Carta aberta a Passos Coelho

"Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,

Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.

À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.

O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente. O Programa eleitoral sufragado pelos Portugueses e o Programa de Governo aprovado na Assembleia da República, foram em muito excedidos com a política que se passou a aplicar. As consequências das medidas não anunciadas têm um impacto gravíssimo sobre os Portugueses e há uma contradição, nunca antes vista, entre o que foi prometido e o que está a ser levado à prática.

Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.

Daí também a rejeição que de norte a sul do País existe contra o Governo. O caso não é para menos. Este clamor é fundamentado no interesse nacional e na necessidade imperiosa de se recriar a esperança no futuro. O Governo não hesita porém em afirmar, contra ventos e marés, que prosseguirá esta política - custe o que custar - e até recusa qualquer ideia da renegociação do Memorando.

Ao embuste, sustentado no cumprimento cego da austeridade que empobrece o País e é levado a efeito a qualquer preço, soma-se o desmantelamento de funções essenciais do Estado e a alienação imponderada de empresas estratégicas, os cortes impiedosos nas pensões e nas reformas dos que descontaram para a Segurança Social uma vida inteira, confiando no Estado, as reduções dos salários que não poupam sequer os mais baixos, o incentivo à emigração, o crescimento do desemprego com níveis incomportáveis e a postura de seguidismo e capitulação à lógica neoliberal dos mercados.

Perdeu-se toda e qualquer esperança.

No meio deste vendaval, as previsões que o Governo tem apresentado quanto ao PIB, ao emprego, ao consumo, ao investimento, ao défice, à dívida pública e ao mais que se sabe, têm sido, porque erróneas, reiteradamente revistas em baixa.

O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.

A recente aprovação de um Orçamento de Estado iníquo, injusto, socialmente condenável, que não será cumprido e que aprofundará em 2013 a recessão, é de uma enorme gravidade, para além de conter disposições de duvidosa constitucionalidade. O agravamento incomportável da situação social, económica, financeira e política, será uma realidade se não se puser termo à política seguida.

Perante estes factos, os signatários interpretam - e justamente - o crescente clamor que contra o Governo se ergue, como uma exigência, para que o Senhor Primeiro-Ministro altere, urgentemente, as opções políticas que vem seguindo, sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências.

É indispensável mudar de política para que os Portugueses retomem confiança e esperança no futuro.

PS: da presente os signatários darão conhecimento ao Senhor Presidente da República.

Lisboa, 29 de Novembro de 2012"

MÁRIO SOARES, ADELINO MALTEZ (Professor Universitário-Lisboa) ALFREDO BRUTO DA COSTA (Sociólogo) ALICE VIEIRA (Escritora) ÁLVARO SIZA VIEIRA (Arquiteto) AMÉRICO FIGUEIREDO (Médico) ANA PAULA ARNAUT (Professora Universitária-Coimbra) ANA SOUSA DIAS (Jornalista) ANDRÉ LETRIA (Ilustrador) ANTERO RIBEIRO DA SILVA (Militar Reformado) ANTÓNIO ARNAUT (Advogado) ANTÓNIO BAPTISTA BASTOS (Jornalista e Escritor) ANTÓNIO DIAS DA CUNHA (Empresário) ANTÓNIO PIRES VELOSO (Militar Reformado) ANTÓNIO REIS (Professor Universitário-Lisboa) ARTUR PITA ALVES (Militar reformado) BOAVENTURA SOUSA SANTOS (Professor Universitário-Coimbra) CARLOS ANDRÉ (Professor Universitário-Coimbra) CARLOS SÁ FURTADO (Professor Universitário-Coimbra) CARLOS TRINDADE (Sindicalista) CESÁRIO BORGA (Jornalista) CIPRIANO JUSTO (Médico) CLARA FERREIRA ALVES (Jornalista e Escritora) CONSTANTINO ALVES (Sacerdote) CORÁLIA VICENTE (Professora Universitária-Porto) DANIEL OLIVEIRA (Jornalista) DUARTE CORDEIRO (Deputado) EDUARDO FERRO RODRIGUES (Deputado) EDUARDO LOURENÇO (Professor Universitário) EUGÉNIO FERREIRA ALVES (Jornalista) FERNANDO GOMES (Sindicalista) FERNANDO ROSAS (Professor Universitário-Lisboa) FERNANDO TORDO (Músico) FRANCISCO SIMÕES (Escultor) FREI BENTO DOMINGUES (Teólogo) HELENA PINTO (Deputada) HENRIQUE BOTELHO (Médico) INES DE MEDEIROS (Deputada) INÊS PEDROSA (Escritora) JAIME RAMOS (Médico) JOANA AMARAL DIAS (Professora Universitária-Lisboa) JOÃO CUTILEIRO (Escultor) JOÃO FERREIRA DO AMARAL (Professor Universitário-Lisboa) JOÃO GALAMBA (Deputado) JOÃO TORRES (Secretário-Geral da Juventude Socialista) JOSÉ BARATA-MOURA (Professor Universitário-Lisboa) JOSÉ DE FARIA COSTA (Professor Universitário-Coimbra) JOSÉ JORGE LETRIA (Escritor) JOSÉ LEMOS FERREIRA (Militar Reformado) JOSÉ MEDEIROS FERREIRA (Professor Universitário-Lisboa) JÚLIO POMAR (Pintor) LÍDIA JORGE (Escritora) LUÍS REIS TORGAL (Professor Universitário-Coimbra) MANUEL CARVALHO DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa) MANUEL DA SILVA (Sindicalista) MANUEL MARIA CARRILHO (Professor Universitário) MANUEL MONGE (Militar Reformado) MANUELA MORGADO (Economista) MARGARIDA LAGARTO (Pintora) MARIA BELO (Psicanalista) MARIA DE MEDEIROS (Realizadora de Cinema e Atriz) MARIA TERESA HORTA (Escritora) MÁRIO JORGE NEVES (Médico) MIGUEL OLIVEIRA DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa) NUNO ARTUR SILVA (Autor e Produtor) ÓSCAR ANTUNES (Sindicalista) PAULO MORAIS (Professor Universitário-Porto) PEDRO ABRUNHOSA (Músico) PEDRO BACELAR VASCONCELOS (Professor Universitário-Braga) PEDRO DELGADO ALVES (Deputado) PEDRO NUNO SANTOS (Deputado) PILAR DEL RIO SARAMAGO (Jornalista) SÉRGIO MONTE (Sindicalista) TERESA PIZARRO BELEZA (Professora Universitária-Lisboa) TERESA VILLAVERDE (Realizadora de Cinema) VALTER HUGO MÃE (Escritor) VITOR HUGO SEQUEIRA (Sindicalista) VITOR RAMALHO (Jurista) - que assina por si e em representação de todos os signatários)



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/carta-aberta-a-passos-coelho-na-integra=f770322#ixzz2DcgTBXFE



Publicado por [FV] às 14:44 de 29.11.12 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Algumas das mentiras de Passos Coelho

 

Frases Célebres de Passos Coelho Para Recordar

  

 "Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."

 

"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."

