UM SÉRIO MENTIROSO, SÓ?

“Passos coelho é o primeiro-ministro mais sério desde o 25 de Abril” afirmou o putativo candidato à Câmara do Porto, Filipe Menezes em entrevista ao DN, do passado domingo.

Não admira que diga tão canina e profunda incongruência, a avaliar pelo que foi prometido durante a campanha eleitoral e o que tem sido praticado pelo governo do mesmo político que tais promessas fez.

O homem é um “fidelíssimo” apoiante deste primeiro-ministro. Qual é a mãe que não acha o seu filho bonito por mais feio que ele seja?

Tais fidelidades são mútuas e são pagas umas às outras tanto nos governos como nos poderes autárquicos. Mas, como poderá ser levado a sério um primeiro-ministro que trata tão displicentemente o próprio parceiro de coligação?

Tais fidelidades “caninas” não sucedem apenas no PSD existem em todas as agremiações partidárias, por parte da maioria dos por aí navegam, por isso não admira que a democracia, por este mundo em geral e particularmente em Portugal viva dias negros apesar dos 39 anos passados sobre o 25 de Abril, acontecimento que tantas esperanças arrastou ao terminar os 48 de obscurantismo.

Os partidos, enquanto elementos base e essenciais a realização da vida democrática burocratizaram-se, corromperam-se e quase nada evoluíram desde as suas origens nos finais do século XIX, pelo contraio regrediram porque são controlados por sérios mentirosos.



Publicado por Otsirave às 13:35 de 24.04.13 | link do post | comentar |

PS - ONDE ESTÁ A DIFERENÇA?

O “Tó Zé” que sobre a responsabilidade do Partido Socialista, enquanto governo liderado por Sócrates, sobre a política de betão, quilómetros de alcatrão entrega da economia aos banqueiros, tubarões das finanças, nada disse;

António José Seguro, agora líder do PS, que nenhuma catarse explicativa do conteúdo do memorando que submeteu o país ao inferno em que foi mergulhado não foi capaz de produzir qualquer nota responsabilizadora veio agora afirmar existir uma “clara ruptura entre o PS e os partidos do governo”. Insuficiente, muito insuficiente!

Seguro, depois de reproduzir as já, demasiadamente, repetidas constatações factuais, as desgraças que os portugueses sentem diariamente, muito mais que ele e seus “compagnons de route”, apela à mobilização “em torno de uma alternativa” e que essa alternativa só pode ser liderada pelo PS.

José Seguro, enquanto líder socialista, pede para que os portugueses se mobilizem em torno do projeto do PS.

É caso para perguntar a José Seguro se ele próprio conhece o projeto socialista para a governação do país e as propostas para encontrar as melhores respostas aos problemas que tanto afligem os portugueses?

Quantos, em cada 100 portugueses, conhecem as ideias e propostas alternativas de governo e, que coloquem, efetivamente, as pessoas à frente da especulação financeira?

Serão, em cada 100, uns 10, uns 5, uns 3, 2, 1? As últimas estatísticas dão pouco mais de 20% mas só dos que tencionam votar, que é uma minoria da população, para mal da democracia.

A avaliar pela dinâmica da democracia e pelo índice de abstencionistas pode dizer-se que, o PS e todos os restantes, são partidos potencial e democraticamente com tendência para a morte, se é que no plano interno não o estão já. Internamente já só funcionam os aparelhos em momentos eleitorais e a democracia, lá por dentro, há muito se sumiu.

É por tudo isso que, nem militantes e muito menos os eleitores em geral, podem ser mobilizáveis em torno do total desconhecimento de propostas. Mesmo aparecendo as ditas não podem ser umas quaisquer propostas elas tem de comportar, em si mesmas, coerência e credibilidade. Têm de ser debatidas pelos eleitores.

Seguro e o PS deverá/ão, enquanto é tempo, lançar o debate, internamente (dentro de toda a estrutura, fazendo funcionar os secretariados e a participação dos militantes) e com a sociedade. Com os eleitores, na medida em que somos nós a decidir, através do voto e neste regime democrático em que (pelo menos ainda julgamos) viver.



