaltadas na zona do Lumiar

aqui, fizemos referência a situações lastimosas do mau estado das vias públicas sempre com a intenção de chamar à atenção dos serviços municipais e respectivos responsáveis autárquicos para que se esforcem no sentido de melhorarem as condições de vida dos munícipes que os elegeram e que lhes pagam.

Pela positiva, hoje fazemos referência à recente colocação do tapete alcatroado na ponta final da Alameda das Linhas Torres, onde esta termina e a Rua do Lumiar começa. Atente-se na diferença ilustrada pelas fotos e que as muitas viaturas que por ali circulam, bem como os respectivos ocupantes, sentem, muito acentuadamente.

Idêntico trabalho urge que seja feito, como também já aqui, foi alertado, na Estrada do Paço do Lumiar e Rua Direita entre o Museu do Trajo e o cruzamento com a Azinhaga da Torre do Fato.


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Publicado por Zé Pessoa às 00:01 de 27.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

PERGUNTEM AO ZÉ

Vai, mais uma vez, ser aberta a caça ao cheque em branco ou seja a eleger incertos, pardos e, por vezes, camaleões a que chamamos de deputados à Assembleia da Republica.

Tais circunstâncias começam, desde logo, por total ausência de qualquer, minimamente considerada, reflexão e debate, no seio dos próprios partidos. Os militantes, para tais efeitos, não são, minimamente, existentes ou considerados.

A credibilidade partidária nunca antes andou tão por baixo, tão pelas ruas da amargura.

Raro é o caso e poucas são as vezes em que a palavra dada é minimamente respeitada ou quando falhas, justificadamente, possam existir elas apareçam.

Aos cidadãos só lhes resta, nestas circunstâncias, aproveitar os tempos de campanha para tirar satisfações pelo incumprimento das promessas feitas.

Por isso se virem por aí o Zé perguntem-lhe porque não cumpriu esta promessa feita publicamente no dia 12.02.2010 "É possível ter o projecto de execução pronto em Setembro” e se também não cumprirá a de “ter a obra pronta em 2011", disse Sá Fernandes, durante a apresentação do estudo prévio da requalificação do jardim de Santa Clara na Freguesia da Ameixoeira, em Lisboa, numa sessão de esclarecimento à população feita quinta-feira, no Instituto Superior de Gestão.”?



Publicado por Zé Pessoa às 18:23 de 26.04.11 | link do post | comentar |

ESVAZIAR LISBOA

Lisboa é uma cidade tão bonita para os estrangeiros que cá vêm passar um fim-de-semana, como pouco confortável e desagradável para quem cá vive.

Cada vez que um empreiteiro abre um buraco numa rua de Lisboa a reparação provoca um solavanco. Não há tampas de esgoto niveladas com o resto do pavimento e cada nova vala resulta num buraco ou numa lomba -cada remendo é uma armadilha. Quem por estes dias descer a Marquês da Fronteira, frente ao El Corte Inglês, depara-se com buracos onde estavam postes de obras, com bocados de cimento no pavimento, com uma anarquia que se prolonga pela Duque de Ávila. Nesta última artéria o caos está instalado quase há uma década, graças à arrogância do Metropolitano de Lisboa e ao deixa andar da Câmara Municipal - o fim das obras já vai atrasado mais de três anos sobre o prazo original e o desrespeito das autoridades que governam a cidade pelos seus habitantes é total. A Câmara Municipal de Lisboa, sobretudo com António Costa, encara os munícipes apenas como fonte de rendimento -taxas, taxas, multas da EMEL; mas não encara os munícipes como pessoas que têm direitos.

O troço de rua entre o Jardim de S. Pedro de Alcântara e o Cais do Sodré quase tem mais obstáculos e buracos que uma pista de motocross. A situação repete-se nas zonas mais antigas de Lisboa onde a deterioração do pavimento e as armadilhas são totais. Os peões também têm razão de queixa -passeios ondulados, sujos, que não são lavados e se tornam uma armadilha escorregadia, buracos na calçada pensados para fazer tropeçar quem vai a pé. Lisboa é uma cidade tão bonita para os estrangeiros que cá vêm passar um fim-de-semana, como pouco confortável e desagradável para quem cá vive. O resultado disto está à vista: a cidade perde cada vez mais habitantes, a sua população está envelhecida. Quem opta por viver em Lisboa pode contar com uma perseguição bem organizada por parte da Câmara Municipal, mas escusa de pensar que os impostos que paga lhe podem valer de alguma coisa. As autoridades da cidade preferiam que Lisboa não tivesse habitantes - assim teriam menos incómodo e ouviriam menos queixas. Pelos vistos trabalham com esse objectivo.

Manuel Falcão [Metro]



Publicado por Izanagi às 09:33 de 20.04.11 | link do post | comentar |

PARA ALÉM DO QUE OS OLHOS ALCANÇAM

III Encontro das Associações de Base Local no Alto do Lumiar, um exemplo de actividade e debate que os partidos deveriam praticar e a que as autarquias se deveriam associar, mais frequentemente.

Conforme as fotografias ilustram, realizou-se no passado dia 9 de Abril de 2011, na Escola Pintor Almada Negreiros, o III encontro de Associações de Base local, teve como principal objectivo colocar em debate questões ligadas à sociedade civil e ao crescente papel de intervenção a que é chamada a ter, assim como encontrar pontos comuns e dicas para acção.

Os organizadores, associados em diferentes associações da mais variada natureza e áreas de actividades, tiveram como ponto de partida a reflexão efectuada sobre a actual situação de crise do país.

Com tal iniciativa procuraram encontrar mais contributos que a sociedade civil pode dar, no apoio e coesão social, reforçando a necessidade de maior envolvimento dos cidadãos e das diferentes organizações públicas, cívicas e políticas.

Das actividades destas associações nasceu um trabalho em rede, cada vez mais presente no território, e vontade de trazer para a discussão pública as especificidades do Associativismo no sec. XXI alem da necessidade de dar relevo ao seu papel enquanto espaço de participação e cidadania activa. Nesta lógica o III encontro esteve submetido o tema “Associativismo actual” e compreendeu 4 elementos chave de discussão diferenciada, que se desenvolveu por trabalho de grupos e debate em plenário.



Publicado por Zé Pessoa às 00:04 de 13.04.11 | link do post | comentar |

Menos autarcas, as mesmas despesas

Menos autarcas pode não significar mais poupança. Mapa de 24 freguesias para Lisboa acabará com 38 por cento dos cargos. Os gastos com salários não diminuirão proporcionalmente. Podem até aumentar.



Publicado por JL às 21:44 de 20.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Academias Musicais no Lumiar – Século XIX

No Lumiar, em Lisboa, existem ainda duas colectividades dos finais do século XIX, que se mantêm firmes, resistindo aos tempos, embora com dinâmicas diferentes, ambas fazem parte da história do Lumiar e da cidade de Lisboa.

Academia Musical Joaquim Xavier Pinheiro de 1888

Localiza-se na Alameda das Linhas de Torres ao n.º 45, próximo do estádio Alvalade XXI, edifício de primeiro andar, apresenta uma planta rectangular simples discreto, nem se dá conta dos seus 123 anos de História.

Não conheço actualmente a sua actividade recreativa, mas não deve ser muito expressiva, possivelmente não passa actualmente de um local para bater umas cartas nas mesas ou outro tipo de jogos de mesa, fomentava a modalidade ténis de mesa.

Academia Musical 1º de Junho de 1893

No Largo Júlio Castilho n.º 3, vizinha do Museu do Traje, vamos encontrar um bom exemplo de colectividade, recentemente efectuou grandes obras de requalificação no seu interior, dispõem de uma notável actividades nos campos da cultura através da Música, Teatro, danças de salão, grupo coral, responsável pelas marchas do Lumiar, aquando das festas de S. António em Lisboa.

Dinamiza ainda a praticado atletismo, Basquetebol, orientação e xadrez, dispõem ainda de um blog (http://academialumiar.blogs.sapo.pt)

Parabéns pelos seus 118 anos de História.

O Lumiar tem tradição, defendo vivamente a preservação destes espaços, a população do Lumiar ou melhor dizendo os Lisboetas, devem de forma natural manterem a tradição das colectividades.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:01 de 13.03.11 | link do post | comentar |

Reforma Administrativa da cidade de Lisboa

Debate sobre as alterações propostas para as Freguesias da AmeixoeiraCharneca, no próximo sábado, dia 12.(ver cartaz)

Revela-se da máxima importância a participação do maior número possível de fregueses destas duas freguesias (e porque não das vizinhas, também?) que, a breve prazo, se tornarão numa só.

Constitui um momento adequado para que os responsáveis municipais e, sobretudo, das freguesia em causa, conjuntamente com as que lhe são limítrofes (Lumiar e Santa Maria dos Olivais) para que sejam feitos os acertos pertinentes aos respectivos limites territoriais. É que ver, todos os natais, a Ameixoeira colocar o presépio no quintal do vizinho não é de todo em todo muito curial, ainda que se argumente existir um protocolo (que ninguém conhece) de entendimento entre a Ameixoeira e o Lumiar, por exemplo.

Devem, igualmente também ficarem mais claramente definidas as competências próprias (bastante mais amplas que nas actuais) e os respectivos meios para que a dependência protocolar entre o município e as freguesias seja, significativamente, reduzida. A este propósito veja-se o que se passa, há vários anos, com a Quinta de Santa Clara, uma lástima.

Aumento da descentralização, maior proximidade aos cidadãos e mais responsabilização o que obriga, necessariamente, à exigência de melhores e mais competentes autarcas.



Publicado por Zé Pessoa às 00:09 de 09.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Obras de 6,5 milhões de euros esqueceram antigo palacete

O Jornal de Noticias publicou em 05.03.2011, uma notícia sobre o Palacete na Quinta das Conchas, reportagem efectuada pelo jornalista Cristiano Pereira.

O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” enviou um requerimento à presidente da Assembleia Municipal, Simonetta Luz Afonso, com vista obter esclarecimentos sobre o assunto. Resumidamente, os ecologistas pretendem que se clarificado os motivos que levaram a CML a não proceder a obras de requalificação de intervenção efectuadas em 2005 e quais as diligencias que prevê a autarquia fazer com vista a requalificação do imóvel. Fonte do Gabinete do Vereador Sá Fernandes disse que “ esta a ser estudada uma solução que seja viável”.

Em relação ao corte de árvores e segundo a CML, aquelas estavam doentes desde 19 de Janeiro. Vai ter lugar uma intervenção na vegetação para limpar o arvoredo deste espaço e melhorar as condições de segurança e que se está a proceder à remoção de árvores mortas, ou identificação como o risco de queda e a realizar trabalhos de limpeza de ramos secos, de controlo de infestantes e de desrame de árvores em desequilíbrio, ou a prejudicar o desenvolvimento saudável de outros exemplares.

