PELA POSITIVA

Ruas asfaltadas na zona do Lumiar

Já aqui, fizemos referência a situações lastimosas do mau estado das vias públicas sempre com a intenção de chamar à atenção dos serviços municipais e respectivos responsáveis autárquicos para que se esforcem no sentido de melhorarem as condições de vida dos munícipes que os elegeram e que lhes pagam.

Pela positiva, hoje fazemos referência à recente colocação do tapete alcatroado na ponta final da Alameda das Linhas Torres, onde esta termina e a Rua do Lumiar começa. Atente-se na diferença ilustrada pelas fotos e que as muitas viaturas que por ali circulam, bem como os respectivos ocupantes, sentem, muito acentuadamente.

Idêntico trabalho urge que seja feito, como também já aqui, foi alertado, na Estrada do Paço do Lumiar e Rua Direita entre o Museu do Trajo e o cruzamento com a Azinhaga da Torre do Fato.


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Publicado por Zé Pessoa às 00:01 de 27.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

PARA ALÉM DO QUE OS OLHOS ALCANÇAM

III Encontro das Associações de Base Local no Alto do Lumiar, um exemplo de actividade e debate que os partidos deveriam praticar e a que as autarquias se deveriam associar, mais frequentemente.

Conforme as fotografias ilustram, realizou-se no passado dia 9 de Abril de 2011, na Escola Pintor Almada Negreiros, o III encontro de Associações de Base local, teve como principal objectivo colocar em debate questões ligadas à sociedade civil e ao crescente papel de intervenção a que é chamada a ter, assim como encontrar pontos comuns e dicas para acção.

Os organizadores, associados em diferentes associações da mais variada natureza e áreas de actividades, tiveram como ponto de partida a reflexão efectuada sobre a actual situação de crise do país.

Com tal iniciativa procuraram encontrar mais contributos que a sociedade civil pode dar, no apoio e coesão social, reforçando a necessidade de maior envolvimento dos cidadãos e das diferentes organizações públicas, cívicas e políticas.

Das actividades destas associações nasceu um trabalho em rede, cada vez mais presente no território, e vontade de trazer para a discussão pública as especificidades do Associativismo no sec. XXI alem da necessidade de dar relevo ao seu papel enquanto espaço de participação e cidadania activa. Nesta lógica o III encontro esteve submetido o tema “Associativismo actual” e compreendeu 4 elementos chave de discussão diferenciada, que se desenvolveu por trabalho de grupos e debate em plenário.



Publicado por Zé Pessoa às 00:04 de 13.04.11 | link do post | comentar |

Academias Musicais no Lumiar – Século XIX

No Lumiar, em Lisboa, existem ainda duas colectividades dos finais do século XIX, que se mantêm firmes, resistindo aos tempos, embora com dinâmicas diferentes, ambas fazem parte da história do Lumiar e da cidade de Lisboa.

Academia Musical Joaquim Xavier Pinheiro de 1888

Localiza-se na Alameda das Linhas de Torres ao n.º 45, próximo do estádio Alvalade XXI, edifício de primeiro andar, apresenta uma planta rectangular simples discreto, nem se dá conta dos seus 123 anos de História.

Não conheço actualmente a sua actividade recreativa, mas não deve ser muito expressiva, possivelmente não passa actualmente de um local para bater umas cartas nas mesas ou outro tipo de jogos de mesa, fomentava a modalidade ténis de mesa.

Academia Musical 1º de Junho de 1893

No Largo Júlio Castilho n.º 3, vizinha do Museu do Traje, vamos encontrar um bom exemplo de colectividade, recentemente efectuou grandes obras de requalificação no seu interior, dispõem de uma notável actividades nos campos da cultura através da Música, Teatro, danças de salão, grupo coral, responsável pelas marchas do Lumiar, aquando das festas de S. António em Lisboa.

Dinamiza ainda a praticado atletismo, Basquetebol, orientação e xadrez, dispõem ainda de um blog (http://academialumiar.blogs.sapo.pt)

Parabéns pelos seus 118 anos de História.

O Lumiar tem tradição, defendo vivamente a preservação destes espaços, a população do Lumiar ou melhor dizendo os Lisboetas, devem de forma natural manterem a tradição das colectividades.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:01 de 13.03.11 | link do post | comentar |

Obras de 6,5 milhões de euros esqueceram antigo palacete

O Jornal de Noticias publicou em 05.03.2011, uma notícia sobre o Palacete na Quinta das Conchas, reportagem efectuada pelo jornalista Cristiano Pereira.

O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” enviou um requerimento à presidente da Assembleia Municipal, Simonetta Luz Afonso, com vista obter esclarecimentos sobre o assunto. Resumidamente, os ecologistas pretendem que se clarificado os motivos que levaram a CML a não proceder a obras de requalificação de intervenção efectuadas em 2005 e quais as diligencias que prevê a autarquia fazer com vista a requalificação do imóvel. Fonte do Gabinete do Vereador Sá Fernandes disse que “ esta a ser estudada uma solução que seja viável”.

Em relação ao corte de árvores e segundo a CML, aquelas estavam doentes desde 19 de Janeiro. Vai ter lugar uma intervenção na vegetação para limpar o arvoredo deste espaço e melhorar as condições de segurança e que se está a proceder à remoção de árvores mortas, ou identificação como o risco de queda e a realizar trabalhos de limpeza de ramos secos, de controlo de infestantes e de desrame de árvores em desequilíbrio, ou a prejudicar o desenvolvimento saudável de outros exemplares.

Lisboa e em particular o Lumiar, ficam a aguardar notícias sobre a solução desejável, que passa na minha opinião pela requalificação do Palacete e, continuo achar que não ficava nada mal à CML, junto das entradas/saídas colocar informação, sobre as actividades a desenvolver na Quinta, para evitar mal entendidos.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:07 de 07.03.11 | link do post | comentar |

No Lumiar, Estúdios da Tobis à venda, um ícone do Cinema Português

O Estado Português quer vender a sua actual participação maioritária no capital da Tobis, o estúdio histórico do cinema português, localizado no Lumiar, em Lisboa. A base de licitação para a operação pode aproxima-se dos sete milhões de euros.

O anúncio da venda já saiu em Diário da República, com a indicação de que as propostas de aquisição deverão ser entregues junto do Instituto de Cinema e Audiovisual, até 9 de Março próximo. Nesse mesmo dia, as propostas recebidas serão abertas em sessão pública.

Gostaria de deixar um pouco da sua história, é sempre bom reviver momentos de ouro do cinema Português e da sua ligação ao Lumiar.

Em 1920 – Francisco Mantero vende terreno com antigas edificações da Quinta das Conchas, mediante escritura de 5 de Janeiro, à empresa Técnica Publicitaria Film Gráfica Caldervilha.

Em 1932 – A companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm é constituída a 3 de Junho. Um mês de depois, adquire uma parcela de terreno da Quinta das Conchas, outrora vendido por Francisco Mantero à empresa Técnica Publicitaria Film Gráfica Caldervilha e aqui nascia o primeiro estúdio da companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm.

