Politicos, opinadores de TV e penicos

  

Passam a vida a atirarem-nos com areia aos olhos e ainda lhes pagam, com o nosso dinheiro, para nos fazerem tais mimos. As hipocrisias e invejas que nos consomem.

Quero afirmar, por minha honra, coisa que já vai sendo rara, que não escrevo sob o efeito da inveja nem de outra qualquer razão hipócrita.

Feita a ressalva declarativa de interesse trago à colação esses exactos(?) termos que em rigor (não direi absoluto) têm morto este país e a sociedade que nele deveria viver em harmonia consigo própria.

Sobre a inveja apenas direi que nos tem levado à auto destruição, à pobreza e quase à indigência quando se propagandeiam como excessivos ordenados de 2/3 mil €uros mensais, coisa que seria normalíssima não houvessem fugas de capitais para offshore, roubos descarados em bancos, negociatas de contratos em parcerias publicas com privados, tudo peças de um mesmo puzzle, composto essencialmente por fuga aos impostos e corrupção.

Alguns dos comentadores da televisão pública recebem 600,00 ou mais euros por sessão/semana onde proferem comentários moralistas. Não que o não mereçam, tendo como comparação o que, outros seus colegas, recebem nos canais da concorrência. Contudo embora se diga que, em economia de mercado, é o mercado (mão invisível) que tudo regula, não deixa de não ser uma profunda e hipócrita imoralidade visto que, para um país com uma sociedade em dificuldades, não deveria aceitar a existência de dois pesos e duas medidas.

Aceitar isso é aceitar-se uma sociedade divida em duas metades: de um lado os privados de outro o publico, como se não fossemos todos parte integrante de um todo, que deve observar iguais direitos e obrigações. Mesmo nas TVs privadas não deveriam ser admitidas tais avenças e gratificações, a menos que os intervenientes não aufiram, em outras actividades, o suficiente para viver com dignidade e desafogo.

Como referido, um destes dias, pelo Correio da Manhã, Rui Rangel, Moita Flores, Joana Amaral Dias, o sindicalista Carvalho da Silva, e o bastonário dos advogados, Marinho e Pinto, são alguns dos comprometidos com certas hipocrisias.

Se o Estado tem as dificuldades (foi sendo roubado) que sabemos e por todos reconhecidos é urgente tomar a posição que o antigo presidente americano proferiu, vamos perguntar-nos o que poderemos fazer pelo país e a primeira atitude será prescindirmos da remuneração de certas actividades desenvolvidas a título de serviço público até porque o facto de, a tais individualidades, se possibilitarem “luzes de ribalta” já deveria ser considerada uma honrosa distinção e recompensa.

No plano da hipocrisia deriva do facto dos senhores políticos terem colocado as empresas públicas na situação de penúria financeira em que elas se encontram e não reconhecerem, publicamente, as suas irresponsabilidades, o mesmo que têm feito aos cofres da Segurança Social.

A cereja no bolo, de tanta hipocrisia, conforme um amigo comentava à mesa do café, decorre do facto de um dos assessores do actual secretario de Estado dos transportes ter andado a negociar acordos de empresa que agora renega e quer destruir; o outro facto é ter sido convidado, para coordenar o grupo de trabalho para a reformulação da rede de transportes a entregar aos privados, o senhor que mais dinheiro esbanjou no Metropolitano e ter determinado a estratégia de gestão de recursos humanos, ou seja os ditos acordos de empresa, durante mais de uma década além de influir nas restantes.

Quem ler o presente escrito e tenha facilidade de chegar à fala com esse demagogo ideólogo de quinta-feira a quem um dia passaram a designar de “Ganda Noia” que a avaliar ao preço a demagogia, certamente, receberá, por cada ida à TV, alguns 800 euros, ou com o senhor Álvaro Santos Pereira, digam-lhes que os tais responsáveis que eles andam à procura, para que possam ser julgados, são os que lhes estão a passar a informação distorcida e andam a cooperar com o governo para agora fazer sangue nas empresas que eles próprios usaram e mal geriram.

Conforme comentou Zé das Esquinas, o Lisboeta algures num dos recentes postes, aqui do LUMINÁRIA, a esmagadora maioria dos políticos são como os penicos “estão fora de moda, podem ser de porcelana, barro ou plástico, podem ser pintados à mão ou com decalques, mas lá dentro são sempre idênticos no que têm...”

E ninguém foi/vai preso? Onde é que eu já li isto!?



Publicado por DC às 09:06 de 27.10.11 | link do post | comentar | ver comentários (2) |

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