 

"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."

 

"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."

 

"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."

 

"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."

 

"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

 

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

 

"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."

 

"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."

 

"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."

 

"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."

 

"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."

 

"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

 

"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."

 

"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."

 

"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"

 

"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."

 

"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."

 

"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"

 

 

Recolha feita por FL


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Publicado por Izanagi às 11:00 de 12.04.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

PPC, o Primeiro-ministro

A arte de bem depenar o ganso ou seguidismo de Socrates?

Nada disso, dona Efigénia, ora veja:

Primeiro, o homem falou no preciso dia 1 de Abril que, como toda a gente sabe é dia das mentiras e nesse dia nada se pode levar a sério muito menos as palavras de um político, sobretudo, quando candidato a primeiro-ministro.

Segundo, o homem afirmou, quando duas jovens lhe perguntaram: "Vai tirar os subsídios de férias aos nossos pais?", quando chega-se ao governo e na altura nada estava garantido que o viesse a ser, Passos Coelho respondeu, peremptoriamente, isso "é um disparate". As duas jovens concordaram, afirmando: "Pois, também nós achamos".

"Isso é um disparate", reforçou Passos Coelho.

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, agora primeiro-ministro, efectivamente não só não tirou qualquer subsídio de férias, aos pais e avozinhos das meninas, como, tão-somente, apenas, se comprometeu sacar 50% do valor acima do OMNG, no subsídio de Natal. Eu ainda não vi, não li, nem ouvi qualquer barafustar, por parte do Pai Natal!

 Olhe minha cara amiga, como o Pai Natal não reclama e o povo português continua de brandos costumes, tenho que concordar com o que me diz o meu marido, “estamos cada vez mais fu..das” é cada vez menos dinheiro no ordenado e na reforma e menos compras no supermercado. Os impostos não nos largam, cada vez maiores e mais desiguais.


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Publicado por DC às 08:35 de 05.07.11 | link do post | comentar | ver comentários (8) |

Anda por aí um homem singular…

As cerimónias do 25 de Abril, em Belém, decorreram sob a bandeira da necessidade de encontrar “soluções convergentes” entre as forças políticas e da busca de um clima de unidade.

Pedro Passos Coelho esteve presente nesta cerimónia e ouviu os apelos.

Uma vez acabada a cerimónia surge a primeira atoarda: interpretou os apelos de Belém como um incitamento a uma nova “União Nacional”. Leu mal a História e daí decorre uma interpretação enviesada sobre o anterior regime, o que se reflecte na avaliação estapafúrdia que faz. O que não é propriamente um cartão de apresentação para um homem com as suas ambições políticas.

Hoje, suponho que para emendar a mão, iniciou uma nova fase de abertura aos partidos. Não será nenhuma novidade. O PSD sabe - como de resto o País - que a presente intervenção externa exige compromissos interpartidários pré-eleitorais. Compromissos que se estendem aos integrantes do chamado “arco do poder”, já que o PCP e o BE se puseram de fora, melhor, não subscrevem o pedido de auxílio em curso.

Mas para não ficar mal na fotografia, condiciona esse entendimento com os outros partidos. Para que ele exista será condição sine qua non a exclusão de José Sócrates. Um político que tem no interior do PS a sua legitimidade refrescada pelo último Congresso. Esta intromissão ao interior de um partido adversário nas próximas eleições é, para ser comedido, singular.

Mas põe mais condições. Para que essa concertação funcione é necessário o País escolher a “mudança”. Isto é, para o putativo dirigente, o eleitorado deverá transformar o PSD no partido maioritário. Uma condicionante ainda mais vasta. Só faltou dizer o que deve ser feito se tal não acontecer. Na verdade, os votos não estão contados. Todavia, é possível adiantar a postura do PSD. Se não for o PSD a liderar o actual dirigente regressa a penates. E aí temos um grave problema. Como é usual no PSD o líder seguinte “renasce das cinzas” e passa por cima do que a anterior direcção acordou.

Ficamos, a verificar-se este cenário, a um passo do total descrédito perante a UE. Um descrédito amanhado por um homem que se julga com “algum crédito para gastar”.

"Invulgar" este homem e esta estratégia. Existe outro nome para estes malabarismos tácticos: chantagem eleitoral!

e-pá! [Ponte Europa]



Publicado por JL às 10:06 de 28.04.11 | link do post | comentar |

SÓCRATES E PASSOS, LAMENTÁVEIS E VELHOS

Estamos entalados entre dois casmurros e prensados entre o nosso, irresponsabilizado, desígnio e uma troika sem princípios sociais e a só olhar para os números.

Depois de Sócrates ter anuído, em entrevista à TVI, num entendimento pós eleitoral com o PSD, Passos Coelho veio publicamente afirmar que não está interessado nesse entendimento com Sócrates à frente do PS.

Passos Coelho, ao tomar tal atitude reactiva, vem demonstrar que se está borrifando para os soberanos (?) interesses do país e para o bem-estar dos portugueses. Demonstra que só o move pretender ser Primeiro-ministro e não os verdadeiros e necessários interesses do Estado, do país e de quem cá tem de viver. Muitos há que já vão fugindo.

Passos Coelho, ao dizer não a entendimento com o hipócrita e desonesto argumento de o não fazer com "quem meteu o país na crise", deveria ser coerente e não o fazer igualmente com os seus próprios companheiros de jornada dado que o descalabro consumista, despesista e desviador de recursos vem dos tempos de Cavaco Silva. Já esqueceu o que se passou com a construção do Centro Cultura de Belém?

Já olvidaram o chorrilho de apoios financeiros, mal desbaratados, para abate de navios, para deixar de produzir bens agrícolas, para dar cabo de quase todo o processo produtivo incluindo as escolas técnicas e outros?

"Tenho dito que o PSD está aberto a acordos com outros partidos depois das eleições, mas primeiro o país que diga que mudança quer. Aqueles que nos puseram na crise não têm condições para nos tirar", acrescentou o líder social-democrata.

A tomar tais palavras a rigor ninguém deveria votar no PS como também não no PSD que de resto e a olhar ao que a espasmos tem vindo a lume Deus nos livre que venha a ser governo. Como o PSD ao leme da governação seria mais um virar na senda neoliberal ou mesmo ultra-liberal que vem assolando esta velha Europa, coisa de que tanto EUA, Japão, Mercosul e outras regiões procuram fugir.

O líder do PSD frisou ainda que "o país precisa de conhecer a mudança, precisa de quem tenha crédito para gastar daqui para a frente". Tem razão, só que tal desiderato não será consigo nem com seus comparsas que, conforme já referido, nada de novidades aportam, nem com uma roupagem tão pouco enobrecida como foi a triste jogada da caça ao voto eleitoral das recentes eleições presidenciais.

Lamentável, simplesmente lamentável e velho.

Até o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, cuja autonomia parece mais consentânea com a função e diferente da forma de actuar do seu antecessor, veio afirmar, conforme aqui se pode ler, que a actual crise orçamental é "reveladora de uma persistente falha do regime financeiro da administração pública" e defendeu que "a inscrição na Constituição de uma regra sobre saldos orçamentais pode ajudar a criar um círculo virtuoso de qualidade institucional do ponto de vista da disciplina orçamental e do crescimento".