Em 1934 A companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm, que entretanto mudou a sua designação para Tobis Portuguesa, inaugura a 17 de Agosto o novo estúdio, aqui viriam a ser filmados obras como:

A Canção de Lisboa, realizado por Cottinelli Telmo (com Beatriz Costa, Vasco Santana, António Silva e… Manoel de Oliveira). (1933),

As Pupilas do Senhor Reitor, de Leitão de Barros, segunda longa-metragem. (1935),

Maria Papoila, de Leitão de Barros. (1937),

João Ratão, de Jorge Brum do Canto, apresentado com o filme cultural Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul de Fernando Fragoso e Raul Faria da Fonseca. (1940),

O Pai Tirano, de António Lopes Ribeiro ou O Pátio das Cantigas produzido por António Lopes Ribeiro e realizado Francisco Ribeiro (Ribeirinho). (1941),

O Costa do Castelo, de Arthur Duarte. (1943),

A Menina da Rádio, de Arthur Duarte,

O Leão da Estrela, de Arthur Duarte, com António Silva, Milú, Erico Braga, Curado Ribeiro, Laura Alves, Artur Agostinho, Maria Olguim. (1947).

A Tobis, teve um papel importante no âmbito da indústria cinematográfica nacional, na sua contribuição para o desenvolvimento do cinema em Portugal e na sua inserção no contexto mais geral da história contemporânea portuguesa; próximo de 80 anos de história na fabricação de cinema em Portugal, está a viver uma página negra na sua história, o futuro para os 66 trabalhadores não está fácil, a maioria com mais de 25 anos de casa, não são excepção no que toca por vezes ao pagamento dos salários em atraso.

Os estúdios estão integrados numa malha urbana, bastante apetecível aos especuladores imobiliários, vamos ver o que este filme nos reserva, esperando que tenha um final feliz.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 10:59 de 06.03.11 | link do post | comentar |

A Mata encanta madeireiros na Quinta das Conchas, no Lumiar

Com uma área total de 24,6 hectares, (a das Conchas e a dos Lilases) as duas quintas quinhentistas é a terceira maior mancha verde da capital, a seguir ao Parque Florestal de Monsanto e ao Parque da Bela Vista.

A comunidade local olha sempre com alguma desconfiança, quando se verifica a existência de abate de árvores na Quinta das Conchas, tendo em conta o passado recente, bem viva ainda na memória daqueles que se insurgiram contra os “bullying” que esta mata sofreu, motivando por várias vezes a participação da comunidade na sua defesa, obrigando por vezes a resolução de diversos conflitos que envolveram manifestações.

A Quinta das Conchas tem uma zona que é ensombrada por frondosas árvores, denominada por mata, é serpenteada por uma estrutura de caminhos que nos convidam a deambular ao longo do espaço. O elenco vegetal é composto por um conjunto variado de espécies nos transmite uma sensação ainda de um estado “selvagem”.

Fica a sugestão à CML – Divisão de Matas, informar a população que os abates vão acontecer e o porque desses abates.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 11:11 de 03.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (4) |

Um palacete em ruína na Quinta das Conchas, no Lumiar

Situado na freguesia do Lumiar, à Alameda das Linhas de Torres, a Quinta das Conchas é um espaço verde nasceu da recuperação de duas quintas do século XVI, tendo sido instalada por Afonso Torres.

Após ter passado por várias famílias de proprietários acaba por ser adquirida a 22 de Fevereiro de 1899, por Francisco Mantero, importante roceiro em S. Tomé e Príncipe, também chamada dos Mouros, propriedade de D. Maria Juanna da Conceição Alcobia Tavares.

Em 1966, a Quinta das Conchas e dos Lilases são vendidas à Câmara Municipal de Lisboa (CML), pelo valor de 85 milhões de escudos, mediante escritura celebrada a 14 de Fevereiro.

A Quintas das Conchas foi alvo de uma recuperação importante nos meados do ano 2005, intervenção essa que foi programada a partir de estudos efectuados sobre os sistemas de composição da Quinta, que sustentou uma proposta que assegurasse a sua existência cultural, social e funcional através da recuperação, valorização e gestão do património que a constitui.

Podemos hoje encontrar neste local, duas simpáticas placas a informar “edifício encontra-se em risco de ruir, Por favor não se aproxime, agradecendo à nossa compreensão”.

Peço desculpa, mas por mais compreensão que se possa ter, não consigo compreender, por que razão este palacete até aos dias de hoje ainda não foi recuperado, na perpetuação da sua essência histórica.

João Carlos Antunes

 



Publicado por Gonçalo às 10:42 de 02.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Aqui mora gente no Lumiar, em Lisboa

Na principal artéria na Freguesia do Lumiar em Lisboa, na Alameda das Linhas de Torres, aos n.º 24 ao 30, mora gente, gente que não devem conhecer grandes confortos.

Este é o Lumiar, que já ninguém acredita que existe. Foram-se as barracas, mas continuam a existir estes casebres, aqui o tempo parou.

A poucos metros do complexo Alvalade XXI, que custou quase 154 milhões de euros, vive gente que corre perigo de derrocada, um cozinhado que cheira a tragédia com gente dentro.

Não é preciso ser especialista para adivinhar o que pode acontecer com as telhas esburacadas que encontramos no telhado, as águas da chuva esgueirar-se por entre os buracos, a fachada, não indicia outra coisa senão a vida de outros tempos; diante das quais quem por ali passa não pode ser insensível, a janela não abre e quem ali mora não pode ver o mundo, do mesmo modo deve esconder o que se poderia ver se a janela se abrisse.

Este post, ninguém pediu para o fazer, não é um caso de política, mas de falta de sensibilidade de quem pode fazer mais e melhor, um comportamento que é apanágio da nossa nação e que existe a necessidade reverter.

Estou a falar de gente!

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:11 de 01.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Edifício Escolar da Sociedade José Estêvão em ruína no Lumiar, em Lisboa

Este edifício localiza-se no centro do Lumiar, entalado entre dois edifícios modernos, junto do Centro Comercial na Alameda das Linhas de Torres, teimosamente resiste, dando apenas neste momento abrigo aos pombos que por lá fazem a sua vida.

Em 2007 suspeitava-se que iria ser substituído por mais um bloco de cimento, pois o estado de degradação era tal que colocava em risco à data, a segurança de quem por ali passava.

Passados quatro anos, como devem calcular o risco aumentou consideravelmente, embora tenha sido colocado uma protecção junto ao passeio, para evitar males maiores.

Este edifício foi em tempos aula infantil, cantina e balneário e pertenceu à Sociedade Instrução e Beneficência José Estêvão fundada em 1911, perfazendo agora o seu centenário.

O Lumiar irá perder mais um ponto de interesse local e assim se apaga a história.

Aproveito o momento para falar dos centros escolares republicanos que fazem parte da riquíssima história do associativismo, tão vigoroso na segunda metade do século XIX e nas primeiras décadas do século XX e o Lumiar faz parte deste roteiro Republicano.

Fenómeno também europeu o associativismo oitocentista visava responder aos problemas e solicitações sociais decorrentes de transformações muito importantes, então vividas tanto na sociedade portuguesa como nas demais sociedades dos países ocidentais.

Entre essas transformações, merece referência particular o fenómeno do desenvolvimento das cidades, decorrente do crescimento demográfico e das intensas migrações do campo para as cidades.