Lisboa e em particular o Lumiar, ficam a aguardar notícias sobre a solução desejável, que passa na minha opinião pela requalificação do Palacete e, continuo achar que não ficava nada mal à CML, junto das entradas/saídas colocar informação, sobre as actividades a desenvolver na Quinta, para evitar mal entendidos.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:07 de 07.03.11 | link do post | comentar |

No Lumiar, Estúdios da Tobis à venda, um ícone do Cinema Português

O Estado Português quer vender a sua actual participação maioritária no capital da Tobis, o estúdio histórico do cinema português, localizado no Lumiar, em Lisboa. A base de licitação para a operação pode aproxima-se dos sete milhões de euros.

O anúncio da venda já saiu em Diário da República, com a indicação de que as propostas de aquisição deverão ser entregues junto do Instituto de Cinema e Audiovisual, até 9 de Março próximo. Nesse mesmo dia, as propostas recebidas serão abertas em sessão pública.

Gostaria de deixar um pouco da sua história, é sempre bom reviver momentos de ouro do cinema Português e da sua ligação ao Lumiar.

Em 1920 – Francisco Mantero vende terreno com antigas edificações da Quinta das Conchas, mediante escritura de 5 de Janeiro, à empresa Técnica Publicitaria Film Gráfica Caldervilha.

Em 1932 – A companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm é constituída a 3 de Junho. Um mês de depois, adquire uma parcela de terreno da Quinta das Conchas, outrora vendido por Francisco Mantero à empresa Técnica Publicitaria Film Gráfica Caldervilha e aqui nascia o primeiro estúdio da companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm.

Em 1934 A companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm, que entretanto mudou a sua designação para Tobis Portuguesa, inaugura a 17 de Agosto o novo estúdio, aqui viriam a ser filmados obras como:

A Canção de Lisboa, realizado por Cottinelli Telmo (com Beatriz Costa, Vasco Santana, António Silva e… Manoel de Oliveira). (1933),

As Pupilas do Senhor Reitor, de Leitão de Barros, segunda longa-metragem. (1935),

Maria Papoila, de Leitão de Barros. (1937),

João Ratão, de Jorge Brum do Canto, apresentado com o filme cultural Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul de Fernando Fragoso e Raul Faria da Fonseca. (1940),

O Pai Tirano, de António Lopes Ribeiro ou O Pátio das Cantigas produzido por António Lopes Ribeiro e realizado Francisco Ribeiro (Ribeirinho). (1941),

O Costa do Castelo, de Arthur Duarte. (1943),

A Menina da Rádio, de Arthur Duarte,

O Leão da Estrela, de Arthur Duarte, com António Silva, Milú, Erico Braga, Curado Ribeiro, Laura Alves, Artur Agostinho, Maria Olguim. (1947).

A Tobis, teve um papel importante no âmbito da indústria cinematográfica nacional, na sua contribuição para o desenvolvimento do cinema em Portugal e na sua inserção no contexto mais geral da história contemporânea portuguesa; próximo de 80 anos de história na fabricação de cinema em Portugal, está a viver uma página negra na sua história, o futuro para os 66 trabalhadores não está fácil, a maioria com mais de 25 anos de casa, não são excepção no que toca por vezes ao pagamento dos salários em atraso.

Os estúdios estão integrados numa malha urbana, bastante apetecível aos especuladores imobiliários, vamos ver o que este filme nos reserva, esperando que tenha um final feliz.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 10:59 de 06.03.11 | link do post | comentar |

DIÁLOGO COM A CIDADE – Grafite

Para quem está na cidade de Lisboa e passa na Av. Fontes Pereira de Melo, vai encontrar três edifícios emparedados, mas com desenhos surpreendentes sobre os suportes das fachadas e alçados laterais.

Desenhos que expressam algumas emoções, através dos elementos que compõem as várias obras ali gravadas, associado a um ideal de belo, conseguem absorver a nossa atenção, ficando para segundo plano o facto de os edifícios estarem devolutos.

Esta arte urbana é um produto da evolução da humanidade que expressa as suas experiencias e emoções criando este tipo de diálogo intencional, conseguindo interferir na Cidade, especialmente se considerarmos a paisagem urbana de Lisboa, abandonada, este tipo de arte, na minha opinião deixa a cidade menos tristes e monótona.

João Carlos Antunes


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Publicado por Gonçalo às 00:04 de 04.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Carris acaba com carreiras

Uma das mais significativas alterações diz respeito à carreira nº 7 que, fazendo os percursos Senhor Roubado/Odivelas a Campo Grande ou à Praça do Chile, serve passageiros, nomeadamente, das freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar, será uma das extintas.

Compreende-se que, nas actuais circunstancias e, com os elevados constrangimentos económicos que afectam as empresas públicas, estas se vejam obrigadas a reduzir custos, contanto que os serviços a que estão obrigadas a prestar às populações não sejam afectados.

Por outro lado e, para bem de quem utiliza os transportes públicos, os próprios deviriam, sempre e sem qualquer esquecimento, “obliterar” ou fazer o “passe verde” conforme agora a Carris pede, por forma a aferir da utilização das carreiras. Sem utilizadores não é bom uso os autocarros circularem vazios e esbanjar dinheiro pago pelos contribuintes, utilizadores ou não dos meios postos ao serviço pelas ditas empresas públicas.



Publicado por Zurc às 19:47 de 03.03.11 | link do post | comentar |

A Mata encanta madeireiros na Quinta das Conchas, no Lumiar

Com uma área total de 24,6 hectares, (a das Conchas e a dos Lilases) as duas quintas quinhentistas é a terceira maior mancha verde da capital, a seguir ao Parque Florestal de Monsanto e ao Parque da Bela Vista.

A comunidade local olha sempre com alguma desconfiança, quando se verifica a existência de abate de árvores na Quinta das Conchas, tendo em conta o passado recente, bem viva ainda na memória daqueles que se insurgiram contra os “bullying” que esta mata sofreu, motivando por várias vezes a participação da comunidade na sua defesa, obrigando por vezes a resolução de diversos conflitos que envolveram manifestações.

A Quinta das Conchas tem uma zona que é ensombrada por frondosas árvores, denominada por mata, é serpenteada por uma estrutura de caminhos que nos convidam a deambular ao longo do espaço. O elenco vegetal é composto por um conjunto variado de espécies nos transmite uma sensação ainda de um estado “selvagem”.

Fica a sugestão à CML – Divisão de Matas, informar a população que os abates vão acontecer e o porque desses abates.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 11:11 de 03.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Um palacete em ruína na Quinta das Conchas, no Lumiar

Situado na freguesia do Lumiar, à Alameda das Linhas de Torres, a Quinta das Conchas é um espaço verde nasceu da recuperação de duas quintas do século XVI, tendo sido instalada por Afonso Torres.

Após ter passado por várias famílias de proprietários acaba por ser adquirida a 22 de Fevereiro de 1899, por Francisco Mantero, importante roceiro em S. Tomé e Príncipe, também chamada dos Mouros, propriedade de D. Maria Juanna da Conceição Alcobia Tavares.

Em 1966, a Quinta das Conchas e dos Lilases são vendidas à Câmara Municipal de Lisboa (CML), pelo valor de 85 milhões de escudos, mediante escritura celebrada a 14 de Fevereiro.

A Quintas das Conchas foi alvo de uma recuperação importante nos meados do ano 2005, intervenção essa que foi programada a partir de estudos efectuados sobre os sistemas de composição da Quinta, que sustentou uma proposta que assegurasse a sua existência cultural, social e funcional através da recuperação, valorização e gestão do património que a constitui.

Podemos hoje encontrar neste local, duas simpáticas placas a informar “edifício encontra-se em risco de ruir, Por favor não se aproxime, agradecendo à nossa compreensão”.

Peço desculpa, mas por mais compreensão que se possa ter, não consigo compreender, por que razão este palacete até aos dias de hoje ainda não foi recuperado, na perpetuação da sua essência histórica.

João Carlos Antunes

 



Publicado por Gonçalo às 10:42 de 02.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Aqui mora gente no Lumiar, em Lisboa

Na principal artéria na Freguesia do Lumiar em Lisboa, na Alameda das Linhas de Torres, aos n.º 24 ao 30, mora gente, gente que não devem conhecer grandes confortos.

Este é o Lumiar, que já ninguém acredita que existe. Foram-se as barracas, mas continuam a existir estes casebres, aqui o tempo parou.

A poucos metros do complexo Alvalade XXI, que custou quase 154 milhões de euros, vive gente que corre perigo de derrocada, um cozinhado que cheira a tragédia com gente dentro.

Não é preciso ser especialista para adivinhar o que pode acontecer com as telhas esburacadas que encontramos no telhado, as águas da chuva esgueirar-se por entre os buracos, a fachada, não indicia outra coisa senão a vida de outros tempos; diante das quais quem por ali passa não pode ser insensível, a janela não abre e quem ali mora não pode ver o mundo, do mesmo modo deve esconder o que se poderia ver se a janela se abrisse.

Este post, ninguém pediu para o fazer, não é um caso de política, mas de falta de sensibilidade de quem pode fazer mais e melhor, um comportamento que é apanágio da nossa nação e que existe a necessidade reverter.

Estou a falar de gente!

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:11 de 01.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Edifício Escolar da Sociedade José Estêvão em ruína no Lumiar, em Lisboa

Este edifício localiza-se no centro do Lumiar, entalado entre dois edifícios modernos, junto do Centro Comercial na Alameda das Linhas de Torres, teimosamente resiste, dando apenas neste momento abrigo aos pombos que por lá fazem a sua vida.

Em 2007 suspeitava-se que iria ser substituído por mais um bloco de cimento, pois o estado de degradação era tal que colocava em risco à data, a segurança de quem por ali passava.

Passados quatro anos, como devem calcular o risco aumentou consideravelmente, embora tenha sido colocado uma protecção junto ao passeio, para evitar males maiores.

Este edifício foi em tempos aula infantil, cantina e balneário e pertenceu à Sociedade Instrução e Beneficência José Estêvão fundada em 1911, perfazendo agora o seu centenário.

O Lumiar irá perder mais um ponto de interesse local e assim se apaga a história.

Aproveito o momento para falar dos centros escolares republicanos que fazem parte da riquíssima história do associativismo, tão vigoroso na segunda metade do século XIX e nas primeiras décadas do século XX e o Lumiar faz parte deste roteiro Republicano.

Fenómeno também europeu o associativismo oitocentista visava responder aos problemas e solicitações sociais decorrentes de transformações muito importantes, então vividas tanto na sociedade portuguesa como nas demais sociedades dos países ocidentais.

Entre essas transformações, merece referência particular o fenómeno do desenvolvimento das cidades, decorrente do crescimento demográfico e das intensas migrações do campo para as cidades.

