
Condenado a 5 anos de prisão, ficou com pena suspensa «tendo em conta a situação que está integrado na sociedade, tem uma nova família e que não voltou (que se saiba) a cometer qualquer ilícito» [Tribunal de Setúbal]
- Mas que raio de «justiça» é esta?
Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) reprova mediatização conferida a Carlos Cruz, condenado no processo Casa Pia, pelos órgãos de comunicação social, em particular a RTP.
Princípios éticos do jornalismo
Em comunicado, o Conselho Regulador da ERC afirma estar preocupado com a situação, reprovando a mediatização conferida assim como o protagonismo dado pela RTP em pelo menos três dos seus programas de informação.
"Sem colocar em causa os princípios consagrados na Constituição e na Lei sobre a liberdade de imprensa - antes os reafirmando -, o Conselho Regulador recorda as especiais responsabilidades do serviço público de televisão no cumprimento dos princípios éticos e deontológicos do jornalismo e no respeito pelas decisões dos tribunais num Estado de Direito", lê-se no documento.
Isenção e imparcialidade
No entender da ERC, a invocação da liberdade de informar e de livre determinação de critérios editoriais não deve "servir, ainda que de forma involuntária, para transmitir convicções próprias ou para uma procura de audiências a qualquer custo, com prejuízo do equilíbrio, isenção e imparcialidade a que está, de modo reforçado, obrigado o serviço público de televisão".
Segundo o Conselho Regulador da ERC, na sequência da sentença do tribunal de primeira instância sobre o processo "Casa Pia", "têm-se sucedido na imprensa, rádio e televisão, entrevistas a alguns dos acusados, em desrespeito, por vezes grosseiro, pelo princípio do equilíbrio, da equidistância e da igualdade de tratamento de todos os agentes envolvidos no processo".
Semanário Expresso
Catalina Pestana, sobre o abuso sexual de menores da Casa Pia, fez ontem as seguintes declarações:
“Existe uma Justiça para ricos e outra para pobres.
Durante os anos que decorreram o chamado Casa Pia, foram condenados por actos idênticos 9 cidadãos anónimos, quase todos funcionários da instituição e tudo decorreu normalmente. Foram condenados e cumprem as suas penas de prisão.”
Não sei se os senhores ontem condenados pelo tribunal praticaram ou não os actos pedófilos. Não os conheço e não vi. O que sei é que foram condenados e não estão a cumprir a pena.
O que sei é que o à vontade com que se passeiam na ‘rua’ e nos media, as suas ‘caras’ de desprezo, o como falam do assunto e das instituições, a sobranceria com que se apresentam, incomoda-me. E muito.
Sou levado a concluir como Catalina Pestana ontem o disse, que existe de facto uma justiça para ricos e outra para pobres.
Pedófilo com pena reduzida
O Tribunal da Relação de Coimbra reduziu de sete para cinco anos e meio a pena de prisão aplicada a um operário da Marinha Grande que durante cinco anos abusou da sobrinha de sete anos, por ter decorrido quase uma década desde a data em que cometeu os crimes e não revelar "comportamentos desviantes".
"O arguido já sofreu censura social" com as notícias publicadas em jornais, que o deixaram "triste e emocionalmente abalado", merecendo por isso "alguma atenuação" na pena, que era "algo exagerada, não obstante a extrema gravidade dos crimes e as consequências" para a vítima, refere o acórdão da Relação.
É preciso dizer mais alguma coisa?
Embora a pedófilia não possa ser entendida como um mal exclusivo da igreja, como poderia fazer crer a actual situação de alguns padres e bispos católicos e dos meandros da respectiva igreja, o facto é que nela tem colhido abrigo algumas dessas práticas ao longo da história da humanidade, ao longo da sua historia nos recentes dois mil anos.
O mal maior está na contradição, no bluff que tem sido a sua mensagem face às suas práticas. O silencio não tem sido só de ouro, também o é de criminalidade.

É duvidoso de concluir que, postos no prato da balança, o bem realizado compensará o mal espalhado, até porque este tem sido, muito bem escondido.
As igrejas sejam elas mais antigas ou mais recentes, como alguém afirmou, não são “mais do que um partido político com muito melhor organização, muito melhor propaganda e muito mais meios”. Acrescentaria muito mais engenho, no domínio da exploração psicossociológica e cultural dos indivíduos, pese a contradição factual de por um lado excluírem as mulheres das suas estruturas orgânicas por outro os homens andarem de “saias” a que pomposamente chamam de batina.
Mas, pensando bem, é muito redutor comparar a Igreja (católica), ou qualquer outra, salvo alguns comportamentos dos respectivos membros, com um partido político pela simples razão de que estes são terrenos e aquelas provêm do além, na sua razão de ser, e só em parte são terrenas como seja a industria turistica-religiosa. No caso da Igreja católica até tem, terrenamente falando, o reconhecimento e honras de estado. Vá-se lá saber porque, razões que a razão espiritual desconhece. Afinal o reino não é do outro mundo mas é deste. Pobre cristo, o crucificado...
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