É neste contexto historicamente inédito que se assiste ao declínio de formas tradicionais de sociabilidade, à proletarização de camadas importantes da sociedade, à emergência de formas novas de pobreza e mesmo ao agravamento de formas de comportamentos desviantes como o alcoolismo, a vadiagem e a prostituição. Da imensa variedade de todos esses problemas decorre a infinita variedade das associações então criadas, muito diversas quanto à sua natureza, às suas finalidades e às qualidades e condições sociais dos seus associados.

As associações surgem assim como resposta a problemas sociais graves de desenraizamento e de sociabilidade, pois visam o reenquadramento social do indivíduo, sobretudo urbano, numa determinada “associação”, que pode ter objectivos meramente bairristas, ou então sérias motivações profissionais, culturais, filantrópicas, cívicas, políticas, recreativas ou mesmo explicitamente educativas.

A pujança do associativismo oitocentista acaba por envolver todas as camadas sociais, embora seja de longe mais intenso nas cidades, entre as classes médias e as camadas mais pobres da sociedade.

Sabemos que a generalidade das associações tinha objectivos estritamente laicos e era muitas vezes politicamente progressista. Muitas das associações criadas entre nós no último quartel do século XIX tinham, porém, uma importante acção cultural e educativa.

Era necessário e urgente acudir ao gravíssimo problema social proporcionado pela existência de amplas camadas infanto-juvenis vítimas da pobreza, da orfandade, do abandono e do analfabetismo. Face à falência ou à inoperância dos sistemas assistenciais e educativos do Estado, muitas associações procuraram contribuir, cada uma de acordo com a sua natureza, os seus fins e os seus meios para a resolução, sempre pontual e localizada, dos problemas sociais vividos pelas crianças e jovens da comunidade em que se integravam e que serviam. Por isso, muitas das associações então criadas procuravam contribuir para a criação e sobretudo para a educação das crianças desprotegidas, de modo a transforma-las em verdadeiros cidadãos, devidamente escolarizados, portadores de uma eficiente formação profissional, como hoje diríamos e, enfim, úteis à comunidade.

Por outro lado, face às fragilidades do sistema oficial de ensino, nomeadamente ao nível do ensino primário, havia que procurar alternativas mais ou menos informais e até improvisadas mas que respondessem, mesmo que parcialmente, a alguns dos problemas inerentes à deficiente escolaridade dos portugueses e em particular ao problema do analfabetismo. Assim, desde pelo menos o início dos anos 80 do Século XIX que se vão improvisando e ensaiando, promovidos por entidades particulares, modelos organizativos de escolas e de cursos alternativos à escola oficial e às suas graves deficiências. Visava-se quer o combate às carências escolares de sectores importantes da população, quer o ensaio de modelos escolares e pedagógicos alternativos, eventualmente conducentes a uma praxis e a uma escola “nova” e mesmo “republicana”.

Pela sua origem, pela sua natureza, pelos seus objectivos e até pelos seus estatutos, os Centros Escolares Republicanos distinguem-se de outras associações e sociedades da época, mesmo quando estas também tivessem, embora sempre subsidiariamente, objectivos educativos. Com efeito, os Centros Escolares Republicanos, pelos seus estatutos, tinham como objectivo determinante uma função escolar, proporcionando educação e formação a segmentos importantes da comunidade em que se inseriam e que serviam. Os Centros Escolares Republicanos distinguem-se, do mesmo modo, dos chamados Centros Republicanos, pois estes tinham essencialmente objectivos políticos e partidários.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:11 de 27.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Estrada da Torre em Lisboa, vivendas a ser engolidas pela vegetação

Mais uma artéria da cidade de Lisboa, na freguesia do Lumiar, um corredor importante de ligação do Alto do Lumiar ao centro da freguesia, podemos aí encontrar um núcleo habitacional à espera de melhores dias, teimosamente vão resistindo, mas o abandono a que estão votadas, dificilmente vão conseguir evitar a sua degradação e o tempo irá ditar o seu destino, possivelmente a do colapso.

É triste assistir ao abandono deste património, vivendas a serem engolidas pela vegetação outrora ali plantadas como adorno, fazendo agora lembrar um ramalhete gigante.

Quem sai do metro vai dar de caras com uma casa fechada à mais de 20 anos, embora emparedada, o telhado ameaça ruir a qualquer momento, não deve resistir a muitos mais invernos.

Deviam ser tomadas medidas tendentes a evitar que a degradação deste património assuma consequências irreversíveis, medidas essas que permitiriam uma intervenção tendo em vista a execução da respectiva reabilitação destes imóveis, considerando que estes fazem parte da identidade local.

João Carlos Antunes



Publicado por Gonçalo às 00:09 de 25.02.11 | link do post | comentar |

Rua do Lumiar em Lisboa colecciona ruína

Quem fala sobre a história da freguesia do Lumiar, não pode esquecer, este núcleo habitacional antigo na rua do Lumiar.

Este núcleo habitacional quando nasce, ainda o Lumiar era uma aldeia dominada por nobres quintas, olivais e vinhas, sendo os principais frutos da terra o vinho, trigo, cevada e azeite, desenvolvido em torno de uma propriedade régia rural que evoluiu a partir do século XVI.

Hoje quando visitamos a rua do Lumiar e impossível passar indiferente a este desalento e abandono que tomou conta destes edifícios.

Podemos encontrar, edifícios setecentistas, edifício pombalino destinado à habitação e ao comércio, a apresentar uma planta rectangular simples com dois pisos, sótão e águas furtadas. Na fachada principal, destacam-se as janelas rectilíneas com molduras de cantaria salientes e, na fachada lateral direita, uma mansarda totalmente revestida a telha.

Podemos encontrar, edifícios de habitação oitocentista, a apresentar uma planta rectangular regular com dois pisos e águas-furtadas nas coberturas. A sua arquitectura é apalaçada, destacando-se os panos de muro totalmente cobertos com azulejos e as guardas das janelas de sacada em ferraria ornamental.

Podemos encontrar, edifício novecentista com decoração revivalista, construído para habitação e comércio. Apresenta uma planta rectangular com dois pisos e águas-furtadas, sendo a fachada principal rematada por cornija e ampla platibanda plena.

Hoje. Século XXI o Lumiar encontra-se numa capital europeia, muito se fala da cultura e na preservação da história, como é possível tratar deste modo o nosso património, como é possível coleccionar o desalento e tristeza numa só rua.

Artigo de João Carlos Antunes também publicado em AMBCVLumiar blog



Publicado por Gonçalo às 10:36 de 23.02.11 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Esquina da Vergonha

 

Fomos visitar o Bairro da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar, em Lisboa. Um gueto, bem dentro da malha da cidade.

Esta zona em tempos foi uma imensidão de barracas que agora deu lugar a prédios de habitação social e de venda Livre. Morreram as Musgueiras, para dar lugar ao nome Alta de Lisboa. Se antes se vendia droga nas barracas, agora vende-se nos prédios, por vezes ombro a ombro com polícias ali destacados para fazerem serviço na 41 ª esquadra.

Este bairro é com frequência notícia, mas raramente pelas melhores razões, está associado ao tráfico e consumo de droga e a outro tipo de crimes que geram sentimentos de medo, até naqueles que lá nasceram.