Perante o desgoverno, demonstrado pelos vários partidos, e incapacidades fiscalizadoras das respectivas comissões e da própria Assembleia da República, será o mimo que se pode exigir.

O homem afirma que é "reveladora de uma persistente falha..." portanto que não é recente ou seja é vinda de há largos anos, vem dos tempos de outros senhores que agora se pretendem "vender" ao povo com outras roupagens e por novos preços, naturalmente muito mais exigentes e mais caros.

O povo, por vezes parece, efectivamente, andar distraído mas, também, por vezes, acorda.



Publicado por Zé Pessoa às 00:05 de 28.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Dois passos atrás sem passos à frente...

As sondagens publicadas nos últimos dias dão conta que tudo está no fio da navalha, quer quanto à escolha do primeiro-ministro, quer quanto a maiorias parlamentares.

A seis semanas das eleições, ninguém arrisca dizer quem sairá vencedor do confronto eleitoral de 5 de Junho - se José Sócrates ou Passos Coelho. As sondagens publicadas nos últimos dias dão conta que tudo está no fio da navalha, quer quanto à escolha do primeiro- -ministro, quer quanto a maiorias parlamentares. Este quadro, a manter-se, indicia sérias dificuldades na formação de um governo sustentado por uma maioria parlamentar, com os perigos que daí advêm, particularmente quando paira no ar um cheiro a bancarrota. Mas não deixa de ser, também, um cenário arrasador para o PSD e, sobretudo, para o seu líder.

 Parece estranho que José Sócrates, com o desgaste natural de mais de seis anos no poder e no meio de uma profunda crise internacional, se mantenha em condições de ser eleito de novo primeiro-ministro. Mas é notória a desconfiança dos portugueses em relação às capacidades de Passos Coelho para o substituir. Sobretudo neste período de grandes dificuldades. Essa desconfiança começou no Verão passado, com a proposta de revisão constitucional. Passos Coelho mostrou que as suas "convicções" navegam à vista, ao sabor de sondagens. Meteu os pés pelas mãos, sem saber o que queria ou se o sabia não queria dizer.

Os dois exemplos mais significativos foram a "justa causa" nos despedimentos e o fim dos serviços de saúde "tendencialmente gratuitos". Mesmo se lhe assistisse razão na proposta inicial, as sucessivas alterações moldaram-lhe o perfil político. Contudo, foi a partir de 12 de Março que esse perfil se consolidou. O momento e os motivos do derrube do governo e as erráticas e contraditórias propostas avulso que tem apresentado ditaram a imagem de imaturidade política. A escolha de Fernando Nobre para Lisboa e o imbróglio da "oferta" da presidência da Assembleia da República foram a cereja em cima do bolo.

 Mesmo para quem tem razões de queixa do governo e de José Sócrates - e razões de queixa sobejam - é incompreensível a rejeição do PEC IV, numa estranha sintonia com a extrema-esquerda, exactamente no momento em que o primeiro-ministro tinha alcançado um pré-acordo com os parceiros europeus, para uma saída "airosa" da degradada situação financeira e económica em que nos encontramos.

Essa incompreensão aumentou quando, dias depois, o líder do PSD, ao contrário do que sustentara antes, desenvolveu, em versão inglesa, a tese segundo a qual o PEC IV não ia "suficientemente longe" nas medidas de austeridade a adoptar.

Esta reviravolta levantou a interrogação sobre os verdadeiros motivos da rejeição do PEC IV. E quando começaram as recusas públicas de figuras cimeiras do PSD em aceitar o convite de Passos Coelho para integrar as listas de deputados, caso de Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes, António Capucho ou Luís Filipe Menezes; ou as críticas implacáveis de José Pacheco Pereira ou Morais Sarmento, entre outros, percebeu-se que os motivos que estiveram na origem do derrube do governo podem estar mais relacionados com a instabilidade interna da sua liderança do que com a situação do país.

A acelerada degradação da situação financeira após a demissão do primeiro-ministro e o pedido de "ajuda externa", percebido como consequência da crise política, evidenciaram ainda mais quão inoportuna foi a abertura desta crise política.

Por tudo isto, não é estranho que José Sócrates esteja, ainda, neste momento, em condições de ser eleito, pela terceira vez consecutiva, primeiro-ministro.

Tomás Vasques [i]



Publicado por JL às 10:23 de 27.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Instantâneos

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Publicado por JL às 19:31 de 21.04.11 | link do post | comentar |

Garantidamente…são nove!

O presidente do PSD reiterou que quer formar “um Governo muito mais pequeno” e que considera possível ter “dez ministros ou menos”. Não quis, contudo, adiantar nomes: “Não ficaria bem, nem faz sentido. Quando for o tempo próprio, conhecerão o Governo”.


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Publicado por JL às 10:20 de 21.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Alôôô? Posso elogiar?

Uma senhora telefona para a redacção da TSF pouco depois das 21H00 de segunda-feira. Eis o diálogo:

- Boa noite, olhe, recebi uma mensagem do PSD para me inscrever no Fórum da TSF. Queria inscrever-me...

- Bem, enganou-se. As inscrições não são feitas agora. Só amanhã...

- Ah...desculpe. Disseram-me que era às nove. Pensei que fosse da noite.

Nota: O Fórum da TSF, de terça-feira, teve como convidado Pedro Passos Coelho.

Emídio Fernando [Correio Preto]



Publicado por JL às 00:07 de 20.04.11 | link do post | comentar |

Este bacano é alternativa a Sócrates!?

Na política não é político quem quer, mas quem tem as competências criticas requeridas e quem, não sabendo, humildemente vai aprendendo.

Os romanos antigos tinham para a vida pública um exigente "cursus honorum", percorrido por um modesto edil ou, por força de razão, por um general de exércitos de campanha.

Em Portugal assim não é.

Os políticos, candidatos a cargos públicos, são como os melões, só depois de abertos é que se percebe a qualidade...

O jovem líder do PSD, à medida que se deixa ver e abrir, percebe-se, claramente, a péssima qualidade do fruto.

Ele é disparate atrás de asneira.

Foi o suicídio, em directo, na entrevista a Judite de Sousa na TVI, quando confessa a reunião (parece que durou 4 horas...) a sós que teve com José Sócrates para discutir o PEC4, como ficou conhecido, antes daquele se dirigir a Bruxelas para participar no Conselho extraordinário de Março.

Depois, foi o SMS que mandou enviar a todos os deputados sociais-democratas para não se pronunciarem sobre o que estava a decorrer em Bruxelas quanto ao PEC...que depois recebeu uma adenda: "para não prejudicar as negociações que o governo estava a levar a cabo...".

Agora, a flor em cima da "bosta".

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, convidou os partidos, a semana que passou, para com eles conversar sobre a ajuda externa. Começou pelo PSD.

A delegação deste integrava Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas e Eduardo Catroga.

