OS AUTARCAS, A BOMBA E O ENXOVALHO

Agora há quem diga que a lei de limitação dos mandatos não é clara, coisa no mínimo estranha dado que foi elaborada por juristas e, apenas, tem dois artigos, sendo o segundo de nenhuma importância jurídica material e interpretativa. Será que foi feito de forma equivoca, como dizem, para enganar os incautos eleitores?

Toda a gente sabe que a perpetuação de certas figuras em sucessivos mandatos autárquicos se baseia em duas fundamentais razões, além de constituir um, real e manifesto, caciquismo local de interesses mesmo no modo de funcionamento dos serviços municipais, verdadeiros ninhos de esquemas de tráficos de influências.

Uma das razões é a de garantir captação de financiamentos partidários para campanhas eleitorais internas e externas. Outra razão é a continuada ausência de estratégias de renovação de militantes e de responsáveis políticos, dentro dos partidos.

Esta espécie de pescadinha de rabo na boca, conveniente a quem aprisionou os partidos, é que está a matar os ditos, vai minando e destruindo a democracia e afunda, a todos os níveis, o Estado começando nos sectores de responsabilidade social e de solidariedade até à sua, eventual, completa definhação. O dinheiro dos contribuintes desaparece em mafiosas jogatanas de tráfico de interesses.

Enquanto se não tornar claro e transparente o funcionamento e atividade, mesmo interna, dos partidos políticos nunca poderá ser séria a sua relação com a comunidade, mesmo ao nível autárquico.

É claro que os tribunais podem e devem ter um importante papel na clarificação de tais comportamentos e a recente decisão tomada a propósito do caso Macário constitui uma bomba que pode ser destruidora de certas nocivas praticas.

Ficou, inequivocamente, mais claro que os tribunais interpretam a lei em função da pessoa e não do território. O tribunal, ao condenar o autarca algarvio, atendeu aos factos por ele praticados independentemente da autarquia onde eles o foram. Nestes termos a interpretação correta da lei dos limites de mandatos será feita em função do autarca e não da autarquia.

Perante a decisão do tribunal a posição de certos políticos, nomeadamente do CDS e do PSD, constitui um enxovalho eleitoral e chega ao ponto de aceitarem uma dupla interpretação, conforme for o caso da importância do candidato ou da autarquia: nuns casos entende-se haver limitação e noutros defende-se que não deva existir. Tese defendida pelo deputado do CDS, Hélder Amaral, digno representante do povo.

O PSD, entalado entre a (sua) dúvida de interpretação da lei e a cerca de uma dúzia de candidatos, saltimbancos, já lançados nas corridas eleitorais, diz agora querer clarificar a lei.

Estão mesmo a ver o que estes políticos entendem por “clarificar a lei”? Será outro, mais um, enxovalho legislativo!

Será que os eleitores vão ser gente sem vergonha e votam nestas, embustes, propostas? Se o fizerem, pelo menos, não sejam mais hipócritas e não continuem a dizer mal dos políticos que governam o país.



Publicado por DC às 13:31 de 14.02.13 | link do post | comentar |

Cavaco Silva, o padrinho

O casamento dura à cerca de ano e meio mas as desavenças e traições, entre o casal e outros membros das duas famílias, eram (são) de monta e, acentuadamente, publicas.

As famílias atiram culpas mútuas e o divórcio está por um fio. O padrinho entra em cena, obriga o casal a ser comedido em declarações públicas e força as respectivas famílias a tomarem medidas para salvar o casamento.

Assim, com o apadrinhamento ideológico e cultural de Cavaco, reuniram mesmo sem a presença do casal desavindo e decidiram, é sempre assim!, por mais que se saiba que a receita raramente resulta, que se decidem pelo nascimento de um filhote para salvação do matrimónio. Nasce o CCC.

Para reforço de tal iniciativa e valorização do evento o padrinho convoca o conselho de anciãos que paradoxalmente, ilustra a desconfiança deste no afilhado predilecto, pois convoca o articulista de palavras inconsistentes, o feitor dos números errados e cálculos mal feitos do orçamento. Entre um mentiroso e um tecnocrata desajustado venha um padrinho e escolha.

Coitados, como sempre as famílias não sabem ou não querem assumir por falta de coragem a verdadeira raiz do problema, são cegos, surdos, analfabetos políticos e amnésicos democráticos. As famílias e o padrinho.

Há já quem alvitre que a seguir à queda da TSU, como estamos no outono, se seguirá a queda de ministros a que se seguirá a queda do próprio governo.

Não nos iludamos, digo eu, sejam quais forem os desideratos seguidos à queda de ministros e governo, se não contestarmos a forma de funcionamento o actual regime (democracia directa/ democracia representativa) e não assumirmos nas próprias mãos a condução e tomadas de decisão tudo continuará na mesma, oportunistas na AR e nos Governos e o povo a pagar.



Publicado por Zé Pessoa às 14:52 de 23.09.12 | link do post | comentar |

A espingarda e o empecilho

Já todos estamos cansados de saber que José Sócrates, nem como engenheiro e muito menos como governante foi grande espingarda. Fartou-se de dar tiros no património urbanístico edificado no concelho da Guarda e aos portugueses, durante os períodos que esteve no ministério do ambiente e, acima de tudo, como 1º ministro. Desse já nos livramos…

O que ninguém diz é como nos poderemos livrar é desses empecilhos cavaquistas que andam pelas Lusopontes, pelos BPN`s e por Belém e que continuam a atormentar-nos e a entorpecer-nos há mais de duas décadas.

O que irá a Assembleia da República fazer à petição aí entregue pedindo a demissão de Cavaco Silva?

É lamentável não se poderem aplicar, em Portugal, as medidas que os islandeses e americanos podem infringir aos seus, mal comportados, presidentes.



Publicado por Zé Pessoa às 14:53 de 09.03.12 | link do post | comentar | ver comentários (1) |

Políticos: todos iguais

Todos sabemos que os políticos não são, pelo menos na forma de actuar, todos iguais. Como também sabemos que há uns mais iguais do que outros, como afirmava aquele outo que mandou, neste “nosso” império (a propósito dos portugueses) durante mais de 48 anos.

Mas, como se dizia da mulher de Cezar “não basta ser seria é preciso, também, parecer.

No caso dos nossos actuais políticos se não “são todos iguais”, como diz o povo, o seu comportamento deixa transparecer que sim.

Pelos vistos e quanto ao “assalto” a lugares principescamente remunerados nos políticos, sejam eles do PS, do PSD ou do CDS, não se vislumbram, significativas, diferenças. E será que os do PCP ou do BE seriam diferentes em iguais circunstâncias?

“Não é crime ser militante de um partido político” terá afirmado o Dr. Pedro Passos Coelho, actual 1º Ministro. Não é crime e não basta, digo eu, para ascender a tais lugares, além de ser militante tem de se pertencer à elite partidária e se usar avental ajuda muito.

Como dizia o homem das botas, somos todos militantes mas há uns mais militantes que outros. Uns ascendem a certos lugares, outros carregam bandeiras em comícios. Tem razão o  comentador que afirmou, algures, qui no Luminária “este governo está cada vez mais parecido com um programa de culinária, uns andam à volta dos tachos, enquanto outros andam de avental e os restantes querem fazer pastéis.”



Publicado por Zé Pessoa às 19:02 de 15.01.12 | link do post | comentar |

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