Publicado por Zurc às 12:57 de 19.03.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

OS PARTIDOS QUE TEMOS

São estes os partidos que aceitamos ter?

Os partidos políticos portugueses não cumprem as leis que eles próprios aprovam na Assembleia da República. Continuamos a aceitar, sem questionamento, estes comportamentos por parte das estruturas base da nossa democracia?

Será que os militantes, dentro de cada partido, alguma vez se questionaram e questionaram os dirigentes sobre a forma como é usado o dinheiro dos contribuintes e das suas quotas? Não lhes parece que a democracia e o exercício de cidadania deveriam começar por aí?

Conforme se pode ver pelo Acórdão n.º 346/2012 - Diário da República Electrónico, nenhum dos partidos respeitou suficientemente o legalmente estabelecido e a sua maioria, a começar pelo partido que deveria ser mais responsável a dar o exemplo de contenção, o que à época sustentava o governo, foram excessivamente gastadores conforme se pode conferir pelo Despacho n.º 1405/2013 - Diário da República Electrónico.

Os dados respeitam às eleições legislativas de 2009 e revelam, nomeadamente, os seguintes valores:

O PS registou dívidas a fornecedores num total de 3.050.854 euros. O partido então liderado por José Sócrates, teve um total de despesas de 5.467.056 euros e receitas de 5.530. 651 euros.

No capítulo das despesas, o PS apresenta 1.641.863 euros de gastos com propaganda e comunicação impressa e digital e 1.622.729 com comícios e espetáculos, brindes 908 mil euros

Subvenção pública recebida como receitas, o PS apresentou um total de 2.998.533 euros.

As contas do PSD apresentam os seguintes valores: gastos totais 2.945 382 euros. Deste valor, 1.640.502 euros foram gastos com propaganda e comunicação impressa, e 780.388 são custos administrativos, Em brindes 222.585 euros.

O PSD recebeu uma subvenção estatal de 2.324.937 euros, os cofres do partido contribuíram com 614 mil euros e conseguiu angariar donativos e outros fundos no valor de 5.875 euros. Apresenta uma divida a fornecedores de 115.935 euros,

O CDS-PP, apresentou um resultado negativo como dívidas a fornecedores de 105.241. As receitas apresentadas foram de 915.097 euros, das quais 845 mil euros são provenientes de subvenção pública, e as despesas registaram 1.020.339 euros assim distribuídas: propaganda, comunicação impressa e digital 397.231 euro, custos com comícios e espetáculos 263 mil euros, brindes 21 mil euros. Tem uma dívida a fornecedores de 105.241 euros.

A CDU, coligação PCP/PEV/ID, que recebeu 911.794 euros de subvenção pública registou como contribuição da coligação 295.273 euros, apresentando um resultado positivo de 1.225.754 euros, o mesmo valor para as despesas e para as receitas.

Os custos foram administrativos e operacionais de 549.988 euros, publicidade e comunicação, 507.865 euros, brindes, foram gastos  5.040 euros.

O Bloco de Esquerda, apresentou um resultado positivo de 423 mil euros, mas é o partido com a segunda maior dívida a fornecedores, 507.203 euros,

Nas contas do BE, registam-se despesas de 888.111 e receitas de 1.301.13, sendo que os comícios e espetáculos custaram 399.352 euros.

O PCTP-MRPP apresentou receitas de 48.492 euros e despesas de 41 759 euros.



Publicado por Otsirave às 14:05 de 30.01.13 | link do post | comentar |

OS MONSTROS QUE NOS CONSOMEM

Socialistas e sociais-democratas, com a ajuda e colaboração (mais ou menos) ativa dos restantes partidos (que se revezam ou são pendulares em certos apoios) e da população em geral, dada a sua omissão de cidadania (em atos praticados), uns por artes de governação, outros por artes de votação, fomos construindo (em democracia vejam bem!) para o Estado social mais desigual da europa, a que dizemos pertencer.