Iniciada a reunião o juvenil líder do PSD entregou as tais 27 perguntas ao governo e sugeriu que se ia embora, ameaçando levantar-se...só a intervenção de Eduardo Catroga, que o incitou a conversar com Sócrates e permitiu que o encontro durasse, ao que parece...vinte minutos.

Este bacano é alternativa a Sócrates!?

O eleitorado assim o ajuizará...no próximo dia 5 de Junho.

Weber [Mainstreet]



Publicado por JL às 00:05 de 20.04.11 | link do post | comentar |

O estranho caso do candidato Nobre

O estranho caso do candidato Nobre não é tão estranho como isso. Ele é afinal a ilustração do velho ditado popular de que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.

Quem se limite a colher as aparências, verá na entrada de Fernando Nobre numa lista do PSD uma traição. E se fizer uma recolha atenta de declarações anteriores do azougado clínico encontrará amplo material para ilustrar a grande distância que existe entre o que repetidamente disse e o que agora fez. Mas quem conseguir desembaraçar-se da cortina de ilusionismo político de que o candidato se envolve, poderá ver com nitidez que tudo o que rodeia este caso é afinal bem mais simples.

De facto, hoje é evidente qual é o lugar ideológico-político do escudeiro do candidato miguelista ao inexistente trono de Portugal. É o que corresponde à sua opção monárquica e ao seu apoio a Durão Barroso e a António Capucho. Os apoios a Mário Soares, ao Bloco de Esquerda e a António Costa não passaram de manobras destinadas a dar uma maior aparência de realidade ao embuste que Fernando Nobre viria a urdir, lançando uma candidatura presidencial que fingiu ser uma componente discreta, moderada e aberta da esquerda, quando afinal era uma auxiliar disfarçada da direita, dirigida, no essencial, a facilitar a vida a Cavaco e a confundir as coisas no seio das esquerdas.

E terá sido o relativo êxito dessa operação de ilusionismo presidencial que terá levado o PSD a tentar explorar o mesmo equívoco. E para dar verosimilhança à ocultação da matriz direitista de Nobre, achou que podia instrumentalizar um alto cargo do Estado democrático para ficcionar a importância de Nobre, ao mesmo tempo que dava a aparência de realidade ao seu alegado suprapartidarismo. Mas como acontece com os ilusionistas que repetem o mesmo truque, as aparências apagaram-se perante a realidade, nesta segunda tentativa, ou nesta tentação de insistir na realidade de uma ficção vinda de trás.

E Nobre foi afinal reduzido à quilo que realmente é : uma personalidade política e ideologicamente de direita que concebeu o embuste de se fazer passar por um candidato presidencial contidamente de esquerda. Embora fosse um verdadeiro seguro político de Cavaco, era sempre apresentado como um dos potenciais causadores de uma ida de Cavaco à segunda volta.

A força das coisas mostra agora que tinham razão todos aqueles que chamaram a atenção para a presença, nas camadas menos aparentes do discurso político de Nobre, de muitas marcas identificadores do conservadorismo ideológico e do reaccionarismo político. De facto, Nobre é um político bem impregnado pelos dogmas e tiques da direita clássica, com uma maquilhagem oportunista de esquerda, propositadamente feita para enganar os eleitores. Por isso, ele não representa nenhuma abertura à esquerda praticada pelo PSD, mas apenas uma tentativa patética de insistir num embuste que deu eleitoralmente algum resultado nas eleições presidenciais.

Tal como aconteceu antes, há quem tente branquear a ostensiva rasteirice desta manobra política que envolve Nobre e Passos Coelho, invocando o currículo humanista do médico sem fronteiras. O mérito e o valor social do seu envolvimento em causas solidárias não está em causa, como o não está o de milhões de pessoas que em todo o mundo se ocupam desse tipo de tarefas. Mas o mundo não está dividido em anjos que seriam esses e demónios que seriam os outros; no mundo, mais prosaicamente, vivem pessoas com virtudes e defeitos, sendo certo que fica longe da excelência ética qualquer tentativa, subtil ou não, para fazer render em termos de prestígio que se usará (por exemplo, na política) o trabalho solidário realizado. Ora Nobre só não é um verdadeiro perito nessa utilização, porque vai longe demais na sofreguidão de tornar visível o seu envolvimento em missões solidárias. Não é um hábito decente.

O envolvimento da Presidência da Assembleia da República na tentativa de o PSD prolongar o embuste de Nobre, mostra a completa a ausência de sentido de Estado das personagens que urdiram essa farsa e a fraca qualidade do seu civismo. É aliás irónico e revelador que o seráfico Nobre se tenha envolvido num enredo tão sórdido. A imensa maioria dos políticos inscritos nos partidos, que ele tanto abomina, não teriam estômago para ir tão longe.

Rui Namorado [O Grande Zoo]



Publicado por JL às 00:07 de 17.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

O Grande Mentiroso

Nas semanas que se seguiram ao chumbo do PEC no Parlamento, vimos e ouvimos Passos Coelho e outros responsáveis do PSD jurarem perante o país que o governo não informara este partido do conteúdo das medidas que negociara em Bruxelas. Essa era a razão por que o PSD votara contra, apesar de essas medidas terem sido entretanto aceites e elogiadas pelos parceiros europeus e pelo BCE...

Sabe-se hoje, que isto não passou duma grande mentira. O próprio Passos Coelho se descaiu em directo, na entrevista a Judite de Sousa. Agora é Pacheco Pereira a dar uma ajuda para se perceber como a trama foi montada. O melhor é lerem a notícia do DN:

“No programa 'Quadratura do Círculo', Pacheco Pereira revelou que no dia em que José Sócrates estava a negociar em Bruxelas o PEC4, na cimeira de 11 de Março último, todos os deputados do PSD receberam um SMS em que se dizia: "Não façam nenhuma declaração até logo à noite sobre a cimeira europeia".

Alguns deputados, contou Pacheco Pereira, quiseram saber a razão de ser desta ordem e foi-lhes dito que era para "não prejudicar as negociações do Governo em Bruxelas e para que o PS não viesse a usar isso como arma".

"Recorde-se que tudo isto aconteceu um dia depois do primeiro-ministro, antes de partir para Bruxelas, ter telefonado ao líder do PSD, Passos Coelho, para que se deslocasse a S. Bento. Durante a reunião, José Sócrates apresentou ao chefe do maior partido da oposição o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 4 que haveria de levar, no dia seguinte, à cimeira europeia”.

O país é testemunha: desde há vários anos, não passa uma semana sem que os dirigentes do PSD chamem mentiroso ao primeiro-ministro José Sócrates.

Dia a dia, vai descobrindo quem o engana e mente sem pudor...

José Ferreira Marques [A Forma E O Conteúdo]



Publicado por JL às 00:03 de 17.04.11 | link do post | comentar |

Será que o homem se mete nos copos?

Peço desculpa se vou ser um bocado grosseiro, mas há coisas que me fazem passar dos carretos. Depois de ter dito que não podiam se pedidos mais sacrifícios aos portugueses, Pedro Passos Coelho veio afirmar que chumbara o PEC IV porque não ia suficientemente longe. Agora vem dizer que espera não ser preciso pedir mais sacrifícios aos portugueses, nem mais medidas de austeridade.