Fez agora no dia 22 de Janeiro, dois anos, pouco passava das 21H00 e José António Tavares Barreto, o "Santos", como era conhecido na zona, estaria a conversar com um grupo de rapazes à entrada deste bairro de habitação social. Segundo o pai, terá havido um "desentendimento" e um deles disparou um primeiro tiro. O filho ainda terá fugido, "a correr", mas decidiu voltar atrás e foi recebido com quatro tiros no peito. José Barreto caiu, inanimado, no chão, num terreno baldio localizado nas traseiras da Escola Básica nº 91. Quando o INEM chegou, já nada havia a fazer. O óbito foi declarado no local. A vítima tinha já vários antecedentes criminais relacionados com tráfico de droga e saíra da prisão há pouco tempo, segundo fonte da Polícia Judiciária (PJ) à data. Por isso, os investigadores acreditam que um ajuste de contas nesta área possa estar na origem do crime.

A 3ª Divisão de Polícia desenvolveu durante o ano 2010 algumas operações que resultaram na detenção e apreensão de material relacionado com o tráfico de estupefacientes, armas de fogo entre outros objectos para aquisição da droga, nomeadamente, ouro, prata, relógios, telemóveis.

A presença de clientela disposta a comprar e uma constante, gente que está operar na rua e não tem medo da polícia, são alguns, acreditam nos seus sistemas de segurança, mão-de-obra não falta, possivelmente alguns aguardam a sua oportunidade.

Alguém tem que abrir os olhos para esta realidade dramática, triste e lamentável, que se está a passar no bairro da Cruz Vermelha no Lumiar, O movimento de drogas no bairro é um problema que está a tornar-se crónico.

Com a demolição dos edifícios degradados, nomeadamente o antigo Castanheira de Moura, vários moradores referem que se sentem ainda mais inseguros, os toxicodependentes que frequentavam o respectivo barracão, estão a entrar para dentro do bairro e utilizar esquinas e recantos para consumir.

Espaços como cafés e colectividades, estão a ser invadidos por este tipo de população.

Resolveu-se uma situação grave mas entretanto outros fenómenos daí advêm e o problema mantém-se ou até se agrava.

Gonçalo 



Publicado por Gonçalo às 00:01 de 25.01.11 | link do post | comentar |

FINALMENTE, NOVO ASFALTO NA RUA/ESTRADA DO PAÇO DO LUMIAR

Havíamo-lo aqui reclamado, em 25 de Novembro de 2009 e, a propósito do “Orçamento Participativo” na cidade de Lisboa o arranjo do asfalto, na Rua/Estrada do Paço do Lumiar, desde o Museu do Traje até ao INETI.

Não podemos deixar passar em claro a satisfação sentida, quando ao passar na referida artéria, junto à Azinhaga Torre do Fato, como todos os dias fazemos inúmeras vezes, ao vermos as máquinas a serem descarregadas.

Confirmamos que a Câmara aprovou o projecto nº 2162, cuja proposta aceite foi a nº 445, com prazo de execução e valor respectivamente de 6 meses e de 750.000€.



Publicado por Zurc às 14:17 de 13.01.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

O lamaçal

(clicar nas imagens para ampliar)

Muito se escreve e mais se fala sobre o excesso de automóveis a entrar na cidade. Um verdadeiro paradoxo de palavreando, lágrimas de crocodilo e de enganos por parte dos políticos e pretensamente responsáveis da gestão dos recursos publicos. O que aqui se passa é bem o exemplo do que acaba de ser escrito.

Na zona do Lumiar e Ameixoeira, local por onde diariamente entram na cidade centenas ou mesmo milhares de viaturas, circulando a passo de caracol no Eixo Norte-Sul, abunda, desaproveitado, muito espaço que, com simplicidade e poucos recursos económicos se poderiam parquear a maioria dessas viaturas que vão continuadamente poluir a cidade ao mesmo tempo que os transportes publicos sofrem um enorme desaproveitamento, tanto Carris como Metropolitano, com muitas paragens e duas estações na proximidade.

É por estas e por outras que a gestão do urbanismo e a mobilidade na capital vem sendo, faz tempo, um lamaçal. Até quando?



Publicado por Zé Pessoa às 00:13 de 20.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Adivinhem quem vai pagar…

Câmara de Lisboa tem de pagar 119 milhões por terreno na Alta de Lisboa.

O coronel Romão venceu a Câmara de Lisboa em tribunal e vai receber uma fortuna por terreno doado há décadas.

Um particular vai receber da Câmara Municipal de Lisboa (CML) uma indemnização de cerca de 119 milhões de euros. Em causa está um terreno que tinha sido doado para habitação social, mas onde a autarquia permitiu que fosse construído um empreendimento de gama alta.

O coronel Romão, antigo proprietário do terreno, ganhou o caso no Supremo Tribunal de Justiça e a decisão já transitou em julgado. Porém, como o proprietário pedia uma indemnização cujo montante seria apurado apenas na execução da sentença, o STJ condenou a CML a pagar a diferença entre o valor que o terreno tinha se fosse dedicado a equipamento social e o valor que tem como terreno de habitação de gama alta. Em primeira instância o valor da indemnização foi fixado em 119 milhões de euros.

O coronel Romão era dono de uma quinta no alto do Lumiar - nos tempos em que esta zona ficava nos arredores de Lisboa.

Na altura do lançamento do concurso do projecto do Alto Lumiar, o então presidente da câmara, Nuno Abecassis, negociou com o coronel Romão a utilização de parte da sua quinta no âmbito do projecto. À data, ficou acordado que a CML autorizaria o proprietário a construir numa das partes da sua propriedade o dobro da área de construção que lhe seria permitida para todo o terreno. Como contrapartida, o coronel Romão comprometeu-se a doar à autarquia a outra parte do terreno, contou ontem ao i uma fonte conhecedora do acordo e do processo.

O negócio foi feito e celebrada a escritura pública de doação. Acontece que nesse documento ficou escrito que o terreno era doado à CML para construção de equipamento social.

Ora quando foi preparado o concurso do Alto Lumiar, que tinha também como objectivo a erradicação das barracas e a construção de habitação social para esse efeito, os terrenos da CML foram todos integrados numa espécie de bolsa de terrenos cujas áreas foram depois distribuídas de acordo com as zonas estudadas para venda livre ou para habitação social. Acontece que o terreno doado pelo coronel Romão no tempo de Nuno Abecassis, provavelmente por mero acaso, foi destinado não a habitação social mas a venda livre, e acabou integrado no projecto Alta de Lisboa, gerido pela SGAL (Sociedade Gestora da Alta de Lisboa), do milionário Stanley Ho.

O advogado do coronel Romão, José Osvaldo Gomes, intentou uma acção alegando que o terreno tinha sido destinado a um fim diferente do que constava na escritura de doação. Na altura não foi pedido qualquer valor de indemnização.

O processo arrastou-se durante anos, tendo corrido todas as instâncias. Chegado ao Supremo Tribunal de Justiça, ficou decidido que o autor da acção tinha razão e que o montante a pagar pela CML seria calculado através da diferença entre o valor que o terreno tinha caso fosse utilizado para habitação social e o valor atribuído para habitação de gama alta de venda livre.

Depois da vitória no Supremo, o autor do processo pediu a liquidação do montante da indemnização em execução de sentença. Para determinar o montante concreto, foram feitas peritagens e o tribunal de execução determinou em primeira instância que o valor da indemnização será de 119 milhões de euros, mais os juros correspondentes.