É neste contexto historicamente inédito que se assiste ao declínio de formas tradicionais de sociabilidade, à proletarização de camadas importantes da sociedade, à emergência de formas novas de pobreza e mesmo ao agravamento de formas de comportamentos desviantes como o alcoolismo, a vadiagem e a prostituição. Da imensa variedade de todos esses problemas decorre a infinita variedade das associações então criadas, muito diversas quanto à sua natureza, às suas finalidades e às qualidades e condições sociais dos seus associados.

As associações surgem assim como resposta a problemas sociais graves de desenraizamento e de sociabilidade, pois visam o reenquadramento social do indivíduo, sobretudo urbano, numa determinada “associação”, que pode ter objectivos meramente bairristas, ou então sérias motivações profissionais, culturais, filantrópicas, cívicas, políticas, recreativas ou mesmo explicitamente educativas.

A pujança do associativismo oitocentista acaba por envolver todas as camadas sociais, embora seja de longe mais intenso nas cidades, entre as classes médias e as camadas mais pobres da sociedade.

Sabemos que a generalidade das associações tinha objectivos estritamente laicos e era muitas vezes politicamente progressista. Muitas das associações criadas entre nós no último quartel do século XIX tinham, porém, uma importante acção cultural e educativa.

Era necessário e urgente acudir ao gravíssimo problema social proporcionado pela existência de amplas camadas infanto-juvenis vítimas da pobreza, da orfandade, do abandono e do analfabetismo. Face à falência ou à inoperância dos sistemas assistenciais e educativos do Estado, muitas associações procuraram contribuir, cada uma de acordo com a sua natureza, os seus fins e os seus meios para a resolução, sempre pontual e localizada, dos problemas sociais vividos pelas crianças e jovens da comunidade em que se integravam e que serviam. Por isso, muitas das associações então criadas procuravam contribuir para a criação e sobretudo para a educação das crianças desprotegidas, de modo a transforma-las em verdadeiros cidadãos, devidamente escolarizados, portadores de uma eficiente formação profissional, como hoje diríamos e, enfim, úteis à comunidade.

Por outro lado, face às fragilidades do sistema oficial de ensino, nomeadamente ao nível do ensino primário, havia que procurar alternativas mais ou menos informais e até improvisadas mas que respondessem, mesmo que parcialmente, a alguns dos problemas inerentes à deficiente escolaridade dos portugueses e em particular ao problema do analfabetismo. Assim, desde pelo menos o início dos anos 80 do Século XIX que se vão improvisando e ensaiando, promovidos por entidades particulares, modelos organizativos de escolas e de cursos alternativos à escola oficial e às suas graves deficiências. Visava-se quer o combate às carências escolares de sectores importantes da população, quer o ensaio de modelos escolares e pedagógicos alternativos, eventualmente conducentes a uma praxis e a uma escola “nova” e mesmo “republicana”.

Pela sua origem, pela sua natureza, pelos seus objectivos e até pelos seus estatutos, os Centros Escolares Republicanos distinguem-se de outras associações e sociedades da época, mesmo quando estas também tivessem, embora sempre subsidiariamente, objectivos educativos. Com efeito, os Centros Escolares Republicanos, pelos seus estatutos, tinham como objectivo determinante uma função escolar, proporcionando educação e formação a segmentos importantes da comunidade em que se inseriam e que serviam. Os Centros Escolares Republicanos distinguem-se, do mesmo modo, dos chamados Centros Republicanos, pois estes tinham essencialmente objectivos políticos e partidários.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:11 de 27.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Estrada da Torre em Lisboa, vivendas a ser engolidas pela vegetação

Mais uma artéria da cidade de Lisboa, na freguesia do Lumiar, um corredor importante de ligação do Alto do Lumiar ao centro da freguesia, podemos aí encontrar um núcleo habitacional à espera de melhores dias, teimosamente vão resistindo, mas o abandono a que estão votadas, dificilmente vão conseguir evitar a sua degradação e o tempo irá ditar o seu destino, possivelmente a do colapso.

É triste assistir ao abandono deste património, vivendas a serem engolidas pela vegetação outrora ali plantadas como adorno, fazendo agora lembrar um ramalhete gigante.

Quem sai do metro vai dar de caras com uma casa fechada à mais de 20 anos, embora emparedada, o telhado ameaça ruir a qualquer momento, não deve resistir a muitos mais invernos.

Deviam ser tomadas medidas tendentes a evitar que a degradação deste património assuma consequências irreversíveis, medidas essas que permitiriam uma intervenção tendo em vista a execução da respectiva reabilitação destes imóveis, considerando que estes fazem parte da identidade local.

João Carlos Antunes


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Publicado por Gonçalo às 00:09 de 25.02.11 | link do post | comentar |

Rua do Lumiar em Lisboa colecciona ruína

Quem fala sobre a história da freguesia do Lumiar, não pode esquecer, este núcleo habitacional antigo na rua do Lumiar.

Este núcleo habitacional quando nasce, ainda o Lumiar era uma aldeia dominada por nobres quintas, olivais e vinhas, sendo os principais frutos da terra o vinho, trigo, cevada e azeite, desenvolvido em torno de uma propriedade régia rural que evoluiu a partir do século XVI.

Hoje quando visitamos a rua do Lumiar e impossível passar indiferente a este desalento e abandono que tomou conta destes edifícios.

Podemos encontrar, edifícios setecentistas, edifício pombalino destinado à habitação e ao comércio, a apresentar uma planta rectangular simples com dois pisos, sótão e águas furtadas. Na fachada principal, destacam-se as janelas rectilíneas com molduras de cantaria salientes e, na fachada lateral direita, uma mansarda totalmente revestida a telha.

Podemos encontrar, edifícios de habitação oitocentista, a apresentar uma planta rectangular regular com dois pisos e águas-furtadas nas coberturas. A sua arquitectura é apalaçada, destacando-se os panos de muro totalmente cobertos com azulejos e as guardas das janelas de sacada em ferraria ornamental.

Podemos encontrar, edifício novecentista com decoração revivalista, construído para habitação e comércio. Apresenta uma planta rectangular com dois pisos e águas-furtadas, sendo a fachada principal rematada por cornija e ampla platibanda plena.

Hoje. Século XXI o Lumiar encontra-se numa capital europeia, muito se fala da cultura e na preservação da história, como é possível tratar deste modo o nosso património, como é possível coleccionar o desalento e tristeza numa só rua.

Artigo de João Carlos Antunes também publicado em AMBCVLumiar blog


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Publicado por Gonçalo às 10:36 de 23.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Lisboa, Assembleia Municipal

Novo Mapa das feguesias, e respectiva passagem das actuais 53 para 24.

Seguindo divulgação da LUSA a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem dia 15 do corrente o novo Mapa de freguesias que em termos genéricos havia sido acordado entre PS/PSD.

A aprovação, como já se esperava foi “ratificada” , na assembleia municipal, com os votos dos deputados municipais daqueles dois grupos parlamentares e sem votos favoráveis da restante oposição

Por sua vez, com os votos contra dos dois maiores partidos e de um independente eleito na lista do PS e os votos favoráveis da restante oposição (PCP, CDS, BE, PEV, MTP e PPM), foram chumbadas uma proposta do CDS, que já havia sido rejeitada na câmara, e outra do BE.

Com esta deliberação, o novo mapa acordado entres as respectivas estruturas concelhias e distritais pelo PSD e pelo PS, será a partir de agora submetido a discussão pública assim que estiver disponível no site da assembleia municipal e até 22 de Março, estando prevista a realização de um debate público a 15 de Março em local ainda a determinar.

 



Publicado por Zé Pessoa às 10:11 de 16.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

SALVAR A QUINTA DAS CONCHAS

Quem por estes dias visitar a Quinta das Conchas fica a pensar que as árvores do seu pequeno bosque foram vendidas a algum madeireiro, tal é o frenesim com que estão a ser abatidas às dezenas, processo que se tem vindo a repetir nos últimos anos. Dizem que estão doentes, mas nesse caso estaremos perante uma epidemia local altamente contagiosa.

Há tempos António Costa prometeu aumentar a biodiversidade em Lisboa em 20%, mas não é aquilo a que se assiste na Quinta das Conchas e noutros parques de Lisboa, a não ser que a CML considere que se aumenta a biodiversidade plantando árvores exóticas. No caso deste parque de Lisboa assiste-se a um processo de empobrecimento contínuo, desde a sua criação à sua gestão tudo parece obedecer mais a critérios estéticos mais próprios de uma esteticista do que a qualquer preocupação com a biodiversidade. Alguém está a querer transformar a Quinta da Conchas e a Quinta dos Lilases num imenso prado inútil e sem vida, para se jogar futebol e levar cachorros a fazer xixi.

[O Jumento]


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Publicado por JL às 22:17 de 14.02.11 | link do post | comentar |

Ver para crer

 

Alameda das Linhas de Torres, nº 156; 198/200

Avenida da República, 21

Avenida 24 de Julho, nº 171 C

Avenida Afonso Costa, 41, 3.º Piso Ala D

Avenida Almirante Reis, nº 65

Avenida Brasil nº 155 H

Avenida Brasília

Avenida Ceuta Norte - Lote 5 - Loja 1

Avenida Cidade de Luanda Nº 33, Loja - A

Avenida Cidade Lourenço Marques

Avenida Cidade do Porto

Avenida D. Carlos I

Avenida da Liberdade, nº 175

Avenida de Roma, 14 P

Avenida Frei Miguel Contreiras, 52

Avenida Gomes Pereira, nº 17

Avenida Infante D. Henrique, Lote 1

Avenida João Paulo II, Lote 550

Avenida Rio de Janeiro

Avenida Santos e Castro, Lote 2

Bairro da Ameixoeira Zona 4, Lt. 12 - Lj. B

Bairro da Liberdade, Rua B, Lotes 3 a 6, Piso 1

Bairro do Armador Lote 768 - Loja Dta.

Bairro Marquês de Abrantes

Calçada da Ajuda, nº 236

Calçada da Tapada

Calçada do Cascão, nº 39-41

Calçada do Combro, 58

Calçada do Moinho de Vento, nº 3

Calçada do Poço dos Mouros, nº 2, nº 8

Calçada Marquês de Abrantes, nº 45 - r/c dtº

Campo das Amoreiras

Campo de Santa Clara, nº 60

Campo Grande 13, 15, 25

Casa do Governador - Rua do Espírito Santo

Casalinho da Ajuda - Lote IO 57A - R/c A

Castelo de S. Jorge

Convento das Bernardas - Rua da Esperança, n° 146

Costa do Castelo, 75

Cruz das Oliveiras

Escadinhas de S. Miguel, nº 10

Espaço Monsanto - Estrada do Barcal, Monte das Perdizes

Estr. de Telheiras 102, 146

Estr. do Paço do Lumiar 44

Estrada da Pimenteira

Estrada de Benfica, nº 368

Estrada de Chelas nº 101/113/25

Estrada do Alvito

Estrada Paço do Lumiar - Lt. A3 - Lj.