Chumbou a avaliação dos professores e depois veio dizer que quer um sistema de classificação. Sem explicar quais as diferenças porque...não sabe!

Convida um adversário do PR cuja candidatura apoiou há dois meses para ser cabeça de lista por Lisboa, prometendo-lhe o lugar de presidente da AR, ignorando que não pode prometer um lugar que será escolhido pelos deputados na AR.

Diz que está disposto a fazer uma coligação com o PS, mas não com Sócrates, como se tivesse alguma autoridade para exigir a um partido que demita o seu líder a bem do interesse de Portugal.

Diz ao país que soube do PEC através de um telefonema de Sócrates e, passado um mês, numa entrevista, confessa que mentiu, porque esteve reunido com Sócrates em S. Bento na véspera. Será que o homem se mete nos copos, ou chuta na veia?

Uma coisa é certa: Lá diz o povo "o que torto nasce, tarde ou nunca se endireita". E PPC começou mal, com todas aquelas trapalhadas sobre a proposta de revisão Constitucional. Desde aí, tem sido um suceder de trapalhadas, inconstâncias e incoerências. Tanta incoerência, ignorância e mentira, fazem-me ter medo que este homem um dia chegue a S. Bento. Mas Sócrates deve estar-lhe grato porque, cada vez que PPC abre a boca, ou anuncia uma decisão, há mais eleitores a pensar que talvez seja menos arriscado votar no PS.

Carlos Barbosa de Oliveira [Crónicas do Rochedo]


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Publicado por JL às 13:54 de 15.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Uma parceria prometedora

Fernando Nobre, que ainda há poucas semanas garantia na RTP 1 que "categoricamente, não!" aceitaria integrar uma lista partidária e, na SIC, que "está assente, determinado" e que "não volto atrás!", na decisão de não aceitar cargos partidários, dá tanto valor a tais "princípios" que, em troca deles, não aceita menos do que a sorte grande.

Assim, a crer na notícia que ontem animou imprensa, blogosfera e redes sociais, renunciará ao mandato de deputado e deixará às moscas (salvo seja) o seu lugar na bancada do PSD "se não for eleito" presidente da AR.

Pelos vistos, Passos Coelho não terá previsto tal hipótese (mas já se tornou "griffe" de Passos Coelho não prever hipóteses), e não será surpreendente que, assim sucedendo, o vejamos em breve a pedir de novo desculpa aos portugueses.

Será pena. Nobre-Passos Coelho constituiria uma prometedora parceria público privada, assente num imenso capital de inexperiência política e/ou governativa e num total vazio de ideias e projectos.

Trata-se de vazios de, digamos assim, cargas diferentes e por isso os parceiros se terão atraído entre si. O de Nobre, um vazio de tipo quântico, prenhe de "energia escura" e de potenciais partículas de ideias, como a de "cidadania" ou a de "participação". Já o de Passos Coelho é mais o Nada da física clássica: as ideias novas que anuncia todos os dias são contraditórias com as do dia anterior, anulando-se umas às outras.

Manuel António Pina [Jornal de Notícias]


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Publicado por JL às 08:21 de 14.04.11 | link do post | comentar |

A lista começa a ser longa

Manuela Ferreira Leite, anterior líder do PSD, recusou o convite de Passos Coelho para ser candidata a deputada. Luís Filipe Menezes, o líder anterior, também. Marques Mendes, líder antes dele, idem. Santana Lopes está noutra. Durão Barroso, refugiado em Bruxelas. Marcelo Rebelo de Sousa, critica. Fernando Nogueira, desaparecido há anos.

Quem resta a Passos Coelho, entre os «séniores» do seu partido? Só Ângelo Correia e Teixeira Pinto? É que isso já não é bem o PSD...

PS: António Capucho, embora tendo peso no PSD, nunca foi líder. Todos os que cito no primeiro parágrafo o foram.

Ricardo Alves [Esquerda Republicana]



Publicado por JL às 21:29 de 12.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

O Obama de Massamá

Há uns tempos, o inigualável Mendes Bota afirmava que a credibilidade política de Passos Coelho vinha de morar em Massamá e não num condomínio qualquer.

Jamais me tinha passado pela cabeça que o facto de, também eu, morar em Massamá, dava alguma credibilidade no que quer que seja e muito menos na política.

Recentemente, num livro laudatório sobre Passos Coelho escrito pela jornalista Felícia Cabrita e brilhantemente apresentado pelo inultrapassável (ok, é-o, mas apenas pelo Medina Carreira) Mário Crespo, ficamos a saber que para além dos dotes para um determinado doce conventual, o menino Pedro era conhecido entre os seus companheiros de partido como o 'Obama de Massamá'. Eu, sendo de Massamá e não sendo tão bronzeado (na expressão desse outro tão notável senhor que governa, literalmente, a Itália) como o menino Pedro, não aspiro a ser o Obama de coisa nenhuma, mesmo sendo igualmente de Massamá. Com tal credibilidade e tais adjectivos, esperava-se que de cada vez que o Coelho falasse não saísse uma coisa ao estilo das defesas do Roberto (esse enorme guarda-redes do Benfica com muitos anos a virar frangos).

Imediatamente a seguir a ter chumbado em português o PEC IV por não aceitar mais sacrifícios ao povo, andou pela Europa fora a dizer, em inglês, que não tinha aprovado porque o PEC não ia tão longe como devia.

Esta semana, a propósito do pedido de ajuda do estado português à União Europeia, o Obama de Massamá afirmou que daria todo o seu apoio para uma ajuda... a dois meses e que depois das eleições o governo eleito então negociaria com as instituições europeias.

Eu garanto, ele disse isto e que ninguém se riu (embora fosse mais para chorar). Aquela pobre alma é mesmo tão criança, inocente, ingénua (ou parva e burra) que acha que alguém vai negociar com Portugal para dois meses o que quer que seja e que a União Europeia vai esperar que exista um novo governo para negociar? Ele acha que está a pedir 10 euros ao pai para ir ao cinema e comer pipocas e que amanhã se fala dos trabalhos de casa por fazer?

Quem negoceia é o estado português (independentemente do governo que estiver) e quem vier a seguir vai ter que cumprir os compromissos do estado, sejam eles quais forem.

Por isso, e porque não sendo tão completamente oco (se o espremermos sai de lá alguma coisa, ainda que não seja coisa boa), o primeiro-ministro tratou de dizer que o presidente vai ter que encontrar consensos para comprometer o estado e literalmente mandou-o negociar.

Lavou a mãozinhas como se diz que terá feito o Pilatos quando a populaça terá dito preferir o Barrabás que era um bacano e não o Cristo que era esquizofrénico, tinha a mania que era um Messias e andava na companhia duns tipos com mau aspecto.

Carlos [Rua DosDias Que Voam]


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Publicado por JL às 12:38 de 10.04.11 | link do post | comentar |

O preparadíssimo

Mendes diz que Passos Coelho está "preparadíssimo" para liderar Portugal.

