Este caminho (de desgoverno e desgraça), NÃO !! ... ao ataque cidadãos !

« ATACAR a iniquidade, a injustiça, o desprezo e o cinismo dos poderosos » (-por N.Serra, Ladrões de B.)

  «Não se espere de mim nem a mais pequena palavra de justificação por aqui estar. Bem pelo contrário. Farei a muitos a pergunta "por que razão não estão cá". (...) Custa-me a ideia de que o papel dos que aqui estão seja apenas defender, como se estivessem condenados a travar uma luta de trincheiras. Não, os que aqui estão não estão a defender coisa nenhuma, mas a atacar: a iniquidade, a injustiça, o desprezo e o cinismo dos poderosos, para quem a vida decente de milhões de pessoas é irrelevante, é entendida como um custo que se pode poupar.
   (...) A transformação da palavra austeridade numa espécie de injunção moral, que serve para um primeiro-ministro, apanhado de lado pelo sucesso dos celtas que muito gabava, sorrir cinicamente para nos dizer que a lição desses celtas e da Irlanda é que ainda precisamos de mais austeridade, ainda precisamos de mais desemprego, ainda precisamos de mais pobreza. E o pior de tudo é que, ao dizer isto, sorri, muito contente consigo mesmo.
    O discurso de continua mentira e falsidade, que nos diz - como se fosse uma evidência - que as empresas ajustaram, que as famílias ajustaram, só o Estado não ajustou, como se as três entidades fossem a mesma coisa e o verbo ajustar significasse o retorno a uma espécie de estado natural das coisas, que só o vício de querer viver melhor levou os portugueses a abandonar. (...) As empresas ajustaram. Sim, algumas ajustaram. Mas a maioria ajustou falindo e destruindo emprego. (...) As famílias não ajustaram, empobreceram. E estão a empobrecer muito para além daquilo que é imaginável. E têm que ouvir como insultos os méritos de perderem a casa, ou o carro, ou a educação para os seus filhos e o valor moral de deixarem de comer bife e passarem a comer frango.(quando o podem...)
    É para não termos esse remorso que estamos aqui, não à defesa, mas ao ataque. Ao ataque por todos os meios constitucionais, por aquilo a que chamávamos no passado (...) - e muitas vezes nos esquecemos - a nossa Pátria amada.»
    Da intervenção de José Pacheco Pereira, na Aula Magna, no encontro promovido por Mário Soares, «Em defesa da Constituição, da Democracia e do Estado Social».
   Demissão, demissão e demissão  (-por R.Narciso, 22/11/2013, PuxaPalavra)
Mário Soares, ... assertivo na vanguarda do combate à praga que assaltou o poder em Portugal, encheu o grande auditório da Reitoria da Universidade de Lisboa. ... A mesa tinha Soares ao centro e à sua direita Helena Roseta, Pacheco Pereira e Ruben de Carvalho, à sua direita estavam Víctor Ramalho que moderou a sessão, Marisa Matias, Pinto Ramalho, Carlos do Carmo e Alfredo Bruto da Costa.
     Mário Soares… percebeu-se logo ao que vinha e avisou que este não é o “bom caminho”, como falsamente por aí todos os dias nos massacram os ouvidos. Este - avisou - é o caminho que leva à ditadura (e à desgraça social e económica). Exigiu a demissão do governo e exigiu, exigiu e exigiu a demissão do Presidente da República. Incendiou o grande auditório e por entre as labaredas ouviam-se ritmados os gritos de demissão, demissão e demissão.   A expectativa era grande e as intervenções dos vários oradores não desiludiram, por isso foram várias vezes interrompidas por aplausos. Sem diminuir o alto nível das outras destaco a intervenção do atual Pacheco Pereira. Quem vê a Quadratura do Círculo conhece-o. Cultura, humor, acutilância, apurada sensibilidade política. A assistência não lhe poupou aplausos. Oiçam-no sff:


Publicado por Xa2 às 07:47 de 25.11.13 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

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