Estrada Poço Chão 15-A, Lisboa

Impasse à Rua Américo de Jesus Fernandes

Largo Calhariz 17

Largo das Pimenteiras, nº 6-A

Largo de Chão do Loureiro

Largo de São Mamede, nº 7

Largo do Chafariz de Dentro, N.º 1

Largo do Ministro, nº 1

Largo dos Jerónimos, nº 3 - r/c

Largo dos Lóis, nº 4 - 1º

Palácio do Beau Séjour, Estrada de Benfica, 368

Paços do Concelho - Praça do Município

Palácio do Contador Mor, Rua Cidade do Lobito

Palácio dos Machadinhos - Rua do Machadinho, nº 20

Palácio Galveias, Campo Pequeno

Palácio Marquês de Tancos, Calçada Marquês de Tancos, 2

Parque Eduardo VII , Lisboa

Poço do Borratém, nº 25 - 2º

Praça das Casas Novas

Praça Dr. Fernando Amado, Lote 565, R/c

Praça General Vicente de Freitas

Praça Mar Humberto Delgado

Quinta Conde dos Arcos / Avenida Dr. Francisco Luis Gomes

R. Alberto de Sousa 31

Rampa do Mercado das Galinheiras

Rua A projectada à Rua de Sousa Lopes, Loja 10 A - Bairro do Rego

Rua Abade Faria, nº 37

Rua Adriano Correia de Oliveira, 4A

Rua Alberto de Oliveira - Palácio dos Coruchéus

Rua Alexandre Herculano, 46

Rua Almada Negreiros

Rua Ângela Pinto

Rua Antão Gonçalves

Rua Antero Figueiredo

Rua António Maria Cardoso, 38

Rua António Patrício nº 26 2º andar

Rua Arco Marquês do Alegrete, nº 6 - 2º C

Rua Augusto Rosa, nº 66 - 1º Dto, nº 68 e nº 70

Rua Azedo Gneco, nº 84 - 2º

Rua Cais do Gás, ao Cais do Sodré

Rua Cardeal Mercier

Rua Cardeal Saraiva, nº 4

Rua Castilho n.º 213

Rua Circular Norte - Bairro da Encarnação

Rua Coelho Rocha 16

Rua Comércio 8,4º-D, Lisboa

Rua Conde de Arnoso, nº 5-A/B

Rua Conselheiro Lopo Vaz, nº 8

Rua Correia Teles, nº 103 A

Rua Costa Malheiro - Lote B12

Rua D. Luis I, nº 10

Rua da Atalaia

Rua da Boavista, nº 9

Rua da Correnteza, N.º 9

Rua da Esperança, nº 49

Rua da Junqueira, 295

Rua da Mouraria, nº 102 - 2º

Rua da Palma, 246

Rua da Prata, nº 59 - 1º

Rua da Rosa, nº 277 - 2º

Rua Damasceno Monteiro, nº 69

Rua das Acácias

Rua das Azáleas

Rua das Farinhas, nº 3 - 2º

Rua das Portas de Santo Antão, nº 141

Rua de Campolide, nº 24-B

Rua de O Século, 79

Rua de S. Bento, 182 – 184

Rua de Xabregas, nº 67 - 1º

Rua do Ouro, nº 49 - 4º

Rua do Rio Tâmega

Rua do Saco, 1

Rua dos Cordoeiros, nº 52 - r/c

Rua dos Fanqueiros, 38 - 1º

Rua dos Lusíadas, nº 13

Rua dos Remédios, nº 53 e 57-A - 2º andar

Rua Engenheiro Maciel Chaves

Rua Engenheiro Vieira Silva

Rua Ernesto Vasconcelos

Rua Estrela

Rua Félix Bermudas

Rua Ferreira de Castro - Lote 387 - C/v

Rua Filipe da Mata, nº 92

Rua Filipe Folque

Rua Gabriel Constante

Rua General Silva Freire, Lote C

Rua Gomes da Silva

Rua Gomes Freire

Rua Gualdim Pais

Rua João Amaral

Rua João de Paiva, nº 11

Rua João Frederico Ludovice

Rua João Silva, nº 2

Rua João Villaret, nº 9

Rua José Duro

Rua Leão de Oliveira

Rua Luciano Cordeiro, nº 16 - r/c Esq

Rua Lúcio Azevedo Lote 11-r/c, 12-A, 21B

Rua Luís Pastor de Macedo

Rua Machadinho 20

Rua Manuel Marques, Porta 4 F, º 6 H

Rua Maria da Fonte - Mercado Forno do Tijolo, Bloco C

Rua Maria José da Guia, 8

Rua Morais Soares, nº 32/32-A

Rua Natália Correia, nº 10 - 10F

Rua Nova da Piedade, nº 66

Rua Nova do Almada, nº 53 - 1º e 2º

Rua Nunes Claro, nº 8 A

Rua Padre Abel Varzim, 7 D

Rua Pascoal de Melo nº 81

Rua Passos Manuel, nº 20 - r/c

Rua Penha de França

Rua Pinheiro Chagas, 19 A

Rua Portugal Durão

Rua Pr. Joaquim Alves Correia - 24 - C/v. A/B

Rua Prof Lindley Cintra , Lote 49 – Loja

Rua Prof. Francisco Gentil, 25 A

Rua Professor Adelino da Palma Carlos

Rua Professor Lima Bastos nº 71

Rua Professor Vieira Almeida 3-r/c-A, Lisboa

Rua Projectada à Calçada da Quintinha, lotes B1 a B8

Rua Rainha D. Catarina - Lt. 11 - Lj. 5

Rua Raul Carapinha

Rua Rio Cávado

Rua S. Sebastião da Pedreira, nº 158-A

Rua São Pedro de Alcântara 3

Rua Saraiva de Carvalho, nº 8 - 2º

Rua Silva Tavares

Rua Teixeira Pascoais 10, nº 12

Rua Tomás Alcaide, 63 A

Rua Vila Correia, nº 17 A

Rua Virgílio Correia

Rua Wanda Ramos Lote 12 - Loja

Travessa da Galé, 36

Travessa de S. Tomé, nº 5

Não, não endoideci. Há simplesmente coisas cujo absurdo só se percebe quando esbarramos nelas. E esta lista de 184 endereços é um desses casos. Nestes 184 prédios novos, velhos, palácios, lojas, andares, casas, pólos, complexos e quintas instalou a autarquia lisboeta centenas de departamentos, divisões, núcleos, unidades, gabinetes, agências, empresas municipais e sociedades. 184 endereços que são certamente mais pois é dificílimo perceber ao certo quantos são e onde funcionam esses serviços municipais. São também mais porque deixei de fora muitos serviços em que a autarquia participa em associação com outras entidades. Excluí também as escolas e os jardins-de-infância tutelados pela autarquia e os cemitérios, embora no caso de um deles, o cemitério de Carnide, tal opção seja muito questionável: como é sabido, o cemitério de

Carnide não serve para cemitério pois apesar de ter custado o dobro do previsto a verba não foi suficiente para avaliar a localização e o resultado lá está nos milhares de cadáveres que não se decompõem e mais milhões anunciados para os exumar.

Mas mesmo que eu tivesse feito um levantamento exaustivo na lista faltaria sempre alguma coisa pois sucessivos presidentes da autarquia lisboeta acharam que a solução para os problemas da cidade passava sempre e quase só por acrescentar esta lista. Informava o PÚBLICO recentemente: “António Costa muda-se para o Intendente em Março. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa quer ajudar a acabar com a fama desta zona da capital e prepara novo gabinete para dois anos. A sede do município será só para cerimónias”.

Confesso que no início acreditei que o presidente da autarquia lisboeta se ia instalar no edifício da Junta de Freguesia da zona ou nos prédios que a EPUL ali se propôs construir e que, como é hábito naquela empresa municipal, se arrastam em obras suspensas, milhões de euros de prejuízo e intrincadíssimos processos judiciais. Mas não, não é nada disso. A autarquia lisboeta alugou um espaço no nº 27 do Largo do Intendente para transferir para aí o gabinete do presidente e de vinte funcionários. Entretanto fazem-se as obras necessárias. (Será que alguém acredita que uma zona se revitaliza porque lá se instalam 20 funcionários da autarquia mais o respectivo presidente? Quando muito a polícia pode enxotar para outras zonas alguns elementos que considere mais indesejáveis.) O número 27 do Largo do Intendente vai ser acrescentado em Março a esta lista. E sobretudo ela não parará de aumentar enquanto os presidentes da autarquia não perceberem que não há impostos que consigam sustentar isto nem cidade que resista a esta concepção do poder autárquico.

Helena Matos [Público] via [Lisboa S.O.S.]



Publicado por JL às 18:12 de 11.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (5) |

Freguesias de Lisboa sem nome

 

Tem-se discutido o número, a dimensão, os poderes e as competências, mas até agora ainda ninguém se dispôs a responder a uma pergunta: como vão chamar-se as novas freguesias?

A reforma administrativa da cidade de Lisboa - proposta por António Costa e aprovada pelo PSD, que reduz de 53 para 24 o número de Juntas - não faz sugestões nem sobre os nomes, nem quanto à localização das sedes das novas freguesias. E a discussão em torno do assunto promete novas polémicas.

… que o facto de haver menos listas para as Juntas vai ser compensado pelo facto de os executivos passarem a ser maiores. «Como as novas freguesias têm mais eleitores, os executivos vão ter mais elementos».

Ler mais aqui

[Sol]


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Publicado por JL às 09:45 de 03.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

COMPETÊNCIAS (PRÓPRIAS) DAS FREGUESIAS E LEI DAS FINANÇAS LOCAIS

A propósito da reforma administrativa e reordenamento das freguesias de Lisboa.

Embora já em Janeiro de 2009 o fiscalista Saldanha Sanches tivesse defendido a redução ou mesmo a sua abolição do Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas de Imóveis (IMT), por o ter considerado "irracional" e responsável pela "distorção da economia" a verdade é que continua de pedra e cal a vigorar no nosso ordenamento jurídico fiscal.

Afirmou, ainda, num debate então promovido pela estrutura de PS da concelhia de Leiria, que "todos os impostos têm sempre uma contribuição para a distorção da economia - há sempre acções marginais que não se fazem porque há imposto e que se fariam se não houvesse imposto. A distorção provocada pelo IMI (Impostos Municipal sobre Imóveis) é limitada - as pessoas compram casas apesar de saberem que vão pagar um imposto sobre elas - ao passo que há transacções que não se fazem porque há IMT. Portanto, é um imposto irracional, pelo momento em que é cobrado e pela altura em que aparece na vida das pessoas - no pior momento".

Além do IMT as câmaras municipais obtêm um outro imposto, também, cobrado através das respectivas repartições de finanças locais, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que, aquele referido professor de Direito Fiscal, afirmou ser "um imposto com alguma racionalidade, porque é cobrado depois da compra da casa e vai ser distribuído ao longo de toda a vida útil da casa", é "dos dois impostos municipais principais, o que tem mais vocação para crescer - até certo ponto - sem demasiadas distorções e injustiças".