O ex-presidente do PSD Luís Marques Mendes considera que Pedro Passos Coelho está "preparadíssimo" para liderar Portugal, num momento que descreve como "muito difícil" mas que pode marcar a "oportunidade para regenerar o país".

Como terá o grande homem chegado a tal conclusão se o visado nem sequer tem no curriculum a boa gestão de uma simples junta de freguesia para demonstrar laivos dessa preparação...,qualificação posta, sem pejo, no superlativo absoluto simples?!

A. A. Barroso [Dar À Tramela]


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Publicado por JL às 21:31 de 09.04.11 | link do post | comentar |

A ser verdade...

A ser verdade o que se lê aqui, restam três conclusões:

1. O silêncio do Sr. Silva, presidente de uma facção de portugueses, mostra ou falta de capacidade para "ler" a evolução económica do país ou tacticismo em desfavor (mais uma vez) do Governo. Entre ser-se incompetente e traidor dos interesses do país, venha o diabo e escolha;

2. Passos Coelho, ao contrário do que passou na comunicação social e do que o próprio afirmou, foi afinal contactado antes da apresentação do PEC IV, mas recusou qualquer diálogo. Ou seja, a acusação de que este governo não fez os possíveis para negociar o PEC cai por terra. E confirma-se o desejo de PPC e do actual PSD em derrubar, o quanto antes, com ou sem rasteiras, o governo para ir ao pote; e

3. Há muita gente que insiste, mesmo à beira da falência, em colocar os interesses próprios à frente dos interesses nacionais e colectivos. E esta gente sempre ficou na História pela negativa. Mas, graças às suas limitações, não compreendem este facto histórico.

Ricardo Sardo [Legalices]



Publicado por JL às 14:56 de 09.04.11 | link do post | comentar |

Andar aos papéis

Durante a sua curta intervenção, na abertura da reunião, o autarca Guilherme Pinto dirigiu-se ao líder da oposição, para acusar Passos Coelho de "andar aos papéis".



Publicado por JL às 22:33 de 08.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Está muito calor…não é o verão antecipado

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Publicado por JL às 18:05 de 08.04.11 | link do post | comentar |

Passos Coelho terá a noção do que é governar?

Governo com dez ministros chega, diz Passos

O PSD tem vindo a demonstrar que as propostas que apresenta conseguem ser piores do que se pensa. Então, Passos Coelho ainda nem apresentou o programa eleitoral e já diz quantos Ministros (10) o seu Governo teria?

Não tendo um projecto, em termos teóricos, nunca se saberá se é um número ajustado, face ao que o PSD pretende para o Governo. Serão muitos, serão poucos?

Mas da equação teórica facilmente se chega à realidade e entende-se como Passos Coelho demonstra um desconhecimento total do que é governar. A proposta é irrealista, pela incapacidade de uma equipa ministerial, de 10 pessoas, responder a tudo, como deve. Nem o Governo de um dos países mais prósperos e pequenos (em termos geográficos e populacionais) da UE, como o Luxemburgo, conta com esse número (o Governo luxemburguês é composto pelo Primeiro-ministro e 14 Ministros); e Portugal, um país de dimensão média, no quadro europeu, quer contar com 10 Ministros?

Deixemos de andar a brincar com o País. Já basta a crise que o PSD criou, com Portugal a ser obrigado a requerer ajuda externa.

Carlos Manuel Castro [Câmara de Comuns]


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Publicado por JL às 22:42 de 07.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

Um oportunista invulgarmente transparente

Passos Coelho tem algumas noções de economia. Vulgarmente básicas, claro está, num homem rendido aos dogmas do neoliberalismo (tantas vezes aqui desmontados). Não tendo nascido na Somália, esse paraíso neoliberal sem estado com que sonha todas as noites, sempre fortemente convicto dos dogmas mais absurdos, resta-lhe tentar trazer a Somália para Portugal. Isso, sabemos bem que o quis fazer no verão passado: um projecto de revisão constitucional por demais descabido, concebido por um punhado de sanguessugas neoliberais apostadas em encher os bolsos à custa de um significativo aumento das desigualdades, lideradas por um dirigente associativo estudantil, ignorante numa importante série de questões socioeconómicas de fundo. Rapidamente ficou claro que tal caminho aventureiro seria liminarmente rejeitado pela larga maioria do eleitorado.

Derrotado? Nem por isso: se a coisa não vai a bem, para um oportunista pode sempre ir a mal. Se o seu programa não pode ser aprovado pela via eleitoral, resta-lhe que seja forçado ao País por via do FMI. Com uma transparência invulgar em golpistas de baixo nível, Passos Coelho sempre deixou claro que esse era, acima de tudo, o seu desejo: governar em coligação com o FMI e conseguir assim as condições necessárias para a aplicação do seu programa. Restava-lhe, contudo, um passo final. Goste-se ou não, a bem ou a mal, sempre houve um enorme obstáculo à intervenção externa em Portugal: José Sócrates. Foi, sempre, incansável a tentar evitá-la. Naturalmente que partilho desta opinião: como já aqui escrevi, existem inúmeras razões para discordar de muitas medidas nos diversos PECs, mas não existe uma única para abrir as portas ao FMI - pelas razões que todos conhecemos. A estratégia foi simples: esperar pela altura ideal de ir ao pote, esperar pelo momento certo para dar uma rasteira a Portugal. E assim foi.

Duas questões: Qual o verdadeiro objectivo de Passos Coelho ao chumbar o PEC4? Quais as consequências directas do chumbo do PEC4?

O objectivo é invulgarmente transparente. Forçar o FMI. Porque, sejamos claros, é de uma desonestidade profunda dizer, a 19 de Março, que "há um limite para exigir sacrifícios aos portugueses" e, chumbado o PEC4, dizer depois, a 28 de Março, que "votámos contra o PEC porque não foi tão longe quanto devia". E é também de um oportunismo invulgarmente transparente, dias depois, afirmar que, de uma maneira ou de outra, o caminho desejado é o caminho do FMI.

Mas o tempo não parou e os mercados não se deixaram ficar quietos(*). Em consequência directa do chumbo do PEC4, e pesem embora dezenas de alertas nesse sentido, sempre ignorados por quem realmente desejava capitular Portugal, o que sucedeu está à vista de todos: «[...] em menos de dez dias [...] os juros da dívida subiram três pontos e meio, mais do que haviam subido nos três meses anteriores; algumas das grandes empresas públicas de transporte, deficitárias em todos os países, passaram a lixo; a banca nacional vê as fontes externas secarem; a reputação financeira da República baixa cinco escalões [...]»[1]. Mais: «[...] depois da crise [...] as taxas de juro de cinco anos subiram cerca de quatro pontos. Os bancos, com os ratings igualmente cortados, perderam 500 milhões de capitalização bolsista. Os títulos da dívida estão em risco de não serem aceites no BCE, ameaçando o financiamento da banca e da economia. Os prémios dos CDS portugueses (espécie de seguro contra default) a cinco anos estão acima dos da Irlanda [...]»[2]. Mas continua: do leilão de Março, antes do chumbo do PEC4, para o de hoje, o juro a seis meses subiu de 2.98% para 5.11%. Estamos a falar de um aumento de cerca de 70%. Praticamente não existe qualquer grande empresa nacional que não tenha sido, hoje mesmo, catalogada como "lixo" em termos de rating.