Portugal é, atualmente, o país mais desigual, económica e socialmente, da europa comunitária. Só este termo “comunitária” quase ofende a inteligência humana. Faz-me lembrar os chamados “bairros sociais” só porque são pagos com os impostos de todos nós que, supostamente, seriam para garantir habitação aos mais necessitados e se tornaram num (em casos demais) antro de parasitismo irresponsável, desde logo por parte das autarquias/empresas municipais que os deveriam gerir e não gerem.

Então, não é suposto que todos os bairros devem ser sociais?

Se, a uns bairros chamamos de “sociais” como devemos chamar aos outros, aqueles onde vivem as pessoas que pagam as casas com o seu esforço, com o suor e fruto do seu trabalho, não são, também eles, sociais? Se o não são algo vai mal na polis.

Atualmente o número de pobres, ou a ultrapassar o limiar da pobreza, terá ultrapassado o nível do admissível, se é que qualquer sociedade dita desenlvolvida pode admitir a existência desse “fenómeno”. Não há duvida que admite e essa admissibilidade está, permanentemente, em frente dos nossos olhos. Nós é que nem sempre a queremos ver.

Segundo os registos mais recentes, Portugal não só se tornou, economicamente, um bom aluno das concepções neoliberais como conseguiu atingir o primeiro lugar de pobres e excluídos. Os senhores da troica devem andar contentíssimos com os resultados obtidos.

Há, a par e passo, com tais evoluções, uma outra, não de somenos importância (deve igualmente andar nos primeiros lugares estatísticos), que é o número de rapazes “especialistas” em lugares de topo, nos vários ministérios. São jovens de pouco mais de 24 anos, ainda que mal desmamados, mas com remunerações entre três e seis mil euros mensais.

Esta renovação (ou será refundação?) estatal é de uma profunda importância estratégica para o país e foi preparada, durante os últimos 30 anos de plena democracia, nas escolas especializadas (daí serem especialistas) juvenis dos aparelhos partidários, de todos sem qualquer exceção. As diferenças entre estas escolas é a de que, quer a bibliografia usada como a dialética escolástica, têm agrupamentos próprios mas os fins e os meios são os mesmos.

O comportamento dos partidos, manietados pelos grupos que os controlam, a passividade da sociedade, a má gestão dos órgãos do Estado, associados à lentidão da justiça têm provocado a impunidade dos criminosos e o incitamento ao crescente aumento da corrupção.

Os casos que envolveram e continuam envolvendo, tanto o BPN, como o BPP, o BCP, agora o Banif e tantos outros assim como a forma como os políticos e a justiça os enquadraram (política, económica, jurídica e socialmente) são bastante ilustrativos da “sociedade democrática” dos nossos tempos.

O estado/governo injeta 1.100Milhões de Euros num banco onde fica com o correspondente a 99,2% do capital e não assume o controlo gestionário do banco?

Vou solicitar, urgentemente, uma reunião com o senhor ministro das finanças para saber quais os requisitos necessários para fundar um banco visto que é o negócio mais seguro e lucrativo em Portugal. O Estado não o deixa falir.

Como cidadão, se não pagar o IMI, apanham-me a casa para leiloar ou vender em hasta pública.

Como alguém diria “é a vida”, enquanto o povo assim quiser, está claro!



Publicado por Zé Pessoa às 12:01 de 14.01.13 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

AUTÁRQUICAS, UM JOGO VICIADO

No próximo mês de Outubro vão realizar-se, mais uma vez, as eleições para as autarquias locais. Um poder considerado legitimado pela revolução de Abril.

A esmagadora maioria dos eleitos, assim como o próprio povo, querendo ser cidadãos de corpo inteiro e de pleno direito, deveríamos conhecer, minimamente, as raízes históricas, quer dos municípios bem como das freguesias.

Os partidos políticos, pressupostos alicerces da democracia, correm o risco dela se tornarem um abcesso dada a sua, presente, incultura democrática interna.

A evidente e crescente instrumentalização corruptiva associada à incapacidade regeneradora provoca um, quase absoluto, descredito na própria democracia.

Os vícios adquiridos, por parte de quem controla, atualmente, os partidos são agravados pelas tacanhas e caciqueiras mentalidades internas. Uns e outras impedem as mudanças, necessárias, para a realização de uma democracia dinâmica e verdadeira.

