Terça-feira, 19.03.13

O “Tó Zé” que sobre a responsabilidade do Partido Socialista, enquanto governo liderado por Sócrates, sobre a política de betão, quilómetros de alcatrão entrega da economia aos banqueiros, tubarões das finanças, nada disse;

António José Seguro, agora líder do PS, que nenhuma catarse explicativa do conteúdo do memorando que submeteu o país ao inferno em que foi mergulhado não foi capaz de produzir qualquer nota responsabilizadora veio agora afirmar existir uma “clara ruptura entre o PS e os partidos do governo”. Insuficiente, muito insuficiente!

Seguro, depois de reproduzir as já, demasiadamente, repetidas constatações factuais, as desgraças que os portugueses sentem diariamente, muito mais que ele e seus “compagnons de route”, apela à mobilização “em torno de uma alternativa” e que essa alternativa só pode ser liderada pelo PS.

José Seguro, enquanto líder socialista, pede para que os portugueses se mobilizem em torno do projeto do PS.

É caso para perguntar a José Seguro se ele próprio conhece o projeto socialista para a governação do país e as propostas para encontrar as melhores respostas aos problemas que tanto afligem os portugueses?

Quantos, em cada 100 portugueses, conhecem as ideias e propostas alternativas de governo e, que coloquem, efetivamente, as pessoas à frente da especulação financeira?

Serão, em cada 100, uns 10, uns 5, uns 3, 2, 1? As últimas estatísticas dão pouco mais de 20% mas só dos que tencionam votar, que é uma minoria da população, para mal da democracia.

A avaliar pela dinâmica da democracia e pelo índice de abstencionistas pode dizer-se que, o PS e todos os restantes, são partidos potencial e democraticamente com tendência para a morte, se é que no plano interno não o estão já. Internamente já só funcionam os aparelhos em momentos eleitorais e a democracia, lá por dentro, há muito se sumiu.

É por tudo isso que, nem militantes e muito menos os eleitores em geral, podem ser mobilizáveis em torno do total desconhecimento de propostas. Mesmo aparecendo as ditas não podem ser umas quaisquer propostas elas tem de comportar, em si mesmas, coerência e credibilidade. Têm de ser debatidas pelos eleitores.

Seguro e o PS deverá/ão, enquanto é tempo, lançar o debate, internamente (dentro de toda a estrutura, fazendo funcionar os secretariados e a participação dos militantes) e com a sociedade. Com os eleitores, na medida em que somos nós a decidir, através do voto e neste regime democrático em que (pelo menos ainda julgamos) viver.



Publicado por Zurc às 12:57 | link do post | comentar | comentários (2)

Segunda-feira, 12.09.11

Os antigos costumavam dizer que uma boa edução necessita de pão numa mão e pau na outra.

A avaliar pela porrada que o povo vem levando, apenas em dois meses do actual governo, a acrescentada à que já vinha levando, que já não era pouca, dá mostras de muito má educação visto que só se lembra do pau que tem nas duas mãos.

Dizia-se, habitualmente, que os governos davam com uma mão e tiravam com a outra. O governo de Passos Coelho e Paulo Portas passou a tirar, com as duas mãos, aos pobres e trabalhadores e a dar com ambas, aos usurários prestamistas, alemães, angolanos, chineses e americanos, as empresas públicas e isenções de impostos dos lucros das mesmas.

Mesmo assim, com promessas tais, não se vê retoma de economia nem criação de postos de trabalho. Porque será?

Vamos a ver o que o PS vai fazer. Que propostas e alternativas vão apresentar, a partir de agora que tem nova direcção, ainda que todo o restante aparelho continue a ser o mesmo.

Continuaremos a ser, mesmo, tão desgovernados como temos sido recentemente!?



Publicado por DC às 09:42 | link do post | comentar | comentários (2)

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