Resta alguma dúvida? O que aconteceu hoje, a capitulação final, tem um mentor. Passos Coelho. Um oportunista invulgarmente transparente pois nunca escondeu ao que vinha. Mas tem também um acontecimento singular que, objectivamente, é a sua causa última. O irresponsável chumbo do PEC4. Não me canso de repetir: existem inúmeras razões para discordar de muitas medidas nos diversos PECs, incluindo o último, mas não existe uma única para abrir as portas ao FMI. Quem o fez deve ser devidamente responsabilizado. Da esquerda à direita, PSD, CDS, mas também Bloco, PCP e PEV, de forma plenamente consciente, o resultado está à vista.

Termino naquilo que diz respeito ao PSD: em nome de um perigoso projecto de sociedade, de uma experimentação socioeconómica neoliberal que se tem mostrado desastrosa por todo o mundo, sem rodeios, consciente, decidiu Passos Coelho colocar os seus interesses acima de tudo, os interesses nacionais em último lugar, e assim sacrificar Portugal.

Que "recompensa" merce este homem invulgar?

Ricardo Schiappa [Esquerda Republicana]



Publicado por JL às 10:58 de 07.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (3) |

Tempos (ainda mais) difíceis

O tempo que vivemos não é seguramente dos mais brilhantes da nossa História. Nem tanto pelas dificuldades, que são enormes mas não inéditas. As atitudes que vamos observando em quem tem responsabilidades é que nos fazem descrer da possibilidade de rapidamente unirmos esforços para vencer a crise.

Vejamos: tudo começou em 2009 com a vitória do PS e de Sócrates sem maioria absoluta. Toda a Oposição viu aí a primeira oportunidade de vergar o primeiro-ministro, e a verdade é que alguma arrogância dos tempos da maioria absoluta terá contribuído para um sentimento muito generalizado de que faltava humildade ao primeiro-ministro. O próprio Cavaco Silva - e com ele muitos barões do PSD - viram aí a ocasião de retribuir o sufoco em que tinham vivido nos últimos anos, estando ainda fresco na memória a forma como Manuela Ferreira Leite tinha sido sucessivamente cilindrada.

Cavaco Silva deveria ter nessa altura iniciado a sua tarefa de conciliador, de agregador, deveria ter tentado que se formasse uma maioria que garantisse vida longa ao Governo. Não o fez. Sócrates disse-se aberto a alianças, mas não foi nem convincente nem disponível para abdicar de algumas das suas propostas. Teve o que se sabe. A Oposição, em alianças negativas, foi destruindo diplomas, impondo políticas. Ainda agora, o Governo acabado de se demitir, as alianças negativas mataram a avaliação dos professores e revogaram medidas do Executivo para os medicamentos. Mas o Governo foi, como se costuma dizer, passando entre os pingos de chuva, sabendo que dificilmente seria destronado por aliança do PSD com a Esquerda do PCP e do Bloco. Veio a crise. Com ela, o bom senso de Passos Coelho, entretanto chegado à liderança do PSD. Um PEC e mais outro e mais outro. Até que, depois do violento discurso de posse de Cavaco Silva e perante o desdém de Sócrates que agiu como se não precisasse de apoio parlamentar nem devesse informar o presidente, o PSD cortou o apoio e lá vamos nós para eleições, provavelmente no momento menos adequado. Aqui ao lado, os espanhóis vão no quinto PEC, num crescendo de austeridade.

Vamos para eleições no preciso momento em que as agências de rating vão tornando o crédito a Portugal cada vez mais oneroso. Sócrates apostou tudo na rejeição do FMI. Apostou em que a Europa se chegaria à frente antes que o FMI fosse necessário. Mas a Europa foi esticando a corda e quando parecia que talvez pudesse dar razão a Sócrates, a Finlândia - um dos elos fortes da solução europeia - vai inesperadamente para eleições. As contas do primeiro-ministro caem pela base. Erro de cálculo, claríssimo.

Agora, com Governo de gestão, Sócrates diz que não pode chamar o FMI - até aqui o Governo não queria - Passos Coelho diz que sim e Cavaco diz que sim também, acrescentando - pela primeira vez - que as agências de rating exageram na pressão que fazem. Mas já exageram há muito. Interessou pouco dizê-lo noutras alturas, como certamente também já poucos ouviram, perante a correcção do défice - a Europa dizer que Portugal não mentiu nas contas, porque já todos entraram na fase das acusações.

Não é preciso dizer quem é o mexilhão desta história. Mas é preciso dizer que com os três principais protagonistas portugueses acontece só isto: Cavaco não gosta de Sócrates e ainda não confia (ou melhor, ainda desconfia) em Passos Coelho. Sócrates tem para com Cavaco sentimentos recíprocos aos do presidente para com ele e com Passos disputa o mesmo lugar, o que desde logo os afasta. Entre Passos e Cavaco há um fosso geracional, há um passado de separação, restando o respeito devido a uma linha comum e, acima de tudo, a oportunidade política. É pouco. Entre os três não haverá muito a fazer. Da cena política, restam dois dirigentes de Esquerda: um, fiel ao seu eleitorado e fazendo um caminho previsível mas certeiro na defesa dos seus; o outro, menos previsível, mas em sentido único, o sentido do protesto, nunca o sentido do contributo para que algo se construa. Resta, mais à direita, Paulo Portas, por ora na expectativa de saber se o PSD vai precisar dos seus votos ou não, mas coerentemente pronto para agravar a factura por cada dia que passa sem o PSD se aproximar.

E é assim que, a um mês e pouco das eleições estamos como em 2009, à parte uma situação económica sem paralelo: ou um partido, ou uma coligação tem maioria absoluta ou amargaremos ainda mais a nossa sorte. Os líderes em presença serão incapazes de aproximações e o presidente continua sem margem para intervir. Ou alguém dá um passo durante a campanha eleitoral ou o pior está para vir.

José Leite Pereira [Jornal de Notícias]



Publicado por JL às 13:58 de 04.04.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Abertura da caça (Época extraordinária)

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Publicado por JL às 21:12 de 31.03.11 | link do post | comentar |

Pedro és uma nódoa negra

Foi uma quinta-feira muito intensa para o presidente do PSD. Um dia depois da demissão do Governo de José Sócrates na sequência do chumbo do Programa de Estabilidade e Crescimento, Pedro Passos Coelho foi a Bruxelas participar na habitual reunião do Partido Popular Europeu. E caiu positivamente na boca do lobo.