Segundo o i apurou junto de fonte conhecedora do processo, ambas as partes recorreram dos valores. Seja como for, a CML terá mesmo de pagar, já que a sentença do STJ transitou em julgado.

As primeiras habitações sociais na Musgueira Norte, no Lumiar, datam de 1961, mas foi apenas em 1980 que o projecto do Alto Lumiar começou a ganhar forma, pela mão do então presidente, Nuno Krus Abecassis. Chegado à presidência da câmara nesse ano, o autarca foi o grande protagonista da transformação que aquela zona viria a sofrer. Hoje a Alta de Lisboa é habitada por mais de 10 mil pessoas, mais de metade com idade inferior a 34 anos.

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Publicado por JL às 00:10 de 18.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

QUINTA DAS CONCHAS E LILASES

 

O ordenamento do território e a gestão dos espaços urbanos muito carecem de bons exemplos.

Lisboa já teve piores e melhores dias. Há bons (menos) e muitos maus, exemplos. Dos exemplos benignos que a capital tem e decorrente de prolongadas lutas, de populares, de residentes e de cidadãos anónimos é a Quinta das Conchas e dos Lilases que estiveram em risco de ser assaltadas pelos “patos bravos” da betonilha e que, a muito custo e em boa hora, se conseguiram salvar.

Hoje, nos dias que correm, seja de Inverno e mais de verão, são largas centenas crianças e adultos que, diariamente, por ali veraneia e exercitam as respectivas capacidades físicas e intelectuais.

Fica claro que o autarca e respectivos serviços de que é o principal responsável muito ganharão, na consideração dos respectivos munícipes, se forem capazes de actuarem no interesse do bem-estar destes e da própria cidade.

Conforme as próprias fotos ilustram, há sempre melhorias a introduzir. O que não deveria ser necessário era os munícipes reclamá-lo mas, tendo que o ser que tais arranjos não demorem tanto tempo.

Nem sempre quem paga é quem manda...


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Publicado por Zé Pessoa às 00:19 de 16.11.10 | link do post | comentar |

REUNIÕES DESCENTRALIZADAS, UMAS INUTILIDADES?

Mais uma reunião descentralizada promovida pelo executivo da Câmara Municipal de Lisboa que, desta vez, é destinada a debater assuntos respeitantes às freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar e se realiza a 1 de Setembro próximo na Academia de Música de Santa Cecília, situada frente à Junta da primeira das freguesias referidas.

Certamente que não deixarão, os fregueses que ali se deslocarem, de colocar questões como a Carta da Saúde que, em promessas eleitorais, previa a construção de dois centros de saúde nesta zona (Norte) da cidade, ou a questão da insegurança de pessoas e bens, cada vez mais frequente e mais perigosa quanto à sua natureza, ou, ainda, a falta de resolução urbanístico-ambiental de muitos espaços envolventes ao eixo Norte-Sul e não só, de que as três freguesias tanto carecem.

Inutilidades, dizem alguns já cansados de tantas vezes falarem dos mesmos problemas e preocupações. Por nós, sem deixar de dar alguma razão aos já desiludidos, diremos, aludindo a certa figura, que só são vencidos os que desistem e não os que sejam derrotados em alguma batalha.

Ao menos desabafem/desabafemos nestas reuniões...



Publicado por Otsirave às 00:32 de 30.08.10 | link do post | comentar | ver comentários (9) |

ORÇAMENTO PARTICIPADO, POR LISBOA III

Estão a decorrer, na cidade de Lisboa, assembleias promovidas pela respectiva Câmara Municipal de modo a permitir que os eleitores participem na determinação de aplicação de algumas verbas, do próximo orçamento, em obras da cidade.

No próximo dia 14 realizar-se-á, na Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), uma dessas assembleias, neste caso destinada às freguesias da Ameixoeira, Charneca e Lumiar.

Eu não estou inscrito e, segundo creio, já terão sido encerradas as inscrições, pelo que não poderei aí intervir. Se tal me fosse possível o que eu solicitaria, ao Executivo Municipal, era:

Na improvável possibilidade de intervenção, na referida Assembleia, aqui fica, publicamente, a desejável intervenção que, certamente, acabará por chegar ao conhecimento dos respectivos responsáveis.



Publicado por Zé Pessoa às 00:07 de 07.06.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

No Lumiar

Ali mesmo nas barbas da Junta de Freguesia, é uma vergonha!

Ali mesmo nas barbas da Junta de Freguesia do Lumiar verifica-se, há demasiado tempo, o que as fotografias muito significativamente ilustram.

Ao Senhor Vereador Fernando Nunes da Silva já dois emails foram enviados sem que qualquer deles tenha obtido a mínima resposta a que, pelo menos, as regras da boa educação mandariam fosse feito.

No dia 11 de Março enviei e-mail onde abordava a absoluta necessidade do arranjo do pavimento da Rua do Paço do Lumiar... o qual não obteve, até à presente data qualquer resposta a acusar a recepção do mesmo. Será que os serviços entraram, novamente, em regressão?

No segundo e-mail referi que “Neste momento (dia 8 do corrente mês) e dado que já há várias semanas se encontra em estado lastimoso, conforme fotos que junto, o cruzamento entre a Rua do Lumiar e a Alameda das Linhas Torres/Rua Alexandre Ferreira, junto às antigas (já desactivadas) bombas de gasolina. Ali as viaturas chegam, mesmo, a parar.”

Talvez fazendo eco através do LUMINÁRIA surta algum efeito junto dos responsáveis da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal. Pois admiram-se das criticas das populações que cada vez menos acreditam nos políticos, algumas vezes sem, e muitas delas com razão, muita razão.



Publicado por Zé Pessoa às 08:33 de 19.04.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Prolongar Metro: Aeroporto-A.Lumiar-PaçoL.-B.P.Cruz-Pontinha
Metro – Alto do Lumiar

RECOMENDAÇÃO APRESENTADA PELO PRESIDENTE DA JUNTA, DR. NUNO ROQUE E APROVADA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL EM 09/02/2010

 Considerando a importância que representa para a cidade de Lisboa o transporte em Metropolitano.

 Considerando que em 2003 se deu início a estudos preliminares de impacto ambiental para o prolongamento da linha do Metro do Aeroporto até ao Lumiar, com estação no Alto do Lumiar.

 Considerando que entre o Aeroporto da Portela e a Pontinha residem hoje mais de 120.000 habitantes, milhares dos quais pertencentes a zonas de realojamento.

 Considerando de grande relevância para a zona norte da cidade de Lisboa, o prolongamento da Linha do Metro entre o Aeroporto e a Pontinha, com estações no Centro da Urbanização do Alto do Lumiar (Avenida Carlos Paredes), Lumiar, Rua Prof. Fernando Lopes Graça (templo Hindu/Feira Nova/Paço do Lumiar) – Bairro Padre Cruz – Pontinha.

  A Assembleia Municipal de Lisboa, na sua reunião de 9 de Fevereiro de 2010, delibera:

 

  1.   Que o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa diligencie junto do Senhor Ministro das Obras Públicas e do Presidente do Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa, o prolongamento da linha do Metro Entre o Aeroporto e a Pontinha, com estações no Alto do Lumiar (Avenida Carlos Paredes), Lumiar, Rua Prof. Fernando Lopes Graça (templo Hindu/Feira Nova) – Bairro Padre Cruz – Pontinha.