Agora que se debate a “Reforma administrativa de Lisboa” com uma nova divisão territorial de freguesias e respectivas competências próprias e delegadas (estas sempre de duvidosa eficácia visto que as freguesias podem ser instrumentalizadas pelo poder concelhio) seria oportuno o, concomitante, debate da respectiva atribuição de meios.

Quanto à proposta, agora, colocada a debate publico e pese a já concordância estabelecida ente PS e PSD, pensamos haver tempo de ainda poderem ser introduzidas algumas melhorias, nomeadamente:

A nossa contribuição aqui fica registada, não nos poderão acusar de falta de participação, assim os responsáveis político-partidários o queiram assumir já que em outros âmbitos nos acusam de ter alguns “Handicapes” de natureza política. Contudo, vamos bem vivendo com outras amizades e a nossa própria consciência de cidadania respeitada. Outras luzes nos alumiam.



Publicado por Zé Pessoa às 14:29 de 01.02.11 | link do post | comentar |

GREVES NOS TRANSPORTES

Semana de 7 a 14, dias de lutas e agitações nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto

A machada caiu sobre as folhas de ordenados de Janeiro, já nada de, substancialmente, significativo alterará as circunstâncias e argumentos para iremos ter uma semana de Fevereiro acalorada, como há muito se não verificava, na mobilidade e circulação de pessoas e mercadorias. Mesmo que chova e, se chover, muito naturalmente, aumentará a temperatura circulatória automobilística citadina.

As paralisações, particularmente, dos transportes publicos, durante a semana de 7 a 14 do mês de Fevereiro, serão, pelo menos, a seguintes, tome nota:

A luta, segundo os sindicatos subscritores das convocatórias, é contra a diminuição dos salários, a garantia dos direitos adquiridos, o respeito pelos direitos de cidadania dentro das empresas, entre outros.

Relativamente aos salários, os sindicatos vão exigir um aumento de 4,5 por cento, indicou o dirigente da UGT, Sérgio Monte, que acrescentou "No plenário do dia 27 vamos propor aos trabalhadores a realização de mais greves em Março à segunda e sexta-feira, por períodos de duas horas, de manhã e à tarde".

Para Março devem ser marcadas novas greves, isto porque só em Fevereiro é que os trabalhadores vão ter uma noção mais real dos cortes que sofreram, diz Sérgio Monte, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Afins (SITRA).

Os sindicatos das empresas de transportes também estão a ponderar apresentar providências cautelares para travar os cortes salariais, mas apenas depois de concretizado o corte dos vencimentos.

Tenho como certo que as medidas assim tomadas, pelo governo, ferem os princípios constitucionalmente consagrados da igualdade e da equidade. Aos sindicatos resta elaborar processos que visem pedir a declaração de inconstitucionalidade das medidas e o respectivo ressarcimento dos descontos efectuados. A greve é, conforme toda a gente deveria saber, “a última arma a ser usada” para defesa dos legítimos e reais interesses dos trabalhadores e não para outras finalidades.



Publicado por Otsirave às 00:09 de 27.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Esquina da Vergonha

 

Fomos visitar o Bairro da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar, em Lisboa. Um gueto, bem dentro da malha da cidade.

Esta zona em tempos foi uma imensidão de barracas que agora deu lugar a prédios de habitação social e de venda Livre. Morreram as Musgueiras, para dar lugar ao nome Alta de Lisboa. Se antes se vendia droga nas barracas, agora vende-se nos prédios, por vezes ombro a ombro com polícias ali destacados para fazerem serviço na 41 ª esquadra.

Este bairro é com frequência notícia, mas raramente pelas melhores razões, está associado ao tráfico e consumo de droga e a outro tipo de crimes que geram sentimentos de medo, até naqueles que lá nasceram.

Fez agora no dia 22 de Janeiro, dois anos, pouco passava das 21H00 e José António Tavares Barreto, o "Santos", como era conhecido na zona, estaria a conversar com um grupo de rapazes à entrada deste bairro de habitação social. Segundo o pai, terá havido um "desentendimento" e um deles disparou um primeiro tiro. O filho ainda terá fugido, "a correr", mas decidiu voltar atrás e foi recebido com quatro tiros no peito. José Barreto caiu, inanimado, no chão, num terreno baldio localizado nas traseiras da Escola Básica nº 91. Quando o INEM chegou, já nada havia a fazer. O óbito foi declarado no local. A vítima tinha já vários antecedentes criminais relacionados com tráfico de droga e saíra da prisão há pouco tempo, segundo fonte da Polícia Judiciária (PJ) à data. Por isso, os investigadores acreditam que um ajuste de contas nesta área possa estar na origem do crime.

A 3ª Divisão de Polícia desenvolveu durante o ano 2010 algumas operações que resultaram na detenção e apreensão de material relacionado com o tráfico de estupefacientes, armas de fogo entre outros objectos para aquisição da droga, nomeadamente, ouro, prata, relógios, telemóveis.

A presença de clientela disposta a comprar e uma constante, gente que está operar na rua e não tem medo da polícia, são alguns, acreditam nos seus sistemas de segurança, mão-de-obra não falta, possivelmente alguns aguardam a sua oportunidade.

Alguém tem que abrir os olhos para esta realidade dramática, triste e lamentável, que se está a passar no bairro da Cruz Vermelha no Lumiar, O movimento de drogas no bairro é um problema que está a tornar-se crónico.

Com a demolição dos edifícios degradados, nomeadamente o antigo Castanheira de Moura, vários moradores referem que se sentem ainda mais inseguros, os toxicodependentes que frequentavam o respectivo barracão, estão a entrar para dentro do bairro e utilizar esquinas e recantos para consumir.

Espaços como cafés e colectividades, estão a ser invadidos por este tipo de população.

Resolveu-se uma situação grave mas entretanto outros fenómenos daí advêm e o problema mantém-se ou até se agrava.

Gonçalo 



Publicado por Gonçalo às 00:01 de 25.01.11 | link do post | comentar |

NAS FREGUESIAS, AINDA, VIGORA A INCOMPETENCIA

Nem executivos ou tão pouco as assembleias dão mostras de qualquer preocupação pela falta de informação aos fregueses.

Nos termos do disposto na alínea a) do Artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 305/2009, de 23 de Outubro compete, à assembleia de freguesia, aprovar a proposta apresentada pelo executivo o modelo de Estrutura Orgânica dos Serviços de juntas de freguesia.

De igual modo e nos termos da alínea b), o mesmo Artigo define o número máximo de unidades orgânicas e ainda, conforme disposto na alínea c) do, determina o número máximo total de subunidades orgânicas.

Segundo li, numa informação, assinada pela respectiva Presidenta (na moderna terminologia brasileira) colocada nos habituais placards informativos da Junta de freguesia da Ameixoeira o executivo aprovou, na sua respectiva reunião de 30/11/2010, uma nova estrutura de organização dos serviços que submeteu à da Assembleia na sessão de 22/12/2010 onde terá sido votada favoravelmente, não se sabendo se com alterações ou sem elas.

O paradoxo da questão é que a senhora Presidenta solicita, a quem a elegeu e caso queira conhecer da nova orgânica gestionária dos serviços, se desloque a junta para ler o documento.

Pergunto:

Acrescenta-se que, nos termos do nº 5 do Artigo 15.º, as deliberações referidas nos números anteriores são publicadas em edictal, a afixar nos lugares de estilo da freguesia, sob pena de ineficácia.

Significa isto que tais deliberações, no caso da Freguesia da Ameixoeira ainda não podem produzir eficácia legal.

Enfim, continuamos a ser representados pela incúria, pela incompetência e por oportunistas.

P.S.

Em boa hora, conforme aqui se noticia, PS e PSD chegaram a acordo e apresentaram, conjuntamente, uma proposta de Projecto de Lei que altera a composição de Freguesias em Lisboa. De 53, o projecto, propõe a redução para 24, uma redução, significativamente, louvável. Seria, igualmente louvável, que estes e os outros partidos tivessem, também, a coragem de ser criteriosos na escolha de candidatos com qualidade e competência para o exercício do “Bom Governo” das freguesias, conforme, também aqui e aqui, já abordamos.

 



Publicado por Zé Pessoa às 00:07 de 24.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (15) |

As novas freguesias de Lisboa

PS e o PSD assinaram a proposta para reforma administrativa de Lisboa que implica uma redução do número de freguesias para cerca de metade (24).

Além desta redução, a proposta inclui um reforço de competências das juntas de freguesia em vários domínios como da manutenção do espaço público - lavagem de ruas, por exemplo -, na gestão de equipamentos, da intervenção comunitária e da política de habitação. No entanto, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, garantiu que este aumento nas transferências de competências não corresponde a um aumento das transferências financeiras do Estado para as juntas, sendo suportado pelo orçamento municipal.

A intenção de alterar a organização de Lisboa já tinha sido anunciada pelo Executivo camarário e resultou de um estudo elaborado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, que indicava algumas hipóteses para a reorganização de Lisboa, entre as quais a redução de 53 freguesias para 27, pelo que o acordo assinado hoje vai mais longe na redução do número de freguesias.

A ideia é que estas alterações estejam já operacionais nas próximas eleições autárquicas em Outubro de 2013. Mas antes disso, haverá ainda um longo processo legislativo: a proposta será analisada na próxima reunião de Câmara que decorre na próxima quarta-feira, tendo depois que ir à Assembleia Municipal e a discussão pública. A proposta volta depois à Câmara para incluir os acertos e alterações que decorrerem da discussão pública e vai de novo à Assembleia Municipal. Só depois deste processo, a proposta dará entrada na Assembleia da República e se for aprovada poderá então iniciar-se o processo de reorganização da capital.

[Diário Económico]


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Publicado por JL às 17:02 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Habitação social e a sua emancipação

Considerando que a emancipação significa o ato de libertar um indivíduo ou um grupo social ou equiparar o padrão legal de cidadãos em uma sociedade política, registo que muito se tem feito nos bairros sociais, mas Lisboa ainda não atingiu este patamar.

Os bairros sociais construídos ou mal construídos seja ao nível urbanístico como ao nível arquitectónico e são muitos os exemplos em Lisboa, tem servido apenas para concentrar uma população socialmente homogénea e este tipo de concentração, mesmo quando é culturalmente heterogénea, mais tarde ou mais cedo, traz problemas de socialização negativa, sobretudo entre os mais novos, gerando abandono escolar precoce e predominância de comportamentos menos disciplinados, entre outras atitudes.

A passagem de barracas a alojamento em altura em bairros sociais permitiu apenas melhorar as condições de habitação, mas piorou as condições de sociabilidade, vizinhança e integração, ouvimos todos os dias dizer aos nossos vizinhos que têm um grande prazer pela casa, mas um grande desgosto pelo bairro.

