PORTUGAL, SPA – MIXÓRDIA DE VÍCIOS

Portugal tornou-se uma espécie de sociedade protetora dos animais de todas as espécies muito particularmente dos de dois pés, usando para esse efeito, a riqueza alheia transformada em euros vinda quer por via das chamadas ajudas que fomos recebendo na sequencia de integração europeia como também por via dos empréstimos que fomos contraindo à custa dos nossos desgovernos e devido à excessiva facilidade de acesso ao dinheiro barato.

Esta facilidade, proporcionada pelo farto caudal de apoios de todo género e pelo facilitismo endividatorio, levou a que tanto o Estado como os particulares entrássemos numa espécie de bebedeira festiva de tal modo que a Balança de transações Corrente (BTC) também designada de Balança Comercial regista-se um sucessivo desequilíbrio a tal ponto que importamos em média, todos os anos, mais 10% do exportado. Nem a remessas dos emigrantes que tão digna e laboriosamente representam o país por esse mundo todo nos têm valido.

O disparate do endividamento chegou a tal monta que que atingiu os 240% do PIB. Dito de outro modo, para pagar o que gastamos, a amortização da divida e os respectivos juros precisamos mais 140 em cada 100 euros produzidos. Tal valor resulta da acumulação dos sucessivos excessos de gastos que fomos acumulando e andamos a varrer para debaixo do tapete através da chamada desorçamentação dos gastos públicos realizados através das empresas municipais, empresas públicas e as famigeradas Parcerias Publico-Privadas (PPP) tão a gostos de certos governantes e grandes empresas de obras públicas.

Naturalmente, é importante não esquecer, que no meio desta tramoia toda estão, como centro giratório, os partidos políticos e quem os controla, sempre os maiores e mais protegidos desta mixórdia de endividamento público e privado. Não é por acaso que tais partidos só tem experimentado mudanças de sentido único, ou seja o aprofundamento do egocentrismo, o controlo dos aparelhos sempre pelos mesmos grupos e do aumento de vícios corruptos, tanto internamente como na sociedade que afirmam representar.

A avaliar pelo comportamento dos portugueses fora de portas não será difícil de concluir que o defeito só está na população na medida em que se deixa iludir pelos políticos que escolhe. Em tudo o mais é lamentável que um povo tão abnegado e com um território tão bafejado pela natureza só cai três vezes em trinta anos numa situação de banca rota por ter políticos incompetentes, desonestos ou corruptos e lideranças que o não são efetivamente.

Andámos, durante demasiado tempo, enfeitiçados por uma espécie de “tia rica”, como afirma Camilo Lourenço no seu “manifesto,” BASTA e tanto políticos como o povo descuidaram os sábios provérbios populares que dizem que “tudo o que seja, demasiado, barato acaba por sair caro, muito caro, mais tarde ou mais cedo” ou de que “quem cabritos vende e cabras não tem de algum lado lhe vem ou anda a viver à custa de alguém”.

Se os partidos e os políticos não mudam, nas suas práticas e comportamentos, só há uma forma de resolver esta “mixórdia de vícios” é o povo muda-los a eles, sob pena de tais mixórdias se repetirem.

 



Publicado por DC às 18:22 de 26.12.12 | link do post | comentar |

Poderes e governação

A maioria absoluta na próxima Assembleia da República é de centro-direita. A esquerda perdeu.

Passo Coelho e o PSD ganharam, inequivocamente ganharam, e têm o direito e a obrigação de formara governo, após a normal e natural indigitação do Presidente da República que, como toda a gente sabe, é originário da mesma família política.

Quando menos se esperaria (ou talvez não dadas a actuais circunstancias) o desiderato que tanto ambicionou Sá Carneiro (pelo menos teve essa premunição) haveria de ser alcançado por um jovem promissor acabado de chegar à liderança do seu partido.

Depois de diversas tentativas, Passos Coelho não só consegui chegar ao lugar do fundador do PSD, presidente do seu partido, como haveria de conseguir ir mais além do que o próprio pretendeu, alcançar a Presidência da Republica, conseguir uma maioria no parlamente (ainda que em coligação, mas também nunca foi dito que seria de um só partido), formar governo e como cereja do bolo a presidencia da Assembleia da republica. É a prova provada que, como dizia Mário Soares “só são vencidos os que desistem de lutar”.

Aqui, do Luminária assumimos, como esquerda que nos declaramos, democraticamente a derrota. Sem hipocrisias nem mau agoiro desejamos as maiores felicidades ao próximo governo liderado por Passos Coelho e pelo PSD, que será assim esperamos e conforme o próprio futuro 1º Ministro afirmou publicamente, “o governo de todos os portugueses”.

Na nossa perspectiva não poderão existir desculpas, com tudo o poder concentrado, ideologicamente, na área social-democrata só tem que ser bem e honestamente usado em favor do pais e para bem de Portugal. Assim esperamos nós e todos os portugueses.



Publicado por Zé Pessoa às 09:42 de 06.06.11 | link do post | comentar | ver comentários (10) |

PS à frente? olha o milagre!

PSD - Razões da queda

A óbvia recusa de Capucho e de muitas outras figuras publicas ou cidadãos anónimos

António Capucho, uma das mais destacadas figuras do PSD, presidente até há bem pouco tempo da Câmara de Cascais,  recusou o convite de Pedro Passos Coelho para ser segundo na lista às legislativas pelo círculo de Lisboa, a seguir a Fernando Nobre, e candidato a vice-presidente da Assembleia da República.

Numa carta dirigida à concelhia de Cascais do PSD, publicada hoje pelo semanário Sol, Capucho diz que foi contactado por telefone por Passos Coelho, que lhe fez este convite, para além de o informar que seria ele próprio, Passos Coelho, a encabeçar a lista ao Conselho de Estado.

Capucho refere que recusou qualquer convite que não fosse para ser candidato à presidência da AR, excepto se esse cargo fosse para um outro militante, apontando nomes como Manuela Ferreira Leite ou Luís Marques Mendes, rejeitando, sem o referir, ser segundo de Fernando Nobre.

“Quanto à Assembleia, recusei liminarmente apresentar-me às eleições se não tivesse subjacente a candidatura à respectiva Presidência, salvo se fosse entendido que um dos militantes que antes referi [Marques Mendes ou Ferreira Leite] seria mais apropriado para o efeito. Mas não poderia aceitar ser vice-presidente de Fernando Nobre por uma questão de coerência”.



Publicado por Zurc às 12:42 de 21.04.11 | link do post | comentar |

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