Ainda estupefactos com o que se tinha passado em Portugal, os líderes conservadores não perderam a oportunidade para falar a sós com o presidente do PSD. Claro que Angela Merkel foi um deles. A reunião durou uns bons minutos. O conteúdo foi revelado pouco tempo depois pela chanceler alemã, quando exigiu ao PSD a divulgação imediata de um pacote de austeridade para garantir as metas do défice para 2011, 2012 e 2013. Mas uma fonte bem próxima da líder alemã confidenciou ao ‘Correio Indiscreto’ que a conversa tinha sido muito dura e crispada.

Com um sentido de humor muito apurado, a mesma fonte fez questão de salientar que Passos Coelho conseguiu sair do encontro sem nódoas negras no corpinho, o que já não foi nada mau. Mas para a líder alemã, o seu parceiro do Partido Popular Europeu não deixa de ser uma verdadeira nódoa negra. E está de acordo com Sarkozy, presidente francês, que até ficou mais alto depois de falar com Passos.

António Ribeiro Ferreira [Correio da Manhã]


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Publicado por JL às 14:09 de 31.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

outdoors


Publicado por Zurc às 22:32 de 29.03.11 | link do post | comentar |

O que não é o PSD

Facto 1: A fazer fé nas sondagens, e caso se realizassem hoje eleições legislativas, a maioria dos portugueses daria a vitória ao PSD, sem contudo lhe entregar uma maioria absoluta para governar o País.

Facto 2: A fazer fé nas sondagens, a maioria (agora sim absoluta) dos portugueses não acredita que o Governo seja capaz de cumprir as metas orçamentais a que se propôs. Que é como quem diz, a maioria dos portugueses não confia minimamente no Governo.

Facto 3: A fazer fé nas sondagens, uma esmagadora maioria dos portugueses (63%) defende que o PSD deve evitar provocar eleições antecipadas.

Confuso? Eu também. Especulemos pois sobre esta bizarria.

Cenário 1: Os portugueses ensandeceram de vez e querem ver no Governo um partido em que não confiam em absoluto sem primeiro tirar de lá um outro em que não confiam de todo. Uma espécie de arranjinho político desenhado por M. C. Escher. É a tese do "enlouquecimento global".

Cenário 2: Os portugueses estão verdadeiramente fartos de políticos, politólogos, sondagens e eleições, desistiram de ter opinião, divertem-se a responder o que primeiro lhes passa na mona e vão à sua vidinha que está muito difícil. É a tese do "seja lá o que Deus quiser" ou, na versão mais laicamente correta, "o último a sair que apague a luz".

Cenário 3: Os portugueses estão com o Eng.º Sócrates pelos cabelos (fartos dos seus "truques", no dizer mais requintado de Alexandre Soares dos Santos), sabem que o homem os conduzirá fatalmente à desgraça, mas não fazem a mínima ideia do que seja esse tal de PSD. É a tese do "estamos à beira do precipício mas ainda não percebemos se a alternativa não será um passo em frente".

Entre as três hipóteses, confesso, mon coeur balance. Mas como sou um homem prático facilmente entendo que pouco ou nada há a fazer se os portugueses tiverem coletivamente ensandecido ou se tiverem desistido desta pátria improvável. O que nos deixa com o Cenário 3. E mesmo relativamente a esse, não vale a pena perder muito tempo nem muitas energias. Ninguém, no seu inteiro juízo, se vai pôr agora a exigir ao Dr. Passos Coelho que nos explique o que é o PSD. Há desafios que todos reconhecemos ser impossíveis e parece cristalinamente óbvio que não existirão dois militantes com a mesma resposta para tão esfíngica pergunta. Felizmente a forma de sair deste intrincado paradoxo - e começa a ser urgente desatar este nó - é estupidamente simples: bastará que o Dr. Passos nos diga o que não é o PSD. Ou, melhor ainda, quem não é o PSD.

Sossegue o País, Dr. Passos. Diga-nos mais claramente ainda (porque é verdade que já o sugeriu) que o seu governo não será o comboio fantasma de apparatchicks que todos imaginam. Diga-nos que não nos vai obrigar a mudar de governo para que tudo fique na mesma. Diga-nos que percebe, tão bem como nós percebemos, que muitos dos seus entusiasmados apoiantes de hoje foram os indefetíveis de Sócrates até anteontem. Diga-nos que não vai ficar refém dos mesmos interesses económicos e financeiros que sustentaram o delírio socialista. Diga-nos com firmeza e coragem o que não é, nem nunca será. Vai ver que é o que basta para fazer desequilibrar a balança.

Pedro Norton [Visão]



Publicado por JL às 18:05 de 22.03.11 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Espécies cinegéticas (V)

O calendário 2011 do Coelho


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Publicado por JL às 00:03 de 04.01.11 | link do post | comentar |

Exclusivo WikiLeaks

 

O governo sombra do Coelho


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Publicado por JL às 21:42 de 30.12.10 | link do post | comentar |

Espécies cinegéticas (IV)

 

Novo Ano do Coelho


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Publicado por JL às 19:21 de 30.12.10 | link do post | comentar |

Espécies cinegéticas (III)

O Coelho Natal


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Publicado por JL às 00:12 de 22.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Espécies cinegéticas (II)

As múltiplas posições do Coelho

Onde situa Passos Coelho?

Vejo na liderança do PSD bastante imaturidade e isso explica alguns ziguezagues.



Publicado por JL às 15:16 de 15.12.10 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

REVISÃO CONSTITUCIONAL?

Passos, tenta matar vários coelhos com uma só cajadada. Não será um tiro na própria pata?

Com a ideia/proposta de revisão constitucional o rapaz, novo líder do PSD, pretende atender ao podido do “soba" da Madeira de cujo apoio político, tanto dentro como fora da agremiação social-democrata, necessita como de pão para a boca.

Com a apresentação de tais, retrógradas, propostas, sabendo que elas não são, nem poderiam ser, acolhidas pela maioria de esquerda representada na Assembleia da Republica, tal facto deixa-lhe argumento de peso a que se agarrar para incumprimento de, eventuais, propostas a fazer em campanha eleitoral e no caso, nefasto, de vir a ser governo, o que se duvida, a fazer fé em tais proposições constitucionais.

O chamado aumento de poderes presidenciais, além de desnecessários, visto que tanto os artigos 133º - Competências quanto a outros órgãos e 134º - Competências para a prática de actos próprios já consagram amplos e suficientes poderes no regime semi-presidencialista como é o nosso.

De resto o período do PREC e dos governos de iniciativa presidencial já passou há muito tempo e o pais já perdeu tempo e oportunidades em demasia a olhar o passado em vez de perspectivar e enfrentar o futuro.

O que o país precisa e a população anseia, com urgência, são propostas credíveis de governação, são iniciativas de alteração de comportamentos das instituições e institutos publicos, bem como dos respectivos agentes para que a distribuição da riqueza produzida seja mais justa, a estabilidade social seja maior e os direitos fundamentais que ao Estado compete garantir aos cidadãos não seja letra morta plasmada na actual Constituição.

Passos, o Coelho, deveria, acima de tudo, preocupar-se que o actualmente estatuído na Lei fundamental em vigor fosse respeitado.



Publicado por Zé Pessoa às 00:10 de 22.07.10 | link do post | comentar | ver comentários (6) |

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