Esse desgosto, passa muitas vezes pela atitude comportamental de alguns indivíduos, muitos de nós já ouviu esta expressão: “Basta uma maçã podre dentro de uma caixa, para dar cabo das outras.”

Para combater este fenómeno, terá de haver uma intervenção ao nível das famílias, a questão passa por haver meios humanos dentro da CML ou na empresa Gebalis para criar equipas multidisciplinares para intervir rapidamente no terreno, especialistas em comportamentos que sejam capazes de trabalhar ao nível da inclusão e exclusão social, psicólogos clínicos de forma a acompanhar as famílias ditas problemáticas.

Na minha opinião, Lisboa deve também abrir o mercado de arrendamento de fogos municipais aos jovens, aos estudantes Universitários que vem para Lisboa estudar, a casais em início de vida, colocar dentro deste tecido urbano pessoas que possam trazer mais-valias para o território.

Mas também pergunto e porque não o Município aproveitar o mercado imobiliário e colocar algumas famílias de forma dispersa dentro da cidade.

Do mesmo modo, não sabei até que ponto o Município ou o Estado não deveria apoiar os agregados familiares a viver nos Bairros Sociais que pagam renda ditas técnica no valor de 300,00€, 500,00€ etc…, no arrendamento de uma habitação fora dos bairros sociais, cobrindo o valor que o agregado familiar não conseguisse suportar. Possivelmente seria uma boa aposta, quem sabe?

Será utopia, penso que não, é necessário sim a emancipação da população.

O que sei e não tenho qual quer dúvida é que este modelo está esgotado.

Texto de opinião de João Carlos B. Antunes também publicado em AMBCVLumiar blog



Publicado por Gonçalo às 00:13 de 20.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Serviço Público: SMS Reboque

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Publicado por JL às 00:12 de 20.01.11 | link do post | comentar |

Prepotência

Uma mulher idosa "bastante debilitada" entrou no Centro de Acolhimento de Xabregas numa sexta-feira à tarde para lá ficar o fim-de-semana. Dormiu e, no dia seguinte, não entregou a chave do cadeado do armário como obriga o regulamento. Nessa noite, não foi autorizada a entrar e "dormiu à porta".

"Foi encontrada morta. O INEM já nada pôde fazer. Um auxílio não se nega a ninguém. O caso foi abafado e não foram apuradas as responsabilidades".

[Diário de Notícias]



Publicado por JL às 11:34 de 18.01.11 | link do post | comentar |

Município de Lisboa, atitudes e verdades

Contrariamente ao que foi o seu comportamento, em 2010, o PSD permitiu, este ano, a aprovação do Orçamento Municipal de Lisboa.

No passado dia 14, a Assembleia Municipal da capital aprovou por maioria dos eleitos o orçamento para governo da maior cidade do país.

Para se chegar a tal desiderato o PSD exigiu que as freguesias recebessem mais apoios além da redução orçamental de 1.005M€ para 900M€ através da retirada de 100M€ de receitas provenientes de um putativo negócio com a EPAL cujos contornos duvidosos já aqui havíamos alertado.

Deste modo, a nosso ver, o PSD acaba por, numa cajadada, fazer dois favores ao executivo de Antonio Costa: aprovou o orçamento e evitou um mau negócio.

É de louvar, concomitantemente, a atitude de reconhecimento assumida por Miguel Coelho, enquanto líder da bancada socialista.

As atitudes, boas ou más, são para serem reconhecidas e as verdades para serem ditas e escritas. Haja agora controlo e observância dos “Príncipes de Bom Governo” na aplicação das verbas aprovadas é o que os eleitores esperam.



Publicado por Zé Pessoa às 00:11 de 18.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

FINALMENTE, NOVO ASFALTO NA RUA/ESTRADA DO PAÇO DO LUMIAR

Havíamo-lo aqui reclamado, em 25 de Novembro de 2009 e, a propósito do “Orçamento Participativo” na cidade de Lisboa o arranjo do asfalto, na Rua/Estrada do Paço do Lumiar, desde o Museu do Traje até ao INETI.

Não podemos deixar passar em claro a satisfação sentida, quando ao passar na referida artéria, junto à Azinhaga Torre do Fato, como todos os dias fazemos inúmeras vezes, ao vermos as máquinas a serem descarregadas.

Confirmamos que a Câmara aprovou o projecto nº 2162, cuja proposta aceite foi a nº 445, com prazo de execução e valor respectivamente de 6 meses e de 750.000€.



Publicado por Zurc às 14:17 de 13.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Eliminar mais de metade das freguesias de Lisboa

Não faz sentido haver freguesias com 300 habitantes e outras com 50 mil.

O presidente da distrital do PSD de Lisboa, Carlos Carreiras, disse que está a analisar com o presidente da câmara de Lisboa um plano de revisão administrativa para reduzir o número de freguesias em Lisboa.

Carlos Carreiras adiantou que o assunto já vem sido discutido há largos meses com o presidente da câmara de Lisboa, António Costa, mas só agora houve um primeiro entendimento.

"Propomos reduzir o número de freguesias da capital em 60%, ou seja, de 53 para 21, porque não faz sentido haver freguesias com 300 habitantes e outras com 50 mil", afirmou Carlos Carreiras.

Contudo, segundo disse o líder distrital social-democrata, o autarca socialista de Lisboa propõe uma redução para 22 freguesias.

Além desta plano de revisão administrativa, Carlos Carreiras disse ainda que há uma proposta para atribuir, por lei, mais competências "técnicas, financeiras e humanas" às freguesias, para que não fiquem tão dependentes do presidente da Câmara.

"As freguesias teriam um conjunto de competências muito alargado, superiores a muitas Câmaras do país", frisou.

Para que o plano avance, Carlos Carreiras explicou que o próximo passo será chegar a acordo com António Costa, para que depois o assunto seja discutido em sede de Câmara, em Assembleia Municipal e, por fim, em sede de Assembleia da República.

"O objectivo é iniciar esta discussão sobre a reforma administrativa em todo o país, sendo que Lisboa deve começar por dar o exemplo", concluiu Carreiras.

[Jornal de Negócios]



Publicado por JL às 19:08 de 28.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

O lamaçal

(clicar nas imagens para ampliar)

Muito se escreve e mais se fala sobre o excesso de automóveis a entrar na cidade. Um verdadeiro paradoxo de palavreando, lágrimas de crocodilo e de enganos por parte dos políticos e pretensamente responsáveis da gestão dos recursos publicos. O que aqui se passa é bem o exemplo do que acaba de ser escrito.

Na zona do Lumiar e Ameixoeira, local por onde diariamente entram na cidade centenas ou mesmo milhares de viaturas, circulando a passo de caracol no Eixo Norte-Sul, abunda, desaproveitado, muito espaço que, com simplicidade e poucos recursos económicos se poderiam parquear a maioria dessas viaturas que vão continuadamente poluir a cidade ao mesmo tempo que os transportes publicos sofrem um enorme desaproveitamento, tanto Carris como Metropolitano, com muitas paragens e duas estações na proximidade.

É por estas e por outras que a gestão do urbanismo e a mobilidade na capital vem sendo, faz tempo, um lamaçal. Até quando?



Publicado por Zé Pessoa às 00:13 de 20.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Adivinhem quem vai pagar…

Câmara de Lisboa tem de pagar 119 milhões por terreno na Alta de Lisboa.

O coronel Romão venceu a Câmara de Lisboa em tribunal e vai receber uma fortuna por terreno doado há décadas.

Um particular vai receber da Câmara Municipal de Lisboa (CML) uma indemnização de cerca de 119 milhões de euros. Em causa está um terreno que tinha sido doado para habitação social, mas onde a autarquia permitiu que fosse construído um empreendimento de gama alta.

O coronel Romão, antigo proprietário do terreno, ganhou o caso no Supremo Tribunal de Justiça e a decisão já transitou em julgado. Porém, como o proprietário pedia uma indemnização cujo montante seria apurado apenas na execução da sentença, o STJ condenou a CML a pagar a diferença entre o valor que o terreno tinha se fosse dedicado a equipamento social e o valor que tem como terreno de habitação de gama alta. Em primeira instância o valor da indemnização foi fixado em 119 milhões de euros.

O coronel Romão era dono de uma quinta no alto do Lumiar - nos tempos em que esta zona ficava nos arredores de Lisboa.

Na altura do lançamento do concurso do projecto do Alto Lumiar, o então presidente da câmara, Nuno Abecassis, negociou com o coronel Romão a utilização de parte da sua quinta no âmbito do projecto. À data, ficou acordado que a CML autorizaria o proprietário a construir numa das partes da sua propriedade o dobro da área de construção que lhe seria permitida para todo o terreno. Como contrapartida, o coronel Romão comprometeu-se a doar à autarquia a outra parte do terreno, contou ontem ao i uma fonte conhecedora do acordo e do processo.

O negócio foi feito e celebrada a escritura pública de doação. Acontece que nesse documento ficou escrito que o terreno era doado à CML para construção de equipamento social.

Ora quando foi preparado o concurso do Alto Lumiar, que tinha também como objectivo a erradicação das barracas e a construção de habitação social para esse efeito, os terrenos da CML foram todos integrados numa espécie de bolsa de terrenos cujas áreas foram depois distribuídas de acordo com as zonas estudadas para venda livre ou para habitação social. Acontece que o terreno doado pelo coronel Romão no tempo de Nuno Abecassis, provavelmente por mero acaso, foi destinado não a habitação social mas a venda livre, e acabou integrado no projecto Alta de Lisboa, gerido pela SGAL (Sociedade Gestora da Alta de Lisboa), do milionário Stanley Ho.

O advogado do coronel Romão, José Osvaldo Gomes, intentou uma acção alegando que o terreno tinha sido destinado a um fim diferente do que constava na escritura de doação. Na altura não foi pedido qualquer valor de indemnização.

O processo arrastou-se durante anos, tendo corrido todas as instâncias. Chegado ao Supremo Tribunal de Justiça, ficou decidido que o autor da acção tinha razão e que o montante a pagar pela CML seria calculado através da diferença entre o valor que o terreno tinha caso fosse utilizado para habitação social e o valor atribuído para habitação de gama alta de venda livre.

Depois da vitória no Supremo, o autor do processo pediu a liquidação do montante da indemnização em execução de sentença. Para determinar o montante concreto, foram feitas peritagens e o tribunal de execução determinou em primeira instância que o valor da indemnização será de 119 milhões de euros, mais os juros correspondentes.

Segundo o i apurou junto de fonte conhecedora do processo, ambas as partes recorreram dos valores. Seja como for, a CML terá mesmo de pagar, já que a sentença do STJ transitou em julgado.

As primeiras habitações sociais na Musgueira Norte, no Lumiar, datam de 1961, mas foi apenas em 1980 que o projecto do Alto Lumiar começou a ganhar forma, pela mão do então presidente, Nuno Krus Abecassis. Chegado à presidência da câmara nesse ano, o autarca foi o grande protagonista da transformação que aquela zona viria a sofrer. Hoje a Alta de Lisboa é habitada por mais de 10 mil pessoas, mais de metade com idade inferior a 34 anos.