 

   2.   Enviar esta Recomendação aos Senhores:

- Ministro das Obras Públicas;

- Presidente da Câmara Municipal de Lisboa;

- Presidente do Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa;

- Presidente da Assembleia de Freguesia do Lumiar.

 Lisboa, em 5 de Fevereiro de 2010.

 Pelo Grupo Municipal do PSD

Nuno Roque

(Deputado Municipal/ Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar)

 http://www.jf-lumiar.pt/ via A.Moradores B.C.Vermelha



Publicado por Xa2 às 00:07 de 02.03.10 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

Nem mais um Inverno, a viver neste inferno

 

Em Lisboa, na freguesia do Lumiar, na dita zona da Alta, há quem viva, infelizmente, em Baixa.

Ainda há famílias a residir em autênticas barracas, paredes meias com a Escola D. José I, à entrada do Bairro da Cruz Vermelha, sem as condições mínimas de segurança e de salubridade.

A A.M.B.C.V. (Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha – Lumiar) efectuou uma visita ao domicílio da D. Maria de Lurdes Fialho, utente do espaço sénior e deparou-se com um drama humano, que não passa pela cabeça de ninguém, tal o estado de degradação em que se encontra a sua “habitação”.

O “edificado” situa-se na Estrada da Torre nº 134. No interior encontram-se várias portas, a que correspondem “habitações”.

A D. Maria de Lurdes habita, há 50 anos na porta nº 8, na companhia do filho e nora, ambos a viver no sótão da casa.

Ao entrar, depara-se com um espaço bastante exíguo. A cozinha sem as mínimas condições de segurança, armários e tecto suportados por barrotes. A casa de banho e quarto de dormir, sem palavras para descrever estas divisões, as fotografias falam por si.

São elevados os níveis de infiltração provenientes da cobertura, o que pode originar uma derrocada, assim como de um incêndio devido à precária instalação eléctrica, antiga e exposta às águas infiltradas.

 Mas este não é o único caso a registar, existem outros agregados familiares a viver nas mesmas condições. Verifica-se a existência de mais três famílias a viver na porta n.º 1, D. Virgínia Mora, na porta n.º 5 D. Adelina e na porta n.º 6 D. Maria do Sameiro.

A autarquia de Lisboa, desde 2004, tem conhecimento deste flagelo humano. Em Janeiro do corrente ano estiveram no local equipas da Protecção Civil e do Regimento Sapadores de Bombeiros que constataram a gravidade da situação sócio habitacional.

Por certo que a Câmara Municipal de Lisboa, através da Divisão de Gestão Social do Parque Habitacional, tem habitações devolutas para receber estes agregados familiares.

Estão as entidades competentes à espera que ocorra um grave acidente, com vítimas mortais, para depois realojar os sobreviventes, se os houver?

Há que agir rapidamente. A vereadora da Habitação Social da CML, não deve permitir que estas famílias, que são cidadãos de Lisboa, passem mais um Natal naquelas condições.



Publicado por Gonçalo às 19:34 de 15.11.09 | link do post | comentar |

Resultados eleitorais em Lisboa

Os resultados das eleições autárquicas oscilaram entre certezas e surpresas algo inesperadas.

Agora que já passaram os dias quentes do pós-eleições será pertinente a reflexão que os resultados, em Lisboa, requerem. Quem estará interessado nisso?

A avaliar pelos resultados quem, efectivamente, ganhou em Lisboa foi o António Costa e toda a sua estratégia.

Como ele próprio afirmou, na noite eleitoral “os que não quiseram Unir Lisboa foram derrotados”.

É facto que por via da sua influência e credibilidade os eleitores tiveram de optar entre quem é sério e “empresta” dignidade ao município e uma gestão de descalabro e escandalosa optaram, muito naturalmente, pela estabilidade e evolução segura na construção de uma capital de futuro.

Nas assembleias de freguesia onde o PS não ganhou (como foi o caso da Ameixoeira, Lumiar, e outras) foi por manifesta má estratégia das respectivas secções locais, que escolheram candidatos “uns completos desconhecidos”, de pouca credibilidade e, o desastre teria sido mais do que realmente foi, em muitos dos casos perdidos não fora o efeito Simpatia do “bronzeado”. Vejamos os casos das três freguesias enunciadas:

 

Mesmo aqui na Charneca onde o PS conseguiu manter a presidência da Freguesia é bastante notória a diferença entre a votação para a Câmara, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia, tendo havido uma deslocação de 450 votos em 1500 ou seja um terço. No caso da Ameixoeira deslocaram-se 640 votos e no Lumiar foram 1.550 os votantes de António Costa a deslocarem-se para o PSD na Freguesia. Estas votações deveriam ser motivo de uma profunda análise.

A questão de fundo é a seguinte: será que os militantes destas Secções de Residência estarão disponíveis e têm vontade de assumir a exigência de uma análise séria e aprofundada destas “vitorias” envergonhadas ou derrotas mal explicadas e ainda pior, assumidas?

A cada um caberá responder. Apenas ficar pela lamúria e má-língua é curto, se não mesmo, muito hipócrita.

A ver vamos!



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 19.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Valorização ambiental e cívica

Nasceu a AVAAL –Associação de Valorização Ambiental da Alta de Lisboa!

 

É verdade! No dia 25 de Setembro nasceu a Associação de Valorização Ambiental da Alta de Lisboa – AVAAL.

Esta Associação resulta do movimento de constituição do parque agrícola da Alta de Lisboa, onde se inclui a horta urbana. Mas não se fica por aqui e tem já outras actividades “na calha”, de acordo com seus estatutos:

a) conservação da natureza, defesa e valorização ambiental e do património construído;

b) criação, gestão e manutenção de espaços e infra-estruturas verdes urbanas;

c) formação ambiental, desenvolvimento local e mercado social de emprego;

d) ecologia cívica, participação pública e educação ambiental.

Para apresentar seus objectivos, a AVAAL vai promover uma reunião no próximo domingo, dia 18 de Outubro, às 15 horas, no k´Cidade – Rua Luís Piçarra, nº 6A.

Venham participar no desenvolvimento deste projecto pioneiro e conhecer a primeira entidade em Portugal a referir a “Ecologia Cívica” (Ecologia cívica” entendida por nós como “desenvolvimento societário pela valorização ambiental em comunidades locais) nos seus estatutos!

[Viver na Alta de Lisboa, Luísa Ferreira]

 

Parabéns aos promotores e participantes; é um projecto de desenvolvimento a copiar em outros espaços e comunidades urbanas.



Publicado por Xa2 às 00:01 de 17.10.09 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Boa EPUL à casa torna

Em 2002, decidiu o Presidente da Câmara de Lisboa da altura proceder à transferência das instalações da EPUL, EM da sua sede da Quinta dos Lilazes para o edifício Visconde de Alvalade. A empresa era proprietária do palacete da Alameda das Linhas de Torres, adquirido à CML; o edifício Visconde de Alvalade era, em 2002, propriedade do Sporting Clube de Portugal. A transferência traduziu-se assim num custo para a empresa que, no presente, se cifra em 806.033,99 €.