A prova provada de que, destas agremiações, já pouco se pode esperar em termos de mudanças comportamentais é o facto de permitirem e até incentivarem esta sem-vergonhice de saltitantes da política em busca do poleiro autárquico. Há velhos dinossauros com mais de trinta anos de atividade e querem continuar não se importando de se deslocarem para terras que desconhecem completamente. Os aparelhos partidários querem quem os sirva e não quem sirva as populações.

Alguém precisa de maior evidência de corrupção política do que esta? E as populações vão enfiar estas verdadeiras chapeladas?

Os vícios das próximas eleições autárquicas advêm dos vergonhosos comportamentos de certas pessoas, do jogo sujo dentro dos partidos políticos e de uma reforma imbecilizada que não tem em consideração o interesse das populações.

Para quê freguesias no mesmo espaço territorial dos municípios?

Para quê acabar com as freguesias que servem e apoiam, mesmo em amparo psicológico e de proteção civil, a populações isoladas das regiões rurais?

Nenhuma freguesia deveria ser extinta em zonas rurais podendo ser dispensadas todas as existentes em vilas e cidades. Isso sim, seria uma razoável reorganização administrativa.

Atualmente a democracia portuguesa padece de vários abcessos, enumero apenas três: o comportamento dos partidos, a lei de limitação de mandatos e a proposta do governo sobre a reorganização administrativa das freguesias.

O que pensamos todos nós, eleitores, sobre tantos vícios e chapeladas?



Publicado por Zé Pessoa às 12:07 de 07.01.13 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

PS: Seguro joga pelo Seguro

Uma democracia antidemocrática, esta alteração dos estatutos socialistas, visto que o 117º determina que:

(Do processo de alteração dos Estatutos)

1. Os presentes Estatutos são alterados por deliberação do Congresso Nacional ou por deliberação da Comissão Nacional, se o Congresso lhe atribuir delegação de poderes para tanto, devendo, em qualquer dos casos, a alteração estatutária ter sido previamente inscrita na ordem de trabalhos do Congresso.

2. A inscrição na ordem de trabalhos, tendo em consideração o disposto no art. 61º, n.º 4, pode ocorrer:

a. Por iniciativa da Comissão Nacional ou da Comissão Política Nacional, ou mediante proposta do Secretário Geral;

b. Pela maioria das Comissões Políticas das Federações que representem também a maioria dos militantes inscritos;

c. Por iniciativa de 5% dos militantes inscritos.

O aqui exposto realmente não aconteceu e o agora aprovado pelo Conselho nacional (sem efectivo mandato) não admite o método D'Hondt mas recupera o princípio eleitoral de um regime que julgávamos ter sido banido com o 25 de Abril de 1974.

Mais uma razão para os socialistas, em particular, e os democratas em geral estarem envergonhados e preocupados

 



Publicado por DC às 01:21 de 02.04.12 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Socialistas Entalados

Os militantes socialistas continuaram, como sempre e qualquer que seja a escolha, entalados entre as cúpulas e o aparelho. Os primeiros apoiam Assis, os outros apoiam Seguro, que há muito tempo vem preparando a rampa de lançamento.

Como as cúpulas são, tambem elas, o aparelho, os chamados “pesos pesados” que têm, como é costume dizer-se, o controlo (da faca e do queijo) no centrão e como neste país tudo se compra e tudo se vende (não só os votos) é muito provável que, em tais negocios de compra e venda entre oferta e procura (de tachos), o poder venha a pender para Assis.

Têm duvidas? Está visto que desconhecem o que se passou com as escolhas dos deputados. Não foram muitos os presidentes federativos e concelhios a “venderem-se”?

Mas os militantes são os primeiros culpados dado que, nos casos raros em que aparecem mais que uma lista a concorrer a estruturas de secção ou intermédias, quase sempre, votam nos que já lá estavam o que, na prática, constitui uma hipócrita contradição.

Anda por aí muita gente a ter gosto de ser entalado, sempre com a esperança de apanhar uma o outra migalha. É a vida!?



Publicado por DC às 10:06 de 09.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

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