Nada vai mudar
Pouco importa
Que o Gaspar
Tenha batido com a porta
Com este governo à deriva
E a fazer-nos a vida negra
Há muito quem diga
Que já nenhuma mudança pega
A Albuquerque, Luísa
Que nos Swaps anda metida
Já outra política não visa
Que esta política fratricida
Os salteadores do poder
Reclamam já eleições
O povo não sabe quem escolher
Entre esta corja de aldrabões
Ninguém vislumbra
Uma linha anticorrupção
Nesta política de penumbra
Que faz doer o coração
Que diferença faz
Um PS de Seguro
Que parece não ser capaz
De nos mostrar uma linha de futuro
Já basta de sofrimento
Tanta amargura do povinho
Eu já não aguento
Uma esquerda sem caminho
Entendam-se lá, por uma vez
As esquerdas em Portugal
Para corrigir as asneiras que alguém fez
E que nem todos pagam por igual
Só assim valera a pena uma campanha eleitoral!
Embora o campeonato futebolístico já tenha sido iniciado a verdade é que politicamente e mesmo depois da realização, amedrontada e incipiente, do comício do Pontal (que até foi em outro local) por parte do PSD/Algarve tudo indicia que os líderes, sobretudo dos dois grandes (os maiores) partidos, continuam em defeso banhistico.
Tanto para José Segura cansado/exausto devido ao esforço dispendido nos périplos eleitorais, por secções, federações e concelhos, já repetidamente e por iguais causas percorridos, como para Passos Coelho, derreado pelo peso de consciência (será isso, ainda possível?) a propósito dos sacrifícios impostos aos sacrificados do costume, continuam a banhos balneários, numas quaisquer termas de águas temperadas ou mornas mais ou menos sulfurosas, que lhes permitam superar um inverno que se avizinha cheiro de amargos calafrios.
O PSD entretido na distribuição de jobs, mais ou menos inventados, de modo a satisfazer as clientelas costumeiras e o PS escondido entre as nuvens, carregadas de poeira acinzentada, e a deriva ideológica, tornaram-se quase inexistentes, no que ao debate político diz respeito, tanto interna como socialmente e na perspectiva dialéctica de busca de soluções económicas, qualquer que sejam os sectores de actividade que se possam imaginar.
Em tais circunstâncias, não há que admirar, ouvem-se cada vez mais vozes a argumentar que com partidos moribundos a democracia fica doente e o regime abeira-se de abismos. Já ninguém, salvo os de pouco juizo, arrisca qualquer prognóstico para os dias futuros. Passamos a viver um dia de cada vez até que esta instabilidade de uma sociedade, globalmente à rasca, se estabilize, minimamente.

Eleições para secretario geral do Partido Socialista e, não só...
Conforme hoje os jornais “Publico” e DN dão conta, o candidato à liderança dos socialistas Francisco Assis quer que o PS seja o primeiro partido em Portugal a escolher os candidatos a primeiro-ministro, deputados e autarcas em eleições primárias abertas à sociedade.
Francisco Assis referiu que este ponto de “ruptura na orgânica de funcionamento dos partidos” faz parte da sua moção de estratégia para as eleições directas no PS, que se realizam a 22 e 23 de Julho.
Na sua moção de estratégia, que será entregue formalmente quarta-feira, Francisco Assis propõe que os socialistas portugueses tenham como paradigma de escolha de candidatos o modelo norte-americano, sobretudo o dos Democratas.
Nas eleições primárias norte-americanas, todos os cidadãos, independentemente de estarem ou não filiados, podem registar-se em cada Estado para participar na escolha dos candidatos do seu partido de simpatia, incluindo a do candidato a presidente dos Estados Unidos.
Em Portugal, a escolha de candidatos dos partidos a cargos locais ou nacionais é feita pelos órgãos partidários, que por sua vez são eleitos por militantes.
No caso do PS e do PSD, os militantes escolhem por voto directo os líderes do partido e os dirigentes distritais, sendo os restantes órgãos eleitos por delegados em congresso.
Francisco Assis propõe agora que haja primárias abertas à sociedade na escolha dos candidatos do PS a primeiro-ministro, deputados e presidentes de câmara, entre outros cargos.
“Quero criar um sistema que enfraqueça ao máximo os sindicatos de voto, que são uma doença em todos os partidos”, justificou o candidato à liderança do PS.
Interrogado se propor este sistema não lhe poderá retirar votos entre os militantes socialistas, uma vez que pretende retirar-lhes poder de influência, Assis respondeu que “quem quer ser secretário-geral tem de dizer o que pensa”.
Acentuou ainda que não quer “ganhar as eleições no PS a qualquer preço”, porque diz querer “uma mudança real”.
Outro ponto da moção que Francisco Assis entrega quarta-feira relaciona-se com a ideia de “políticas públicas activas com respeito pela lógica de funcionamento do mercado” – ponto que o candidato socialista considera “decisivo para a reconquista da confiança das classes médias”.
Em sectores como saúde, educação, segurança social e ciência, as políticas públicas são considerada “essenciais, mas não concorrentes do mercado”, nessas mesmas áreas.
A moção de estratégia de Francisco Assis teve entre os principais colaboradores Rui Pena Pires, sociólogo, João Galamba, deputado, Filipe Nunes, ex-chefe de gabinete de ex-ministro da Defesa, Augusto Santos Silva) e Manuel Pizarro, ex-secretário de Estado da Saúde.
Os cidadãos eleitores que brevemente irão ser chamados a decidir, através do seu voto, qual é o partido vencedor próximas eleições legislativas e na sequencia dessa escolha, também determinam quem é o responsabilizado, por indigitação formal do Presidente de Republica, a formar governo.
Perante a total irresponsabilidade de todos os actuais actores (partidos, lideres partidários e presidente) que não foram capazes de ter encontrado no actual quadro parlamentar uma solução de governação para o país e tendo em conta a tão elevada situação de gravidade em que nos encontramos, quase no abismo. todos deveríamos votar em branco e massivamente.
À partida (visto que o exercício do poder desgasta) Passos Coelho parece levar vantagem para essa corrida que já se iniciou. O descontentamento social é grande, contudo, também, são muitas e igualmente grandes as dúvidas, tal como as desconfianças que o PSD e o seu líder suscitam.
José Sócrates, reconheça-se, tem muitos defeitos e algumas virtudes e, como é reconhecido até por adversários já ressuscitou, politicamente, mais de uma vez.
Os decisores, no uso da sua arma que é o voto, irão determinar (a menos que virem as costas à sua responsabilidade de cidadania) a sua escolha com base tanto nas decisões e propostas que os vários partidos entendam formular nos seus respectivos programas de governo mas, também, e não menos importante, baseando-se nos comportamentos e atitudes dos diversos protagonistas quer quanto à forma como apresentem as suas ideias bem como quanto ao tom e linguagem utilizados quando se dirijam ou se refiram a seus adversários.
O voto é uma arma que nem sempre os eleitores utilizam da melhor forma, mesmo no plano interno partidário, e as eleições internas quer do CDS como as do PS foram bem a ilustração disso (tipo Norte-coreanas).
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