[i]



Publicado por JL às 00:10 de 18.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

NOVO MAPA DAS FREGUESIAS LISBOETA

Antonio Costa estará, eventualmente, a ver o mapa das novas juntas de freguesia com um luneta errada, é que passar de juntas paroquiais para justas de bairro de nada adiantará à rigorosa e justa gestão dos recursos publicos.

Como é do conhecimento geral está a debate, para já entre autarcas e políticos, esperando-se a breve prazo (indicava-se, há meses, que seria Outubro) que a população assuma (se para tal lhe for dada possibilidade) o necessário e conveniente debate público.

Durante a elaboração do projecto/estudo os seus responsáveis terão ouvido cidadãos residentes, cerca de 1800 pessoas que entram e saem da cidade e autarcas, no mandato anterior (a grande maioria continuam a ser os memos), eu, talvez porque tenha feito só um mandato, não foi ouvido, mas não foi só...

No passado dia 9 do corrente a Assembleia Municipal de Lisboa promoveu, no Teatro Aberto, uma conferência/debate subordinado ao tema “Um Novo Mapa de Lisboa para o séc. XXI – Modelos de Governação da Cidade”. Este debate destinou-se, essencialmente, a autarcas e a quem com facilidade de “fuga” ao trabalho teve possibilidades de despender de um dia para aí poder deslocar-se. Daqui não se poderá inferir que o debate seja direccionado ao público em geral, pois os “fregueses” a quem o assunto, em ultima e primeira análise, dirá respeito, só poderão participar em debates se eles forem realizados no pós horário laboral. Geralmente somos gente de trabalho!

No referido debate do Teatro aberto O Presidente da CML, António Costa, terá salientado, mais uma vez, a necessidade de uma reforma administrativa, com Freguesias mais alargadas ao nível geográfico e ao nível do exercício de competências. Desta necessidade já ninguém duvida, pois para que servem os mais de mil eleitos para a Assembleias e executivos das actuais 53 freguesias quando no Porto são quinze e já são demais?

Segundo afirmou, o presidente da Câmara de Lisboa espera que a Assembleia Municipal apresente uma proposta do novo mapa de freguesias da cidade até Abril do próximo ano, para que seja aprovada depois pela Assembleia da República. A ver vamos... 

 

O conceito de bairro que o presidente António Costa diz ser preciso recuperar tendo em conta que “As freguesias são espaços de representação dos cidadãos e para que sejam representativas têm que ter identidade e a identidade resulta dos cidadãos se identificarem ou não com essa identidade”, constitui uma falsa razão. Na verdade a grande maioria dos eleitos não se identificam com essa identidade pela razão, constante e corriqueira, das “agremiações” partidárias fazerem constar nas listas de candidatos às autarquias “figuras” que não vivem, não trabalham e não conhecem a realidade da freguesia, (aquilo que bastante gente apelida de “pára-quedistas” da politica) elegendo, por, via disso, incompetente e incapazes de se relacionar com as populações ou bem gerir os recursos do Estado que os contribuintes cada vez mais se vêm obrigados a suportar.

Pela parte que nos toca, achamos muito bem que as freguesias da Ameixoeira e Charneca se fundam e que, salvaguardando certas razões de identidade, se ajustem situações como a do Lumiar/Telheira/Carnide ou Santa Maria dos Olivais/Oriente. Tudo dentro de uma perspectiva de bem gerir os meios materiais e humanos e de promover um melhor serviço de proximidade aos problemas e às pessoas. Mais competências e maior exigência às freguesias e aos autarcas são uma obrigação de futuro, já que o passado, sobretudo em democracia, no que à gestão das freguesias (em espaço urbano) diz respeito deveria, no mínimo, deixar-nos muitas interrogações para não dizer envergonhar-nos, em certas aberrações de relacionamento com a “tutela” concelhia.



Publicado por Zé Pessoa às 00:15 de 22.11.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

QUINTA DAS CONCHAS E LILASES

 

O ordenamento do território e a gestão dos espaços urbanos muito carecem de bons exemplos.

Lisboa já teve piores e melhores dias. Há bons (menos) e muitos maus, exemplos. Dos exemplos benignos que a capital tem e decorrente de prolongadas lutas, de populares, de residentes e de cidadãos anónimos é a Quinta das Conchas e dos Lilases que estiveram em risco de ser assaltadas pelos “patos bravos” da betonilha e que, a muito custo e em boa hora, se conseguiram salvar.

Hoje, nos dias que correm, seja de Inverno e mais de verão, são largas centenas crianças e adultos que, diariamente, por ali veraneia e exercitam as respectivas capacidades físicas e intelectuais.

Fica claro que o autarca e respectivos serviços de que é o principal responsável muito ganharão, na consideração dos respectivos munícipes, se forem capazes de actuarem no interesse do bem-estar destes e da própria cidade.

Conforme as próprias fotos ilustram, há sempre melhorias a introduzir. O que não deveria ser necessário era os munícipes reclamá-lo mas, tendo que o ser que tais arranjos não demorem tanto tempo.

Nem sempre quem paga é quem manda...


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Publicado por Zé Pessoa às 00:19 de 16.11.10 | link do post | comentar |

Santana acusa Costa de aumentar despesa na CML

Será justa a acusação, pergunto eu!?

PSD denuncia perdas de 16%, cerca de 10 milhões de euros, nos custos de bens e serviços correntes da Câmara de Lisboa.

O grupo de vereadores do PSD na Câmara de Lisboa, liderado por Pedro Santana Lopes, acusa o Executivo de António Costa de ter aumentado os custos com bens e serviços correntes em mais de 10 milhões de euros entre Janeiro e Agosto, em relação ao período homólogo de 2009 (de 65,1 para 75,7 milhões de euros). A denúncia é feita num documento de balanço que escrutina o primeiro ano deste novo mandato de António Costa à frente da autarquia.

Os sociais-democratas aproveitaram a data (ontem passou precisamente um ano das autárquicas) para disferir um feroz ataque ao executivo camarário, dizendo que o trabalho até aqui realizado "evidencia uma nítida discrepância entre a ficção da campanha e a realidade da sua gestão diária".

Mas não é só António Costa o alvo. Helena Roseta e Manuel Salgado são visados, quando o PSD se refere aos pelouros da Reabilitação Urbana e Habitação como uma área em que se fez "zero". "Muitos power points mas nenhum trabalho no terreno", lamentam os sociais-democratas.

José Sá Fernandes também não escapa às críticas do PSD que diz que "tem havido um vereador dos quiosques e dos jardins, mas não um vereador do Ambiente".

Além das críticas directas aos vereadores com pelouro, o PSD faz ainda uma análise ponto a ponto de diversas promessas de António Costa.

Desde logo na área financeira, onde o grupo liderado por Pedro Santana Lopes, escreve que o objectivo de "arrumar" as contas da autarquia foi um "fracasso". A diminuição da receita (que, segundo o PSD apresenta nesta altura uma taxa de execução de 66,7%) e o "forte crescimento com custos de aquisição de bens e serviços recorrentes" estão na base das críticas sociais-democratas.

Em tempo de crise económico--financeira, o PSD acusa ainda o executivo camarário de aumentar as despesas com transportes e comunicações em 27,7% e as despesas de "estudos e consultadoria" em 40 %.

Do ponto de vista social, os sociais-democratas criticam a intervenção em bairros municipais, denunciando o facto de a demolição do chamado "corredor da morte" (em Marvila) ser uma "obra parada sem conclusão à vista".

O gabinete do PSD aponta ainda o facto de o programa de investimento prioritário de apoio à reabilitação urbana ainda não ter tido qualquer execução financeira, apesar de ter "dois milhões de execução física", e de faltar desenvolver medidas como a dinamização do mercado de arrendamento.

Na área do trânsito, o PSD acusa o executivo de nada ter feito para acabar com o estacionamento em segunda fila e de permitir os sucessivos adiamentos do prolongamento do túnel do Marquês.

É ainda criticada a política da Câmara Municipal de Lisboa relativamente às empresas municipais, sendo destacada a performance económico-financeira deficitária destas empresas.

Pedro Santana Lopes volta a desafiar Costa num documento em que ainda é ressalvada a "incoerência" de uma câmara "com falta de verbas" onde surgem "de repente, anúncios de festivais de barcos ou aviões". O DN tentou, sem êxito, contactar o presidente da CML.

DN


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Publicado por Izanagi às 18:11 de 12.10.10 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

GEBALIS VS CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

Estranhas criaturas e estranhos criadores

 

As empresas municipais, na sua grande maioria, criadas nos tempos das “vacas gordas” da governação Cavaco Silva, sobretudo governo da maioria absoluta, continuam e continuarão a dar gordos prejuízos, enquanto não forem extintas ou, pelo menos, profundamente remodeladas.

Esses sorvedouros do erário público, tal-qualmente certas associadas e participadas criadas em torno da Entidades Publicas Empresariais, visaram, fundamentalmente, a criação de lugares para as clientelas políticas partidárias e, por seu intermédio, para conseguir verbas de financiamento das actividades partidárias. Hoje os partidos têm um financiamento através dos militantes, em termos de quotizações, completamente insignificante.

Extinguir ou não extinguir?

Helena Roseta, a propósito da Gebalis, veio defender que discorda com a extinção da empresa gestora (?) dos bairros sociais.

O argumentário da sua posição é, nomeadamente o desemprego que criaria, afirmando: “Acho que a extinção é um erro, até porque implicaria 35 milhões de euros de encargos e 200 pessoas no desemprego”, manifestou-se, ainda, contra um chorrilho de noticias vindas a publico tendo dito que “Há uma ideia muito clara do que fazer na GEBALIS. Nestes últimos dias tem-se assistido a um festival de notícias, sobre a empresa GEBALIS: algum emagrecimento da empresa em articulação com a direcção municipal de habitação”. Helena Roseta afirmou, também, “A extinção criaria uma enorme instabilidade”, revelando que há 40 ou 50 pessoas na empresa que gere os bairros municipais que são “um peso morto” porque estão a prestar funções noutros sítios.

“Era interessante que estas pessoas tivessem a hombridade de sair da GEBALIS pelo seu pé”, acrescentou.

O país anda cansado de tanta gente e tão repetidamente fazer diagnósticos, encomendar pareceres e contratar assessorias, sem que sejam tomadas as pertinentes medidas correctivas e sancionados responsáveis, quando caso disso seja.

50 pessoas que são “um peso morto” porque estão a prestar funções noutros sítios!? De quem é a culpa dessa situação? Quando há culpados não impõe, tanto a legislação geral como a do procedimento administrativo que sejam responsabilizados e punidos tais agentes e seus superiores hierárquicos?

Como é possível que os eleitores acreditem nos eleitos se estes não são capazes de tomar as medidas que se imporiam, para correcção de tais situações.