Presume-se que os custos do arrendamento seriam inferiores aos rendimentos obtidos com o dinheiro da revenda do palacete à Câmara Municipal, só assim se justificando este acto de gestão. Presume-se igualmente que, face à atitude da Câmara de cedência de parte do espaço à Academia Portuguesa da História e das promessas de cedência do restante a entidades tão diversas como a Junta de Freguesia do Lumiar, à Academia de Engenharia, ao Grupo dos Amigos de Lisboa, à Sociedade de Língua Portuguesa, à Associação Coral Lisboa Cantat, ao Conselho Português das Fundações e à Associação dos Urbanistas Portugueses, haveria um compromisso de recompra.

Apesar da atitude da CML ao longo dos anos, comportando-se como dona do espaço, tomando decisões e fazendo promessas – sempre verbais, exceptuando no caso da APH – o edifício nunca saiu da posse da EPUL. Aparentemente, a recompra nunca terá acontecido por divergência de verbas, com a CML a oferecer um valor igual ao da compra original e a EPUL a querer ser ressarcida dos custos das obras de reabilitação efectuadas (que foram profundas).

Finalmente, a administração da EPUL decidiu tomar uma medida racional: não existindo venda e serem os encargos com as instalações tão grandes, voltar ao espaço original.

Sempre se poupam 800 mil euros.

Para além da racionalização económica, defende-se o conselho de administração da empresa com o argumento de que, ao não existirem compromissos escritos, a Câmara está desobrigada de os assumir, pelo que não existem constrangimentos a esta decisão. Por atenção à Academia da História, esta permanecerá no palacete até serem encontradas novas instalações (espera-se que não seja recambiada para o Palácio da Rosa sem obras).

Há, nesta história, dois casos paradigmáticos e exemplificativos de como se exerce o poder em Portugal, no particular no município de Lisboa.

O primeiro, a muito mal explicada decisão de troca de instalações.

A Câmara não tinha necessidade de tomar posse do palacete da Alameda. A EPUL não precisava de liquidez imediata (e se precisasse, na mesma ficava, uma vez que não vendeu o edifício) já que, a ser assim, teria colocado o edifício no mercado, obtendo um valor superior de venda. Aumentou-se a despesa da empresa em 800 mil euros a troco de nada. Em português não jurídico, se isto não é um caso de má gestão dos dinheiros públicos, é um caso de desbarato de dinheiros públicos.

(Refira-se, como contexto histórico, que o Sporting tinha acabado de completar o complexo imobiliário Alvalade XXI que necessitava de rentabilizar e que o presidente  camarário da altura já tinha no seu currículo uma passagem pela presidência do clube, sendo remunerado pelo cargo particularmente pelo gestor que lhe sucedeu. Se existe alguma relação, não sei, mas si non e vero…)

Segundo caso: a convicção, por parte do poder, de que se não existirem compromissos escritos, a Câmara não é obrigada a nada.

Está mal. Esquecem-se os responsáveis que a CML é uma pessoa de bem e que para tal, a palavra de um seu responsável – principalmente quando a sua existência é reconhecida pelos seus sucessores – deveria ser considerada de lei. É assim que a ética funciona. É assim que se estabelece uma relação de confiança entre instituições e cidadãos.

Nada disso aconteceu. A junta ficou com uma chave na mão e a palavra de um presidente. De nada isso lhe serviu. As diversas organizações sem fins lucrativos esperaram meses sem fim a concretização de um compromisso. De nada lhes serviu. Muitos cidadãos actuaram, muito tempo foi investido. Muitas palavras, muitas promessas. Pouco siso, pouco sentido de Estado.

Tudo isto necessita de ser mudado.

Transparência é precisa. Transparência dos serviços, das contas, das decisões.

Compromisso é preciso. Da palavra própria e da palavra dos antecessores. A Câmara sob a vigência de António Costa é a mesma Câmara que esteve sob a batuta de Carmona, Lopes, Soares, Sampaio, Abecasis. As decisões, a palavra, as promessas, são de uma entidade e é assim que devem ser assumidas pelas vereações seguintes. [Viver na Alta de Lisboa, Pedro]



Publicado por Gonçalo às 21:04 de 08.09.09 | link do post | comentar |

Plano de expansão do Metro

O presidente da Câmara de Lisboa vai propor que a autarquia dê um parecer favorável ao plano de expansão do Metro, reivindicando, contudo, a extensão da linha vermelha até à futura estação de Alcântara da CP.

António Costa (PS) e o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), reclamam a "extensão da linha vermelha até à futura estação de Alcântara da CP, com a construção de um Y nos Prazeres, para futura ligação por metro ligeiro à Estação da CP do Alvito".

A proposta de Costa e Salgado, que será discutida na quarta-feira em reunião do executivo municipal, passa também pelo "estudo de uma linha de Metro Ligeiro, que faça uma circular pela Alta de Lisboa, Ameixoeira, S. Francisco de Assis e Quinta das Mouras".

De resto, os autarcas manifestam "concordância de princípio com o plano de expansão da rede de Metropolitano no que respeita a área do concelho de Lisboa".

Realçam a "grande importância para a qualidade futura do serviço de transportes públicos na cidade de Lisboa que decorre da construção da linha circular, através da reformulação das linhas verde e amarela, com a extensão da linha verde a partir do Largo do Rato até ao Cais do Sodré, com estações na Estrela, em São Bento e Santos".

De resto, os autarcas concordam com a "extensão da linha vermelha, de Telheiras à estação da Pontinha, com estações em São Francisco e Bairro Padre Cruz, e com o prolongamento da linha azul do Colégio Militar - Uruguai - Benfica, através de um Y a criar".

Concordam igualmente com o "prolongamento da linha vermelha até Carnaxide, no concelho de Oeiras, servindo a Ajuda e o Alto do Restelo (novas estações em Tapada, Casalinho da Ajuda, Alto da Ajuda/Universidade, Sant´Ana e Alto do Restelo) e com a previsão das novas estações de Alfama/Alfândega (linha azul), Avenida de Madrid (linha verde) e Calvanas (linha verde)". [Diário de Notícias]



Publicado por JL às 00:08 de 30.08.09 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha

Em boa hora a Associação de Moradores do Bairro da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar criou o seu blog (AMBCVLUMIAR blog) que tem como um dos seus principais animadores o autarca João Carlos Beça, morador e dirigente da respectiva associação.

Lamentavelmente e como é do conhecimento de quem acompanha estas questões de constituição de listas para as autarquias, este prestigiado dirigente associativo não continuara, no próximo mandato, esse trabalho de autarca ficando por isso mais pobre a respectiva Assembleia de Freguesia. Não conhecendo, em absoluto, as causas desta ausência apenas nos resta o lamento e a formulação de votos para que no futuro se trabalhem de modo diferente estas questões.

Apesar da ausência na autarquia não ficará descorado o acompanhamento da realidade económico-social do bairro nem tão pouco as questões das acessibilidades ou condições de habitabilidade nomeadamente das situações de degradação das casas de que os edifícios da Rua Pedro Queirós Pereira são velho (mau) exemplo.

É preciso que a GEBALIS e os seus técnicos, não deixando de fazer o trabalho de gabinete, estejam mais presentes, mais junto dos bairros e das pessoas que neles vivem, desenvolvendo um trabalho de proximidade e de co-responsabilização pelos bens aí existentes.