Parece que a população em vez de políticos capazes, temos andado a eleger avestruzes...



Publicado por Zé Pessoa às 00:12 de 12.10.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

LISBOA E OS BAIRROS SOCIAIS

O que as respectivas Juntas não divulgam, suficientemente - Carta dos Bairros, sessão de 24 Setembro 

O LUMINÁRIA, numa respectiva de serviço público e de colmatação das já habituais falhas dos órgãos e respectivos membros eleitos aqui fica a informação.

No quadro do programa Local de Habitação, coordenado pela vereadora Helena Roseta, foram identificados até agora 61 bairros ou zonas de intervenção prioritária (BIP/ZIP), distribuídos por 33 freguesias da cidade. Esta Carta, que as respectivas juntas de freguesia tinham por dever fazer cabal divulgação, está em consulta pública até ao próximo 30 de Setembro.

As operações de requalificação a desenvolver nestes bairros deverão contar com a participação das Juntas de Freguesia, das Associações de Moradores, das colectividades e de outras entidades que trabalhem nesses bairros ou zonas.

É duvidoso que todas tenham conhecimento atempado e estejam capacitadas para a necessária e pertinente intervenção. É, de todo, importante que as mais directamente visadas não deixem escapar esta oportunidade de intervir.

A freguesia da Ameixoeira, onde ficam quatro dos 61 bairros de intervenção prioritária definidos pela autarquia, tem mais do dobro da média dos beneficiários de prestações sociais da cidade de Lisboa. (Ameixoeira tem mais do dobro da média concelhia nas prestações sociais).

Realiza-se na sexta-feira, 24 Setembro, pelas 18h00, uma Sessão de Consulta Pública sobre a Carta dos BIP/ZIP. Esta sessão destina-se às freguesias da zona norte e tem lugar no Centro Social da Musgueira, no Largo Padre Rocha e Melo, Bairro Musgueira Norte (Carris 777, 108, 701, 703).

Esta Sessão é dirigida às freguesias da Zona Norte da capital abrangendo a Ameixoeira, Campo Grande, Carnide, Charneca, Lumiar e S. João de Brito.



Publicado por Zé Pessoa às 00:12 de 20.09.10 | link do post | comentar |

FREGUESIAS, LISBOA A 29

Como é do conhecimento publico e já aqui e aqui referido, o município de Lisboa está dividido em 53 freguesias algumas delas com bastante menos de 500 Fregueses.

Também, toda a gente sabe que, há muitas décadas, se fala na necessidade de rever e reordenar o espartilho administrativo da cidade, num reconhecimento geral de que esta se tornou ingovernável com uma divisão tão numerosa e sem sentido, associada à completa falta de competências directamente atribuídas, salvo as protocoladas, caso a caso, com a Câmara.

Face as exigências do mundo actual, conjugado com o manifesto exagero (cerca de 1000) eleitos que o nosso sistema democratico, impõe a premência de tal revisão.

O actual Presidente, Dr. Antonio Costa, referiu, numa das recentes reuniões descentralizadas, que é necessário “um consenso municipal o mais alargado possível” e que o desejável é ter juntas de freguesia com dimensão adequada e massa crítica.

Uma das soluções previstas no estudo será a de reduzir de 53 para 29 o número de freguesias que, embora considerando uma redução significativa, mesmo assim, ainda é um número consideravelmente grande.

Se associarmos o número de 29 freguesias à louvável exigência de, tanto os órgãos deliberativos (assembleias) como os executivos (juntas), serem providos de eleitos com inegável competência e capacidade crítica, poderá concluir-se que as forças partidárias continuarão a ter dificuldades em elaborar listas/equipas que, satisfatoriamente, coloquem pessoas com disponibilidade e vontade para servir os interesses publicos e não os próprios, como frequentemente vamos constatando.

Não se duvida que a vida dos decisores (os dirigentes partidários) nas escolhas de putativos eleitos fica facilitada, pergunta-se é se terão coragem e vontade para escolher os melhores para a gestão autarquica e não os que dão mais jeito para o espartilho dos poderes internos.



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 13.09.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

JUNTAS DE FREGUESIA

Das paróquias religiosas às paróquias partidárias...

Na reunião descentralizada realizada, no passado dia 1 do corrente mês, pelo Executivo do Municipal de Lisboa, na Freguesia da Ameixoeira, o respectivo presidente, Dr. António Costa, afirmou, em resposta a uma questão colocada por um dos fregueses ali presentes, que a autarquia mandou elaborar, um estudo para novo ordenamento autarquico e administrativo da capital, a um instituto superior sediado na cidade.

Informou, ainda, que tal estudo está concluído e que o mesmo vai ser distribuído a todas as forças políticas com assento na Assembleia Municipal onde se procurará estabelecer um consenso que permita propor à Assembleia da Republica um projecto legislativo que permita, a esta, deliberar como é da sua competência própria sobre tais matérias.

António Costa acrescentou, ainda, que, sendo uma matéria complexa, de melindre e muita sensibilidade politica, só terá “pernas para andar” se e quando houver consenso tanto na Assembleia Municipal como na Assembleia da Republica, concluiu o edil.

Como é sabido, historicamente, as freguesias foram criação de iniciativa religiosa sendo a base estrutural da igreja católica e por essa razão começaram por ser designadas de “Juntas Paroquiais de...”.

Não é por acaso que, mesmo tendo caído o termo “Paroquial” e sido substituído pelo de “Freguesia”, manteve a conotação religiosa visto que o próprio termo “freguês” é, etimologicamente, dessa origem e provem do latim “filiu eclesiae” ou seja “filhos da igreja”.

Salvo algumas das mais recentes freguesias criadas todas as antigas mantêm, ainda hoje, associado o nome de algum/a santo/a.

É facto que com a separação do poder civil/temporal do poder religioso/espiritual a igreja católica deixou de ter influência directa, tanto na acção como na administração das freguesias e, com a queda da monarquia bem como do surgimento da 1ª Republica, pouca coisa se alterou, na filosofia de funcionamento bem como no âmbito da actividade que foi, em grande parte, mantida.

Ao Estado-Novo, corporativo, nada lhe interessou alterar o que quer que fosse dado que a situação existente lhe servia muito bem para o controlo político administrativo da Nação. Até porque os dois poderes (temporal e espiritual) conviviam bastante harmoniosamente!

Chegada a democracia, aos partidos o que mais lhes preocupou foi a colocação de clientelas, sobretudo, ao nivel municipal, na medida em que, tendo o controlo destes, as freguesias eram, apenas e só, uma questão de distribuição de alguns podres delegados. Perdura tal filosofia nos dias actuais e não se vislumbra qualquer alteração futura!

Assim, ao poder político-partidário não interessou (e parece não interessar) alterar a filosofia existencial das juntas de freguesia e preferem manter o conceito de paroquialidade ainda que tenha caído o seu epíteto.

Foi uma reunião bastante participada, por parte de fregueses e vereadores, ainda que seja de lamentar não terem sido respondidas todas as questões colocadas e a muitas das preocupações ali levantadas apenas tenham ficado promessas, por partes dos respectivos responsáveis dos correspondentes pelouros, que iriam estar mais atentos no sentido de serem corrigidas a lacunas dos serviços.


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Publicado por Zé Pessoa às 00:07 de 06.09.10 | link do post | comentar | ver comentários (13) |

PRESIDENTES DE JUNTA, O QUE FAZ FALTA É DIMINUI-LOS

O presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) veio, um destes dias, reclamar junto da agência Lusa que o Estado deve cinco milhões de euros, aprovados no Orçamento do Estado para 2010, de vencimentos aos presidentes das juntas de freguesia a tempo inteiro.

Fonte oficial do Ministério das Finanças terá afirmado que a verba consta do Orçamento do Estado e o Ministério não colocou nem coloca qualquer oposição à disponibilização da verba orçamental que está afecta ao pagamento dos presidentes de Juntas de Freguesia.

 Por sua vez, a Secretaria de Estado da Administração Local parece ter confirmado as palavras de Armando Vieira garantindo que as verbas "ainda não foram pagas, embora tenham sido aprovadas pela Assembleia da República" e fê-lo argumentando que o valor "é manifestamente insuficiente para o pagamento de todos os elementos das Juntas de Freguesia abrangidos pelo regime de Permanência".

Ainda que politicamente incorrecto (as verdades doem e custam muitos votos, infelizmente) Teixeira dos Santos não deixou de afirmar, no encerramento do debate do Orçamento para 2010, que a distribuição de tis verbas são "claramente populistas" e as aprovações da transferência de 5 milhões de euros para pagar aos eleitos das freguesias, considerando que essas verbas eram "money for the boys". Em muitos casos assim é, manifestamente. Só em Lisboa são eleitos mais de 900 representantes partidários e pergunta-se para quê?

O dinheiro para os eleitos das freguesias serve essencialmente para os partidos "ganharem simpatias regionais e autárquicas", afirmou em Março Teixeira dos Santos.

O que faz falta é diminui-los, se não na remuneração é fundamental que o seja em número dado que é um, manifesto, exagero, sobretudo em meios urbanos como é o caso de Lisboa e do Porto onde respectivamente existem 53 e 15 freguesias (só aqui já se verifica uma abissal diferença).



Publicado por Zé Pessoa às 00:12 de 01.09.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

ORÇAMENTO PARTICIPADO, POR LISBOA III

Estão a decorrer, na cidade de Lisboa, assembleias promovidas pela respectiva Câmara Municipal de modo a permitir que os eleitores participem na determinação de aplicação de algumas verbas, do próximo orçamento, em obras da cidade.

No próximo dia 14 realizar-se-á, na Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), uma dessas assembleias, neste caso destinada às freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar.

Eu não estou inscrito e, segundo creio, já terão sido encerradas as inscrições, pelo que não poderei aí intervir. Se tal me fosse possível o que eu solicitaria, ao Executivo Municipal, era:

Na improvável possibilidade de intervenção, na referida Assembleia, aqui fica, publicamente, a desejável intervenção que, certamente, acabará por chegar ao conhecimento dos respectivos responsáveis.



Publicado por Zé Pessoa às 00:07 de 07.06.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Por Lisboa II

É verdade que Lisboa nem sempre acolhe como deveria quem a visita, veja-se a falta de casas de banho públicas em muitos locais sensíveis ao turismo, conforme já aqui no LUMINÁRIA referenciado e como seja, também, a falta de parqueamentos adequados a auto-caravanistas ou camping-car como se diz por essa Europa, e, igualmente, já aqui alertado o município.

Na verdade é que nem todos os seres vivos, que visitam esta nossa capital, se queixam ou sequer pedem o livro de reclamações. Alguns até constroem, paulatinamente, as suas “clandestinas” e temporárias habitações que, mesmo assim, nos deixam enternecidos.

Ora digam lá se não há coisas positivas nos tempos que correm?


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Publicado por Zé Pessoa às 00:06 de 24.05.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

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