A AMBCVLumiar é um exemplo vivo e concreto do que poderia e deveria ser realizado em todos os bairros sociais geridos pela GEBALIS.



Publicado por Zé Pessoa às 09:29 de 26.08.09 | link do post | comentar |

Corredor da morte

Eliminar Barreiras físicas, promovendo acessibilidades

Fomos condenados a viver anos a fio neste presidiu, cercados por cercas de arame e estradas bloqueadas.

Somos torturados todos os dias por crimes que não cometemos, tem que haver o direito de clemência e libertar os residentes do Bairro da Cruz Vermelha no Lumiar, esvaziando este corredor da morte.

Libertem os prisioneiros, abrindo o bairro à Cidade.

[AMBCVLumiar blog]



Publicado por JL às 16:03 de 15.08.09 | link do post | comentar |

Votação escandalosa do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa

Foi um autêntico escândalo a votação do PSD na Assembleia Municipal que decorreu no passado dia 7 de Julho.

Efectivamente, o PSD chumbou com a sua maioria na AM o programa de reabilitação das escolas do Primeiro Ciclo de Lisboa. Para o efeito, a CML tinha negociado com os “Fundos de Investimento Europeus” 200 milhões de euros que, assim, deixam de ser utilizados por Portugal num programa de alto mérito e susceptível de garantir uns tantos postos de trabalho nas reparações como nos fabricantes de diversos materiais de construção, mobiliário escolar, etc.

O actual presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Dr. Nuno Roque do PSD, tem criticado a ausência do referido programa e exigiu e conseguiu que a escola 91 do Bairro da Cruz vermelha fosse reabilitada. De resto, todas as escolas de Lisboa estavam incluídas, excepto algumas como a antiga EB 1-2-3 de Telheiras que está a ser construída para substituir as instalações de pavilhões pré-fabricados no âmbito de um programa governamental que não depende da “criminosa” maioria parlamentar do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa. Contudo, o mesmo Nuno Roque votou contra o referido Programa, portanto, contra a reabilitação das escolas da Freguesia do Lumiar, mostrando que serve mais os baixos interesses do seu partido do que as crianças do Lumiar. Nuno Roque não merece ser eleito de novo presidente da Junta de Freguesia do Lumiar.

Curiosamente, o PSD de Manuela Ferreira Leite tem duas políticas altamente contraditórias. Em Lisboa, com Santana Lopes, quer obras faraónicas como o alargamento do túnel do Marquês e não quer pequenas obras como a reabilitação das escolas.

A nível nacional, MFL, não quer auto-estradas, aeroporto, TGV, mas quer pequenas obras, excepto as escolas do primeiro ciclo que são da competência dos Municípios.

Chama-se a isto uma Política de Verdade. Será?

Enfim, já vimos de tudo como alunos a protestarem na escola de artes António Arroios por estar a ser reparada uma parte do edifício. Incitados por professores, os alunos gritaram que Sócrates é fascista por o Ministério da Educação mandar fazer reparações.



Publicado por DD às 12:02 de 08.07.09 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Pensar o Lumiar

No próximo sábado dia 27, pelas 15H00, terá lugar a iniciativa “Pensar o Lumiar” na Escola 2-3, em Telheiras (escola junto à estação dos CTT).

Com a presença de militantes do PS e outras pessoas, propõem-se todos repensar o Lumiar no seu espaço urbano, conjugando ideias para resolver, entre muitas questões, a separação da Freguesia em duas áreas urbanas pela Avenida Padres Cruz.

Sabendo-se que os antigos projectos de tunelizar a Avenida Padre Cruz são incomportáveis para o erário camarário, há que encontrar alternativas como a construção de uma grande rotunda por debaixo do Eixo Norte-Sul, na Avenida Padre Cruz, com duas passagens pedonais aéreas e ladear a Avenida Padre Cruz com passeios pedonais e ciclistas.

Além disso, há que forçar a CML a legalizar a AUGI (Área Urbana de Génese Ilegal) da Quinta do Olival e Vale do Forno, dado que as construções não são do tipo barracas, mas sim prédios e vivendas baratas que estão bem alinhadas e não ocupam áreas vitais como foi o espaço do aeroporto no caso das Calvanas.

Enfim, lutemos pelo Lumiar com novas ideias que melhorem as condições de vida de todos.



Publicado por DD às 22:54 de 21.06.09 | link do post | comentar | ver comentários (7) |

Orfandade do eleitor – Movimento de Residentes Independentes pelo Lumiar

Verifica-se hoje que o eleitor está a ficar cada vez mais órfão, porque os políticos e as políticas por eles levadas a cabo, estão num estado em que o eleitor acredita cada vez menos, com as quais não se identifica e tanto de uns como de outras está cansado.

É necessário agir. Agir não é ficar em casa ou apenas ir colocar o seu voto em branco na urna, sempre que haja eleições. É necessário agir, porque a omissão é uma acção destruidora. É imperioso criar e desenvolver um Movimento de Residentes Independentes pelo Lumiar (em Lisboa) que, se possível já em Outubro de 2009, possa ir a votos para a autarquia, concorrendo tanto com aqueles que estão há oito anos na Junta como com aqueles que estão na oposição, na Assembleia de Freguesia.

A abstenção e a omissão são armas tão perigosas e destruidoras quanto a atitude autoritária e demagógica de indivíduos que dominam em algumas das nossas Autarquias. Os residentes independentes conhecem e poderão defender melhor a Freguesia do que muitos daqueles que actualmente se sentam nas cadeiras da Assembleia e nada melhor que a vivência e a sabedoria popular para encontrar e fazer propostas de modo a irem ao encontro da resolução das necessidades da Freguesia e das populações que nela vivem ou trabalhem.

Uma coisa é certa: apenas aqueles que elogiam a figura de proa, têm as suas compensações, aqueles que não a admiram e não elogiam não tem grande sorte. Caiu-se numa partidarite balofa, num carreirismo oportunista a que urge por cobro.

Este é o estado em que se vive no Lumiar e que confirma o velho ditado popular “mais vale cair em graça do que ser engraçado.” A situação caiu em desgraça, sem graça.

O Lumiar e os lumiarenses pedem, um projecto ambicioso, conduzido por pessoas conhecedoras das realidades, credíveis, capaz de mobilizar os cidadãos e de recolocar a Freguesia numa posição de relevo.

Embora se registe a falta de ambição, a pouca dinâmica e a fraca capacidade reveladas pelo actual presidente de Junta, não é menos verdade, também, a perspectiva de que o mesmo venha a suceder com as tradicionais oposições que  com ele se confrontarão nas próximas eleições.

É por estes motivos que a classe política detentora do poder e os próprios partidos são cada vez mais olhados pelo cidadão comum com total descrédito.

Assim, na actual conjuntura, não parece ser difícil promover um projecto mobilizador de Residentes Independentes pelo Lumiar, capaz de melhorar a Freguesia e de se assumir como uma alternativa mais válida que o actual Poder Local.

É esta a sua percepção?

Será de avançar com o Movimento de Residentes Independentes pelo Lumiar?

Nova Sociedade pelo Lumiar


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Publicado por Gonçalo às 00:06 de 01.06.09 | link do post | comentar | ver comentários (39) |

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